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Como e por que utilizar gráficos comparativos ao investir na bolsa?

28 de dezembro de 2021
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 9 min
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Tempo de leitura: 9 min

Investir na bolsa de valores é uma forma de buscar rendimentos a partir dos seus aportes. Porém, decidir qual é o investimento mais apropriado para a sua carteira não costuma ser uma tarefa fácil. Nesse sentido, utilizar os gráficos comparativos pode ser uma forma de escolher entre uma alternativa e outra.

Ao analisar um gráfico, você poderá comparar o desempenho de ativos, a tendência em que se encontram, as mudanças de preços e volume de negociações. Dessa forma, será mais fácil tomar uma decisão pautada nas suas estratégias e expectativas.

Neste artigo, você aprenderá o que são os gráficos comparativos, como e por que utilizá-los antes de fazer um investimento. Acompanhe!

O que são os gráficos de análise da bolsa?

Os gráficos de análise são representações visuais do comportamento de preços de um ativo ou derivativo financeiro negociado na bolsa. Eles podem ser simples, formados por uma única linha, ou elaborados, compostos por desenhos que trazem uma série de informações.

O seu uso é mais comum entre especuladores — aqueles que realizam operações na bolsa visando lucros no curto prazo. Isso porque eles precisam tomar decisões rápidas, baseadas nas movimentações mais atuais do mercado.

Essa metodologia de análise também é chamada de análise gráfica, considerando o uso de informações obtidas graficamente. Nela, além dos gráficos, estão incluídos indicadores técnicos e as figuras gráficas — padrões que podem indicar uma repetição de comportamentos.

Desse modo, os gráficos costumam ser a maneira mais rápida de entender o mercado financeiro. Geralmente, ele é uma das primeiras ferramentas que uma pessoa entra em contato quando decide começar a investir na bolsa.

Para que servem?

No passado, quando ainda não existiam tecnologias como computadores e internet, as negociações no mercado aconteciam no pregão viva voz. Os preços eram escritos e atualizados a giz em uma grande lousa e os interessados gritavam ordens de compra e venda com base nessas anotações.

Com o passar do tempo, dados como volume, último preço de negociação e o horário dela, podiam ser acessados por meio de uma “ticker tape machine” — uma espécie de telégrafo ou impressora. E muitos se pautavam na fita que essa máquina imprimia para tomar suas decisões de investimento.

Ou seja, ao longo de cada era, os investidores se adaptavam às formas de ler o mercado com as ferramentas que estavam à sua disposição. E não foi diferente quando os computadores surgiram e trouxeram a possibilidade de plotar diferentes tipos de gráficos.

Essas representações visuais servem justamente para que o investidor ou especulador possa ler o mercado de forma rápida e prática, facilitando a tomada de decisão. Ademais, com a tecnologia atual, é possível analisar gráficos em tempo real a partir de qualquer dispositivo que tenha acesso à internet.

Como os gráficos de análise funcionam?

Conhecendo o conceito e a utilidade dos gráficos, é pertinente aprender como eles funcionam. Para tanto, é preciso saber que os gráficos podem ser classificados como temporais e atemporais.

Nos temporais, será possível selecionar o tempo de sua formação. Por exemplo, gráficos de 1 minuto consideram as negociações ocorridas no minuto. Logo, a cada 1 minuto uma nova formação gráfica será plotada. O mesmo acontece com 5, 15, 30 minutos, horas, dias, semanas, meses ou anos.

A comparação entre gráficos temporais permite que o investidor acompanhe as microtendências (em tempos gráficos menores) e as macrotendências (em tempos gráficos maiores). Já os gráficos atemporais levam em consideração apenas o deslocamento do preço.

Nesse sentido, o investidor precisará selecionar a quantidade de ticks (a variação mínima de um preço) ou pontos que devem conduzir a formação gráfica. Esse tipo de gráfico evita distorções causadas pelo transcorrer do tempo, enquanto se opera.

Quais os principais gráficos de análise?

Após entender mais sobre o conceito, vale saber que é possível encontrar diferentes tipos de gráficos de análise. No mercado financeiro. Porém, vale a pena conhecer alguns dos mais conhecidos.

Confira!

1 – Gráfico de análise de linha

O gráfico de linha é o mais básico disponível. Ele apresenta ao investidor a variação de preço de um ativo ou derivativo, com base no seu preço de fechamento. Também há um eixo vertical para medir a intensidade da variação e um horizontal, medindo a evolução do tempo.

Pela sua simplicidade e facilidade de compreensão, geralmente, é o primeiro a ser apresentado quando você procura pelo preço de um ativo. Ele pode ser útil para identificação de tendências, além de permitir a elaboração de gráficos dinâmicos comparativos do desempenho de ações, índices, FIIs (fundos imobiliários), etc.

2 – Gráfico de análise de barra

O gráfico de barra seria uma evolução do gráfico de linha, pois consegue trazer mais informações ao investidor. Dessa forma, além do preço de fechamento, ele traz dados sobre o preço de abertura, máximas e mínimas.

É comum o gráfico de barras ser acompanhado pelo gráfico de volume, que indica a quantidade transacionada do ativo no período desejado. Essa é uma forma de identificar a força de confirmação de movimento apresentada nas barras.

3 – Gráfico de análise de candlesticks

O gráfico de candlesticks (velas) é o mais utilizado no mercado. Isso porque é o mais completo no que diz respeito aos dados apresentados. Nele, pode ser observado o preço de abertura, fechamento, máximas, mínimas, a intensidade do movimento e se a força é de compra ou venda.

Diferentemente do gráfico de barras, os candles têm o corpo preenchido, o que facilita a sua visualização. Com ele é mais fácil diferenciar o corpo do candle (com abertura e fechamento), e os chamados pavios (que representam máximas e mínimas).

A coloração das velas indica se os preços subiram ou caíram. Quando o preço de fechamento é maior que o de abertura, o candle será verde (positivo). Na hipótese de o preço de abertura ser maior que o de fechamento, o candle será vermelho (negativo). As cores também podem variar de acordo com a plataforma utilizada.

A origem desse tipo de gráfico é japonesa e data do século XVIII. Seu criador, Munehisa Homma, era um comerciante que identificou a possibilidade de antecipar movimentos de preços dos bilhetes de arroz — a partir da anotação das informações que formam os candles.

4 – Gráfico de análise de renko (blocos/tijolos)

Embora não tão conhecido como os candlesticks, o gráfico renko também tem origem oriental. Ele foi criado para medir o deslocamento dos preços com base em pontos, sem considerar o fator tempo. Logo, é um tipo de gráfico atemporal bastante utilizado por especuladores.

Por exemplo, quando um interessado seleciona a quantia de 10 pontos, limita a formação de novos blocos à movimentação de 10 pontos. Nesse sentido, qualquer mudança de preços inferior à quantidade de pontos selecionados não impactarão o gráfico. Já a direção do bloco indica a alta ou baixa dos preços.

Por que utilizar gráficos comparativos ao investir na bolsa?

No tópico anterior você viu os principais gráficos de leitura do mercado, então é importante saber o motivo de utilizá-los. Como você aprendeu, os gráficos fornecem rapidamente dados importantes sobre a movimentação de diferentes ativos e derivativos negociados na bolsa.

Imagine que você queira operar ou investir em ações de empresas de um setor específico, mas ainda não decidiu em qual. Apesar de atuarem no mesmo segmento, as particularidades de cada companhia e perspectivas do mercado podem fazer com que o preço de uma delas se destaque.

A partir da comparação de preços entre as companhias, você terá condições de identificar qual delas é mais volátil ou mais estável. A depender de seus objetivos, essa simples métrica será capaz de indicar qual é a melhor escolha para sua carteira baseada nesse aspecto, por exemplo.

Dessa maneira, o gráfico traz mais simplicidade e praticidade na análise. Afinal, ele evita que seja necessário fazer a leitura do mercado por meio de uma fita impressa ou de uma lousa com escrituras a giz — o que tornaria o investimento em qualquer alternativa bastante complexo.

É importante reforçar, no entanto, que a avaliação gráfica não deve ser o único parâmetro para ajudá-lo a decidir em qual ativo investir. Para operações de especulação, por outro lado, essa análise pode oferecer elementos importantes para a tomada de decisão.

Como comparar gráficos?

Ao chegar até você já reúne bastante conhecimento acerca dos gráficos, mas falta aprender a compará-los.

Em regra, os gráficos comparativos podem ser acessados nas melhores plataformas de investimentos disponíveis no mercado. Com a Guide, você pode contratá-las por um preço acessível. Mas, caso não queira pagar nada, poderá utilizar o Home Broker Guide, que oferece suporte para gráficos.

Após fazer sua escolha, abra a plataforma e digite o código de negociação (ticker) dos ativos que você deseja comparar. Será preciso digitar um ticker por gráfico. Com eles em tela, ajuste o tempo gráfico para o mesmo período. Depois, basta colocá-los lado a lado para fazer a comparação.

Também é possível comparar o mesmo ativo, em diferentes tempos gráficos. Para isso, abra duas ou mais janelas de gráfico e insira o código de negociação em todas elas. Na sequência, selecione um tempo gráfico diferente para cada uma.

Esse tipo de análise pode ser útil caso você queira comparar a tendência em tempos maiores e menores. O mesmo se aplica caso a intenção seja conferir movimentos de reversão e pontos para iniciar ou encerrar uma posição.

Porém, tenha em mente que os gráficos não devem ser usados de forma isolada na tomada de decisão. Nesse sentido, vale acrescentar à sua análise indicadores técnicos e o gráfico de volume.

Agora, caso o seu interesse seja o investimento em prazos maiores, considere utilizar indicadores da análise fundamentalista. Dessa maneira você terá informações mais aprofundadas sobre os fundamentos de um negócio e se vale a pena investir nele.

Conclusão

Agora que você já sabe como funcionam e a importância de usar gráficos comparativos para fazer suas análises, pretende utilizar essa técnica para investir ou especular? Nessa hipótese, antes de tomar uma decisão de investimento, não deixe de avaliar o seu perfil e objetivos no mercado.

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