Especial ENEF: Regra 50-35-15 – organizando o orçamento pessoal

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Dentro do campo das finanças pessoais, uma das grandes dúvidas que paira sobre a mente de quem deseja organizar melhor suas contas é como direcionar o dinheiro que entra para que, no fim das contas, sobre recurso a ser poupado/guardado/investido. Ou seja, organizar o orçamento pessoal.

Considerando inicialmente que seu orçamento consiga cobrir todas as suas despesas – e a recomendação clássica de Warren Buffet de que você não deve guardar o que sobra após os gastos, mas sim gastar o que sobra após seus investimentos -, uma regra razoavelmente simples ajuda a organizar o dia a dia financeiro.

Essa regra delimita que você divida seu orçamento em três grupos de destinações. Em 50% estariam alocados todos os seus desembolsos obrigatórios, dos quais você não pode deixar de fazer porque tornariam inviáveis sua vida ou seu trabalho. 35% seria a fatia de seu orçamento sob a qual cortes poderiam ser efetuados, gastos que estão envolvidos com seu estilo de vida. 15% pertence ao seu eu do futuro, são as “despesas” financeiras, o quanto você deve alocar para ter um futuro mais confortável.

O primeiro passo para colocar essa regra em prática é levantar com a maior exatidão possível quais são suas receitas e despesas. Inicialmente, coloque-as todas “na mesa” para, em seguida, atribuir a elas a destinação adequada.

Com altas chances, de imediato você perceberá que seus gastos não se encaixam nesta regra. Provavelmente seu 50% é muito maior e talvez seu 15% não exista.

É neste momento que a regra se torna mais interessante em sua aplicação, porque há a consciência de que ajustes podem ser feitos. Tudo que você nomeou como obrigatório é mesmo obrigatório ou poderia se reduzir? Aquela assinatura de TV a cabo que você quase nunca assiste, aquele plano de celular muito acima do que você usa… Olhando com cuidado, quase sempre há o que reduzir.

Enquanto você reduz, surge o espaço para os 15%. A maioria dos brasileiros têm esse item nas proximidades de zero. Que tal utilizar a estratégia de colocar você mesmo como uma despesa futura? Assim, haverá menor sensação de “não está sobrando nada”. Coloque-se como uma obrigação sua.

Quanto aos 35%, o lembrete: não adianta enxugar seus gastos obrigatórios para seu eu do futuro e não viver o presente.

Provavelmente o leitor terá dores de cabeça após ler este artigo. É normal que aconteça – e positivo, porque indica que alguma atitude será tomada. Busque colocar esta regra em ação e veja, ao longo do tempo, como a preocupação com suas finanças pessoais se tornará mais algo bom a se lembrar do que um pesadelo.

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