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Fundos de renda fixa: o que são e como investir nos melhores

Tempo de leitura: 7 minutos

2020 é marcado pelo maior número de investidores no Brasil e com eles está o interesse por mais informações dos ativos financeiros para a diversificação da carteira. As aplicações mais conservadoras também começaram a ganhar mais espaço, tais como os fundos de renda fixa. O objetivo está na busca de proteção do capital, mas também na viabilização de melhores retornos.

Para conhecer melhor os fundos de renda fixa, continue a leitura e entenda como essa classe de ativos pode contribuir com mais chances de lucros aos seus investimentos.

O que veremos neste artigo?
Qual a diferença entre renda fixa e fundos de investimento?
Então, o que são fundos de renda fixa?
Como funcionam os fundos de investimentos de renda fixa?
Quais os tipos de fundos de investimentos de renda fixa que existem?
Quanto rendem os fundos de renda fixa?
Como as taxas influenciam os fundos de renda fixa?
Imposto de renda e fundos de renda fixa: tudo o que você precisa saber
Quais são os melhores fundos de investimento de renda fixa?
Conclusão

Qual a diferença entre renda fixa e fundos de investimento?

Entende-se por renda fixa os investimentos que possuem regras de remuneração definidas previamente. Em geral, seu retorno é indexado a algum índice de referência no mercado, como CDI e/ou inflação, e pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido. De maneira simplificada, é uma forma de emprestar recursos aos emissores dos títulos em troca do pagamento de juros.

Já os fundos de investimentos funcionam como uma espécie de condomínio em que os investidores possuem interesses em comum e delegam a gestão de seus recursos a um profissional. Estes, por sua vez, serão baseados em uma política de investimentos.

Então, o que são fundos de renda fixa?

Dentre os diversos tipos de fundos de investimentos, existem os fundos de renda fixa. Eles possuem, no mínimo, 80% de sua carteira investida em títulos de renda fixa, sejam eles: públicos (títulos do governo) ou privados (CDB, LCA, LCI, CRA, etc). Isso faz com que a rentabilidade deste tipo de fundo seja mais consistente e menos volátil. Por este motivo, é considerado um tipo de investimento mais conservador. Contudo, não podemos descartar que os fundos de renda fixa também possuem riscos e merecem cuidado e atenção.

Como funcionam os fundos de investimentos de renda fixa?

Assim como nos outros tipos de fundos de investimentos e como dito acima, nos fundos de renda fixa, a alocação dos recursos dos investidores fica a cargo do gestor responsável, sempre de acordo com as regras estabelecidas na política de investimentos. Este profissional é remunerado com uma parte da taxa de administração cobrada pelo fundo e, em alguns casos, taxa de performance, baseada no quanto conseguiu superar seu índice de referência (benchmark). Em alguns casos o gestor pode utilizar de derivativos para alavancar ou proteger a carteira.

Quais os tipos de fundos de investimentos de renda fixa que existem?

De acordo com a ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, os fundos de renda fixa classificam-se em: classe de ativos, tipo de gestão (ativa ou passiva) e riscos e estratégia utilizada. O primeiro nível refere-se à classe em que estão inseridos, no caso, renda fixa.Já o segundo, representa quão sensível os fundos são à taxa de juros. Repare os destaques:

  • Renda fixa simples: fundos abertos e que possuem, no mínimo, 95% da carteira composta por títulos públicos e/ou privados com o mesmo grau de risco.
  • Indexados: fundos que têm como objetivo seguir as variações de indicadores de referência, sendo o CDI, IPCA ou IGP-M os mais utilizados.
  • Ativos: fundos que não se encaixam em nenhuma das duas categorias acima e que são classificados com base na duração média da carteira (baixa, média, alta e livre) e risco de crédito dos títulos negociados (soberano – 100% títulos públicos; grau de investimento – 80% em títulos públicos ou privados com risco equivalente; crédito livre – 20% em títulos de médio e alto risco). Ainda sobre a duração média ponderada das carteiras, quanto maior for a duração, maior será a exposição às oscilações da taxa de juros.
  • Investimento no exterior: fundos que investem mais de 40% do patrimônio em ativos no exterior ou os considerados de dívida externa, que investem, no mínimo, 80% de seu patrimônio em títulos representativos da dívida externa.

Frame da Classificação de Fundos

Frame da Classificação de Fundos Frame da Classificação de Fundos

Nível 01

Nível 02

Nível 03

Renda Fixa Simples Renda Fixa Simples
Indexado Índices
Baixa Duração
Média Duração
Alta Duração
Livre Duração
Soberano
Grau de Investimento
Crédito Livre
Investimento no Exterior Investimento Exterior
Dívida Externa

Fonte: Classificação de fundos de renda fixa de acordo com a ANBIMA.

Quanto rendem os fundos de renda fixa?

Depende! O rendimento dos fundos de renda fixa oscilam com base no tipo de estratégia que cada gestor utiliza, assim como cenário econômico em que estão inseridos, risco, liquidez, horizonte de investimento, dentre outras premissas. De forma generalizada, os fundos com menor exposição ao risco e com maior liquidez naturalmente possuem uma remuneração menor quando comparados, por exemplo, a fundos de crédito privado ou mesmo aqueles que são atrelados à inflação.

Como as taxas influenciam os fundos de renda fixa?

Em geral, este tipo de ativo é indexado aos principais indicadores econômicos, tais como taxa de juros e inflação, ou compra títulos que são atrelados a eles. Logo, quaisquer variações que aconteçam refletem diretamente na performance desta modalidade de investimento. Sendo assim, em um cenário em que a taxa Selic encontra-se em 2% ao ano e a inflação aumentando, naturalmente o retorno dos fundos de renda fixa serão reduzidos, uma vez que o ganho real foi diminuído.

Imposto de renda e fundos de renda fixa: tudo o que você precisa saber

Em relação ao imposto de renda, a cobrança nos fundos de renda fixa acontece diretamente na fonte. O rendimento deste tipo de investimento é tributado à alíquota máxima de 22,5% quando resgatados até 180 dias e 15% para os que ultrapassam o prazo de 2 anos. No caso dos fundos de debêntures incentivadas, não há recolhimento de imposto. É válido reforçar que duas vezes ao ano há incidência de come-cotas nos fundos com tributação de longo prazo, uma antecipação do imposto de renda feita pela Receita Federal. Assim como há cobrança de IOF – Imposto sobre Operações Financeiras no caso de resgates realizados em um período inferior a 30 dias a contar da data da aplicação.

Quais são os melhores fundos de investimento de renda fixa?

Engana-se quem acredita que não há mais espaço para renda fixa no mercado financeiro. Se por um lado os fundos referenciados DI têm apresentado baixo retorno devido aos juros baixos, os atrelados à inflação, assim como os que negociam títulos prefixados, são bons exemplos de que, utilizados estrategicamente, podem entregar resultados interessantes em um portfólio diversificado. Contudo, costumam ser mais sensíveis e apresentam mais volatilidade. Além desses, os fundos de crédito privado também têm se mostrado interessantes nesse novo cenário. Neste caso, é necessário fazer uma análise mais criteriosa dos riscos que estes emissores oferecem, para evitar contratempos.

Conclusão

É inquestionável a importância dos fundos de renda fixa na composição das carteiras de investimentos. Em geral, são ativos acessíveis, de fácil compreensão, alguns possuem liquidez e permitem ao investidor ter acesso ao mercado de renda fixa sem ter que dispor de um volume elevado de capital. Por isso, ainda que muitos questionem se o momento é oportuno para investir nessa classe de ativos, não podemos deixar de lembrar que o mercado é cíclico e posicionar-se estrategicamente faz total diferença. Sendo assim, aproveite o momento e revise seus objetivos, assim como perfil de risco, necessidade de liquidez e horizonte de investimentos.

Pesquise mais sobre os fundos de renda fixa disponíveis e veja como podem contribuir com resultados ainda melhores em sua carteira de investimentos.

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