Debêntures ou Tesouro Direto: qual a melhor opção em 2020

O mecanismo entre debêntures e tesouro direto é bastante similar, ou seja, trata-se do investidor emprestar dinheiro em troca de uma remuneração por isso. Para o Tesouro Direto, estamos falando em emprestar dinheiro diretamente ao Governo. Já nos casos das debêntures, seremos credores de empresas que são Sociedades Anônimas (S.A.) não financeiras.

O que veremos neste artigo?
O que são Debêntures e Tesouro Direto?
Vantagens e desvantagens de cada um
Qual o rendimento das Debêntures e do tesouro direto?
Prazo Resgate
Liquidez
Como escolher o emissor ideal das Debêntures?
Conclusão

Ambas as opções são válidas, desde que atendam as necessidades do investidor. Por isso, vamos tratar aqui das semelhanças e diferenças para que te ajude a decidir.

O que são Debêntures e Tesouro Direto?

Os Títulos Públicos do Tesouro Direto nada mais são do que emissões onde o investidor empresta dinheiro ao governo em troca de uma rentabilidade combinada previamente. Esses títulos são bastante acessíveis e o foco é em segurança, visto que contam com a garantia do próprio Tesouro Nacional.

Para as debêntures, temos como emissor uma empresa que decide desenvolver um projeto novo, investir no negócio ou, até mesmo, pagar dívidas. Ela tem várias opções para captar recursos, um deles que tem um custo acessível é por meio da emissão das debêntures. Assim, possibilita investidores emprestarem dinheiro a ela, em troca de um rendimento que é combinado no momento da aplicação.

Aqui é válido entender que as taxas refletem o risco, ou seja, um risco maior precisa se justificar em taxas mais interessantes também.

Vantagens e desvantagens de cada um

Tesouro Direto

Uma das vantagens do Tesouro é não precisar comprar o equivalente a um título inteiro, podendo comprar pequenas quantidades desse título, sendo assim, o valor mínimo para investir é baixo e acessível. Além disso ter a segurança do Tesouro Nacional, é uma excelente vantagem para que não quer correr um risco de levar um calote. Um terceiro e importante ponto sobre o Tesouro Direto é que o Tesouro Nacional garante a recompra desses títulos, ou seja, caso precise resgatar antecipadamente o resgate ocorre em 1 dia útil após a solicitação.

Sobre desvantagens, o Tesouro geralmente oferece um retorno condizente com sua segurança, ou seja, mais baixo do que ativos com um risco maior (relação risco x retorno). Em acréscimo a esse aspecto, vale se atentar que o Tesouro Direto conta com uma taxa anual de 0,25%, cobrada pela B3 pelos serviços de guarda dos títulos, essa taxa incide sobre o total aplicado e é cobrada metade em janeiro e a outra metade em julho.

Debêntures

Nelas os rendimentos mais atrativos são sem dúvida um dos principais pontos que      chamam atenção. Apesar de ter riscos maiores, poderão estar atreladas a empresas bastante sólidas e boas pagadoras, o que minimiza o risco de crédito (calote) para quem vai emprestar o dinheiro em troca de uma remuneração.

Como desvantagens podemos citar o risco mais elevado, principalmente relacionado ao crédito (possível calote do emissor) e a questão da liquidez, ou seja, da possibilidade de resgate antes da data de vencimento. Esses títulos precisam ser negociados em mercado secundário, dando vez a outro investidor levar aquele título até a data combinada, sendo assim, no caso de uma venda antecipada o investidor fica à mercê de alguém querer comprá-lo, o que pode dificultar a saída. Por isso, o recomendável é considerar a data de vencimento como a data de resgate para que não haja nenhum tipo de contratempo nesse sentido.

Qual o rendimento das Debêntures e do tesouro direto?

As formas de rendimentos de ambos são similares, onde poderão ser prefixados, uma vez que a taxa não irá se alterar até o final e o investidor já poderá saber desde o início quanto renderá até o vencimento.

Poderá ainda ser pós -fixado, ou seja, refletindo algum indicador econômico como o CDI, SELIC, entre outros, nesses casos seu rendimento irá variar na mesma proporção do indicador de referência.

E, por último, o rendimento poderá ser híbrido, sendo uma taxa prefixada combinada com um indicador econômico, como IPCA + 4% ao ano, por exemplo.

Prazo Resgate

Tanto nas debêntures quanto no Tesouro Direto os títulos contam com datas de vencimento específicos, sendo mais comuns os prazos médios e longos em ambos. Com exceção do Tesouro Selic que tem como objetivo oferecer liquidez diária independente do vencimento.

Liquidez

O que difere, e nós já comentamos, é a garantia de recompra pelo Tesouro Direto (resgata em 1 dia útil). Já as debêntures contam com o resgate por meio do mercado secundário.

Em relação ao resgate antecipado, vale comentar que tanto Tesouro Direto quanto Debêntures podem sofrer com os efeitos da “marcação a mercado”, ou seja, caso haja um resgate antecipado o título vai ser atualizado de acordo com o quanto está valendo naquele dia em específico, podendo o investidor acarretar algum tipo de prejuízo. Por conta disso, recomenda-se levar o investimento até a data combinada para que receba exatamente o combinado (aplicação inicial + remuneração).

Como escolher o emissor ideal das Debêntures?

Observar sobre as garantias e o rating da empresa emissora (nota que traduz a capacidade da empresa de honrar aquele título) são bons tópicos para ajudar na escolha. Vale também conferir as datas de vencimento e qual maneira irão render, assim evita que haja algum problema de liquidez no meio do caminho, visto que para um resgate antecipado, é necessário recorrer ao mercado secundário.

É possível escolher empresas com baixo índice de endividamento e boa saúde financeira, diluindo e muito o risco de crédito, ou seja, de não receber o valor acordado no momento do vencimento.

Conclusão

Apesar dos dois tipos de investimentos que abordamos serem categorizados como renda fixa, possuem aspectos totalmente diferentes. À medida que o Tesouro Direto funciona como referência em segurança, temos as debêntures que oferecem (geralmente) rendimentos mais atrativos em contrapartida de um risco maior.

Por isso, é importante avaliar, antes de mais nada, seu perfil de investidor para entender quais aplicações são mais indicadas. Observar seus objetivos e prazos também colabora para uma decisão mais assertiva e, por fim, reforçamos que a diversificação continua sendo uma estratégia mais eficiente para manter o equilíbrio em seus investimentos.

Agora que você já sabe a diferença, abra sua conta na Guide e invista nesse e outros tipos de investimentos!

Relacionados

5 Investimentos de liquidez diária que você deve conhecer

Os investimentos com liquidez diária trazem vantagens interessantes para os investidores que precisam de dinheiro disponível a qualquer momento. Afinal, nem [...]

Guide Investimentos - 26/11/2020

Confira o que são os fundos de debêntures incentivadas e se ainda vale a pena investir

A renda fixa, mesmo tendo ativos considerados mais seguros, é possível que, em situações adversas de mercado, também passe por situações [...]

Syntax Finance - 26/11/2020

Onde investir com a Selic baixa? Veja aqui!

Fazer o seu dinheiro render e trabalhar para você depende de uma análise cuidadosa das condições do mercado e das alternativas [...]

Guide Investimentos - 25/11/2020

Entrar

Como deseja continuar?

Abra sua conta

Preencha os campos abaixo
ou use uma das opções