Fundos referenciados: você sabe como eles funcionam?

Tempo de leitura: 6 minutos

Ao desenvolverem maior consciência de mercado, muitos investidores exploram oportunidades mais diversas — e elas podem ser encontradas até mesmo na renda fixa. Além das aplicações populares, como Tesouro Selic e títulos privados, o investidor encontra também os fundos referenciados.

Esse tipo de fundo é muito procurado por pessoas de perfil conservador. Isso porque ele tem forte relação com os títulos públicos, considerados as aplicações mais segura do país.

O que você verá neste artigo?
O que é um fundo referenciado?
Como os fundos referenciados funcionam?
Qual é a diferença entre o fundo referenciado e os ETFs?
Quais são as vantagens e desvantagens dos fundos referenciados?
Quando vale a pena investir em fundos referenciados?

Quer saber mais sobre os fundos referenciados? Então continue a leitura. Neste artigo você aprenderá o que são, como funcionam e quais são as vantagens e desvantagens dos fundos referenciados. Além disso, também entenderá como eles diferem dos fundos de índice — ou ETFs.

Confira!

O que é um fundo referenciado?

Também conhecidos como fundos DI, os fundos referenciados de renda fixa são chamados assim por buscarem replicar o desempenho de uma referência do mercado financeiro. No caso dos fundos DI, essa referência — frequentemente chamada de benchmark — tem relação direta com a taxa básica de juros brasileira, a Selic.

Assim, a gestão do fundo busca fazer escolhas de composição de portfólio de modo a permitir que a rentabilidade do investimento siga a movimentação dessa taxa — como você entenderá mais adiante.

Ao comprar cotas de um fundo referenciado, o investidor geralmente está se expondo a diversas alternativas de uma única vez. Por essa razão, fundos referenciados, bem como outros fundos de investimento, costumam auxiliar nas estratégias de diversificação de carteira.

Como os fundos referenciados funcionam?

Assim como todas as modalidades de fundos, um fundo referenciado funciona como uma carteira de investimento administrada por uma equipe certificada. Desse modo, o fundo reúne os investimentos de todos os cotistas e os gestores usam o capital para compor a seleção do portfólio.

Entenda mais detalhes a seguir!

Benchmark

Como você viu, os fundos referenciados têm como índice de desempenho a taxa Selic, determinada pelo Banco Central. Ela serve de instrumento de política monetária, principalmente no controle da inflação.

Contudo, é comum que o investidor se depare com a taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ao estudar sobre os fundos referenciados. Ela é determinada pela CETIP (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos Privados), e mede a taxa de juros praticada entre os bancos.

Devido à sua relação direta com as operações interbancárias — que utilizam os títulos do Tesouro como referência de juros, a taxa CDI é sempre bastante próxima da Selic. Assim, ela serve de referência para a rentabilidade de diversos veículos financeiros — mantendo-se sempre alinhada às movimentações da taxa básica de juros.

Composição

Para replicar o desempenho dessas taxas, os fundos referenciados são compostos, majoritariamente, por produtos de renda fixa atrelados à Selic ou CDI. A maior parte do patrimônio do fundo DI, portanto, deve ser alocado em títulos públicos pós-fixados indexados a essas taxas.

Taxas e tributos

Além da rentabilidade, é sempre muito importante conhecer os custos do investimento. No caso dos fundos referenciados, há a taxa de administração anual que varia de gestão para gestão.

Além disso, os fundos de renda fixa também sofrem incidência de tributos sobre o ganho de capital. Eles são IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e IR (Imposto de Renda), ambos com regressão das alíquotas de acordo com o período de investimento, conforme abaixo:

  • IOR: alíquotas de 99% a 0%, recuando até o 30º dia;
  • IR: alíquotas de 22,5% a 15%, a depender do tempo de investimento.

Também vale destacar que fundos de renda fixa têm antecipação do IR duas vezes ao ano. A prática fiscal conhecida como imposto come-cotas. Nos meses de maio e novembro, o valor relativo ao IR é subtraído das cotas do investidor.

Qual é a diferença entre o fundo referenciado e os ETFs?

Existe outra modalidade de fundo com características semelhantes aos aspectos do fundo referenciado: os ETFs. Esses fundos também buscam replicar o desempenho de um benchmark.

Popularmente conhecidos como fundos de índices, os exchange traded funds (ETFs) diferem dos fundos referenciados principalmente por pertencerem à categoria dos investimentos de renda variável. Apesar de poder investir em títulos de renda fixa, eles são negociados na bolsa de valores.

Além disso, nos ETFs de renda fixa, o benchmark não tem relação com as taxas de juros do país, e sim com índices de carteiras teóricas geridas por instituições independentes. Assim, apesar de a composição de um ETF visar exclusivamente a reprodução de uma referência, ela não será a Selic nem o CDI.

Quais são as vantagens e desvantagens dos fundos referenciados?

Agora que você sabe como funciona um fundo referenciado, entende quais as vantagens e desvantagens dessa oportunidade? A diversificação pode ser apontada como um dos principais pontos positivos dos fundos referenciados.

Afinal, como você viu, o fundo pode aplicar em diferentes títulos para alcançar seus objetivos. Além disso, os fundos referenciados também apresentam segurança e alta liquidez, e são uma alternativa para quem tem pouco dinheiro para investir — já que o aporte mínimo costuma ser acessível.

Outra vantagem é poder contar com a gestão de uma equipe qualificada para a distribuição dos recursos. Contudo, as taxas de administração podem reduzir a rentabilidade, de modo que é importante avaliar a relação entre custo e benefício.

Também vale a pena mencionar como desvantagem a incidência do Imposto de Renda e o come-cotas. Afinal, essa antecipação do IR duas vezes ao ano limita o potencial cumulativo dos juros compostos.

Quando vale a pena investir em fundos referenciados?

Com todas as informações que você aprendeu até agora, é possível avaliar se essa é ou não uma boa opção de investimento para sua carteira. Mas, para isso, você deve estudar a oportunidade com base em um planejamento pessoal de perfil e objetivos.

Como esses fundos têm estreita relação com títulos públicos, são uma alternativa mais conservadora e que pode ser usada para compor a reserva de emergência, por exemplo.

Os fundos referenciados, assim como muitos CDBs (Certificado de Depósito Bancário) de liquidez diária, podem chegar muito próximo do rendimento do CDI. Contudo, é necessário medir os custos do investimento para ter certeza de que os eles atendem às suas necessidades.

Como você viu, os fundos referenciados são possibilidades em renda fixa e vale a pena considerá-las ao estudar opções para compor sua carteira de investimento. Porém, lembre-se de que uma decisão de aporte deve sempre levar em conta seu planejamento financeiro e seu perfil de investidor!

Que tal aprender mais sobre os fundos de investimento? Continue conosco e descubra como escolher os melhores fundos para sua carteira!

Relacionados

4 estratégias de investimento para quem está começando na renda variável

Quem está começando a investir na renda variável precisa adotar estratégias de investimento. Isso é importante para reduzir riscos e ter [...]

Guide Investimentos - 14/10/2021

A porta está trancada. Nesse caso, crie a sua própria porta

"A porta está trancada. Nesse caso, crie a sua própria porta." Essa é uma passagem icônica do filme O Labirinto do [...]

Adriana Nogueira - 11/10/2021

7 Mulheres investidoras que podem inspirar você!

Apesar de o mercado financeiro ser historicamente um ambiente masculino, com expoentes de estratégias bem-sucedidas, também existem grandes mulheres investidoras. Ao [...]

Guide Investimentos - 07/10/2021
Logo o guia financeiro

Entrar

Como deseja continuar?

Abra sua conta

Preencha os campos abaixo
ou use uma das opções