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Como economizar para gastar com consciência e começar a investir? 6 Passos definitivos!

Tempo de leitura: 11 minutos

Quem deseja começar a investir costuma enfrentar algumas dificuldades no início dessa jornada. A principal se relaciona com a capacidade de economizar para gastar com consciência. Mas esse é um cuidado essencial para ter recursos disponíveis e fazer os primeiros aportes.

Normalmente, a dificuldade acontece porque poupar dinheiro requer uma mudança de comportamento em relação aos gastos. Ou seja, para que sobre mais recursos no final do mês, é necessário ter consciência dos hábitos e controlar o orçamento.

Quer mudar sua realidade? Então continue a leitura e veja dicas de como economizar para gastar com consciência e 6 passos definitivos para começar a investir!

O que significa gastar com consciência?

O consumo é um ato natural que, na maioria das vezes, é praticado de forma automática. Ou seja, o ser humano normalmente faz muitos gastos sem perceber exatamente o que consumiu. Mas esse hábito pode ser prejudicial do ponto de vista financeiro.

Isso porque o consumo de forma automática faz com que a pessoa tome decisões rápidas. Dessa forma, ela não pensa nas consequências negativas do seu comportamento. Como resultado, há o risco de gastar seu orçamento mais rapidamente sem perceber.

Uma consequência negativa é não conseguir economizar para realizar um sonho ou investir em um projeto. Em casos mais complicados, pode ser que a pessoa não tenha dinheiro suficiente para arcar com as despesas até o final do mês.

O comportamento contrário a esse é o consumo consciente — ou o ato de gastar com consciência. Ele significa decidir com cuidado aquilo que compra e ter conhecimento dos impactos trazidos pelas suas escolhas. Embora esse comportamento seja mais difícil, é possível incorporá-lo.

Uma das formas de fazer isso é por meio da educação financeira. A partir dela, você melhora sua compreensão em relação ao dinheiro. Assim, pode aprender a utilizá-lo conscientemente e de maneira mais estratégica.

Ou seja, você não só entende a importância de ter consciência sobre cada ação que toma com o dinheiro, mas também descobre como fazer boas escolhas. Por exemplo, é possível aprender a comprar o que é necessário e aproveitar as oportunidades para economizar e investir.

Quais os benefícios de gastar com consciência?

Após entender o que é gastar com consciência, vale a pena conhecer os benefícios que esse hábito pode gerar na sua vida ao adotá-lo. Veja só:

Gastos pessoais sob controle

Um dos principais benefícios de gastar com consciência é manter suas finanças equilibradas. Afinal, você sabe quanto ganha, o que gasta e como suas escolhas podem impactar seu orçamento. Dessa forma, é possível tomar boas decisões para ter os gastos sob controle.

Baixo ou nenhum endividamento

O consumidor consciente também não vive endividado. Isso é possível porque ele normalmente não compra por impulso e usa o cartão de crédito de forma irresponsável. Dessa forma, fica mais fácil reduzir as dívidas ou evitá-las por completo.

Capital disponível para momentos de emergência

Além de ter os gastos sob controle e evitar o endividamento, saber gastar com consciência faz com que a pessoa aprenda a importância de ter um dinheiro reservado para imprevistos. A economia permite ter capital disponível para momentos de emergência e viver de forma mais tranquila.

Dinheiro guardado para investir em sonhos e projetos

Outro benefício dos gastos conscientes é ter dinheiro guardado para investir em sonhos e projetos. Afinal, alguém que sabe gastar com consciência costuma comprar o que realmente precisa. Assim, é capaz de economizar no dia a dia e fazer mais com o seu dinheiro.

Como economizar para gastar com consciência?

Você viu até aqui que gastar com consciência é um hábito importante. Mas, se você não tem dinheiro disponível, como conquistar esse objetivo?

Confira abaixo dicas sobre como economizar para gastar com consciência e começar a investir!

Organize a sua vida financeira

O primeiro passo para modificar a sua realidade é organizar a sua vida financeira. Essa organização é necessária porque ajuda a diferenciar os gastos supérfluos dos essenciais. Dessa forma, você poderá saber o que pode ser eliminado para conseguir economizar.

Existem diversas formas de organizar a sua vida financeira. Por exemplo, com um bom controle financeiro pessoal. Com ele, você poderá criar o hábito de anotar e organizar todas as receitas e despesas de determinado período, detalhadamente.

Crie metas financeiras

Após entender como organizar a sua vida financeira, é o momento de criar metas. Elas ajudam você a se sentir mais motivado a economizar e não desistir durante o percurso. É importante pensar nisso, porque ter disciplina pode ser difícil — principalmente no início da jornada.

Um conselho é pensar em quais desejos você quer realizar com esse dinheiro economizado. Essas motivações podem ser de curto, médio ou longo prazo. Por exemplo, suponha que você deseja ter uma reserva de emergência. De quanto ela será? Em quanto tempo pretende montá-la?

A partir dessas respostas será possível saber quantos meses você terá para atingir o valor necessário e criar sua reserva. Ao definir o quanto precisa economizar mensalmente e por quanto tempo fará isso, é mais simples ter disciplina.

Reavalie os seus gastos

O próximo passo para economizar para gastar com consciência é reavaliar os seus gastos. Isso permitirá que você identifique quais deles podem ser eliminados ou reduzidos para dar lugar às suas metas. Diante de um bom controle financeiro pessoal, você encontrará as respostas facilmente.

Defina uma regra para utilizar o seu dinheiro

Se você tiver dificuldades para determinar suas prioridades em relação aos gastos, vale a pena definir uma regra para utilizar o seu dinheiro. A sua renda pode ser dividida, por exemplo, conforme três categorias de despesas principais, seguindo percentuais predeterminados.

Considere o exemplo da regra 50-30-20. Segundo ela, os gastos devem ser divididos da seguinte forma:

  • necessidades: o modelo sugere que 50% da sua renda líquida seja destinada para as despesas consideradas essenciais. Por exemplo, aluguel, alimentação, saúde e educação;
  • desejos pessoais: todos os gastos considerados não essenciais estão aqui, como o dinheiro gasto no cinema e jantares. Além disso, o percentual máximo dessas despesas não deve ultrapassar 30%;
  • metas financeiras: os 20% restantes devem ser usados para quitar dívidas, montar uma reserva de emergência e fazer investimentos para fins específicos.

A ideia pode ser adaptada segundo a sua realidade. O importante é conhecer estratégias de organização dos gastos e valorizar as categorias presentes. Afinal, é preciso custear as necessidades e ter metas financeiras, mas também é importante ter dinheiro para desejos pessoais.

Evite as compras por impulso

As compras por impulso podem ser vilãs do seu orçamento e levar você ao descontrole financeiro. Isso poderá impedi-lo de economizar e investir. Portanto, é preciso evitá-las.

Algumas dicas interessantes envolvem adotar esses hábitos em sua vida:

  • planeje as suas idas às lojas;
  • desative as newsletters promocionais de lojas e as notificações;
  • identifique os motivos que fazem você comprar por impulso e tente controlá-los;
  • tente não usar o cartão de crédito;
  • entenda a diferença entre necessidade e vontade.

Prefira fazer compras à vista

Outra maneira de economizar para gastar com consciência é fazer compras à vista sempre que for possível e vantajoso. Se você tem capital para arcar com o valor total no momento da compra sem se desorganizar, então vale a pena utilizá-lo. Em especial, se houver o benefício de um desconto.

Caso precise optar pelo parcelamento, considere os possíveis juros das parcelas e analise suas despesas futuras para saber em quantas vezes é viável se comprometer.

Tome cuidado com o uso do cartão do crédito

O cartão de crédito pode ser uma excelente ferramenta ao auxiliar no pagamento de contas com valores maiores. Ele também pode facilitar as compras pela internet e ainda pode ser utilizado para acumular pontos para trocar por benefícios.

Contudo, em alguns casos pode trazer problemas. Se você não for uma pessoa organizada ou conhecer os próprios limites, poderá ter dificuldades financeiras, como o acúmulo de parcelas e endividamento. Portanto, tome cuidado com o uso do cartão de crédito.

Como começar a investir com 6 passos?

Como você viu, uma das finalidades de economizar é gastar com mais consciência e, assim, ter dinheiro para começar a investir. Por isso, depois de saber como controlar os gastos, esse será o seu próximo aprendizado.

Veja 6 passos definitivos para começar a investir e fazer seu dinheiro trabalhar para você!

1. Faça um planejamento financeiro

A etapa inicial para começar a investir é fazer um planejamento financeiro. Ele é um guia para organizar e controlar os seus ganhos e gastos de modo que permita ajudá-lo a traçar o melhor caminho para atingir um objetivo.

Se você seguir as dicas anteriores de economia e gasto consciente, provavelmente já terá avançado bastante em relação ao seu planejamento. Basta reunir as informações sobre o orçamento e montar um plano do quanto gastar, economizar e investir.

2. Defina quanto pretende investir por mês

Na etapa anterior, provavelmente você definiu as metas financeiras que deseja alcançar ao economizar para gastar com consciência, certo? Ao fazer os cálculos em relação ao montante necessário e o tempo, é possível definir um valor mensal para investimento.

Definir isso é essencial para concretizar seus objetivos — principalmente se o seu investimento exigir uma alta soma financeira em um prazo curto. Nesse caso, talvez você precise fazer um esforço maior para economizar ou encontrar uma fonte de renda extra.

3. Descubra o seu perfil de investidor

O próximo passo para começar a investir é conhecer seu perfil de investidor. Com ele, você entenderá qual é a sua tolerância aos riscos. Dessa forma, poderá identificar quais são as opções que mais se adéquam às suas características.

Isso é importante porque existe a relação risco-retorno. Isso significa que os riscos de perda geralmente são proporcionais à rentabilidade que um investimento pode trazer. Ou seja, alternativas de baixo risco tendem a oferecer ganhos baixos, se comparados com as de alto risco.

Dito isso, conheça os três perfis de investidor:

  • conservador: esse tipo de investidor tem alta aversão ao risco. Logo, ele busca por investimentos considerados mais seguros, mesmo que renuncie um bom retorno financeiro;
  • moderado: ele está disposto a correr um certo risco em busca de rentabilidades melhores, mas ainda mantém um forte interesse pela segurança;
  • arrojado: é o mais tolerante ao risco, se comparado com os outros perfis. Ele visa a maior rentabilidade possível, mesmo que não haja garantias. Normalmente, é um investidor que conhece bem o mercado financeiro e suporta as oscilações.

4. Conheça as alternativas no mercado

Após economizar, gastar com consciência e descobrir qual é o seu perfil de investidor, é o momento de conhecer as alternativas disponíveis no mercado e entender como elas funcionam. Então busque informações relevantes sobre a renda fixa e a renda variável.

Nesse momento, também é válido entender conceitos básicos, como liquidez, risco, retorno, prazo de carência, data de vencimento de um investimento (quando há), entre outros. Sem isso, existe um maior perigo de você escolher as alternativas menos adequadas para os seus objetivos.

5. Abra uma conta em uma corretora de valores

Outro passo fundamental para investir é ter uma conta em uma corretora de valores. Essa instituição financeira faz a ponte entre o mercado financeiro e o investidor. Portanto, é por meio dela que você terá acesso aos mais diversos investimentos.

Devido à importância, é essencial que você saiba como escolher uma boa corretora de valores, como a Guide. Uma dica é pesquisar o nome da corretora no cadastro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Desse modo, será possível saber se ela está cadastrada e autorizada para atuar na área.

Além disso, é interessante analisar as taxas cobradas pela instituição, pois elas podem afetar os seus rendimentos. Também analise a reputação da corretora de valores para evitar possíveis aborrecimentos no futuro.

6. Monte uma carteira de investimento diversificada

O último passo para começar a investir é montar a sua carteira de investimento da melhor maneira. Para tanto, alinhe os seus objetivos financeiros e o seu perfil de investidor com as características das alternativas disponíveis no mercado.

Mesmo que você tenha conseguido poupar uma quantia modesta de dinheiro, considere a diversificação. Essa estratégia visa combinar investimentos com diferentes riscos, retornos e liquidez para ter resultados melhores e trazer mais segurança.

Agora você sabe como economizar para gastar com consciência e começar a investir em 6 passos definitivos! Lembre-se de que é importante se organizar financeiramente para iniciar os aportes. Além disso, tenha sempre em mente seu perfil de investidor e os seus objetivos financeiros.

Quer começar a investir? Abra a sua conta na Guide Investimentos e coloque as dicas deste conteúdo em prática!

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