Fundos imobiliários: ativos financeiros em renda variável ligados a imóveis

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Os Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) são um tipo de ativo financeiro do universo da renda variável. São papéis negociados na bolsa de valores (B3) que têm seu lastro, como o nome sugere, em imóveis. Dessa forma, são uma maneira de investir no mercado imobiliário sem precisar comprar um imóvel em si. Neste artigo, exploraremos mais sobre esse tipo de investimento, que é uma ótima alternativa para obter renda passiva recorrente por meio do mercado de capitais.

Assim como demais fundos de investimentos, um fundo de investimento imobiliário é dividido em cotas, que são vendidas aos interessados. Ao adquirir uma delas, o investidor torna-se detentor de uma parcela de uma carteira de ativos ligados ao mercado imobiliário, tanto de imóveis físicos como títulos de dívida imobiliária.

Os fundos imobiliários possuem uma série de características interessantes, tais como:

  • Simplicidade e pouca burocracia: o investimento em imóveis é um dos mais desejados pelos brasileiros, pela percepção de manutenção de valor frente à inflação e de demanda perene. Os FIIs permitem que esse investimento seja realizado com um custo muito menor, já que as cotas podem ser compradas com menos dinheiro e muito menos burocracia do que a aquisição de um imóvel de fato;
  • Renda mensal: a maioria dos FIIs pagam renda mensal na forma de dividendos que, inclusive, são isentos de imposto. Essa é uma ótima maneira de obter renda passiva recorrente e uma das principais vantagens desse instrumento financeiro. Ou seja, é um ativo a ser considerado para quem tem a estratégia de investir para viver de dividendos;
  • Liquidez: apesar da liquidez da maioria dos FIIs ser menor do que das ações em geral, em quase todos os casos, é possível montar e desmontar posições com facilidade, ao contrário de um imóvel físico, cuja liquidez é muito menor;
  • Volatilidade: os FIIs tendem a possuir volatilidade menor do que as ações e, por isso, podem ser uma forma mais amigável de se iniciar na renda variável;
  • Qualidade dos imóveis: os FIIs que possuem imóveis físicos (chamados de “FIIs de tijolo”) costumam possuir imóveis de alta qualidade, sejam eles lajes corporativas ou galpões logísticos, por exemplo, ao contrário dos imóveis comuns que são adquiridos por pessoas físicas. Por conta disso, esses imóveis tendem a render maiores aluguéis e serem mais resistentes a crises, o que aumenta a robustez dessa classe de ativos em relação ao investimento direto;

Vale notar que, mesmo com a menor variação nos preços (volatilidade), os fundos imobiliários vêm demonstrando ótimo desempenho operacional. O IFIX, que é o mais conhecido índice de referência desses ativos, teve um rendimento de 178,7% desde o seu início, em 30/12/2010,  até setembro de 2020, contra 44,4% do Ibovespa (IBOV) no mesmo período.

Por conta dessas vantagens, adicionar uma parcela de fundos imobiliários na carteira é uma ótima forma de aumentar os retornos, gerar mais renda passiva e diminuir os riscos.

Porém, vale a ressalva de que, mesmo com a menor volatilidade mencionada, esses ativos são de renda variável. Ou seja, seu preço varia no mercado de ações, podendo subir ou descer de acordo com a percepção do mercado quanto ao ativo. Por isso, os FIIs não servem como reserva de emergência ou como um substituto da renda fixa.

Seja como for, a simples possibilidade de possuir parte de imóveis de alto padrão a um preço baixo e com o recebimento constante de dividendos já deveria ser o bastante para, no mínimo, chamar a atenção de qualquer investidor. Vale a pena estudar os fundos imobiliários com carinho e, dependendo dos objetivos individuais, pensar em adicioná-los à própria carteira de investimentos.

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