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6 Estratégias de investimentos para montar uma carteira de longo prazo

21 de março de 2022
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 11 min
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Tempo de leitura: 11 min

Criar uma carteira de investimento é uma tarefa que deve ser executada visando potencializar seus resultados. Por isso, em vez de fazer escolhas avulsas e que não se conectam, o ideal é recorrer às diferentes estratégias de investimentos para compor o seu portfólio.

Para o longo prazo, isso é ainda mais importante, pois a intenção é aproveitar resultados positivos no futuro. Como consequência, toda decisão tomada agora faz grande diferença — e a escolha precisa ser feita com atenção, seguindo a estratégia definida.

Quer saber qual abordagem colocar em prática ao criar seu portfólio? Então confira 6 estratégias de investimentos que podem ajudá-lo nesse processo!

O que é uma estratégia de investimento?

Uma estratégia de investimento representa um plano estruturado que tem como objetivo ajudá-lo a definir qual a maneira de realizar aportes nos ativos e aplicações do mercado financeiro. Ela serve como um guia que poderá ajudá-lo a saber quando realizar a compra ou a venda de um ativo.

A ideia é definir critérios claros e padronizados, que podem ser adotados em diferentes momentos do mercado. Assim, você sabe como agir mesmo em um cenário diferente do atual para que os seus aportes permaneçam alinhados à sua estratégia.

Por que ter uma estratégia de investimento para o longo prazo?

Agora que você entende o que é uma estratégia de investimento, vale a pena saber que ela pode ser classificada conforme os objetivos e seus respectivos prazos. Entre as possibilidades, vale destacar a estratégia de longo prazo, voltada para investimentos com 5 anos ou mais.

Entretanto, é normal que surjam dúvidas sobre a importância de definir uma estratégia específica para guiar os seus investimentos. Na prática, essa medida permite que você tome decisões melhores, já que terá alinhamento às suas características e seguirá uma metodologia clara.

Além disso, essa é uma forma de simplificar o processo referente à tomada de decisão. Afinal, você terá todos os critérios já definidos, de modo a entender o que deve pesar ou não para a sua escolha ao gerir a carteira.

Vale notar que os benefícios das estratégias de investimentos são válidos tanto para os investidores iniciantes quanto para os mais experientes. Logo, todos podem se beneficiar dessa prática na hora de conhecer e aproveitar as alternativas do mercado.

6 Estratégias de investimentos para montar uma carteira de longo prazo

Depois de compreender a necessidade de contar com as estratégias de investimentos, é o momento de conhecer quais são as principais possibilidades. Nesse sentido, existem metodologias já testadas e validadas ao longo do tempo e que podem servir para a sua carteira de longo prazo.

Como o período de investimento é maior, muitas delas são compostas por alternativas de renda variável. Contudo, como você verá, também é possível recorrer às aplicações de renda fixa para compor a carteira.

Na sequência, descubra 6 estratégias que você pode utilizar para investir no longo prazo!

1. Value investing

O value investing ou investimento em valor é uma das técnicas mais conhecidas e difundidas ao longo das décadas. Ela é considerada uma das estratégias de investimentos em ações e foi criada por Benjamin Graham.

Porém, ela se popularizou por Warren Buffett, que foi aluno de Graham e é considerado o maior investidor moderno. Nessa estratégia, o objetivo é encontrar ações descontadas, ou seja, que são negociadas por um preço abaixo do valor intrínseco da companhia.

Se a queda for pontual e não estiver relacionada aos fundamentos do negócio. a tendência é que o preço retorne ao valor justo — ou até se torne maior. Com isso, é possível obter valorização, já que a compra foi feita por um preço menor.

Para tanto, a avaliação não deve considerar apenas a cotação das ações, fazendo uma análise mais aprofundada sobre a companhia. Por exemplo, existem situações em que o preço de um papel cai porque a empresa se tornou menos atraente ou tem perspectivas piores para o futuro.

Por outro lado, em um momento de queda generalizada do mercado, pode surgir a oportunidade de comprar ações com bom potencial de retorno, mas que estão com um preço menor do que valem. Logo, quem investe em valor busca identificar essas situações para tomar decisões de investimento.

2. Deep value investing

A abordagem de value investing, que você acabou de conhecer, foi desenvolvida entre as décadas de 1940 e 1950. Porém, após tantos anos, o mercado acionário passou por modificações e evoluiu — e o mesmo ocorreu com a estratégia de investimento.

A partir de adaptações sobre o modelo, foi criado o deep value investing. A premissa é semelhante, pois o critério da estratégia envolve encontrar ativos descontados e com potencial de crescimento.

No entanto, uma das diferenças para a teoria original é que o deep value investing procura ativos ainda mais descontados. Assim, o foco não envolve tanto o potencial de valorização e, sim, um possível processo de liquidação da companhia.

A intenção é buscar uma empresa que tenha um valor de liquidação — já descontando as obrigações — superior ao seu valor de mercado. Com isso, caso o negócio precise encerrar as operações, os investidores receberão, invariavelmente, um montante maior que o investido.

Essa diferença é conhecida como margem de segurança e orienta a tomada de decisão nessa estratégia.

3. Growth investing

Já o growth investing tem como objetivo encontrar ações de empresas com grande potencial de crescimento. O foco pode estar na busca por negócios que ainda não estejam totalmente consolidados e que, por isso, oferecem um potencial maior de retorno.

Uma das formas de adotar essa abordagem é pela escolha de ações small caps, que são papéis de empresas com baixa capitalização. Essas são companhias com um valor de capitalização menor, menos liquidez e maior potencial de crescimento.

Assim, o investidor consegue obter rendimentos, principalmente, quando essa valorização se concretiza. Nesse caso, o papel passa a ser vendido por um preço muito maior que a cotação de compra, potencializando a rentabilidade.

Porém, essa também é uma estratégia com mais riscos. Como os negócios não estão consolidados, a expectativa de crescimento pode não acontecer e, em alguns casos, a empresa pode até encerrar as atividades.

4. Buy and hold

O buy and hold é uma das estratégias de investimentos em ações mais conhecidas e utilizadas no mercado. O foco dela está em escolher empresas sólidas e que tenham boas perspectivas, como em relação ao lucro, ao posicionamento de mercado e ao valor de marca.

A ideia é investir nessas ações e mantê-las na carteira até que os seus objetivos de retorno sejam alcançados. Ao atingir o potencial de valorização desejado, ocorre a venda dos ativos para a realização do lucro.

Entretanto, as ações também podem ser vendidas se acontecer a perda de fundamentos do negócio. Se a empresa deixa de se mostrar sólida e passa a apresentar mais riscos, desfazer-se do investimento pode ser a alternativa mais adequada.

Contudo, a intenção é manter os papéis na carteira por um período indeterminado, já que não é possível saber quando um dos cenários se concretizará. Isso acontece porque o investidor busca assumir uma posição como sócio, sem focar apenas nos lucros.

Dessa maneira, mesmo que o lucro desejado seja alcançado, é possível manter os papéis na carteira, caso isso ainda faça sentido para a estratégia. Afinal, ele também pode apresentar outros tipos de retorno, como por meio do pagamento de proventos.

5. Composição de renda passiva

Outra das estratégias de investimento envolve a composição de renda passiva com foco no longo prazo. Como você verá nos próximos parágrafos, ela envolve as ações, mas não se limita a esses papéis.

O propósito dessa estratégia é fazer com que seu patrimônio atinja um patamar que gera retornos sem você precisar, necessariamente, fazer novos investimentos. Dependendo do caso, a conquista de renda passiva pode ajudá-lo na aposentadoria ou na conquista da independência financeira.

Uma das formas de obter renda passiva é por meio do investimento com foco em dividendos. Esses são proventos pagos aos investidores e representam uma parte dos lucros líquidos, distribuídos de maneira proporcional à participação de cada investidor.

As ações estão entre os ativos que fazem esse pagamento, já que toda companhia de capital aberto é obrigada a dividir um percentual do lucro. Logo, você pode escolher as melhores pagadoras de dividendos para compor sua carteira.

Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) também pagam esses proventos aos cotistas. Esses são veículos financeiros que alocam a maior parte dos recursos em títulos do setor de imóveis (fundos de papel), em imóveis físicos (fundos de tijolo) ou em cotas de outros FIIs (fundos de fundos).

Por lei, os FIIs devem distribuir, no mínimo, 95% dos resultados líquidos a cada semestre. Logo, podem compor sua estratégia de dividendos para conquistar uma renda passiva.

Ainda, você pode recorrer à Previdência Privada. Esse é um investimento que se divide em duas etapas. Na primeira, você realiza aportes regulares para compor o patrimônio. Assim, o dinheiro é investido com base em uma estratégia — mais ou menos arrojada.

Na segunda fase, há o resgate do montante acumulado — de uma só vez, em parcelas mensais por um período determinado ou em parcelas vitalícias. Logo, essa é outra oportunidade para viver de renda.

6. Diversificação de investimentos

Até aqui, você conheceu estratégias de investimento compostas, majoritariamente, por ativos de renda variável. No entanto, também é possível montar uma estratégia de longo prazo que utilize a renda fixa. É o que acontece ao focar na diversificação de carteira.

Essa estratégia envolve escolher investimentos que se comportem de maneira diferente diante das mesmas condições do mercado. Para saber como adotar a estratégia, vale conhecer o conceito de correlação.

Ativos e aplicações correlacionadas positivamente são aquelas que se comportam de forma semelhante. É o caso de um título pós-fixado pelo Certificado de Depósitos Interbancários (CDI) e do Tesouro Selic. Como o CDI acompanha a Selic, ambos terão resultados semelhantes — embora sejam, tecnicamente, diferentes.

Já a descorrelação existe quando os investimentos não seguem a mesma proposta. É o caso de um título atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e de uma ação, por exemplo.

Enquanto isso, a correlação negativa faz com que os investimentos se comportem de modo oposto. Por exemplo, quando o câmbio cai, é comum que o ouro suba, por ser considerado reserva de valor.

Logo, a diversificação depende da escolha de ativos descorrelacionados ou com correlação negativa. Ao montar uma carteira diversificada, você dilui os riscos por evitar a concentração financeira — e isso é ainda mais importante no longo prazo.

Portanto, escolher essa alternativa pode ser uma forma de ter mais segurança e até mesmo potencializar seus resultados. Afinal, as perdas ocorridas em um investimento podem ser compensadas por ganhos de outros.

Quais os riscos de investir sem uma estratégia definida?

Além de aprender sobre estratégias de investimento para o longo prazo, é importante que você considere quais são os riscos de não utilizá-las. Sem uma estratégia clara, suas decisões ficam menos embasadas — e podem até assumir um caráter de improviso.

Entretanto, mesmo no longo prazo, é arriscado deixar que as emoções influenciem a sua escolha. Então, se você não tiver critérios claros para selecionar ativos ou balancear a carteira, as chances de cometer erros são maiores.

Também há o risco de você seguir o efeito manada. Afinal, sem um direcionamento claro, você pode ter o ímpeto de seguir os movimentos de outros investidores — por exemplo, vender ações durante uma queda do mercado.

Além disso, vale destacar que, no longo prazo, há o efeito de acúmulo dos resultados. Assim, não saber como aproveitar uma oportunidade ou fazer vendas antecipadas de ativos pode prejudicar o retorno geral da sua carteira.

Como escolher a estratégia certa para suas necessidades?

Conhecer as estratégias de investimentos é um passo relevante, mas não é o único ponto para escolher a metodologia do seu portfólio. Para definir como você deve montar a carteira de longo prazo, também é necessário entender qual é o seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros.

Ao saber sua tolerância ao risco, é possível avaliar o quanto sua estratégia pode suportar a volatilidade e possíveis perdas, por exemplo.

Já com os objetivos definidos, é possível fazer uma escolha adequada para os resultados desejados. Afinal, a estratégia ideal para obter renda passiva pode não ser a mesma utilizada para fazer o patrimônio evoluir, por exemplo.

Ainda, é interessante aliar esses aspectos ao avanço do seu conhecimento sobre o mercado financeiro. Quanto mais você entender sobre o tema e cada tipo de investimento, mais preparado se sentirá para adotar abordagens avançadas.

Por fim, lembre-se de que é possível escolher mais de uma das estratégias que você conheceu. Afinal, há como compor uma carteira diversificada e, ainda assim, estabelecer um portfólio baseado em uma estratégia definida para escolha de ativos — ou recebimento de renda passiva, por exemplo.

Com essas 6 opções, você conheceu as principais estratégias de investimentos para o longo prazo. Avaliando as suas características como investidor, é possível escolher a alternativa — ou alternativas —mais alinhadas às suas necessidades e preferências.

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