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Fundos de Previdência: tudo que você precisa saber sobre esses investimentos

Tempo de leitura: 11 minutos

Existem diversos investimentos que podem servir para os planos de longo prazo. Quando o objetivo é planejar a aposentadoria, especificamente, os fundos de Previdência são bastante lembrados pelos investidores, embora também possam ser utilizados para outras metas de longo prazo.

No entanto, muitos ainda não sabem que eles podem ter diferentes formatos e características. Porém, o mercado financeiro oferece diversas alternativas que podem atender a diferentes perfis e necessidades, então vale a pena conhecê-las.

Quer saber mais sobre essa alternativa? Continue a leitura e confira todas as informações sobre os fundos de Previdência Privada.

Vamos lá?

O que você verá neste artigo:
O que são fundos de Previdência?
Quais são os tipos de planos de Previdência Privada?
Como funcionam esses fundos?
Quais são as formas de tributação?
Quais as vantagens de contar com um fundo de Previdência?
Qual a rentabilidade de um fundo de Previdência?
Como escolher um fundo de Previdência Privada?

O que são fundos de Previdência?

Pessoas que se preocupam com a construção de patrimônio para realizar objetivos no futuro podem recorrer aos chamados fundos de Previdência. Trata-se de fundos de investimento que ajudam investidores a construir patrimônio por meio de aportes com foco no longo prazo.

Devido às suas características, eles são bastante utilizados para a aposentadoria. Portanto, é comum que sirvam para complementar a renda tradicionalmente paga pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

Contudo, os fundos de Previdência também podem se adequar a diferentes objetivos que visam horizontes mais longos. Entre as possibilidades, estão a compra de um imóvel, a conquista de mais tranquilidade no futuro, a sucessão patrimonial e o pagamento dos estudos dos filhos.

Ademais, esse tipo de fundo permite estabelecer beneficiários, que terão acesso aos recursos independentemente de inventários. Então podem ser alternativas para evitar disputas futuras e agilizar processos para que a sua família não fique desamparada.

Quais são os tipos de planos de Previdência Privada?

Antes de investir em um plano de Previdência Privada, é necessário conhecer os tipos disponíveis no mercado financeiro. Embora sirvam para os mesmos objetivos, existem diferenças no tratamento fiscal e tributário, como você verá a seguir.

Nesse sentido, as alternativas são o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Saiba mais sobre elas!

PGBL

Esse plano pode ser adequado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda (IR). Isso porque ele permite ao investidor abater as contribuições mensais feitas ao longo do ano. Para tanto, há um limite de 12% da base de cálculo do IR e o investidor deve contribuir para a Previdência Social.

Essa é uma forma de reduzir legalmente o pagamento desse imposto. Porém, vale destacar que, na verdade, ele funciona como um adiantamento do pagamento de tributo. O motivo é que, no resgate, a alíquota do IR incidirá sobre todo o valor aportado, não apenas sobre o rendimento obtido.

Assim, o benefício é que o investidor pode pagar menos impostos ao longo do período em que os aportes ocorrem. Vale ressaltar que, dependendo das condições do cálculo no futuro, existe a possibilidade de pagar menos tributos ao final, considerando as demais regras tributárias.

VGBL

A diferença do VGBL para o PGBL se refere ao IR, pois não é possível deduzir as contribuições na declaração anual. Nesse caso, o plano pode ser mais alinhado a quem faz a declaração simplificada, não contribui para a Previdência Social ou já superou o limite de dedução com um plano PGBL.

Afinal, se você desejar, é possível ter mais de um plano de Previdência Privada vigente para aproveitar diferentes benefícios. Outro diferencial está no fato de que, no resgate, a cobrança de IR é feita apenas sobre a rentabilidade obtida com o investimento.

Como funcionam esses fundos?

Depois de conhecer mais sobre os fundos de Previdência, é importante saber quais são os aspectos mais relevantes do seu funcionamento. Nele, o investidor realiza os aportes e a gestora do fundo fica responsável por alocar os recursos.

O dinheiro pode ser investido tanto em renda fixa quanto em renda variável, dependendo da estratégia utilizada. As proporções também podem ser distintas, de acordo com o perfil do fundo.

Isso porque existem fundos de Previdência conservadores, moderados ou arrojados. Essa classificação dependerá de como o gestor aloca os recursos em busca de retornos. Vale destacar que a tendência é que fundos mais arriscados tenham um potencial maior de rendimento.

Por outro lado, eles também podem gerar perdas, devido à volatilidade do mercado. A vantagem é que, no longo prazo, os riscos tendem a ser diluídos. No entanto, quem não está disposto a correr riscos pode contar com fundos mais conservadores, por exemplo.

Além disso, os fundos de Previdência funcionam em duas fases distintas. Confira:

Fase de acumulação

A primeira etapa dos planos de Previdência é a de acumulação. Nela, o investidor faz aportes frequentes para construir patrimônio. É ele quem define quanto será alocado e com qual frequência os aportes ocorrerão.

Entretanto, quanto maior o valor e mais frequentes forem os investimentos, mais rápida é a acumulação de patrimônio. Nessas situações, o impacto dos juros compostos também tende a ser maior, beneficiando os resultados.

Fase de usufruto

Após a fase de acumulação e rentabilização do patrimônio, começa o período de usufruto. Nessa etapa, o investidor passa a receber o rendimento da forma que achar mais interessante, conforme definido previamente. Uma possibilidade é receber todo o montante de uma só vez.

Também há a possibilidade de receber o valor em pagamentos mensais, como se fosse uma aposentadoria. Se optar por receber em parcelas, é preciso definir se isso será feito por um período determinado ou de maneira vitalícia.

Vale ressaltar que essa escolha é feita no momento da contratação do plano de Previdência Privada. Também é nessa hora que o investidor define quando deseja receber o montante, o quanto espera obter e, em alguns casos, por qual período.

Essas informações são importantes também para a estratégia do fundo. As condições impactam no montante que o investidor precisará acumular, por quanto tempo será necessário investir e como devem ser os aportes para que os objetivos sejam alcançados.

Quais são as formas de tributação?

Outra característica importante sobre os fundos de Previdência são as formas de tributação, que podem acontecer de duas formas: pela tabela progressiva ou pela tabela regressiva do IR. As variações ocorrem nas alíquotas e nos critérios de aplicação.

Na tabela progressiva é observada a faixa de renda que será recebida. Assim, quanto maiores forem os pagamentos, maior será o imposto — até 27,5%. Contudo, até determinado valor, o investidor estará isento da cobrança.

Já a tabela regressiva varia conforme o tempo de investimento. Por esse motivo, costuma ser mais adequada para quem pode deixar o dinheiro aplicado por prazos maiores. Por exemplo, quando o prazo supera 10 anos, a alíquota é de 10%.

Quais as vantagens de contar com um fundo de Previdência?

Depois de saber o que são e como funcionam os fundos de Previdência Privada, é válido aprender quais são as vantagens dessa alternativa. Nesse ponto, a facilidade de investimento é um dos grandes benefícios de contar com essa opção.

Em planos fechados, por exemplo, o profissional pode fazer a contratação por meio da empresa onde trabalha. Já nos planos abertos, basta pesquisar as alternativas disponíveis e escolher aquela que mais se alinha às suas necessidades.

Depois, o investidor realiza a contratação na instituição financeira que oferece o fundo de Previdência escolhido. Após finalizar a contratação, é possível iniciar as contribuições. E lembre-se de que, quanto mais tempo você contribuir, maior será o seu patrimônio.

Outra questão interessante ligada à Previdência Privada é a possibilidade de contar com a gestão profissional. Dessa forma, o investidor não precisa escolher os ativos e fazer os investimentos sozinho. Isso é ainda mais interessante para quem tem pouca experiência no mercado financeiro.

Na prática, basta fazer os aportes que foram combinados no contrato. Os gestores do fundo é que farão a administração do capital. Assim, eles são responsáveis por tomar decisões de investimento ou realizar operações, de acordo com a estratégia estabelecida.

Também há a vantagem de a Previdência Privada ser uma alternativa não apenas para quem deseja planejar a aposentadoria. Como você viu, ela pode ser interessante para outros objetivos que os investidores possam ter visando o longo prazo.

E quais são os riscos envolvidos?

Também é relevante conhecer os riscos que os fundos de Previdência apresentam. Como você viu, eles dependem do perfil do fundo e devem ser analisados antes de iniciar os aportes. Ainda, é necessário considerar as taxas cobradas.

Além da taxa de gestão, que é utilizada para remunerar o gestor, podem existir outras cobranças — como a taxa de performance, taxa de carregamento ou de resgate. Como elas podem afetar a rentabilidade líquida, é fundamental que estejam de acordo com as características e a capacidade de retorno do fundo.

Qual a rentabilidade de um fundo de Previdência?

A rentabilidade também é um fator relevante no momento de analisar um fundo de Previdência. Mas vale ressaltar que ela dependerá da estratégia utilizada pelo gestor. Como você viu, existem alternativas que aportam prioritariamente em renda fixa.

Então focam em maior segurança, o que limita a rentabilidade. Por outro lado, fundos mais arriscados, que aportam em renda variável, tendem a apresentar maior potencial de retorno, mas têm mais riscos envolvidos.

Outra possibilidade é utilizar as duas classes de investimento para buscar maior equilíbrio entre risco e retorno. Ademais, se você não estiver satisfeito com a performance do seu fundo de Previdência atual, é possível fazer a portabilidade de forma simples entre instituições.

Por isso, vale buscar opções mais atrativas, desde que sejam do mesmo tipo (PGBL ou VGBL). Também há a possibilidade de mudar da tabela de tributação progressiva para regressiva, mas o contrário não é permitido.

Como escolher um fundo de Previdência Privada?

Como o mercado oferece uma diversidade de fundos de Previdência, é comum ter dúvidas no momento de escolher o ideal para você. Para isso, vale seguir alguns passos.

Confira:

Conheça seu perfil de investidor

Conhecer o seu perfil de investidor é relevante porque define o seu nível de tolerância ao risco. Afinal, é necessário considerar a volatilidade dos investimentos e as possíveis perdas. Se você tem perfil conservador, por exemplo, precisará de uma alternativa que ofereça maior segurança.

Investidores moderados e arrojados também precisam encontrar fundos de Previdência que atendam a essa proposta. Com isso, você respeitará suas preferências e aproveitará as melhores possibilidades de composição de carteira.

Considere seus objetivos financeiros

A escolha do fundo também deve estar de acordo com os seus objetivos financeiros. Suponha que você definiu que utilizará a Previdência Privada para complementar a sua aposentadoria. Ainda assim, é preciso ir além nessa definição.

Pense nos seus objetivos em termos de retorno financeiro, por exemplo. Considere o montante que deseja receber como renda e o período disponível para realizar os aportes. Isso permite definir o quanto será preciso acumular e qual é o fundo mais adequado para chegar a essa meta.

Entenda a estratégia do fundo

Como os fundos de Previdência podem ter diferentes características em relação à alocação de ativos, é essencial conhecer esse fator. Estratégias distintas resultam em perfis de riscos diferentes, então há riscos de fazer uma escolha equivocada de se não considerar a estratégia do fundo.

Para tanto, conheça e analise a forma como é feita a alocação dos recursos. Dependendo do tempo disponível, da sua tolerância ao risco e da capacidade de aporte, um fundo com características mais arrojadas pode ser mais interessante, por exemplo.

Confira o histórico do fundo

Também vale a pena avaliar o histórico do fundo de Previdência antes de escolher o mais adequado. Nesse sentido, cabe ressaltar que a renda variável não permite prever ou garantir resultados. Afinal, existe o risco de mercado e exposição à volatilidade.

Isso significa que o desempenho passado dos investimentos dessa classe não antecipa, necessariamente, os resultados futuros. Mas, ainda assim, podem servir como base para entender o trabalho que a gestão vem realizando e como o fundo se comporta em diferentes cenários.

Além disso, a análise do histórico permite ter uma ideia sobre o resultado médio. Assim, você pode analisar se a alternativa tem potencial para atingir as suas necessidades de retorno e acúmulo de capital.

Analise os prazos dos investimentos

Como você já sabe, os fundos de Previdência, normalmente, são de longo prazo. Entretanto, é preciso conferir se o fundo está alinhado aos prazos dos seus objetivos. Em certos casos, podem ser necessários períodos maiores de maturação para buscar os resultados pretendidos, por exemplo.

Outro ponto importante é o tempo durante o qual você pretende realizar os aportes. Se o prazo for menor, será necessário fazer alocações mais significativas para formar um patrimônio elevado. Logo, esse fator deve ser baseado em seu planejamento financeiro.

Agora você sabe que existem diversos fundos de Previdência e diferentes estratégias de alocação. Dessa forma, há chances de encontrar alternativas alinhadas ao seu perfil e objetivos financeiros. E, para tomar decisões acertadas, não deixe de analisar as opções antes de decidir em qual investir.

Gostou de saber mais sobre o assunto? Então entenda como declarar a Previdência Privada no IR!

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