Letra financeira (LF): o que é, como funciona e rentabilidade

Tempo de leitura: 5 minutos

Existem diversos títulos de renda fixa que se destacam no mercado financeiro. Elas atendem especialmente aos mais conservadores. Porém, podem estar na carteira de investidores de todos os perfis. Um deles é a letra financeira (LF).

O que veremos neste artigo?
O que é letra financeira (LF)?
Como funciona a letra financeira?
Qual é a rentabilidade da letra financeira?
Para quem é indicado o investimento em letra financeira?
Quais as vantagens e desvantagens das letras financeiras?
Como investir em letra financeira?

Uma LF é um título, em geral, voltado ao longo prazo. Isso significa que é comumente adquirido por aqueles que desejam realizar objetivos em 5 anos ou mais. Quer conhecer mais características dela?

Saiba mais sobre a letra financeira ao continuar a leitura!

O que é letra financeira (LF)?

A letra financeira foi criada em 2010, pela Lei nº 12.249/2010. Ela funciona de maneira similar a outros títulos de renda fixa. É emitida por instituições financeiras que buscam captar recursos para realizar projetos.

Porém, ela traz algumas diferenças em relação aos CDBs (certificados de depósito bancário) e títulos negociados no Tesouro Direto, por exemplo. Isso porque sua rentabilidade tende a ser superior — em função de aspectos como baixa liquidez, aporte mínimo mais alto, maior risco e prazo mais longo.

Como funciona a letra financeira?

Como você viu, a LF é um título de renda fixa de baixa liquidez que visa ao longo prazo. Isso significa que é mais difícil resgatar o dinheiro investido com rapidez e sem a possibilidade de perdas. Para fazer o resgate antecipado, é preciso vender a aplicação no mercado secundário.

Assim, você estará exposto ao preço de mercado, que pode trazer perdas em relação à rentabilidade contratada. Por isso, é interessante que o investidor tenha a certeza de que pode manter o dinheiro investido até o prazo final.

Em termos de ganhos, a letra financeira costuma ter sua rentabilidade atrelada ao certificado de depósito interbancário (CDI) — cujo valor é próximo ao da Selic. Isso costuma ocorrer nas alternativas pós-fixadas. Também existem LFs híbridas (atreladas à inflação) ou prefixadas.

A depender das condições do investimento, é possível contar com o pagamento de juros semestrais ou com rentabilidade no vencimento. Outro ponto importante quando se fala em letra financeira é o investimento mínimo.

Em geral, o valor mínimo de investimento é mais alto – a partir de R$ 50 mil. Assim, pode não ser um título muito acessível ao investidor de menor capital.

Qual é a rentabilidade da letra financeira?

Como você viu, a taxa de juros da aplicação pode ser pós-fixada, prefixada ou híbrida. Como título de renda fixa, as LFs apresentam previsibilidade. Assim, a rentabilidade pode ser limitada em relação a opções de maior risco, como as da renda variável.

Ainda assim, em função dos prazos e valores mínimos de investimento, a remuneração da LF costuma superar outros títulos de renda fixa. A LCI (letra de crédito imobiliário) e LCA (letra de crédito do agronegócio) são exemplos de alternativas que podem render um pouco menos.

Porém, nem sempre é possível saber exatamente quanto o título renderá. Isso é viável apenas nos títulos prefixados. Em todo caso, o investidor pode usar a calculadora do cidadão do Banco Central do Brasil para simular rendimentos.

Para quem é indicado o investimento em letra financeira?

Com todos os pontos apresentados em mente, pode ser que você deseje saber se a letra financeira é indicada para você. De modo geral, esse investimento é voltado a quem deseja cumprir objetivos de longo prazo — enquanto conta com rentabilidades superiores na renda fixa.

Por sua baixa liquidez no mercado primário, ela pode ser mais adequada para quem não precisará do dinheiro antes do vencimento. Então, não é vista como uma aplicação recomendada a quem busca montar a reserva de emergência, por exemplo.

Ela pode ser interessante para quem tem metas mais longa e não deseja se expor aos riscos da renda variável, por exemplo. Contudo, é importante ter em mente que as LFs podem ser mais arriscadas que outras alternativas da renda fixa – como os títulos públicos, por exemplo.

Por isso, é preciso avaliar seu perfil e objetivos para identificar de a letra financeira pode, de fato, fazer parte do seu portfólio.

Quais as vantagens e desvantagens das letras financeiras?

A LF pode trazer benefícios ao investidor. Um dos principais é a alíquota mínima de Imposto de Renda (IR) sobre o investimento em letra financeira. Ela ocorre em função do prazo de investimento – que costuma ser superior a 720 dias.

Nesse caso, a alíquota que incide sobre o investimento – que segue a tabela regressiva de IR – é de 15%. Essa é menor taxa de tributação do imposto encontrada na renda fixa.

Outra vantagem, como você já viu, é a rentabilidade superior a outros investimentos de renda fixa. No entanto, a aplicação também pode trazer desvantagens. Uma delas é o risco. Ao contrário do CDB, LCI e LCA, por exemplo, a LF não é coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Ele protege alguns investimentos em até 250 mil reais por CPF ou CNPJ, limitado ao teto de 1 milhão de reais renováveis a cada 4 anos. Como desvantagens, também é preciso citar a baixa liquidez e o aporte mínimo elevado – como você acompanhou.

Como investir em letra financeira?

Uma vez que o investimento em LF pode ser interessante a muitos investidores, é relevante saber como realizá-lo.  Em primeiro lugar, é imprescindível conhecer seu perfil de investidor. Ele será o primeiro indicativo de que o investimento é – ou não –interessante para sua carteira.

Em seguida, é essencial conhecer seus objetivos. Afinal, é por meio deles que você saberá se um título de longo prazo será uma opção viável. Além disso, é necessário avaliar a qualidade e credibilidade do emissor dos títulos.

Como as LFs não contam com a garantir do FGC, você fica diretamente exposto ao risco de crédito. Ele diz respeito à possibilidade de perdas ocasionadas pelo não cumprimento das obrigações por parte do tomador. Logo, é válido se precaver quanto à saúde financeira do emissor.

Por fim, é necessário abrir conta em uma corretora de valores para investir em letras financeiras. Ela será a ponte entre o investidor e o investimento. Depois, você poderá avaliar as alternativas de LF disponíveis e escolher em qual delas quer aplicar.

Agora você sabe o que é e como funciona a letra financeira. Desse modo, é possível analisar se ela vale a pena em seu caso. Caso opte por investir, escolha uma corretora alinhada às suas necessidades, como a Guide, e diversifique sua carteira de investimentos!

Quer conhecer ainda mais alternativas da renda fixa? Saiba o que é LC, um investimento isento de IR!

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