Fundos internacionais: o que são, como funcionam e quais os melhores?

Tempo de leitura: 8 minutos

Quem busca formas de diversificar seus investimentos já deve ter pensando em fazer aportes no exterior. Contudo, fazer isso diretamente pode trazer burocracias e custos elevados. Então, muitos se interessam pelos fundos internacionais.

Eles são um veículo de investimento disponível no Brasil, mas que se expõem a ativos e títulos do exterior. Você sabe como eles funcionam e quais são suas principais características? Conhecê-los pode ajudar a definir se eles se adéquam aos seus objetivos.

O que veremos neste artigo?
O que são os fundos de investimento?
Como funcionam os fundos internacionais?
Quais são suas principais características?
Por que investir em fundos internacionais?
Como escolher os melhores fundos internacionais?

Neste conteúdo, você aprenderá o que são os fundos internacionais, como eles funcionam e como escolher os melhores. Confira a seguir!

O que são os fundos de investimento?

Antes de conhecer os fundos internacionais, é preciso compreender como funcionam os fundos de investimento em geral. Assim, você entenderá como eles alocam seus recursos e se essa é realmente uma boa opção para seu caso.

O fundo de investimento é um veículo para fazer aportes coletivos. Nesse sentido, ele é lançado no mercado com uma estratégia predefinida, mostrando qual será a composição da carteira e a estratégia de investimentos.

Existe um gestor profissional para administrar esse portfólio. Ele é responsável pela movimentação dos ativos e títulos com a finalidade de atingir os objetivos propostos pelo fundo — que podem ser conhecidos na lâmina dele.

Para participar dos resultados obtidos pelo gestor, os investidores devem comprar cotas. Elas representam uma fração do patrimônio do fundo de investimento. Dessa forma, se a carteira valoriza ou desvaloriza, as cotas também seguem esses movimentos.

Uma diferença importante entre os fundos tem relação com a sua forma de funcionamento. Eles podem ser de condomínio fechado ou aberto. No primeiro caso, não é possível entrar ou sair do fundo a qualquer momento.

Há uma oferta pública inicial para a comercialização de cotas e, após o prazo de comercialização, não há resgate de cotas a qualquer momento. Apesar disso, elas podem ser negociadas entre investidores no mercado secundário, geralmente na bolsa de valores.

Já nos fundos de condomínio aberto, costuma ser possível pedir resgate das suas a qualquer momento. Mas é preciso ficar atento a eventuais prazos de resgate, que dependem de cada fundo.

Como funcionam os fundos internacionais?

Os fundos de investimentos podem ter diversas composições de carteira e estratégias. Assim, há muitos tipos, como fundos de ações ou multimercados. Um desses tipos são os fundos internacionais, que têm um funcionamento específico.

Isso porque a sua estratégia volta-se a compor a carteira, preponderantemente, com alternativas do exterior. Ou seja, escolhe-se ações, títulos, cotas de outros fundos, moedas e outros ativos atrelados a países estrangeiros.

Não há regras gerais sobre o país escolhido. Cada fundo internacional tem as suas próprias normas, tanto em relação à composição da carteira, quanto à forma de gestão utilizada. Logo, você deve conhecer as opções para entender o portfólio de cada um.

Dessa forma, é possível encontrar fundos com um viés mais agressivo que visam potencializar a rentabilidade, suportando mais riscos. Também há aqueles que têm o principal objetivo de proteger o patrimônio por meio de hedge.

Vale ressaltar que os cotistas não têm poder de decisão em relação às negociações feitas. O gestor responsável pelo fundo é que determina todas as movimentações e investimentos. Contudo, ele sempre está atrelado às regras dispostas previamente.

Quais são suas principais características?

Agora que você sabe como funcionam os fundos internacionais, é fundamental conhecer as suas principais características. Existem alguns pontos sobre esses fundos que os investidores devem entender para basear suas decisões.

Veja os principais adiante:

Onde estão disponíveis

Uma característica importante sobre os fundos internacionais trata de onde eles são comercializados. Muitas pessoas deixam de buscar investimentos no exterior por conta da burocracia de abrir conta estrangeira e fazer conversão da moeda.

Entretanto, os fundos internacionais são veículos disponíveis aqui no Brasil. Assim, as cotas são negociadas por corretoras de valores brasileiras, com um funcionamento semelhante aos de outros fundos de investimento.

Público alvo

O público alvo dos fundos internacionais também é uma característica essencial desse veículo de investimento. Eles são destinados a investidores que entendem os riscos desse aporte e desejam expor seu capital a mercados estrangeiros.

Por isso, os fundos que investem totalmente em ativos de países do exterior só podem vender cotas a investidores qualificados. Eles são aqueles que conseguem comprovar, pelo menos, R$ 1 milhão investidos ou possuem certificados de profissionais do mercado financeiro.

Taxas

As taxas também são uma característica dos fundos internacionais que deve ser conhecida pelos investidores antes do aporte. Vale ressaltar que a maioria dos fundos de investimento cobram taxas para remuneração da administradora e do gestor.

A taxa de administração é divulgada como um percentual anual e varia conforme cada fundo. Ela é descontada de forma automática diariamente, de maneira proporcional às cotas que os investidores possuem.

Também é possível a cobrança de uma taxa de performance. Ela é aplicada quando a rentabilidade de um fundo supera um benchmark predeterminado. Com isso, serve para remunerar os esforços do gestor ao proporcionar resultados aos cotistas.

Tipos

Os fundos internacionais são divididos em diversos tipos. Os mais comuns são: de renda fixa, de renda variável e de câmbio. Entenda como cada um funciona:

Fundo internacional de renda fixa

Como o próprio nome diz, os fundos internacionais de renda fixa compõem a sua carteira, majoritariamente, com aplicações dessa classe emitidas em outros países. Eles podem utilizar títulos públicos, debêntures e outros.

A principal característica deles trata da previsibilidade de rendimentos. Na renda fixa, o investidor já sabe quanto receberá ou como será a rentabilidade. Contudo, é preciso ter atenção: como estão atrelados a moedas internacionais, a cotação também influencia nos resultados.

Por isso, apesar de serem opções mais seguras, ainda há uma imprevisibilidade em relação à moeda do país em que os investimentos são feitos. É muito importante entender como o fundo funciona e considerar essa característica.

Fundo internacional de renda variável

Já os fundos internacionais de renda variável montam um portfólio com ativos e veículos de investimento dessa classe do exterior. Aqui podem ser escolhidas ações, cotas de outros fundos de renda variável, cotas de ETFs (fundos de índice) etc.

Dessa maneira, eles trazem menos segurança que os de renda fixa. No entanto, a rentabilidade não é limitada, ou seja, pode haver mais valorização do que na alternativa anterior. Antes de escolher, é preciso ficar atento aos riscos e à forma de investimento escolhida pelo gestor.

Fundo internacional cambial

Por fim, os fundos cambiais focam na negociação de moedas internacionais. Assim, eles têm a finalidade de comprar e vender os ativos (ou derivativos ligados a eles) com o objetivo de lucrar com a diferença em suas cotações.

Como as moedas costumam ter uma oscilação bem alta, esses fundos são destinados a quem tem mais resistência aos riscos. No entanto, eles também podem ser utilizados por quem deseja proteger a carteira — especialmente durante crises.

Por que investir em fundos internacionais?

Um dos pontos interessantes trata da proteção cambial. Muitos investidores buscam se proteger contra a desvalorização do real em relação a outras moedas utilizadas mundialmente, como o euro e o dólar.

Assim, como os ativos de fundos internacionais são lastreados em diferentes moedas, é uma forma de buscar a proteção. Logo, o investidor expõe parte do seu capital ao mercado externo e pode ter ganhos quando o real se desvaloriza.

O aporte também pode servir como uma estratégia de diversificação de forma global. Ou seja, busca-se diluir os riscos dos investimentos, expondo-se a diferentes economias e fatores de risco atrelados. Crises financeiras brasileiras, por exemplo, não afetarão essa parte do capital.

Como escolher os melhores fundos internacionais?

Entre as diversas opções do mercado, é preciso saber como escolher o melhor fundo internacional para seu caso. Antes, é preciso entender que não há uma resposta correta para todas as situações: você deve saber quais são seus objetivos para conseguir embasar sua decisão.

Ou seja, um fundo internacional nunca será o melhor para todos os investidores. Tudo dependerá de quanto risco você quer suportar, o que deseja alcançar com o aporte e quais são suas expectativas em relação a riscos, prazos etc.

Logo, o primeiro passo é definir seus objetivos. Depois disso, busque os fundos e entenda suas estratégias e riscos atrelados. Veja como eles compõem o portfólio, qual é a forma de gestão, se eles são de renda fixa, variável ou cambial etc.

Outra dica importante é avaliar o histórico de preço das cotas. Vale a pena entender quais são os resultados históricos e como o gestor se comportou em diversos momentos. Mas lembre-se: o histórico não garante resultados futuros.

Contudo, ele pode demonstrar como foi o desempenho do fundo em diferentes cenários econômicos e ajudar na decisão. Assim, você terá mais um fator para conseguir basear a sua escolha.

Agora você já conhece os fundos internacionais e como eles funcionam! Como vimos, eles são alternativas brasileiras para diversificar globalmente a sua carteira. Entretanto, é fundamental analisar bem as opções para avaliar qual é a mais indicada para sua situação!

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