Fundos de Renda Fixa: A transformação do patinho feio do mercado

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Com a elevação da taxa de juros, esperamos que a atratividade de alguns produtos aumente. Embora a tendência de migração dos investimentos em renda fixa para fundos multimercado e de ações continue, esse fluxo será bem menor. Depois de anos difíceis para essa classe de investimento, o mercado começa a olhá-la com outros olhos.

Patinho feio

Em cenários de juros baixos, muitos investidores começam a se interessar por ativos com maior risco, como a renda variável. Em baixas históricas da taxa Selic como as de 2020, tivemos um recorde de iniciantes na bolsa de valores provenientes de uma migração da renda fixa dado a perda de atratividade da classe. Esse movimento de perda de atratividade começa com o início da queda de juros em outubro de 2016, quando a Selic estava 14,25%.

Contudo, a classe de renda fixa cresceu bastante em 2019 e como consequência a forte captação, o aumento da demanda por títulos de dívida, comprimiu as taxas dos ativos e consequentemente, os retornos dos fundos. Esse movimento mostrava sinais de acomodação no início de 2020, porém com a crise do Coronavírus tudo foi por água baixo.

Durante os primeiros meses da pandemia, os fundos de renda fixa sofreram bastante. Em abril de 2020, mais de 50% fundos classificados como Renda Fixa pela CVM tiveram captação negativa.

Os fundos de alta liquidez foram os principais afetados. E para honrar os saques, os gestores tiveram de vender os papéis em carteira a qualquer preço. Isso levou a performances muito negativas, principalmente no auge da crise.

Cisne novamente

A indústria de renda fixa e crédito privado, embora tenha sofrido bastante nesses últimos tempos, conseguiu sair mais forte e saudável. Mesmo durante os momentos mais agudos da crise do Covi-19, não observamos empresas em default e os fundos conseguiram honrar os seus resgates.

Os gestores aprenderam a importância de um passivo controlado e diversificado, além de patamares adequados de caixa que proporcionaram aos fundos navegarem por esse ambiente de fortes resgates com um pouco mais de tranquilidade. Outro ponto importante foram as grandes oportunidades propiciadas pela pandemia. Neste período, foi possível comprar papéis de alta qualidade por preços muito descontados.

Com a trajetória de aumento da Selic, há uma maior expectativa de interesse para produtos em renda fixa, principalmente os pós-fixados. O mercado mostra sinais de recuperação, captando R$112,8 bilhões no ano de 2021 até final de junho.

O Terraço Econômico já discorreu aqui sobre o novo aumento da Selic, concluindo que a necessidade deste movimento vem em parte como efeito da pandemia, além da postergação de privatizações e reformas estruturantes, de um contexto macroeconômico de retomada da economia e um fiscal bem deteriorado.

Embora ainda haja um grande espaço para percorrer, acreditamos em um aumento intensificado da atratividade para essa classe de ativos à medida que esse cenário de alta de juros se consolide.

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