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4 estratégias de investimento para quem está começando na renda variável

Tempo de leitura: 6 minutos

Quem está começando a investir na renda variável precisa adotar estratégias de investimento. Isso é importante para reduzir riscos e ter mais tranquilidade nas escolhas. Afinal, essa classe não garante uma rentabilidade previsível.

Nela, as variações são constantes e dependem de diversos fatores. Logo, saber como investir, montar um planejamento e conhecer o mercado é fundamental para buscar os seus objetivos financeiros. Em especial, se você pretende aportar na bolsa de valores.

Pensando nisso, a seguir você encontrará 4 estratégias de investimento que são bastante utilizadas na renda variável — e podem ser úteis para quem está começando. Confira!

Por que ter uma estratégia na renda variável?

Como você viu, ter uma estratégia de investimento é essencial para conseguir alcançar objetivos. Nesse sentido, é preciso saber que seus aportes não são um fim em si mesmo, mas servem para realizar seus variados sonhos e objetivos.

Por isso, saber quais ativos e veículos podem ajudá-lo, como fazer os investimentos e montar uma carteira é o primeiro passo para ter sucesso nessa jornada. Sem uma estratégia, fica mais difícil tomar decisões eficientes e que se alinham às suas expectativas e necessidades — e os riscos também serão maiores.

4 Estratégias de investimento na renda variável

Agora que você já sabe por que ter uma estratégia ao investir na renda variável, vale a pena conhecer as principais possibilidades. É importante saber que existem inúmeras formas de investir — e escolher entre elas depende de objetivos e do seu perfil de investidor.

A seguir você conhecerá 4 estratégias de investimento para começar na renda variável e poderá avaliar qual delas se adéqua mais às suas necessidades.

Acompanhe!

1. Dividendos

Existem investidores que têm uma carteira de renda variável voltada à obtenção de renda passiva. Nesse sentido, os dividendos são muito buscados por serem um tipo de provento que representa a distribuição, em dinheiro, de parte do lucro obtido pelo emissor.

Existem duas alternativas principais que pagam dividendos: as ações e os fundos de investimentos imobiliários (FIIs). As ações representam uma parcela do capital social de uma empresa listada na bolsa de valores.

Ao comprar uma ação, o investidor passa a ser sócio dessa empresa acompanhando os seus resultados. Como elas são negociadas entre investidores na bolsa de valores, o preço delas oscila constantemente, principalmente por conta da oferta e demanda.

Além de poder ter lucro com a valorização dos preços dos papéis, o investidor pode receber os dividendos. Eles são de distribuição obrigatória para as empresas que auferem lucros no ano de exercício fiscal. Mas cada companhia escolhe a porcentagem de lucro que distribuirá e a frequência dessa distribuição.

Já os FIIs são veículos de investimento que proporcionam um aporte coletivo. Eles compõem um patrimônio voltado ao investimento em alternativas vinculadas ao mercado imobiliário. Por exemplo, imóveis físicos, títulos de renda fixa ou cotas de outros fundos.

Um gestor profissional é responsável por administrar esse patrimônio, fazendo as negociações necessárias para buscar alcançar os objetivos propostos. Os investidores que desejam participar do investimento podem comprar cotas.

Elas representam uma fração desse patrimônio e, da mesma maneira que as ações, são negociadas na bolsa. Os FII são obrigados a distribuir a maior parte dos lucros em forma de dividendos — em um período não maior do que 6 meses.

2. Buy and hold

Buy and hold é uma expressão em inglês que pode ser traduzida para comprar e segurar. Ela é uma estratégia de investimentos que foca no longo prazo, visando o aumento do patrimônio com o tempo.

Pelo próprio nome você já pode imaginar como ela funciona. A ideia é comprar um ativo e deixá-lo na carteira por um longo período — geralmente superior a 5 anos. Com isso, o investidor busca aproveitar a sua valorização e acompanha esse movimento.

O buy and hold é uma estratégia mais utilizada em carteira de ações. Nele, a escolha dos melhores papéis para compor o portfólio se dá ao fazer uma análise fundamentalista. Esse estudo é baseado em características das empresas.

A análise consiste em um estudo dos fundamentos da empresa e sua possibilidade de expansão e valorização. Lembre-se de que o investimento em ações torna o acionista em sócio da companhia, então é de seu interesse que ela apresente bons resultados.

Para avaliar esses aspectos, utilizam-se os indicadores fundamentalistas. Eles traduzem em números as características da empresa — como lucratividade, patrimônio, endividamento, relação entre preço e valor, entre outros.

O objetivo é observar a qualidade da companhia e suas perspectivas futuras. Afinal, a expansão, conquista de clientes e de mercado atrai mais interessados para a empresa e influencia no preço dos papéis. Com isso, a demanda aumenta e as ações tendem a valorizar.

Dessa forma, enquanto a empresa manter os fundamentos que balizaram a decisão de investimento, a ação pode continuar em carteira. Com isso, o investidor adota uma estratégia de longo prazo e acúmulo de patrimônio.

3. Value investing

O value investing é uma estratégia que diz respeito a buscar empresas que tenham ações negociadas com um preço menor do que o seu valor intrínseco. Para entender melhor essa ideia, é preciso conhecer as oscilações do mercado de ações.

Como você percebeu, os papéis são negociados entre investidores. Logo, a relação de oferta e demanda dita os preços de compra e venda desses ativos. Dessa forma, os movimentos do mercado têm uma influência grande na cotação dos papéis.

Quando há muita oferta, ou seja, investidores querendo vender as ações, o preço tende a cair. Já em momentos de alta, quando há muitos interessados em comprar os papéis, a cotação pode subir.

No entanto, isso não significa que a empresa emissora mudou de fundamentos ou teve alguma alteração de direção ou resultados. Lembre-se de que o sentimento do mercado e investidores influenciam muito nesses preços.

Em alguns momentos, o mercado pode subestimar uma companhia. O preço da ação pode estar abaixo do que a empresa realmente vale a longo prazo, por exemplo. Então o value investing aproveita esse fato para comprar ações que estão abaixo do preço.

Como o foco é o longo prazo, a tendência é que essa cotação se estabilize com o valor intrínseco da empresa. Desse modo, ela pode ter uma valorização acima da média nesse período.

4. Especulação

Quem está iniciando os investimentos em renda variável pode ouvir falar da especulação. No entanto, essa estratégia não diz respeito a investimento, mas sim na busca por lucro em curto ou curtíssimo prazo por meio de operações com ativos ou derivativos.

Ela visa encontrar ativos com cotações que podem oscilar em curto prazo para obter um ganho sobre essa variação. Assim, ela traz riscos elevados e não costuma ser indicada para iniciantes, tendo em vista essas características.  Contudo, com estudo e dedicação, pode ser possível alcançar bons resultados com essa estratégia.

Agora você já conhece 4 estratégias de investimento para quem está começando na renda variável. Lembre-se de que sua estratégia deve considerar características pessoais e seus objetivos financeiros para montar uma carteira adequada e alinhada às suas expectativas.

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