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De pandemia à nuvem de gafanhotos: o que ainda está por vir em 2020?

Não bastasse a crise instaurada no mundo pelo novo coronavírus e os frequentes embates políticos, ainda fomos surpreendidos por um fenômeno totalmente incomum e inusitado: uma nuvem de gafanhotos. Definitivamente, 2020 é um ano que ficará marcado na história. Continue a leitura e relembre os principais acontecimentos de junho.

Os impactos do Covid-19 pelo mundo

Se por um lado em maio o mercado financeiro encerrou mais otimista com os avanços de um tratamento para conter o novo coronavírus, em junho, o sentimento de incerteza foi novamente fortalecido. Após o início do relaxamento das medidas de isolamento social e retomada gradual da atividade econômica, uma nova onda de contágio pelo Covid-19 já se faz presente.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA foram identificados no país mais de 44,7 mil novos casos da doença em apenas 24 horas, superando assim o maior número de casos que havia sido em 06 de abril deste ano. No mundo, os infectados já somam mais de 10 milhões, enquanto o número de vítimas fatais pela doença é de 500 mil até então, sendo os Estados Unidos (125.714), Brasil (57.070) e Reino Unido (43.634) os países mais acometidos.

Brasil: um barco à deriva na tempestade?

Ainda que a reaceleração das contaminações seja nos Estados Unidos, é o Brasil que segue liderando o número de novos casos da doença. Em junho, lamentavelmente superamos o número de um milhão de infectados pelo novo coronavírus e mesmo assim seguimos há mais de um mês sem ministro da saúde. O general Eduardo Pazuello é quem comanda a pasta interinamente e, ao que tudo indica, suas medidas pró-governo têm postergado a escolha de um ministro substituto.

Em paralelo, algumas cidades do país, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Manaus, iniciaram a flexibilização da quarentena e já caminham para novas fases. Enquanto outras, como Porto Alegre, Goiânia e Belo Horizonte, tiveram que recuar e retomar ao isolamento social devido ao aumento considerável no nível de ocupação dos hospitais. Nesse contexto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) segue reforçando a importância de acompanhar com atenção o processo de retomada gradual, de modo a evitar uma segunda onda de contágio, cujo impacto seria preocupante.

Enquanto isso, na economia…

Junho também foi o mês em que o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, anunciou sua saída para os próximos meses. O intitulado “guardião” dos cofres públicos tranquilizou os investidores reforçando a permanência no governo do atual ministro da economia, Paulo Guedes, e seu compromisso com o ajuste fiscal. Ainda segundo Mansueto, o cenário de juros baixos é propício para colocar a “casa em ordem”.

Em junho, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BACEN) decidiu realizar um novo corte na taxa de juros (selic), que agora é cotada a 2,25% ao ano. O novo estímulo tem por objetivo ajudar na recuperação da economia brasileira e reduzir os estragos causados pela pandemia. A expectativa é que a economia em 2020 apresente uma retração de 6,54%.

E pra fechar o mês…

Em meio a tantos acontecimentos, uma nuvem de gafanhotos que se formou no Paraguai  tem preocupado muitos agricultores brasileiros. Isso porque esse fenômeno incomum, que pode conter até 40 milhões de insetos em sua formação, tem se aproximado do Brasil pela fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, sendo portanto, uma ameaça. Por onde passaram, os gafanhotos deixaram rastros de destruição nas lavouras.

Por fim, não podemos deixar de mencionar que hoje encerra-se o prazo para envio da declaração anual de imposto de renda 2020. Embora o prazo tenha sido prorrogado em dois meses, é natural que alguns deixem para última hora. Se você ainda não enviou, evite contratempos. A Receita alerta: os contribuintes que perderem o prazo estarão sujeitos ao pagamento de uma multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido.

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