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O que são derivativos financeiros? Descubra!

Tempo de leitura: 12 minutos

Os ativos financeiros, como ações, não são os únicos recursos disponíveis para quem deseja operar na bolsa. Também existem dispositivos que são chamados de derivativos financeiros — e saber o que eles representam e como funcionam é essencial.

Na prática, existem diversas classificações de derivativos e eles podem ser usados para diferentes objetivos. Portanto, você deve conhecer as principais características dessas ferramentas para entender como usá-las de forma alinhada com a sua realidade e as suas expectativas.

O que veremos neste artigo:
O que são derivativos financeiros?
Como surgiram os derivativos?
Quais são os mercados de derivativos disponíveis?
Quais são as principais estratégias de operação?
Quais as diferenças entre derivativos e investimentos?
Quais são os objetivos das operações com derivativos?
Como realizar operações com derivativos?

Na sequência, descubra os derivativos financeiros e saiba mais sobre eles!

O que são derivativos financeiros?

Os derivativos são instrumentos financeiros que estão atrelados a um ativo-objeto e seu valor. Um derivativo ligado a uma ação, por exemplo, tem suas condições de preço dependentes do comportamento desse ativo de referência.

De modo geral, os derivativos estão ligados às condições futuras dos ativos. Contudo, convém notar que cada derivativo funciona de um modo distinto, sendo necessário conhecer cada um deles.

Como surgiram os derivativos?

Em relação ao histórico, os derivativos existem antes mesmo dos mercados financeiros e das bolsas de valores. Eles surgiram, principalmente, como uma forma de produtores agrícolas se protegerem da flutuação de preços.

Afinal, os produtores realizavam o plantio sem saber quanto receberiam no momento da colheita. Dependendo das condições de mercado e da relação entre oferta e demanda, o preço poderia ficar tão baixo que tornaria a atividade inviável, gerando prejuízos.

Então começaram a surgir contratos com fixação de preços e condições de entrega no futuro. Nessa época, as liquidações dos derivativos eram majoritariamente físicas. Com a evolução do mercado, eles passaram a ser usados de forma mais ampla e a liquidação é normalmente financeira.

Quais são os mercados de derivativos disponíveis?

Enquanto os investimentos comuns são negociados no chamado mercado à vista, os derivativos têm mercados específicos. Eles contam com diferentes tipos de contratos, com condições e usos específicos em determinadas situações.

Para entender quais são os tipos de derivativos disponíveis, conheça os principais ambientes da B3 em que se negociam esses instrumentos!

Mercado a termo

O mercado a termo é um ambiente de negociação no qual duas partes se comprometem com uma negociação a ser realizada em uma data futura. Além do vencimento, são especificados dados como a quantidade de ativos e os preços de negociação.

É como se houvesse o pagamento de uma taxa de juros para a aquisição futura do ativo de referência. Portanto, pode ser uma escolha quando o objetivo é travar o preço do valor mobiliário. Assim, ambas as partes sabem, exatamente, quais serão os valores na data futura.

Mercado de opções

O mercado de opções é formado por derivativos que concedem o direito de comprar ou vender um ativo por um preço de exercício (strike) em uma data futura. Portanto, as opções, quando exercidas, levam à negociação dos ativos às quais elas fazem referência.

Entre os tipos, existem as opções de compra (call) e as de venda (put). Quem compra uma put, por exemplo, tem o direito de vender o ativo na data de vencimento pelo preço combinado — e o contrário acontece com quem adquire uma call.

Além disso, é importante conhecer os dois operadores principais: o tomador é quem compra as opções e o lançador é quem as vende. Para adquirir opções, o tomador paga um prêmio para o lançador.

Você também deve saber que as opções concedem o direito de negociação, mas não a obrigação para quem as compra. Então o tomador pode escolher exercer a opção ou deixá-la expirar — ou “virar pó”, como é dito no mercado.

Porém, o lançador é obrigado a executar as operações, caso o tomador opte por exercer seu direito. Se o tomador escolher exercer a opção de compra, por exemplo, o lançador será obrigado a vender os ativos nas condições acordadas.

Mercado futuro

Já o mercado futuro é composto por derivativos conhecidos como contratos futuros. Eles permitem exercer um posicionamento comprado ou vendido em relação ao comportamento do preço do ativo de referência.

Entre os contratos futuros, estão os contratos de:

  • commodities (como café, petróleo, milho, soja, ouro, etc.);
  • índices (como Ibovespa ou S&P 500);
  • moedas (dólar, euro, iene, etc.).

Um contrato futuro de commodity, por exemplo, permite que você se posicione a favor (comprado) ou contra (vendido) a evolução do preço do produto de referência. Se você se posicionar a favor, ganhará com o aumento do preço — e vice-versa.

Uma característica importante do mercado futuro é que ele conta com o ajuste diário. Por isso, após o encerramento de cada pregão, ocorre um cálculo em relação à posição assumida. Se o preço se movimentar a favor da sua posição, o lucro é creditado. Se o preço se movimentar na direção oposta, há o desconto da sua conta referente à perda.

Outro ponto relevante é que os contratos futuros são padronizados. É comum ter que negociar 5 lotes de cada vez, com preços específicos. Mas existem os minicontratos, que correspondem a 1/5 do valor de contratos cheios.

Na hora de operar no mercado futuro, entretanto, não é preciso dispor de todos os recursos. É possível apresentar apenas uma parte do valor do contrato, no que é conhecido como margem de garantia.

Essa margem pode ser oferecida em dinheiro ou em investimentos que sejam aceitos pela corretora de valores. E ela só será consumida se você não dispuser de recursos na conta para arcar com os ajustes negativos.

Mercado de swaps

Por fim, o mercado de swaps envolve derivativos que não estão relacionados a ativos financeiros propriamente ditos. Na verdade, os instrumentos se relacionam a taxas de juros e outros indicadores, como uma taxa de câmbio.

O objetivo de um swap é fazer uma espécie de troca de risco — a partir da troca de indexação — entre as operações. É possível trocar o risco cambial pela variação de uma taxa de juros, por exemplo. As configurações dependem da análise de mercado e do que pode ser mais vantajoso para atender aos objetivos específicos.

Ao contrário de outros exemplos de derivativos que você viu até aqui, os swaps não podem ser transferidos para outra pessoa. Portanto, o acordo é mantido sempre com o mesmo operador, até sua data prevista.

Quais são as principais estratégias de operação?

Na hora de operar com derivativos financeiros, é possível realizar diferentes tipos de operações. Existem, por exemplo, as operações estruturadas — geralmente utilizadas com opções. Elas usam dois ou mais ativos e derivativos e seguem uma composição específica e já definida.

Com isso, podem servir tanto para cercar ou travar condições quanto para aumentar o potencial de ganhos. Também vale considerar as características específicas dos derivativos e seus mercados para entender que estratégias podem ser realizadas.

Como você viu, existem diversos derivativos e ambientes de negociação. Logo, eles podem fazer parte de operações com características muito variadas. Elas podem ser montadas de modo pré-definido ou não, considerando suas necessidades e preferências.

Quais as diferenças entre derivativos e investimentos?

Sabendo o que são derivativos financeiros, você pôde notar que eles têm características diferentes dos ativos. Portanto, as operações desse tipo são diferentes dos investimentos na bolsa de valores, por exemplo.

Para entender como isso funciona, veja quais são as diferenças entre os investimentos e as operações com derivativos!

Duração

Ao citar um investimento, é comum que a operação esteja atrelada a um objetivo de médio ou longo prazo. Em especial quando o investimento envolve a bolsa de valores — e, por isso, tem mais riscos —, o foco está em um período mais amplo. Assim, pode haver uma diluição dos riscos.

Já no caso das operações com derivativos, elas tendem a ser concluídas no curto prazo. Mesmo com o vencimento ocorrendo no futuro, o período não tende a ser muito extenso.

Portanto, operar com derivativos depende mais de condições pontuais do mercado, enquanto o investimento costuma focar em perspectivas mais longas.

Riscos

Também é importante saber que os riscos das operações são diferentes. No caso dos investimentos, a alocação de recursos é feita diretamente nos ativos, que detêm todo o valor. Além disso, o período maior diminui a exposição à volatilidade.

Já as operações com derivativos são compostas por instrumentos cujo preço deriva de outros ativos — o que pode gerar mais oscilações. Além disso, os prazos mais curtos aumentam a exposição às oscilações e às perdas.

Vale a pena ficar especialmente atento à alavancagem no mercado de derivativos. Operar com um montante maior do que você efetivamente dispõe torna a operação mais arriscada. Embora isso possa ajudar a conquistar ganhos maiores, aumenta os riscos na mesma proporção.

Quais são os objetivos das operações com derivativos?

Até aqui, você aprendeu o que são os derivativos financeiros e como eles podem ser operados. Mas, afinal, qual é o objetivo de operá-los? Há duas respostas possíveis: fazer hedge ou especular com as condições do mercado.

A seguir, conheça melhor esses dois objetivos e veja o que faz com que os operadores se interessem nessas ferramentas!

Hedge

A primeira possibilidade de operação com derivativos envolve a proteção de carteira, conhecida como hedge. A intenção dela é proteger o patrimônio de oscilações do mercado que podem gerar perdas para o negócio.

Pense, por exemplo, em uma empresa que recebe em reais, mas paga seus fornecedores em dólares. Diante do risco de a moeda estrangeira sofrer aumentos, pode acontecer de a empresa ter uma dívida maior, devido à conversão com uma taxa de câmbio mais elevada.

Para se proteger, ela pode posicionar os recursos de forma comprada em um contrato futuro de dólar. Se o dólar subir no período, a tendência é que ocorram ganhos. Com os lucros, é possível cobrir os gastos extras gerados pela movimentação da moeda, por exemplo.

Se a moeda cair, ocorrem perdas no mercado futuro. Porém, essas perdas são compensadas por uma conversão a uma taxa de câmbio mais baixa. Nesse caso, também seria possível fazer um contrato de swap cambial, trocando o risco da moeda por uma taxa diferente.

O hedge também pode ser feito em outros casos. As opções, por exemplo, são bastante utilizadas para tentar gerar proteção na carteira de ações.

Especulação

A outra possibilidade para quem deseja operar derivativos é realizar operações com foco especulativo. Ou seja, a intenção passa a ser obter lucros no curto prazo. Isso é possível pelo aproveitamento das oscilações nos preços e nas condições dos contratos.

Nesse tipo de operação, você já viu que o risco é mais alto, pela exposição elevada à volatilidade. Porém, o potencial de ganhos também pode ser maior, dependendo das condições do mercado.

Como realizar operações com derivativos?

Depois de conferir todas essas informações sobre os derivativos financeiros, vale a pena entender como é possível operar com eles.

Para ajudá-lo, confira quais são etapas importantes que devem ser analisadas!

Identifique seu perfil e seus objetivos

Embora a operação com derivativos não seja um tipo de investimento, é preciso conhecer seu perfil de investidor. Isso serve para entender qual é o nível de risco que você está disposto a correr e como deve ser estruturada a operação.

Nesse momento inicial, é importante identificar os objetivos com as operações. Fazer hedge com derivativos, como visto, é diferente de especular, então é preciso ter atenção redobrada.

Conheça bem o mercado de derivativos

Antes de realizar qualquer operação, também é fundamental conhecer o mercado de derivativos com profundidade. Além dessas informações, você pode e deve buscar explicações complementares.

Quanto mais você entender sobre as operações com derivativos e suas características, menores serão os seus riscos de perdas.

Saiba onde encontrar os derivativos

Ciente dos riscos e das possibilidades do mercado de derivativos, é necessário saber onde encontrá-los. A maior parte pode ser acessada diretamente pelo mercado correspondente na bolsa de valores.

Porém, existem derivativos que são exclusivos do mercado balcão. Nessa situação, é preciso analisar caso a caso a disponibilidade dos instrumentos para saber como e onde operá-los.

Abra conta em uma corretora de valores

Em todos os cenários, é preciso ter uma conta em uma instituição financeira, como uma corretora de valores. Ela será a responsável por garantir seu acesso aos diferentes derivativos e permitir que seja possível operar na bolsa.

O ideal é selecionar uma alternativa que ofereça boa estrutura, um atendimento de qualidade e condições, como taxas, que sejam atraentes. Na Guide Investimentos, você contará com todas essas qualidades na hora de operar ativos e derivativos.

Acesse o home broker ou a plataforma da corretora

Como vimos, os derivativos são encontrados tanto na bolsa de valores quanto no mercado balcão. Portanto, para operá-los será necessário acessar o home broker ou plataformas de trader que se conectam à corretora de valores.

No ambiente adequado, confira quais são os derivativos disponíveis e escolha as alternativas que fazem sentido para a sua estratégia. Então você poderá participar dos contratos que desejar.

Depois de aprender o que são derivativos financeiros e como funcionam, você tem uma ideia clara de como eles podem ser usados. Se esses instrumentos estiverem alinhados com o seu perfil e com seus objetivos, é possível usá-los a favor dos seus resultados.

Para operar ativos e derivativos de diversos tipos, abra sua conta na Guide Investimentos e aproveite nossa estrutura!

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