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Juros em alta: será que é hora de mudar a sua estratégia de investimentos?

Tempo de leitura: 4 minutos

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, vem aumentando a taxa básica de juros da economia, a Selic, desde o início de 2021.

A gente está acompanhando de perto e estamos atentos a esse movimento que mexe no bolso de todo mundo. A Selic começou o ano a 2% e já atingiu 7,75% no final de outubro. E uma das razões para isso acontecer é tentar conter a inflação, que já passa dos 10% nos últimos 12 meses.

Diante desse aumento dos juros, você já deve ter parado para pensar se deveria mudar a estratégia dos seus investimentos, rebalancear sua carteira e diversificar com algum outro tipo de investimento já que essa alta pode ter impactado a rentabilidade de diversas aplicações, em especial as de renda fixa.

 E aqui entra em cena a necessidade de ter o controle de suas finanças e os conceitos da educação financeira aplicados ao seu dia a dia. Se você investe pensando no longo prazo, diversifica seus investimentos e tem uma estratégia coerente com o seu perfil, não precisa fazer nenhuma mudança abrupta. Nesse contexto, não há necessidade, por exemplo, de sacar tudo o que se tem em renda variável e migrar para a renda fixa só porque a Selic subiu.

 Um ponto importante, que nós sempre reforçamos por aqui, é buscar diversificar a sua carteira. Assim, uma alternativa é aplicar parte de seus investimentos em renda fixa e outra em renda variável. Um investidor considerado conservador pode ter até 10% de sua carteira em renda variável no mercado de ações, por exemplo.

Mas você sabe a diferença entre renda variável e renda fixa?

Os investimentos de renda variável podem ter mais variações de preço ao longo do tempo, têm mais risco e ao mesmo tempo maior potencial de ganho. Já os investimentos de renda fixa, como diz o próprio nome, têm uma rentabilidade pré-definida, que se concretiza no momento do vencimento do papel, e, consequentemente, trazem mais previsibilidade quando o assunto é o retorno esperado.

Em um cenário de mudança dos juros, é importante entender essas diferenças para balancear seus investimentos em renda fixa, que é quando, por exemplo, você coloca na sua carteira títulos públicos do Tesouro Direto, ou os CDBs (Certificados de Depósito Bancário).

Existem duas categorias básicas para esse tipo de investimento: os prefixados, que informam no momento da aplicação qual será a rentabilidade do seu investimento e que trazem mais possibilidades de ganhos quando há uma expectativa de queda futura para indicadores como a Selic, por exemplo, e os pós-fixados, que têm uma remuneração definida por um indicador de referência, como a taxa Selic, ou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – usado para medir a inflação oficial no Brasil).

Dessa maneira, caso a Selic ou o IPCA subam, por exemplo, as aplicações atreladas a eles terão um rendimento maior no momento do vencimento; e caso caiam, o contrário também acontece.

Dentre as possibilidades de investimentos em renda fixa, os títulos públicos do Tesouro Direto são alternativas conhecidas, seguras e descomplicadas para se investir. Além disso, caso o investidor queira resgatar o dinheiro aplicado antes do vencimento, o próprio Tesouro Nacional pode recomprar os títulos, trazendo liquidez para a aplicação. O que não é garantido quando a venda é feita antes do vencimento do título é a rentabilidade que ele pode trazer já que os preços oscilam de acordo com as condições do mercado. 

Além dos títulos públicos do Tesouro Direto e dos CDBs, outros investimentos de renda fixa contam com versões prefixadas e pós-fixadas, como as LCIs (Letra de Crédito Imobiliário), as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e as debêntures, que são títulos emitidos por empresas.

Educação Financeira

Viu só como é grande o leque de opções que existe no mercado para os diferentes tipos de investidores? Aqui já falamos com você sobre o perfil dos investidores na B3, ETFs, BDRs, diversificação. O importante é sempre ampliar o seu conhecimento sobre educação financeira e buscar conhecer cada vez mais sobre os investimentos, sempre de acordo com seu objetivo e perfil de risco, para, assim, estar sempre confortável em sua tomada de decisão e ciente dos riscos e potenciais de ganhos de suas estratégias.

Ficou interessado e quer aprender mais?  Acesse o Hub de Educação da B3 e confira os conteúdos sobre investimentos e cursos de renda fixa que preparamos para vocês.

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