Investimentos sem imposto de renda: conheça quais são

A renda fixa tem posição de destaque no perfil de investimento dos brasileiros, principalmente quando o assunto refere-se às aplicações que possuem isenção fiscal. De acordo com uma pesquisa feita pela ANBIMA –  Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais em novembro de 2019, cerca de 84% dos entrevistados optaram por essa modalidade para alocar seus recursos. É importante ressaltar que além da renda fixa, é possível investir com benefício fiscal também em algumas operações da renda variável.

Portanto, para conhecer melhor os investimentos sem imposto de renda, continue a leitura e entenda como as categorias a seguir podem contribuir com o retorno de suas aplicações.

O que veremos neste artigo?
Como fazer investimentos sem pagar imposto de renda?
O que são rendimentos isentos e não tributáveis 2020?
Quais são as aplicações em renda fixa sem imposto de renda?
Debêntures incentivadas e a isenção do imposto de renda
Quais são os fundos de investimento sem imposto de renda?
Até quanto em ações posso investir sem imposto de renda?
Qual o melhor investimento sem imposto de renda?
Conclusão

Como fazer investimentos sem pagar imposto de renda?

É natural que muitos investidores fiquem atentos e preocupados com o imposto de renda que incide sobre suas aplicações, isso porque dependendo de quanto será ou não tributado, o resultado pode ser reduzido consideravelmente. A boa notícia é que existem modalidades de investimentos em que não há cobrança de imposto de renda e que beneficiam o investidor pessoa física. Dentre as opções estão: poupança, LCA e LCI, CRA e CRI, debêntures incentivadas, rendimentos de Fundos de Investimentos Imobiliários e dividendos.

O que são rendimentos isentos e não tributáveis 2020?

De acordo com a Receita Federal, todos que tiveram rendimentos tributáveis abaixo de R$28.559 ou não tributáveis de até R$40 mil durante o ano de 2019, foram considerados isentos em 2020. Logo, rendimentos isentos e não tributáveis são aqueles em que o contribuinte pessoa física não paga nenhum imposto. Se enquadram nessa categoria os rendimentos da poupança, de alguns títulos de renda fixa, aposentadoria, seguro desemprego, dentre outros informados pela receita federal. Mas atenção, mesmo que as aplicações sejam isentas, elas precisam ser declaradas. A Declaração Anual de imposto de renda funciona como uma prestação de contas com o governo. Portanto, faça sua declaração corretamente e evite problemas.

Quais são as aplicações em renda fixa sem imposto de renda?

Dentre os tipos de aplicações em renda fixa, é comum que muitos investidores tenham a poupança como referência de investimento isento de imposto de renda. Mas além dela, existem outros ativos que representam muito bem essa modalidade de investimentos, tais como:

CRA e CRI

Os certificados de recebíveis agrícolas (CRA) eimobiliários (CRI) são emitidos exclusivamente por securitizadoras com objetivo de captar recursos para financiar o agronegócio e o mercado imobiliário, respectivamente. Em geral, esses títulos privados possuem baixa liquidez e por este motivo são destinados aos investidores moderados com horizonte de investimento de médio a longo prazo, que buscam por retornos consistentes sem a volatilidade da renda variável.

LCA e LCI

Já asletras de crédito agrícolas (LCA)eimobiliários (LCI) são emitidas exclusivamente por bancos e que, assim como o CRA e CRI, são destinadas ao financiamento dos setores agrícola e imobiliário. Além do benefício fiscal, esses títulos de renda fixa, por serem emitidos por bancos, contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura ao investidor uma cobertura de até R$ 250 mil por CPF (limitado a 1 milhão) e instituição, no caso de inadimplência do emissor do título.

Poupança

A aplicação mais tradicional éconsiderada por muitos a “queridinha” dos brasileiros, em especial dos mais conservadores. Seu rendimento é baseado na taxa selic e taxa referencial (TR), sendo creditado a cada 30 dias, na data de aniversário da aplicação. Assim como outros tipos de investimentos em renda fixa, a poupança também conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito – FGC. Contudo, o atual cenário econômico de juros baixos e inflação sob controle tem comprometido o seu retorno, fazendo com que a caderneta perca a atratividade quando comparada a outros ativos da mesma classe.

Debêntures incentivadas e a isenção do imposto de renda

Outra opção de investimento disponível no mercado financeiro, isenta de imposto de renda, são as debêntures incentivadas. Elas correspondem aos títulos de dívidas, emitidos por empresas que atuam no setor de infraestrutura, com o objetivo de captar recursos para financiar obras de forma estratégica. São títulos privados com vencimentos mais longos, baixa liquidez e costumam remunerar melhor os investidores.

As debêntures incentivadas não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, logo possuem maior risco de crédito, por isso é indispensável fazer uma análise criteriosa da empresa emissora do título antes de adquiri-lo. Outra forma de investir nessa modalidade é através dos fundos de debêntures incentivadas. Por meio desse tipo de fundo, o investidor conseguirá aplicar seu dinheiro em vários títulos através de uma única cota.

Quais são os fundos de investimento sem imposto de renda?

Além dos fundos de investimentos em debêntures incentivadas, os fundos de investimentos imobiliários – FIIs também contemplam o investidor pessoa física com o benefício fiscal. Neste caso, a isenção acontece sobre os rendimentos pagos mensalmente ao investidor. Contudo, quando as cotas dos fundos imobiliários estão sendo negociadas acima do valor que foram adquiridas, ou seja, com valorização, e o investidor decide vendê-las, o lucro será tributado à alíquota de 20%.

Até quanto em ações posso investir sem imposto de renda?

Da mesma forma que alguns investimentos de renda fixa não são tributados, algumas operações da renda variável também concedem esse benefício ao investidor. Nas negociações que não ultrapassam o volume de R$20 mil ao mês não há incidência de imposto de renda, exceto no day trade. Neste tipo de operação há cobrança de IR à alíquota de 20% sobre o lucro, independente do volume negociado.

Outra particularidade dos investimentos em ações é o pagamento de dividendos: trata-se da participação nos lucros que o investidor tem direito ao tornar-se sócio de empresa negociada na B3. Lembre-se: mesmo quando não há cobrança de imposto de renda, é necessário informar  os rendimentos na declaração de IR. A regra se aplica aos dividendos, semelhante aos rendimentos pagos pelos Fundos de Investimentos Imobiliários. No caso de venda de ações com valorização, o lucro será tributado.

Qual o melhor investimento sem imposto de renda?

Isento de imposto de renda ou não, o melhor investimento é sempre aquele que atende as suas necessidades e objetivos, está de acordo com o seu perfil de risco, assim como é compatível com o seu horizonte de investimentos. É claro que usufruir do benefício fiscal não deixa de ser uma forma de potencializar o retorno de sua carteira de investimentos, mas para que isso de fato aconteça, é fundamental saber fazer uma seleção correta dos ativos. Avaliar o prazo de carência, liquidação, valores mínimos de movimentações, dentre outras premissas, aumentará a assertividade de suas escolhas e, consequentemente, seus rendimentos.

Conclusão

Ainda que a busca por investimentos mais arrojados tenha aumentado exponencialmente no último ano devido ao cenário de juros baixos, os investimentos em renda fixa também permaneceram. O que nos revela um investidor ainda cauteloso, mesmo disposto a se expor mais ao risco em busca de melhores rendimentos. Nesse sentido, ter à mão aplicações financeiras isentas de imposto de renda pode ser uma excelente alternativa para melhorar o retorno de seus investimentos. Para isso, avalie com calma a distribuição atual de sua carteira e, de forma estratégica, escolha qual dos tipos de ativos apresentados acima podem contribuir com resultados ainda melhores.

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