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Afinal, o foco deveria ser na saúde ou na política?

Maio foi um mês marcado pelos desdobramentos políticos no contexto brasileiro. Após queda de Sérgio Moro do Ministério da Justiça em abril, persiste a instabilidade com a investigação do presidente Jair Bolsonaro diante das acusações de interferência da Polícia Federal. Em meio a desestabilização da Presidência da República, o Brasil torna-se o epicentro da epidemia do Covid-19 na América Latina. Em ações isoladas, governadores passam a flexibilizar as regras do isolamento social e, mesmo diante de um cenário turbulento, os cidadãos brasileiros passam a viver um “novo normal”. Prossiga a leitura e retome os destaques de maio que podem continuar a repercutir no próximo mês.

Covid-19 versus economia

A volatilidade nos mercados persistiu ao redor do mundo neste mês de maio. As principais potências mundiais seguem unindo esforços, adotando políticas monetárias voltadas a reduzir o forte impacto gerado pela pandemia, tendo em vista a gravidade que isso terá sobre o crescimento mundial.

Embora alguns locais já comecem o processo de reabertura gradativa das atividades, a velocidade de recuperação da economia ainda é motivo de preocupação. Em paralelo, o retorno das tensões entre Estados Unidos e China trouxe um certo mau humor aos mercados. Contudo, sinais animadores no desenvolvimento de um tratamento para o novo coronavírus reverteram esse movimento, deixando os mercados financeiros otimistas

Pandemia e crise política no Brasil

Vivemos um verdadeiro caldeirão de incertezas. Além dos efeitos do Covid-19 na saúde, com o crescente número de casos e mortes, outros dados já revelam a magnitude do estrago que teremos pela frente. A taxa de desemprego subiu para 12,6% no trimestre entre fevereiro e abril deste ano, reflexo das demissões na indústria e no comércio.

As incertezas relacionadas a postura do atual governo diante da crise intensificam a cada dia. Não bastasse a saída do ex-ministro da justiça, Sérgio Moro, no final de abril, tivemos também uma grande preocupação do mercado em relação a uma possível saída do Ministro da Economia, Paulo Guedes. Essa por sua vez, foi reduzida após o presidente Jair Bolsonaro afastar essa possibilidade e garantir a permanência do atual ministro.

Ao longo do mês de maio houve um novo desentendimento, desta vez com o novo Ministro da Saúde, Nelson Teich, que resultou em sua demissão. Decisão essa pautada no uso ou não da cloroquina como método de tratamento ao covid-19.

No dia 22 de maio, o país parou para assistir o vídeo da reunião ministerial em que, segundo o ex-ministro da justiça, estaria claro a pressão feita por Bolsonaro para trocar a superintendência da PF para fins pessoais. Após sua divulgação, o impacto não foi alarmante. E as atenções permaneceram na fala reformista do Ministro da Economia em uma resposta positiva do mercado.

Por fim, há uma expectativa pela proposta do veto presidencial ao reajuste dos salários dos servidores públicos. Uma vez concretizada, a tendência é que seja vista com bons olhos, refletindo na diminuição da percepção de risco – país. Isso deve fazer com que a bolsa siga uma tendência mais altista e o dólar recue.

Ainda em maio no Brasil…

Não menos importante, em maio também houve o adiamento das inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e a expectativa que a data das provas também seja prorrogada. Mais uma parcela do auxílio emergencial foi depositada aos autônomos e desempregados no país como uma das ações sociais do Governo Federal diante da pandemia. Nas principais chamadas dos jornais também se viu a ineficiência dos programas de crédito, principalmente aqueles direcionados às pessoas jurídicas de pequeno e médio porte.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a projeção é que o Brasil contabilize 88,3 mil óbitos em agosto deste ano, de acordo com a organização”. Estados e municípios clamam por socorro: Manaus, por exemplo, já enfrenta um colapso nas unidades de saúde e funerárias. Mesmo assim, o destaque ainda vai para a instabilidade política e até mesmo para os casos investigados de corrupção envolvendo verbas destinadas à saúde, em especial a compra superfaturada de respiradores.

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