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O que são investimentos em renda fixa? Guia simplificado!

20 de janeiro de 2022
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 12 min
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Tempo de leitura: 12 min

Ao começar a investir, é comum que um dos primeiros passos seja compreender o que são os investimentos em renda fixa. Afinal, essa classe de investimento costuma servir como porta de entrada para o mercado financeiro.

Contudo, apesar de popular, ainda há muitas dúvidas sobre esses investimentos, como eles funcionam e quais são suas principais características. Por isso, é necessário aprofundar esses conhecimentos para estipular estratégias de como investir de forma adequada.

Quer entender mais sobre os investimentos em renda fixa? Então acompanhe esse guia simplificado com as principais informações sobre essa classe e tire suas dúvidas!

O que é e como funciona a renda fixa?

A renda fixa pode ser entendida como uma classe de investimentos que, como o nome sugere, apresenta uma lógica de rentabilidade fixa. Assim, é possível investir sabendo previamente a forma de remuneração do título.

Essa é a principal característica que difere essa classe de investimento da renda variável. Nessa última, não é possível antecipar como será o rendimento – ou até mesmo se haverá ganhos.

Em relação ao seu funcionamento, é necessário notar que muitas aplicações de renda fixa são títulos de crédito ou de dívida. Eles são emitidos por determinadas instituições financeiras, empresas ou até mesmo pelo próprio Governo.

Assim, ao considerar essa alternativa, existem os chamados títulos privados (emitidos por instituições e empresas) e os títulos públicos (emitidos pelo Tesouro Nacional). Há, ainda, as aplicações de crédito privado, um subgrupo emitido por empresas não financeiras.

Na prática, quem investe em renda fixa empresta dinheiro para o emissor, em troca de rentabilidade acordada. Logo, o objetivo do investidor é receber o valor inicialmente investido acrescido do rendimento combinado na data do vencimento.

Contudo, é importante entender que cada título tem características diferentes. Dessa forma, investir em renda fixa exige atenção a diversos aspectos. É preciso considerar, por exemplo, as datas de resgates acordadas, os impostos cobrados e o tipo de rendimento característico do investimento.

Nesse sentido, existem investimentos que contam com isenção de Imposto de Renda (IR), enquanto outros são tributáveis, por exemplo. Ademais, há dinâmicas de liquidez, segurança e rentabilidades diferentes. Por isso, é importante considerar essas características para alinhar melhor suas expectativas ao investir.

Quais são os tipos de títulos de renda fixa?

Quando se trata do retorno que pode ser obtido por meio de investimentos de renda fixa, ele pode apresentar três possibilidades: prefixado, pós-fixado ou híbrido.

Confira a seguir como funciona cada um desses tipos títulos de renda fixa!

Títulos prefixados

No caso dos títulos prefixados, o rendimento é determinado desde o início da aplicação. Assim, o valor final a ser resgatado é conhecido antecipadamente. Geralmente, o resultado é apresentado na forma de uma taxa de juros anual.

Na prática, isso significa que seu dinheiro renderá a porcentagem apresentada a cada 12 meses. Contudo, para que as condições sejam cumpridas, é necessário permanecer com o título até o final do vencimento. Quando o resgate é feito antecipadamente, existe a possibilidade de perdas.

Títulos pós-fixados

Já os investimentos pós-fixados de renda fixa são aqueles que apresentam rendimento atrelado a um indicador de mercado, como a taxa Selic ou o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Dessa forma, o rendimento do título é atualizado de acordo com o índice correspondente.

Assim, o investidor consegue saber qual é o indicador que remunera o título, mas não a rentabilidade final. Isso porque podem existir variações da taxa dentro do prazo de aplicação. Se pensarmos na Selic, por exemplo, ela pode ser modificada a cada 45 dias.

Títulos híbridos

Por fim, as alternativas híbridas são aquelas que apresentam uma remuneração que mescla os dois modelos anteriores. Ou seja, existe uma parcela da rentabilidade que é fixa, sendo somada a uma variação pautada em um indicador (geralmente ligado à inflação).

Quando a inflação é a referência, os títulos promovem uma rentabilidade real sempre acima da perda do poder de compra. Afinal, a aplicação está repondo o percentual de inflação e rendendo também uma taxa fixa.

Qual a diferença entre renda fixa e renda variável?

Agora que você compreende o que são investimentos em renda fixa, é importante identificar a diferença que eles apresentam em relação às alternativas de renda variável. Como você viu, essas são as duas principais classes de investimento disponíveis no mercado.

Você já sabe que a renda tem como característica principal oferecer um rendimento estável. Isso permite ao investidor saber como funcionará a rentabilidade antes mesmo de aplicar nesse tipo de produto.

Já na renda variável, não é possível saber ao certo qual será o retorno do investimento ou até mesmo se haverá retorno. Essa diferença acontece porque, enquanto a renda fixa funciona como um empréstimo, a renda variável não envolve promessas de pagamento.

No caso dos investimentos variáveis, o investidor se torna parte de um negócio ou participa de um tipo ou modalidade de investimento. Assim, ele está assumindo os riscos envolvidos— que inclui exposição a uma maior volatilidade.

Um exemplo de investimento nessa classe são as ações de empresas de capital aberto. Além disso, também existem diversos outros ativos e fundos de investimentos de renda variável — como os fundos de ações ou multimercado. A partir deles, o investidor adquire cotas que podem valorizar ou desvalorizar de acordo com as oscilações do mercado.

Quais as vantagens da renda fixa?

Depois de compreender as principais características dos investimentos em renda fixa, vale a pena analisar algumas de suas vantagens. A partir dessas informações será possível compreender melhor em que momento essas aplicações podem ser interessantes para a sua carteira.

Confira as informações a seguir:

Previsibilidade

Um dos principais pontos positivos do investimento em renda fixa é a previsibilidade dos rendimentos. Como você viu, esse tipo de aplicação permite ao investidor identificar qual será o retorno final do valor investido ou, ao menos, como funcionará essa rentabilidade.

Segurança

Outro ponto que merece destaque é a segurança. Os títulos públicos são considerados os mais seguros do mercado, por serem garantidos pelo Governo. Já investimentos em renda fixa privada podem oferecer a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Variedade

Também é válido notar os diferentes prazos, rentabilidades e valores mínimos para investimento existentes na renda fixa. Esse aspecto permite que o investidor fique livre para escolher a opção que esteja mais adequada às suas necessidades.

Alta liquidez

A liquidez pode ser outra vantagem na renda fixa. Em muitos casos é possível ter uma alta liquidez. O principal exemplo pode ser notado nos títulos do Tesouro Nacional que apresentam liquidez diária — ou seja, podem ser resgatados facilmente a qualquer momento.

Possibilidade de isenção de IR

É importante destacar que alguns títulos de renda fixa apresentam isenção de Imposto de Renda (IR). É o caso das letras de crédito imobiliário (LCI) e letras de crédito do agronegócio (LCA), assim como das debêntures incentivadas.

Quais as desvantagens?

Além de identificar as vantagens da renda fixa, também é necessário prestar atenção em certas desvantagens. Nesse sentido, é possível considerar:

Risco de calote

Embora apresente mais segurança que os investimentos em renda variável, é necessário pontuar que isso não garante ausência de risco na renda fixa. Uma vez que você está realizando um empréstimo, sempre existe o perigo de acontecer um calote — ainda que seja baixo.

Ganhos limitados

Além disso, é importante considerar os ganhos limitados. Essa é uma das principais desvantagens das aplicações de renda fixa. Como essa classe oferece uma segurança maior, os ganhos do investidor estão limitados ao que as instituições, empresas ou Governos oferecem como pagamento.

Por isso, a renda fixa pode se tornar menos atrativa para quem busca lucros expressivos. Afinal, no mercado, há uma relação inversamente proporcional entre risco e rentabilidade. Logo, a procura por investimentos com maior potencial de retorno deve estar vinculada à abertura para maiores riscos.

Investimento inicial elevado em determinadas alternativas

Outra desvantagem que merece atenção nos investimentos em renda fixa é a necessidade de aportes elevados em alternativas de investimento específicas.

Títulos como o CRI e CRA (certificado de recebíveis imobiliários e do agronegócio, respectivamente), exigem investimentos iniciais mínimos mais altos, o que pode ser inviável para investidores com menor capital disponível. Apesar disso, há diversas oportunidades que exigem investimento mínimo bastante acessível.

Quais são os principais investimentos de renda fixa do mercado?

Agora você já conhece mais sobre a renda fixa e consegue entender melhor essa classe de investimentos. Mas, antes de investir seu dinheiro, é válido conhecer as alternativas disponíveis no mercado.

Dessa forma, é possível planejar melhor a composição da sua carteira e aproveitar as oportunidades de maneira mais estratégica. Confira a seguir os principais investimentos em renda fixa que você pode acessar por meio da sua corretora de valores!

Títulos do Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa desenvolvido pelo Tesouro Nacional para negociar os títulos federais. Assim, os investimentos disponíveis na plataforma são os chamados títulos públicos.

Quando você investe em títulos do Tesouro, você se torna credor do Governo Federal. Com isso, os recursos captados são usados para cumprir as obrigações da União — como investir em obras de infraestrutura, por exemplo.

Vale notar que esse tipo de investimento não conta com o FGC. Contudo, ele é considerado bastante seguro, uma vez que o Governo é considerado um bom pagador. Além disso, o Tesouro garante a recompra dos títulos — que contam com a cobertura do Tesouro Nacional.

São três os principais títulos públicos: Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA. Quanto aos prazos, é possível encontrar diferentes vencimentos, adequando os investimentos disponíveis aos mais diversos objetivos financeiros.

Além disso, todos os títulos contam com liquidez diária. Contudo, é necessário ter cuidado com possíveis perdas em caso de resgate antecipado de títulos prefixados ou híbridos. Isso porque eles apresentam maior exposição à marcação a mercado.

Por fim, os títulos do Tesouro apresentam tributação de acordo com a tabela regressiva do Imposto de Renda. Nesse sentido, as alíquotas variam de acordo com o tempo de aplicação, da seguinte maneira:

Aplicação de até/ entre (dias) Alíquota %
180 22,5%
181 e 360 20%
361 e 720 17,5%
Maiores que 720 dias 15%

O valor é retido diretamente na fonte, no resgate. Além do IR, existe a possibilidade da incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele é cobrado caso a aplicação dure menos de 30 dias — depois disso, o IOF é zerado.

CDB

O certificado de depósito bancário (CDB) é um título de renda fixa emitido por bancos e instituições financeiras. O objetivo é captar recursos para oferecer crédito, realizar negociações e cumprir outros projetos de acordo com as estratégias da instituição.

A liquidez varia de acordo com cada título. Existem possibilidades de resgate apenas no vencimento, mas também há títulos com liquidez diária ou um período de carência estabelecido. Ademais, é possível se desfazer do título antes do prazo no mercado secundário (com riscos de perda).

Assim como ocorre com os títulos do Tesouro, o rendimento do CDB sofre incidência de Imposto de Renda de acordo com a tabela regressiva. Em relação à segurança, esse tipo de investimento conta com a proteção do FGC.

LCI e LCA

Outros dois tipos de títulos privados bastante populares são a letra de crédito imobiliário (LCI) e a letra de crédito do agronegócio (LCA). As LCIs e LCAs são emitidas por instituições financeiras com o objetivo de captar recursos para financiar projetos no setor de imóveis e agropecuário.

Ambas costumam apresentar baixa liquidez, uma vez que grande parte dos títulos desse modelo permite o resgate somente na data do vencimento. Contudo, as duas alternativas contam com a proteção do FGC e têm isenção de IR — o que pode atrair investidores.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas que desejam captar recursos para diferentes funções. É possível utilizar o capital para quitar dívidas, fazer melhorias ou investir no próprio crescimento, por exemplo.

Elas não apresentam proteção do FGC e a tributação dos rendimentos segue a tabela regressiva do IR. Há exceção para as debêntures incentivadas, que têm isenção de imposto para pessoas físicas.

Quando vale a pena investir na renda fixa?

Ao chegar até aqui você conheceu as principais informações sobre o que são investimentos em renda fixa e como eles funcionam. Entretanto, ainda é necessário considerar algumas questões para saber se vale a pena ter esses investimentos na sua carteira.

Para identificar se um título de renda fixa é adequado para você, vale a pena analisar seu perfil investidor. A partir disso, você será capaz de perceber sua tolerância ao risco e identificar quais investimentos estão alinhados a ela.

Também é importante ter em mente seus objetivos financeiros. Lembre-se de que o dinheiro é uma ferramenta. Por isso, é fundamental saber para que você deseja utilizá-lo, evitando tomadas de decisões equivocadas — que podem trazer prejuízos ou frustração.

Como vimos, compreender o que são investimentos de renda fixa é fundamental para organizar uma estratégia de investimento inteligente. Existem diferentes possibilidades nessa classe, e vale a pena conhecê-las para escolher as melhores opções para você!

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