Fundos de crédito estruturado: Um aliado para esse período de aumento na taxa de juros

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Como já discutido em um texto passado, a classe de renda fixa vem passando por uma transformação importante nos últimos tempos com a alta da Selic. No entanto, investimentos em renda fixa vão muito além de compra de papéis, fundos DI ou de crédito privado. O crédito estruturado é uma outra modalidade de investimento, onde o investidor tem acesso a uma junção de uma série de dívidas, financiamentos e empréstimos, dos mais variados tipos.

O risco nesse tipo de investimento tende a ser maior do que em um fundo de crédito privado comum como em um CRI, um CRA ou uma Debênture, por assumirem créditos de contrapartes menos seguras, mas pelo outro lado também oferece a possibilidade de retornos superiores. Além disso, o prazo de resgate também tende a ser mais longo, justamente pelo crédito assumido ser menos líquido e ser concedido em situações mais arriscadas, em geral é necessário um período maior para o gestor conseguir se desfazer do crédito tomado, e por fim entregar o valor ao cotista.

Metamorfose ambulante

“Quando a Valora Investimentos foi fundada, em 2005, os ativos de renda fixa estruturados eram extremamente escassos. Os poucos FIDCs existentes eram exclusivamente os decorrentes das operações de factorings. Não havia CRIs, CRAs ou CCBs e as debentures 476 eram bastante limitadas e raras. Quando abrimos o fundo Valora Guardian, um dos pioneiros neste mercado, em maio de 2010, pensávamos que teríamos que fechá-lo com um PL de 30 MM, pois faltariam ativos para crescer a carteira.” nos conta Daniel Pegorini Diretor Presidente da Valora Investimentos que tem sob gestão R$5,5 Bi sendo R$ 240 MM no Guardian.

“Passados quinze anos e uma dezena de crises, a realidade que vimos acontecer foi completamente diferente. Os ativos de renda fixa crédito privado cresceram a taxas galopantes e hoje o investidor tem um conjunto amplo de alternativas para escolher: FIIs, FIDCs, FoFs, HY, CRAs, CRIs e daqui a pouco FIAGROs. O crescimento das plataformas de investimentos criou pontes entre tomadores de recursos e investidores inimagináveis uma década atrás. Gestores especializados surgiram e este mercado criou uma dinâmica própria, com hoje milhares de investidores e capacidade de concorrer de maneira sofisticada e acirrada com os antigos fornecedores de capital para empresas e negócios.” Complementa Pegorini que também é gestor de todos os fundos de renda fixa 555, incluindo o Valora Horizon High Yield FIM CP, um fundo que combina toda a expertise da casa no mercado de crédito em uma carteira bem diversificada de FIDCs, CRIs, CRAs, FIIs, CCBs e Debentures.

No entanto, não foi apenas a indústria que mudou bastante. A cabeça dos investidores também evoluiu! Em conversa com Rafael Fritsch, CIO dos Fundos de Crédito da Canvas Capital, está cada vez mais claro para o investidor que para ter mais retorno ele precisará renunciar a liquidez. “Não têm mágica em crédito!” enfatiza Fritsch.

Com mais de 22 anos de experiencia na indústria de crédito, Fritsch lançou seu fundo Canvas High Yield em outubro de 2019 e nunca teve default. O intuído flexível do produto está muito alinhado com o momento atual, dado que ele foi construído para acompanhar os diferentes ciclos de créditos, com uma parte voltada para crédito high yield e outra para crédito high grade. Acreditam que o momento está mais desafiador e que há menos prêmio nas operações mais corriqueiras. Então, será o momento de operações mais inusitadas e para isso, o time da Canvas com uma equipe bastante robusta e 6 advogados especializados em execução de colateral será um diferencial.

Poder de diversificação

“Os fundos que investem em crédito estruturado são uma ótima opção de diversificação para os investidores pessoas físicas que buscam retornos diferenciados com relativa baixa volatilidade, pois muitas vezes elas não possuem capital suficiente para montar uma carteira diversificada ou não possuem acesso aos produtos individualmente.” afirma Guilherme Vivan Lagnado, CGA, Head de Gestão da Empírica Investimentos.

Aplicando em apenas um fundo, o investidor consegue alocar em uma carteira de mais 30 FIDCs ou mais de 20 tipos de lastro de crédito. “Vale ressaltar que cada FIDC possui suas regras próprias de diversificação, ou seja, alocando em uma carteira diversificada de FIDCs o investidor conta com a proteção de dois níveis de diversificação, do FIC e do FIDC.” complementa Lagnado.

Um outro ponto importante é diversificar o indexador, como uma forma de proteger sua carteira contra diferentes cenários.  Um fundo de crédito estruturado pode possuir uma carteira mais concentrada em ativos que remuneram em CDI ou em ativos que remuneram em IPCA, como é o caso do Empírica Lotus FIC FIM e o Empírica Lótus IPCA. Assim, fica claro afirmar que os fundos de crédito estruturado têm um poder de diversificação ímpar e devem se tornar uma poderosa ferramenta na construção de um portfólio equilibrado neste momento de aumento de taxas de juros.

Além do grande poder de diversificação, os fundos de crédito estruturado estão sendo beneficiados pela situação atual. A estabilização dos spreads de crédito, obriga os fundos a aumentarem o carrego para manter os ganhos constantes. No entanto, não seria possível aumentar o carrego de um fundo sem comprometer o seu prazo de resgate. Como por característica, os fundos de crédito estruturado apresentam um prazo de resgate mais longo, isso os permite capturar as oportunidades que fundos mais líquidos não conseguiriam e assim, os tornam ainda mais atrativos neste momento.

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