CRI X LCI: qual a diferença e melhor opção em 2020

CRI e LCI são tipos de investimento em renda fixa em que o investidor injeta recursos no ramo imobiliário e espera ter retornos significativos com estes ativos. Estas modalidades possibilitam receber juros por um período predeterminado em contrato. Continue a leitura e descubra as semelhanças e diferenças desses dois papéis e qual vale mais a pena.

O que veremos neste artigo?
CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários)
LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
Garantia e Rentabilidade
Isenção de imposto de renda
As diferenças entre CRI e LCI

CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários)

A sigla CRI significa Certificados de Recebíveis Imobiliários. Esta modalidade trata-se de ativos de renda fixa com a finalidade de captar recursos e promover a atividade do setor imobiliário. Em outras palavras, os valores arrecadados nesses papéis viabilizam o financiamento de construções civis (comerciais e residenciais), contratos de aluguéis de longo prazo, entre outros.

Os CRIs são emitidos por companhias securitizadoras, as quais revertem dívidas (empréstimos) em títulos a serem negociados no mercado financeiro. Os certificados de recebíveis são denominados como direito de crédito futuro, pois ao adquirir esse papel, o investidor espera uma rentabilidade (juros) na data de vencimento.

Contudo, os CRIs possuem baixa liquidez, pois para reaver o valor aplicado antes do prazo final, é preciso recorrer ao mercado secundário em busca de interessados. Por isso, esse investimento não é considerado uma boa opção para reserva de emergência. Usualmente, há o entendimento de que o dinheiro fica ‘’preso’’ até o fim do contrato, pois a opção pela retirada poderá ser desvantajosa ao investidor.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário)

As Letras de Crédito Imobiliário são títulos de renda fixa ofertados no mercado financeiro para auferir capital e financiar operações de crédito. Semelhante aos CRIs, as LCIs também apresentam lastro no setor de imóveis. Entretanto, a principal diferença entre os dois ativos está no órgão emissor: enquanto o primeiro é emitido por companhias securitizadoras, as LCIs são emitidas pelos bancos, em função disso, esses papéis entram na garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

As LCIs são consideradas, sobretudo entre os investidores, como um investimento seguro e acessível ao público em geral, porém sua maior desvantagem é a baixa liquidez, em função do prazo mínimo de resgate estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 90 dias corridos.

Garantia e rentabilidade

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários não possuem a garantia proporcionada pelo FGC, afinal são títulos de crédito privado emitidos por companhias securitizadoras. Desta maneira, os CRIs e os CRAs apresentam risco de crédito superior que a maioria dos investimentos tradicionais, como tesouro direto, CDB, letras de crédito.

Por outro lado, as LCIs e LCAs são assegurados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dentro do limite de R$250.000,00 por CPF e por instituição, pois são disponibilizadas exclusivamente por bancos. 

Existem diversas estruturas de rentabilidade que o investidor precisa ficar atento no momento da contratação. Essa escolha é extremamente importante, pois o retorno de um ativo de renda fixa está diretamente relacionado à taxa de juros estabelecida e a duração do contrato.

As principais modalidades são:

  • Rentabilidade prefixado: é possível calcular previamente o valor em reais que o investidor irá receber na data de vencimento do título, antes mesmo de adquirir o papel.
  • Rentabilidade pós-fixado: neste caso, o retorno efetivo do papel é desconhecido. Entretanto a rentabilidade será acompanhada por um indexador, sendo os mais comuns CDI (principal índice de remuneração da renda fixa) e Selic (taxa básica de juros).
  • Rentabilidade híbrida: para ativos com essa estrutura, uma parte possui rentabilidade prefixada e outra pós-fixada.

Isenção de imposto de renda

Uma das principais vantagens de investir nos Certificados de Recebíveis Imobiliários  e nas Letras de Crédito Imobiliário é a isenção do imposto de renda para pessoa física sobre o valor aplicado. Grande parte dos ativos de renda fixa, como tesouro Selic e CDB, não apresentam esse benefício, por esse motivo, CRI e LCI acabam se tornando atrativos aos olhos dos investidores.

Resumindo as diferenças entre CRI e LCI

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) são uma excelente opção para quem deseja diversificar seu portfólio de investimento, com ativos acessíveis e com isenção de imposto de renda. Mas para isso, é importante ficar atento às regras de resgate e a rentabilidade oferecida em cada contrato.

Cabe frisar que o CRI não é assegurado pelo FGC, sendo esta a principal diferença entre esses dois papéis. Para obter bons resultados, alcançar maiores retornos e reduzir o risco, é essencial estudar sobre as opções disponíveis no mercado financeiro e verificar quais estão adequadas aos seus objetivos e perfil de risco.

  LCI CRI
Modalidade do investimento   Renda Fixa     Renda Fixa
Lastro   Setor Imobiliário     Setor Imobiliário
Órgão Emissor   Banco     Securitizadoras
Proteção   FGC – Fundo Garantidor de Crédito     Não
Liquidez   Geralmente no vencimento     Geralmente no vencimento  
  Imposto de Renda     Isento     Isento  
Perfil Investidor   Todos     Todos
(a depender se não é apenas para qualificados)  

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