Coronavírus e pandemias: tem como estar preparado?

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Dentre as diversas questões que o coronavírus levantou, uma delas é de natureza filosófica: seria essa doença um cisne negro ou não?

Cisne Negro (originalmente Black Swan) é um termo que, popularizado recentemente por uma obra homônima de Nassim Taleb, significa: aquele evento que, de tão inesperado e pouco provável, pega a todos de surpresa quando ocorre.

Inicialmente podemos admitir que, então, o coronavírus foi um desses eventos. Mas não dá pra descartar que certos avisos foram “dados” em anos anteriores. O que ficou mais famoso nos tempos recentes é o dado por Bill Gates, em um TED de 2015 que falava justamente do que seria a próxima grande preocupação do mundo: a disseminação de algum vírus contagioso tal qual foi o influenza H1N1.

Nas empresas, abertas ou não, o desafio existe

Tirando todo o texto motivacional possível, é imaginável que todos nós, como pessoas ou empresas, sempre precisamos de um empurrãozinho (ou de uma bela porrada como essa) para repensar os meios como atuamos em nossos respectivos mercados e em nossas relações sociais. Desde pequenos hábitos como o costumeiramente oriental de ir trabalhar utilizando uma máscara quando está doente (afinal, ninguém, conhecido seu ou não, precisa ter contato com seu vírus infeccioso), até o avançar mais profundo de seu negócio para o mundo digital, todos repensamos hoje o que talvez já poderíamos estar fazendo para lidar com o que vem a seguir.

Em um curtíssimo prazo, se seu negócio está fechado agora o “alívio temporário” de não ter de pensar em como lidar com aglomerações internas torna-se um martírio conforme se aproxima a época de retomar as atividades. Qual será o “novo normal”? O que as pessoas chamarão de “normalidade” passado esse cenário tão incerto?

Já você que faz parte da chamada cadeia essencial e continua trabalhando, deve estar vivendo com a angústia diária de não só redobrar os cuidados internos como passar o máximo de vezes possíveis a mensagem de que nenhum dos colaboradores deve achar que o cenário é “tranquilo o suficiente” para se reunir com amigos em casa (agora que muitos deles estão parados mesmo) e nem que é “alarmante o suficiente” para que todos entrem em parafuso.

Como será a volta?

 Está aqui um dos maiores mistérios, logo em seguida de “quanto tempo vamos demorar a mais em quarentena”: como é que vamos retomar as atividades (ou ampliá-las, caso você siga ativo) após tudo isso?

Em primeiro lugar é preciso admitir que talvez as mudanças que estejam ocorrendo agora tenham caráter mais permanente do que inicialmente possa parecer. O “vamos abrir os negócios de novo” pode até ocorrer, mas não dá para descartar que ocorra um receio das pessoas de se juntarem novamente. Sendo gestor de negócios, você precisa levar isso em consideração.

Por levar isso em consideração, pense que novos meios de consumo e utilização de serviços deverão emergir, se é que já não estão surgindo. O foco em digitalizar sua atuação ao máximo ou restringir aglomerações de qualquer natureza no caso de não ser possível digitalizar tudo, de oferecer proteção em termos de contaminação (possivelmente usar máscaras ou até face shields, oferecer álcool gel, etc) e de compreender que o receio em retomar “ao normal” estará presente em nossa nova realidade.

Um novo mundo, vindo ou não, demanda preparação

 Independente do modo que você visualize ocorrer a recuperação após essa pandemia, é preciso se preparar para um mundo que com chances não desprezíveis será realmente diferente.

Possivelmente você deve estar pensando que este que aqui escreve não está olhando para as tentativas intensas – e, não seria mentiroso dizer, até desesperadas mesmo – de digitalização de negócios que estão ocorrendo nesse exato momento. Mas, sinceramente, não falamos aqui de uma “via alternativa de faturamento”, mas sim de uma inserção real nesse universo.

Como a tecnologia tem sido utilizada para otimizar seu negócio? Não seria uma boa ideia aproveitar esse momento para repensar a imensa quantidade de papel utilizada ou nos deslocamentos desnecessários de pessoas dentro de suas instalações físicas? Pensar em meios mais eficientes de fazerem as informações circularem deve estar em pauta. Seja tanto pelo motivo de reduzir custos – dado que não está saindo de graça para ninguém essa bordoada do coronavírus – quanto pela visão de reduzir mesmo contato humano ao mínimo necessário.

Teorias de mapeamento de processos deverão ganhar mais espaço com tudo isso. Digitalização e otimização também.

Nunca foi missão fácil empreender. Mas olhando a parte cheia do copo, aquela oportunidade que você que é inovador sempre aguardou para gerar mudanças positivas e necessárias aos seus negócios (e sua vida) parece ter chegado.

Difícil não entender o tamanho do chacoalhão que o coronavírus ofereceu – mesmo aos mais preparados.

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