Investimento internacional: vale a pena fazer?

Tempo de leitura: 8 minutos

Para muitos investidores, fazer um investimento internacional pode fazer sentido. Afinal, ele permite ter exposição ao crescimento de outras economias e pode aumentar seus rendimentos — além de trazer outras vantagens. No entanto, a prática também merece cuidado.

Em termos de volatilidade, por exemplo, alguns mercados podem ser mais arriscados — em especial, os emergentes. Isso porque mudanças políticas ou econômicas podem impactar facilmente a economia dessas nações e, consequentemente, seus mercados financeiros.

O que veremos neste artigo?
O que é investimento internacional?
Quais são as alternativas para investir no exterior?
Quais são as vantagens de fazer um investimento internacional?
Quais são os riscos de fazer investimentos fora do Brasil?
Vale a pena fazer um investimento internacional?

Por isso, antes de dar qualquer passo em frente, é fundamental saber se realmente vale a pena investir no exterior. Quer entender mais sobre o tema?

Neste conteúdo você aprenderá o que é investimento internacional e quais são as alternativas de se expor ao mercado global. Ainda, descobrirá quais são as vantagens e os riscos de investir fora do Brasil e entenderá se vale a pena fazer um investimento internacional.

Vamos lá?

O que é investimento internacional?

O Brasil é apenas um de centenas de países do mundo — e não exerce tanta influência econômica globalmente. Com isso, existem diversas outras opções para investidores que desejam buscar oportunidades no mercado financeiro. Logo, o investimento internacional pode fazer sentido.

Ele se refere a aportes realizados em títulos de renda fixa, ações de empresas, fundos e demais possibilidades de outros países. O investimento internacional pode ser feito tanto diretamente em instituições estrangeiras quanto aqui mesmo, no Brasil.

No primeiro caso, os aportes são realizados por meio de instituições financeiras internacionais. Portanto, é preciso abrir conta em uma corretora estrangeira, fazer o câmbio da moeda e se submeter às regras do outro país.

Outra maneira de investir no exterior é contar com a mediação de instituições brasileiras. Existem diversas alternativas — que você conhecerá a seguir. Nesse caso, não é necessário fazer a conversão da moeda, pois o investimento é realizado em real.

Quais são as alternativas para investir no exterior?

Depois de entender o que é o investimento internacional, conheça as formas de investir no exterior por meio do Brasil e saiba as características de cada alternativa!

Exchange traded fund (ETF)

O exchange traded fund (ETF) significa, em português, fundo negociado em bolsa. No Brasil, é popularmente conhecido como “fundo de índice”. Ele representa uma modalidade de investimento coletiva que permite se expor a um indicador econômico.

Isso porque os ETFs utilizam índices como referência. Por exemplo, o Ibovespa — o principal indicador de desempenho do mercado de ações. Se um investidor quiser seguir toda a carteira do Ibovespa de forma prática, pode investir em um ETF que o acompanhe.

Do mesmo modo, é possível encontrar fundos na bolsa brasileira que sigam índices de outros países. É o caso do S&P 500 — um índice que reúne as ações mais negociadas nas bolsas de valores dos Estados Unidos.

Assim, os ETFs internacionais podem ser uma opção para quem deseja investir no exterior por meio de fundos brasileiros. Quem decide optar por essa alternativa tem algumas vantagens, como a diversificação do portfólio que ajuda a diluir os riscos.

Mas fique atento ao fato de que há ETFs que possuem baixa liquidez. Isso acontece porque esse mercado é relativamente novo no Brasil — e a oferta e demanda ainda é menor, especialmente para fundos de índice menos conhecidos.

Brazilian depositary receipt (BDR)

Conhecido como depósito de valores imobiliários, em português, um BDR é outra opção de investimento internacional. Essa modalidade também está disponível na bolsa e representa ativos internacionais — como títulos de renda fixa, ações e fundos.

É importante saber que eles não são os ativos estrangeiros em si, mas apenas os representam. Isso porque uma instituição depositária adquire os ativos em outro país e os deixa sob custódia, podendo emitir BDRs com lastro neles.

Assim, os BDRs negociados na bolsa brasileira terão resultados semelhantes ao ativo que representam — considerando também a variação cambial. Dessa forma, quem adquire um BDR passa a investir indiretamente nos ativos e produtos.

De modo semelhante aos ETFs, por ser negociado na bolsa, o BDR é de renda variável e está suscetível às oscilações do mercado. Isso pode ser desvantajoso por trazer mais riscos. Logo, é preciso que o investidor avalie seu perfil para saber se tem abertura à volatilidade.

Além disso, o BDR também pode apresentar baixa liquidez. Por outro lado, há a vantagem de se expor a títulos, companhias e fundos internacionais de modo prático, negociando em reais na bolsa brasileira.

Fundo internacional

Mais uma forma de se expor aos investimentos estrangeiros é o fundo internacional. Assim, como acontece com o ETF, seu objetivo é fazer aportes coletivos. A diferença é que eles não se espelham em um índice financeiro previamente escolhido pelo gestor.

De modo geral, fundos internacionais costumam ter gestão ativa. Ou seja, o gestor tem o objetivo de superar os rendimentos de um índice utilizado como benchmark. Enquanto isso, o ETF tem gestão passiva — com intuito apenas de acompanhar o índice.

A vantagem de fundos em geral é que há diversas opções. Além disso, você pode contar com a gestão profissional, que tomará as decisões sobre o portfólio. No entanto, há o pagamento de uma taxa de administração e nem todo fundo internacional é acessível a qualquer investidor.

Os fundos internacionais são negociados nas plataformas de corretoras e podem apresentar diferentes características e perfis de risco. Eles podem focar em investimentos de renda fixa ou variável.

Confira!

Fundo de renda fixa

Nesse fundo, a alocação de recursos é feita em investimentos de renda fixa. Eles podem ser tanto títulos privados quanto públicos. Um exemplo disso são os fundos que investem em treasuries bonds — títulos públicos americanos.

Fundo de renda variável

No fundo de renda variável o foco está nessa classe — e existem diversas oportunidades. Isso porque é possível investir em fundos de ações, de criptomoedas e multimercados etc. Naturalmente, os riscos são maiores que na renda fixa, mas o potencial de retorno também pode ser mais elevado.

Quais são as vantagens de fazer um investimento internacional?

Ficou interessado em fazer investimentos em ETF, BDR ou fundos internacionais? Saiba que existem diversas vantagens de incluí-los na sua carteira internacional.

Confira as principais:

Proteção contra as movimentações do mercado nacional

Mesmo que as negociações ocorram no Brasil e sejam feitas em reais, seus recursos estão expostos ao mercado de origem dos ativos. Assim, você pode aproveitar a descorrelação entre os investimentos nacionais e internacionais para proteger sua carteira de riscos internos.

Mais opções de investimento

Quem já investe pode encontrar novas oportunidades de investimento com a diversificação internacional. Afinal, como vimos, o mercado brasileiro não representa grande influência globalmente. Com isso, há diversas oportunidades em outros países.

Exposição da carteira a uma moeda forte

Quando você investe fora do Brasil, expõe sua carteira a moedas fortes — como o dólar. Assim, existe a possibilidade de ganhos adicionais quando houver a valorização dessa moeda em relação ao real. Isso também pode proteger sua carteira diante de crises internas.

Quais são os riscos de fazer investimentos fora do Brasil?

Investir fora no Brasil pode trazer vantagens, mas também envolve riscos que devem ser considerados antes de fazer sua escolha. Primeiro, como se trata de fazer um investimento internacional, há um risco relacionado à variação do câmbio.

Por exemplo, se você se expor a uma ação cotada em dólar e a moeda se desvalorizar em relação ao real, é possível ter perdas. Além do risco cambial, há outros riscos envolvidos — como o risco de mercado, de liquidez, e de crédito e político, a depender do investimento feito.

Além disso, é preciso avaliar o impacto das taxas no retorno do investimento. Então considere com atenção os prós e contras no momento de tomar sua decisão.

Afinal, vale a pena fazer um investimento internacional?

Depois de conhecer as vantagens e riscos desse mercado, você pode estar se perguntando: “será que vale a pena fazer um investimento internacional?”. A verdade é que não há uma resposta ideal.

Essa decisão cabe a você, que deve analisar se a estratégia está alinhada com seus objetivos financeiros e seu perfil de investidor. Em especial, considerando o seu nível de tolerância aos riscos. Com isso, é possível identificar quais são os investimentos mais adequados para seu caso.

Como a maioria das alternativas para investir no exterior são compostas por investimentos de renda variável, essa estratégia pode ser mais adequada para quem tem um perfil moderado ou arrojado. Mesmo as opções conservadoras demandam cuidado, já que há os riscos ligados ao outro país.

Além de considerar seus objetivos e perfil, se você pretende investir em empresas ou fundos é essencial fazer uma análise de fundamentos. Por meio dela é possível identificar oportunidades estrangeiras mais sólidas com base em indicadores.

Por fim, outro ponto importante é manter-se sempre informado sobre os diferentes tipos de investimentos e mercados. Se você deseja se expor a outros países, é preciso se atualizar sobre eles para tomar boas decisões.

Agora você sabe que é possível fazer um investimento internacional de diversas formas. Para isso, não deixe de analisar o seu perfil e os seus objetivos. E faça uma análise fundamentalista sempre que for necessário avaliar uma empresa ou fundo!

Quer acompanhar as notícias mais relevantes do mercado financeiro nacional e internacional para fazer escolhas de investimento mais sólidas? Então conheça o Guia Financeiro Vip e não deixe de se manter atualizado!

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