Fundos DI: o que são, como funcionam e como investir?

Tempo de leitura: 5 minutos

Quem busca um investimento de baixo risco, que permite fazer aplicações de valores menores e apresenta alta liquidez pode se interessar pelos fundos DI. Mas para qual perfil de investidor faz sentido aportar recursos dessa forma?

O que veremos neste artigo?
O que é um fundo de investimento?
O que são os Fundos DI?
Como eles funcionam?
Para quem os fundos DI são indicados?
Como investir nos fundos DI?

Para ter essa resposta, é fundamental conhecer como eles funcionam e saber mais detalhes sobre esse fundo de investimentos. Reunimos as principais informações que você precisa acompanhar neste post.

Continue a leitura e descubra o que são, como funcionam e como investir em fundos DI!

O que é um fundo de investimento?

Para conhecer as características dos fundos DI, é preciso entender a definição de fundos de investimentos. Trata-se de uma modalidade de investimento coletiva, o que significa que você e outros investidores aportam recursos nos fundos, adquirindo cotas.

Assim, você não está investindo em um ativo diretamente, e sim em um portfólio variado. Outro ponto é que o investidor não se responsabiliza pela tomada de decisão em relação ao investimento, pois a estratégia de alocação do capital do grupo é realizada por um gestor profissional.

Saiba, ainda, que os fundos têm por trás uma administradora e que há diferentes tipos de fundo. Por exemplo, fundos de renda fixa, ações, câmbio, multimercado, entre outros. Cada um apresenta características e objetivos diferentes.

O que são os fundos DI?

Agora que você já teve uma explicação sobre os fundos de investimento, é importante entender as características dos fundos DI — ou fundo de renda fixa referenciado DI.  A primeira delas é que eles seguem o certificado de depósito interbancário (CDI) — um dos principais indexadores da renda fixa.

Essa é uma taxa que se aproxima bastante da Selic — a taxa básica de juros da nossa economia. Isso acontece porque o portfólio do fundo é composto por títulos públicos federais ou privados pós-fixados. Entre eles, o Tesouro Selic e os certificados de depósito bancário (CDBs).

Desse modo, são títulos que apresentam menores riscos, o que traz segurança para essa alternativa de investimento. Entretanto, é preciso destacar que eventuais garantias dos títulos, como o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), não abrangem as cotas do fundo, apenas os títulos que compõem a carteira da modalidade.

Como eles funcionam?

Como você viu, o fundo DI chama a atenção de quem busca um baixo risco de mercado ao investir. Além disso, ele tem a rentabilidade calculada de forma diária — assim como a alta liquidez, permitindo que o investidor transforme a aplicação em dinheiro no mesmo dia, de modo bastante ágil.

Apesar dessas vantagens, há que se considerar os custos envolvidos ao alocar recursos em fundos DI. Lembre-se de que os fundos de investimento têm uma instituição administradora e um gestor. Por isso, o investidor pode precisar arcar, normalmente, com a taxa de administração.

Não há um valor único de cobrança para todos os fundos DI do mercado, pois cada um tem a sua própria taxa. Nesse sentido, é possível até mesmo encontrar alguns fundos que não fazem essa cobrança. Na instituição financeira que você investir, como na Guide, você pode contar com Assessores-Guias que te auxiliam nas melhores opções para o seu perfil e objetivos.

Sobre o funcionamento, é preciso entender, ainda, a incidência de impostos. Por exemplo, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), caso o resgate seja feito em menos de 30 dias após a aplicação.

Depois desse período, não é preciso se preocupar, pois o imposto deixa de ser cobrado. Já o Imposto de Renda (IR) incide nos ganhos e o pagamento é retido na fonte no resgate. A taxa é descontada na fonte e é regressiva, de acordo com o tempo de investimento: varia de 22,5% a 15%.

Para quem os fundos DI são indicados?

Como você acompanhou, as principais características dos fundos DI são a segurança e alta liquidez. A partir disso, você pode se perguntar para quais tipos de investidor a alternativa é mais indicada.

Em primeiro lugar, é preciso considerar quais são os objetivos com o investimento para saber se faz sentido para a sua carteira.

Apesar de, em um primeiro momento, parecer que os fundos DI sejam voltados apenas para o investidor conservador, eles podem compor  a carteira dos três perfis de investidores (conservador, moderado e arrojado).

Isso acontece porque a alternativa pode servir para diferentes finalidades — por exemplo, para alocação da reserva de emergência e outros objetivos de curto prazo. Assim, mesmo investidores moderados ou arrojados podem ter determinados objetivos que peçam segurança e alta liquidez.

Além disso, ele costuma permitir baixos aportes — o que também pode ser vantajoso para quem está começando a investir e tem pouco dinheiro disponível para alocar.

Como investir nos fundos DI?

Depois de entender o funcionamento dos fundos DI e como podem ser interessantes para diferentes perfis de investidores, é preciso saber como aportar seus recursos nessa alternativa. O primeiro fator a analisar é o seu objetivo financeiro e identificar se os fundos DI estão alinhados a ele.

Como vimos, esse investimento pode ser uma alternativa para que você mantenha seu patrimônio protegido, para investir no curto prazo ou para contar com a alta liquidez — como, por exemplo, para alocar sua reserva de emergência.

Ao identificar que essa aplicação é interessante na sua carteira, é preciso escolher uma corretora de valores, abrir uma conta e fazer a transferência de dinheiro para sua conta na instituição. Depois, basta alocar o montante desejado nessa alternativa.

Todo o processo é simples e você ainda tem à disposição, na plataforma da corretora, outras possibilidades de investimento que possam ser adequadas para o seu perfil.

Agora você sabe que, com os fundos DI, é possível ter um investimento de baixo risco, que oferece segurança e tem como vantagem a alta liquidez. Assim, se busca essas características no momento de alocar seu capital, vale considerar essa alternativa para sua carteira.

Achou as informações deste conteúdo úteis? Então pode gostar de saber também sobre como declarar o IR em fundos de investimento!

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