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Existe ETF de bitcoins? Conheça fundos de índice para investir em criptomoedas!

Tempo de leitura: 10 minutos

As criptomoedas vêm se destacando no mercado financeiro, atraindo a atenção de diversos investidores. Como consequência, é comum que novas alternativas de investimento surjam no mercado, como é o caso do ETF de bitcoins.

Esse veículo de investimento é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pode trazer mais segurança institucional para os investidores. No entanto, antes de aportar capital nessa alternativa, é preciso conhecer o seu funcionamento.

Neste artigo, você conhecerá as principais informações sobre os ETFs de criptomoedas disponíveis na bolsa de valores brasileira — a B3. Ainda, entenderá como investir na modalidade — caso faça sentido para sua estratégia.

Vamos lá?

O que é um ETF?

Antes de aportar seus recursos em um ETF, é importante entender o que esses veículos de investimento representam. A sigla significa exchange traded fund, que pode ser entendido como fundos de índice.

Trata-se de um fundo de investimento que visa replicar os resultados de um índice do mercado financeiro escolhido previamente. Como todos os fundos, os recursos são administrados por um gestor profissional. Contudo, a gestão ocorre de modo passivo.

Isso significa que o gestor fará as negociações necessárias para que o ETF espelhe as variações do índice. Dessa forma, ele não precisa tomar decisões em busca de um desempenho que supere os resultados do indicador.

Além disso, ao lançar um ETF no mercado, a administradora do fundo deve informar quais são seus objetivos, a composição da carteira e índice que será espelhado. Com essas informações, os investidores interessados podem avaliar a alternativa para decidir se vale a pena investir.

Em caso positivo, o investidor deve comprar cotas do fundo para participar dos seus resultados. Elas representam uma parcela mínima ideal do patrimônio do ETF. Dessa forma, se houver valorização, os preços delas também sobem. Por outro lado, se houver um movimento contrário, a cotação diminui.

Ainda, como os ETFs são negociados na bolsa de valores, o preço também é influenciado pela lei da oferta e demanda. Vale entender, também, que os fundos de índice são do tipo condomínio fechado. Ou seja, após a oferta pública inicial, eles serão negociados apenas no mercado secundário.

O que é um ETF de criptomoedas?

Agora que você sabe o que é ETF, é importante compreender como eles podem estar relacionados às criptomoedas. Na verdade, os fundos de índice não precisam se limitar a indicadores do mercado brasileiro ou aos índices de ações.

Por esse motivo, o ETF também pode ter exposição a um índice do mercado de ativos digitais. Portanto, é uma alternativa para quem quer expor parte do patrimônio às criptomoedas, como o bitcoin.

Vale ressaltar que os ETFs de criptoativos são autorizados e regulados pela CVM. Por outro lado, a negociação direta de criptomoedas deve acontecer por meio de exchanges em outros países. Ademais, esses ativos não são regulamentados no Brasil, embora não sejam ilegais.

Quais são os ETFs de criptomoedas disponíveis na B3?

Como foi possível aprender, os ETFs podem ser uma alternativa para se expor às criptomoedas. Então é interessante conhecer as características dos principais fundos de índice disponíveis na bolsa de valores.

Confira a seguir!

HASH11

O HASH11 representa o primeiro fundo de índice de criptomoedas disponível para negociação na bolsa de valores brasileira. Esse ETF foi desenvolvido pela gestora Hashdex, replicando um índice desenvolvido pela bolsa norte-americana Nasdaq — o Nasdaq Crypto Index (NCI).

Entre as criptomoedas mais representativas do mercado que compõem o índice, estão:

  • Bitcoin (BTC);
  • Ether (ETH);
  • Litecoin (LTC);
  • Chainlink (LINK);
  • Bitcoin Cash (BCH);
  • Stellar (XLM).

O lançamento do fundo ocorreu em setembro de 2020, mas o HASH11 estava listado apenas na bolsa de Bermudas. Porém, após a aprovação dos ETFs de moedas digitais no Brasil, a alternativa foi lançada na B3 em abril de 2021.

Assim, o HASH11 pode compor a carteira de investidores interessados em explorar o mercado de criptoativos sem a necessidade de abrir conta em instituições internacionais. Já a custódia das criptomoedas do ETF é feita por exchanges internacionais.

Esse fundo é rebalanceado periodicamente para se manter representativo do mercado de ativos digitais e acompanhar o índice.

QBTH11

Outra possibilidade de investimento é o QBTC11, considerado o primeiro ETF de bitcoins da América Latina. Ele é conhecido dessa forma porque tem sua exposição 100% em bitcoin, portanto, não se expõe a outras moedas digitais. A gestora do fundo é a QR Asset Management.

Esse fundo de índice foi lançado na B3 em junho de 2021. Na prática, o QBTC11 espelha o índice de contratos futuros de bitcoin, da Chicago Mercantile Exchange (CME). Ainda, o ETF conta com uma apólice de seguro.

BITH11

Quem se interessa por investimentos sustentáveis também pode contar com um ETF de bitcoins para investir. Nesse sentido, BITH11 é um fundo de índice que replica o desempenho do Nasdaq Bitcoin Reference Price (NQBTC).

Ele é desenvolvido pela Nasdaq e acompanha o preço do bitcoin em dólar americano. Para isso, o indicador utiliza uma metodologia de precificação baseada em um conjunto de preços para indicar a cotação final de referência para a criptomoeda.

Além disso, ele adquire créditos de carbono e investe em projetos neutralizados, visando reduzir a emissão desse mineral e o consumo de energia na mineração dos criptoativos.

Devido a essa característica, ele é considerado o primeiro ETF verde de bitcoin do Brasil. Ele foi criado em 2021, com administração do Banco Genial S.A. e gestão da Hashdex Gestora de Recursos Ltda.

A maior parte do patrimônio do fundo é alocada em cotas do fundo de índice Hashdex Nasdaq Bitcoin ETF. Uma pequena parcela, no entanto, pode ser construída por outros ativos financeiros. O objetivo do ETF é permitir o investimento em bitcoin de forma simples, segura, regulada e sustentável.

QETH11

O QETH11 foi aprovado em junho de 2021 pela CVM e lançado em julho do mesmo ano pela gestora QR Asset Management. Esse fundo visa replicar o preço da criptomoeda ethereum. Para isso, o ETF segue o índice CME CF Ether Reference Rate.

O indicador é considerado um dos mais seguros e amplos do mercado. Ele também é utilizado pela Chicago Mercantile Exchange Group (CME) — a maior bolsa de derivativos no mundo. Desse modo, o QETH11 permite que os investidores brasileiros se exponham à segunda maior criptomoeda do mundo.

Como nas demais alternativas, isso ocorre de forma simples e com segurança institucional. Vale destacar que o ETF de ethereum da bolsa brasileira é um dos primeiros nesse segmento no mundo. Isso significa que o país está se tornando pioneiro em disponibilizar fundos de índice referenciados em criptomoedas.

Quais as vantagens de investir nesses ETFs?

Agora que você conhece os principais ETFs de criptomoedas disponíveis na bolsa, vale conferir as vantagens desses veículos de investimentos. Afinal, eles possuem algumas particularidades que podem interessar aos investidores com maior apetite ao risco.

Conheça as principais vantagens de investir em um ETF de bitcoins ou de outras criptomoedas:

Alternativa regulamentada

Antes de investir em criptomoedas, vale relembrar que o investimento direto nesses ativos digitais não é regulamentado no Brasil. Logo, não há um órgão fiscalizador em relação às transações com essas moedas ou empresas ligadas à corretagem.

Da mesma forma, não há legislação sobre o assunto. No entanto, a Receita Federal já incluiu regras para a declaração desses ativos e para o pagamento de tributos.

O ponto de atenção está no fato de que, com a falta de regulamentação, as instituições financeiras autorizadas a operar investimentos ainda não oferecem criptomoedas aos investidores. As negociações são feitas nas exchanges, que não são fiscalizadas no Brasil.

Por esse motivo, há um risco maior de ser vítima de golpes e fraudes. Assim, os ETFs de ativos digitais se destacam como formas regulamentadas de alocar parte do seu capital aos criptoativos. Isso porque os fundos de índice têm funcionamento definido pela CVM, trazendo maior segurança.

Custos menores

Outro benefício dos ETFs é que ele permite ter custos menores. Afinal, é preciso ter menos capital do que seria necessário para comprar cada moeda individualmente. Os fundos de índice, então, são alternativas mais acessíveis aos investidores.

Ademais, como a gestão do fundo é passiva, a taxa de administração costuma ser inferior à cobrada por outros fundos de investimento. Nesse sentido, os custos mais baixos podem ajudar a conquistar uma rentabilidade líquida maior.

Maior praticidade

Ao investir em um ETF de bitcoins, você terá mais praticidade e facilidade ao gerenciar sua carteira. Afinal, não será necessário realizar operações nas exchanges e nem fazer o rebalanceamento do portfólio, o que ajuda a economizar tempo.

Para complementar a praticidade, não será necessário armazenar as chaves dos ativos digitais. Outro ponto positivo é que você terá maior proteção contra fraudes ou invasões, por exemplo.

Simplicidade

Como você viu, mesmo que as moedas digitais não sejam regulamentadas de maneira total, já existem regras relacionadas ao Imposto de Renda. No entanto, com um ETF, você pode precisar encarar regras complexas relacionadas a esses investimentos para a Receita Federal.

Por outro lado, ao escolher um ETF de criptoativos, ocorre a simplificação tributária. Nesse caso, as operações são tributadas em 15% sobre o ganho de capital nas operações comuns, ou em 20% no day trade. Esse recolhimento é feito via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF).

Diversificação da carteira

Ter um ETF de bitcoin na carteira pode significar uma vantagem relacionada ao manejo de risco. Primeiro, como você viu, existem fundos de índice que investem em diversas moedas digitais. Dessa maneira, você não concentra seus aportes em apenas um criptoativo.

Além disso, mesmo nos veículos com exposição a apenas uma moeda digital, o investimento colabora com a diversificação da carteira. Isso acontece porque essa é uma alternativa descorrelacionada, que não se movimenta da mesma forma que outros ativos.

Isso pode ajudar a se proteger diante de movimentos de queda da bolsa, por exemplo. Outro ponto interessante é que os ETFs de moedas digitais costumam contar com exposição cambial.

Então, mesmo que o investimento seja feito em reais, os fundos podem acompanhar um índice norte-americano. Isso pode trazer proteção no caso do aumento do dólar, por exemplo.

Quais são os riscos envolvidos?

Também é importante conhecer os riscos envolvidos nesse tipo de investimento. Nesse sentido, vale lembrar de que essa é uma renda variável, então se expõe à volatilidade de mercado e envolve riscos de perdas.

Ainda, há riscos relacionados às próprias criptomoedas. Por fim, se houver exposição a moedas internacionais (em ETFs que replicam índices de outros países), existem riscos cambiais que devem ser considerados. Por isso, é preciso avaliar se o seu perfil de investidor se alinha a esses fundos.

Como investir nesses ETFs?

Depois de conhecer as características dos ETFs de criptomoedas disponíveis na B3 e as vantagens desses veículos de investimento, você pode se interessar pelos ativos. Nesse caso, vale entender como investir em fundos de índice.

O primeiro passo é ter conta em uma corretora de valores. Afinal, qualquer investimento feito na bolsa de valores deve ser intermediado por uma instituição financeira. Em seguida, é necessário transferir recursos para começar a fazer os investimentos.

Para isso, considere o quanto você quer investir em ETFs e envie o montante. Lembre-se de que a escolha está relacionada com o preço das cotas. Assim, quanto maior a cotação, mais recursos você precisará.

O passo seguinte é acessar o home broker. Essa é a plataforma que permite realizar as negociações no ambiente da bolsa de valores. Depois, é preciso escolher o ETF que você deseja investir. Nesse momento, tenha atenção com o ticker — código de identificação do fundo.

Após pesquisar a alternativa desejada, confira as informações na plataforma. Depois selecione o número de cotas desejadas e o valor para emitir a ordem de compra. Após a execução da ordem e o prazo de liquidação da B3, as cotas farão parte da sua carteira de investimentos.

Conclusão

Com essas informações, você entendeu que é possível ter um ETF de bitcoins na carteira. Contudo, se você tem interesse por esse mercado, analise as alternativas disponíveis na bolsa de valores. Dessa forma, se torna mais fácil avaliar qual fundo de índice está mais alinhado às suas expectativas e necessidades.

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