Fundo tijolo: como funciona este FII no mercado brasileiro

Tempo de leitura: 8 minutos

Os fundos de tijolo são fundos de investimento imobiliário compostos por bens tangíveis, ou seja, imóveis que existem fisicamente como shopping centers, lajes corporativas, agências bancárias, galpões, entre outras categorias de imóveis.

Dessa maneira o investidor torna-se dono de uma parcela dos imóveis que compõem a carteira do fundo sem precisar de todo o capital necessário para a aquisição do bem.

Diferente das ações, o fundo imobiliário possui um gestor responsável pela decisão de investimento, seja na construção, escolha da compra ou para qual inquilino alugar. No fundo de tijolo, essa decisão gera dividendos aos acionistas a partir dos aluguéis recebidos.

Continue a leitura deste material e entenda como os fundos de tijolo podem compor sua carteira de investimentos e contribuir com melhores resultados.

O que veremos neste material
O que são fundos de tijolo?
Quais são os Tipos de Fundos de Tijolo?
Fundos de tijolo X Fundos de papel
Quais são as vantagens de investir em fundos de tijolo?
Quais são os riscos de investir em fundos de tijolo?
A taxa Selic influencia os fundos imobiliários?
Quais são as diferenças entre fundos de tijolo e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI)?
Como começar a investir em fundo imobiliário?
Conclusão

O que são fundos de tijolo?

Fundo de Tijolo é como são chamados os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) que aplicam seus recursos em imóveis físicos, por isso o nome “tijolo”.

Esse tipo de ativo tem como objetivo construir ou adquirir imóveis para alugar e gerar renda. A grande parte dos fundos imobiliários se encaixa nessa classificação, pois é o tipo de estratégia mais buscada por investidores para compor seu portfólio.

Mas atenção, esses fundos imobiliários possuem o mesmo risco que qualquer investimento em imóvel, como vacância, conservação dos imóveis, entre outros.

Quais são os tipos de Fundos de Tijolo?

Os fundos de tijolo atuam em vários setores de atividade e isso faz com que eles sejam classificados em diferentes tipos, como:

  1. Lajes Corporativas

Fundos com foco em oferecer imóveis com boa localização, ideais para empresas instalarem suas operações.

  1. Galpões Logísticos

Disponibilizam galpões bem localizados em áreas de escoamento ou próximo a portos para que as companhias, principalmente de varejo, estoquem os seus produtos e incrementem a logística de suas operações.

  1. Agências Bancárias

São FIIs que locam seus espaços para que bancos instalem suas operações e agências. Apesar da grande mudança para a digitalização do setor, as instituições seguem com bom funcionamento.

  1. Educacional

Esses fundos alugam os seus imóveis para estabelecimentos voltados ao segmento educacional.

  1. Shopping Centers

Este tipo de FII busca comprar ou construir shopping centers com o objetivo de locar os espaços para lojistas.

  1. Hospitalar

Esse tipo de fundo loca os seus empreendimentos para operadoras de planos de saúde instalarem hospitais ou mesmo redes hospitalares.

  1. Híbridos

São os mais flexíveis e diversificados, uma vez que eles podem investir em diferentes tipos de imóveis, como lajes corporativas e shopping centers.

Fundos de tijolo X Fundos de papel

A principal diferença entre os fundos de tijolo e de papel está na composição da carteira de cada um.

Enquanto o fundo de tijolo investe em imóveis físicos e tem como fonte de renda os aluguéis gerados com a locação, os fundos de papéis aplicam seus recursos em títulos e valores mobiliários ligados ao mercado de imóveis, como LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LH (Letras Hipotecárias) e CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários).

Neste caso, o lucro dependerá do recebimento de juros em função dos investimentos realizados, o que exige do time de gestão dos fundos de papel ou fundos de recebíveis uma seleção de ativos com rentabilidade superior ao DI.

Quais são as vantagens de investir em fundos de tijolo?

Os fundos de tijolo funcionam como uma porta de entrada ao mercado imobiliário. Por meio deles, o investidor pode adquirir apenas uma fração do preço de um imóvel comum, sem ter que dispor de uma alta quantia financeira.

Esse tipo de FII representa uma oportunidade de aportar capital em imóveis de alta qualidade e boa localização, especialmente para o pequeno investidor.

Outro ponto interessante diz respeito à liquidez desses ativos. Em geral, eles são negociados com mais liquidez que os imóveis físicos. Além disso, os cotistas não têm preocupação com reformas, restaurações, seleção e manutenção dos inquilinos.

Outra grande vantagem dos fundos imobiliários é que eles contam com a isenção do imposto de renda sobre os valores recebidos como dividendos ou proventos.

Quais são os riscos de investir em fundos de tijolo?

A localização representa um risco importante aos fundos imobiliários. Ela é determinante para a valorização ou não de suas cotas.

No caso dos fundos de tijolo, a vacância é uma das grandes preocupações, uma vez que ela equivale à parte do capital investido que não está gerando retorno. Por isso, é necessário que os gestores responsáveis fiquem atentos aos inquilinos e à saúde financeira de cada um.

Isso explica porque fundos mono locatários, ou seja, que detém de apenas um locatário, são considerados mais arriscados e merecem uma avaliação ainda mais criteriosa, devido ao risco de vacância.

A taxa Selic influencia os fundos imobiliários?

A taxa Selic representa a parte curta da curva de juros sendo definida pelo Banco Central. Em linhas gerais, ela influencia, mas não determina, o desempenho dos fundos imobiliários.

Com a sua alta nos últimos meses, o crédito tornou-se mais caro, o que faz com que as empreiteiras e demais participantes do setor imobiliários, muitas vezes, reduzam suas operações, pois é preferível realizá-las quando o custo do dinheiro está mais baixo.

Por esse motivo, a tendência é um menor número de novos imóveis no mercado, o que pode refletir nas transações dos fundos de tijolo.

Por outro lado, o desempenho dos fundos de papéis tende a acompanhar o movimento dos juros, podendo piorar com a queda ou melhorar com a alta.  Isso ocorre devido ao fluxo de caixa desses investimentos estar atrelado a recebíveis imobiliários, títulos que têm seu preço reajustado pelos juros do mercado.

Em suma, os fundos imobiliários são sensíveis às oscilações das taxas de juros, especialmente as taxas longas, definidas pela oferta e procura pelos ativos, risco fiscal do país, inflação, entre outros fatores.

Quais são as diferenças entre fundos de tijolo e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI)?

Os fundos de tijolo são investimentos de renda variável negociados na bolsa de valores, cuja as cotas variam conforme a oferta e a demanda no mercado secundário. Já a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) é um título de renda fixa em que a taxa de retorno é definida no momento de sua contratação, podendo ser pré ou pós-fixada.

Logo, as LCIs são consideradas uma boa alternativa para quem busca mais segurança. Elas contam com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e uma rentabilidade previsível, já que o valor investido é emprestado ao banco que o devolve com os juros previamente acordados.

Por outro lado, o investimento em FIIs pode ser uma boa opção para  aqueles com perfis mais arrojados e que aceitam maior exposição ao risco em troca de retornos mais atrativos, que neste caso ocorre tanto da valorização dos ativos quanto do recebimento dos proventos.

Como começar a investir em fundo imobiliário?

Para começar a investir em fundos imobiliários é necessário ter uma conta investimento ativa em uma corretora. Como suas cotas são negociadas na B3, o investidor utilizará o homebroker para comprá-las.

Antes, conheça os fundos imobiliários disponíveis no mercado, analise os imóveis que compõem a carteira de cada um e escolha o que melhor atende seus objetivos, horizonte de investimento e perfil de investidor.

Conclusão

Ser cotista de um fundo tijolo é uma das formas de investir em ativos imobiliários, sendo adepto da renda variável e das operações na bolsa de valores.

Investir nele é uma forma de diversificar seus investimentos e contar com a remuneração tradicional do crescimento do setor imobiliário e da construção civil.

No atual momento, a alta da Selic encarece os créditos imobiliários, o que pode refletir em alguns fundos imobiliários como o de tijolo. Nesse sentido, é preciso controle emocional para entender que muitos retornos no mercado financeiro valem a pena no longo prazo.

Procure compreender quais são os riscos envolvidos com a aplicação de seu dinheiro nos FIIS e faça uma análise da remuneração esperada.

Na prática, avalie os tipos de ativo que compõem o fundo tijolo, as classes de imóveis, avalie o nível de vacância atual e até mesmo o impacto que a taxa de juros pode gerar no resultado esperado. Embora pareça uma tarefa simples, exige cuidado e atenção.

Agora que você já conhece os fundos imobiliários do tipo tijolo, conte com o time de assessores da Guide Investimentos e conheça saiba como esse tipo de aplicação pode contribuir na rentabilidade de sua carteira.

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