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Follow-on: entenda o que é e como funciona

18 de agosto de 2021
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 8 min
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Ilustração de uma pessoa se questionando sobre o que é follow-on
Tempo de leitura: 8 min

Conhecer os termos e processos do mercado financeiro é importante para tomar suas decisões de maneira inteligente. Nesse sentido, um dos processos que merecem sua atenção é conhecido como follow-on.

Entender como ele ocorre permite que você reconheça oportunidades e decida se vale a pena participar dele ao investir em ações. Além disso, é fundamental saber o que fazer para participar de uma oferta desse tipo.

Oque você verá neste artigo?
O que é o follow-on?
Como funciona o follow-on?
Quais as diferenças do follow-on para o IPO?
Quais as vantagens de participar de um follow-on?
O follow-on é bom ou ruim para o investidor?
No que se atentar para participar de um follow-on?
Como participar de um follow-on?

A partir de agora, você saberá qual é o significado de follow-on e também aprenderá como ele funciona. Confira!

O que é o follow-on?

No mercado acionário, uma empresa de capital aberto pode disponibilizar mais ações a partir de uma nova oferta. Isso ocorre exatamente pelo follow-on de ações. Também conhecido como oferta subsequente de ações, ele consiste em uma oferta de novos papéis.

Como funciona o follow-on?

Para que ocorra a entrada de novas ações na Bolsa, é preciso começar sabendo que o follow-on é realizado por empresas que já têm o capital aberto. Portanto, são instituições que já apresentam a possibilidade de os investidores adquirem participação em seus resultados.

Logo, há uma nova disponibilização de papéis que, quando é feita diretamente pela empresa, deve ter aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Porém, o funcionamento também varia com o tipo de follow-on.

A seguir, veja quais são as principais ofertas subsequentes e entenda como cada uma funciona!

Follow-on primário

A oferta subsequente primária de ações ocorre quando é a empresa a responsável por disponibilizar os novos ativos. Nesse caso, há uma mudança na estrutura do capital social e cada ação passa a corresponder a uma fração menor do negócio.

Por conta disso, o follow-on primário concede o direito de subscrição. Esse é um privilégio oferecido aos acionistas atuais, que podem comprar as ações antes do mercado. A ideia é que os acionistas possam manter ou aumentar o nível de participação atual.

Quando o follow-on primário é realizado, o dinheiro segue diretamente para o caixa da empresa. Então é uma forma de captar recursos que podem financiar projetos e expansões, por exemplo. Também pode ser uma maneira de elevar a liquidez dos papéis na bolsa de valores.

Follow-on secundário

Por sua vez, o follow-on secundário não é executado pela empresa e, sim, por um controlador ou acionista majoritário. Ele se dá diante do interesse desse investidor em se desfazer dos papéis ou de parte deles.

Esse tipo de oferta é uma exceção entre os follow-ons, pois não há mudança na estrutura do capital social. Logo, na prática, o nível de participação se mantém porque não são criadas outras ações. Nesse caso, o dinheiro da venda segue para o investidor que oferta os papéis, e não para a companhia.

Follow-on público

Uma oferta subsequente de ações que seja pública é divulgada amplamente no mercado. Como consequência, todos os investidores são informados e podem participar da compra de papéis, se assim desejarem.

Isso exige um atendimento completo às definições da CVM, para que ocorra conforme as regras de regulação previstas.

Follow-on restrito

O último tipo é o follow-on restrito, que recebe esse nome por ficar disponível para um grupo seleto de investidores qualificados. O tamanho total do grupo varia, mas é comum que apenas uma parte dos investidores possa, efetivamente, comprar os papéis.

Sendo assim, é um tipo de oferta que não fica amplamente disponível na bolsa de valores. Por conta disso, ela pode ser menos burocrática que o follow-on público.

Quais as diferenças do follow-on para o IPO?

Embora seja uma oferta, o follow-on é bem diferente do IPO, que é a oferta pública inicial. No caso, o IPO corresponde ao processo que culmina na estreia de uma empresa na bolsa de valores. Portanto, compreende as etapas para a abertura de capital.

No IPO, as ações de determinada empresa são disponibilizadas e negociadas pela primeira vez. Assim, há uma mudança na estrutura do capital social da companhia — que passa a contar com acionistas oriundos do mercado. Veja:

Já no follow-on, como você viu, ocorre o lançamento de novas ações por parte de uma companhia que já negocia seus papéis na Bolsa. Ou seja, para o follow-on existir é obrigatório que tenha ocorrido um IPO.

Quais as vantagens de participar de um follow-on?

No caso do follow-on primário, a oferta subsequente é positiva para a companhia porque a ajuda a arrecadar dinheiro no mercado de capitais e a ter mais liquidez. Mas quais são as vantagens atreladas ao público investidor?

Participar de um follow-on pode ser interessante para comprar ações por um preço mais baixo que no mercado atual. Para quem apresenta um perfil mais tolerante ao risco, pode surgir a oportunidade de especular.

Isso ocorre ao comprar as novas ações baratas e vendê-las por um preço mais alto posteriormente, podendo obter lucro. Para quem já tem papéis, há a vantagem do direito de subscrição. Caso não deseje exercê-lo e houver a autorização por parte da empresa, existe a chance de vendê-lo.

O follow-on é bom ou ruim para o investidor?

Apesar de ter vantagens, o follow-on pode trazer aspectos negativos para quem investe. Com isso, surge a dúvida se essa situação é positiva ou não para os investidores. A resposta depende da análise feita com diversas óticas.

Para o investidor que tem interesse em participar dos resultados de uma companhia, o follow-on é uma oportunidade de adquirir mais papéis no mercado.

Para quem já investe na empresa que realiza o follow-on, ele será positivo ou negativo dependendo da abordagem adotada. Caso a ideia seja fazer parte do follow-on, é possível manter ou aumentar seu nível de participação com a aquisição de parte das novas ações.

Porém, não integrar o follow-on pode diluir seu impacto no negócio. Na prática, isso pode diminuir a participação do investimento em sua carteira, o que pode exigir um rebalanceamento. Então é preciso avaliar quais serão os resultados de tal mudança.

No que se atentar para participar de um follow-on?

Se você concluir que se envolver em um follow-on pode ser positivo para a sua carteira de investimento, vale a pena ter cuidado com certas questões. O primeiro ponto é conferir o tipo de oferta.

Como visto, o follow-on primário e o secundário são bem diferentes e geram resultados distintos. Se o follow-on for primário, significa que partiu da empresa. Nesse caso, avalie o que fez com que o empreendimento decidisse captar mais recursos e confira se ele permanece sendo uma boa alternativa de investimento.

Além disso, é necessário entender como o processo acontecerá. Se a oferta for restrita, você deve atender aos critérios de investidor qualificado. Então deverá ter ao menos R$ 1 milhão investido em seu nome ou uma certificação profissional no mercado financeiro.

Avalie também os impactos do aumento de liquidez do ativo na sua carteira de investimento e considere como seu portfólio deve ser balanceado. Assim, é possível se preparar corretamente e aproveitar a alternativa da forma ideal.

Como participar de um follow-on?

Participar de um follow-on envolve práticas semelhantes com o investimento convencional em ações ou no IPO. Veja quais são os pontos para conferir!

Faça a análise fundamentalista

Não é porque uma empresa faz follow-on de ações que, necessariamente, ela é uma boa oportunidade. Da mesma forma, não é porque a ação já está em sua carteira que é interessante realizar novas compras.

Para descobrir se vale a pena ou não participar, recorra à análise fundamentalista. Com a avaliação dos indicadores, é possível entender a situação do negócio e saber se ele oferece uma boa oportunidade de investimento.

Entenda as características do follow-on

Além de saber se a oferta subsequente é primária ou secundária, restrita ou pública, vale a pena conhecer suas outras características. Isso demanda avaliar, por exemplo, a quantidade de ações disponibilizadas, as regras do follow-on, seus objetivos e mais.

Parte dessas informações, como o uso dos recursos no caso primário, permite entender o processo e ver se realmente é atraente e se você deve participar dele. Também é uma maneira de alinhar expectativas em torno dos resultados que podem ser obtidos.

Invista pela corretora de valores

Ao decidir efetivamente se envolver com a oferta subsequente, é necessário ter conta em uma instituição financeira. Assim, você precisará ter uma conta em uma boa corretora de valores, que oferecerá acesso às oportunidades da bolsa de valores por meio do home broker.

No follow-on primário, costuma ser preciso informar seu interesse em adquirir as ações, de forma parecida ao que acontece com o IPO. No dia do lançamento das novas ações na Bolsa, você poderá emitir a ordem de compra e, assim, ter os ativos em sua carteira.

Com base nessas informações, agora você conhece como funciona um follow-on de ações e quais são seus pontos relevantes. Antes de participar desse processo, é fundamental fazer uma análise completa para ter a certeza de que esse é o caminho indicado para a sua estratégia.

Para investir, é importante contar com uma corretora de valores de qualidade. Por isso, abra sua conta na Guide Investimentos e aproveite o que temos a oferecer!

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