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Conhecendo os Fundos de Investimento em Ações

Tempo de leitura: 3 minutos

Os Fundos de Investimento em Ações, comumente chamados de FIA, são veículos de investimento muito interessantes para aqueles que buscam exposição nessa classe de ativo. Investir por meio de um fundo de ações faz sentido para quem quer diversificar sua carteira e para quem está começando no mundo da renda variável, pois o investidor delegará a escolha das ações a uma equipe especializada e experiente no assunto.

Características de um FIA

A característica básica de um FIA, que o difere dos outros fundos de investimento, é que ele precisa possuir pelo menos 67% do patrimônio líquido investido em ações ou em ativos relacionados, como bônus ou recibos de subscrição, cotas de fundos de ações, cotas de fundos de índice de ações e Brazilian Depositary Receipts (BDR).

Além disso, os fundos de investimento em ações podem possuir uma estratégia ativa ou passiva.

A estratégia ativa é quando o gestor realiza o dito stock picking, que significa escolher as ações que ele acredita que terão o melhor desempenho e que melhor constituirão a carteira do fundo como um todo. Desse modo, o objetivo é superar a rentabilidade de um benchmark, como o índice Bovespa (Ibovespa).

Já os fundos passivos seguem um índice como, por exemplo, o próprio Ibovespa, no caso do mercado acionário brasileiro, e o S&P 500, no mercado acionário americano.

Um índice segue uma carteira teórica, que é formada segundo sua própria metodologia. Então, os fundos passivos apenas seguirão essa carteira, movimentando os ativos do fundo de acordo com as mudanças na carteira do índice. Como o trabalho é menor em relação aos fundos com gestão ativa, as taxas de fundos passivos tendem a ser menores.

Uma importante vantagem dos fundos de investimento em ações é que a tributação só é realizada no momento de resgate do capital investido no fundo. A alíquota é de 15% sobre o rendimento bruto do fundo. Alguns tipos de fundo possuem um imposto chamado de come-cotas, que representa uma parte do imposto de renda paga antecipadamente, a cada seis meses. Ou seja, o investidor pagará impostos antes mesmo de resgatar o capital investido. Esse tipo de tributação acaba por gerar um maior pagamento de impostos em relação ao modelo do FIA.

Como escolher um FIA

Como de praxe para escolher um fundo de investimento, é muito importante conhecer o histórico do fundo, do gestor e da sua equipe. Essas informações estão disponíveis no site da gestora do fundo.

Outra informação importante é saber qual foi o desempenho em relação ao benchmark. Normalmente, o que se olha é o Ibovespa. Aqui, entra um conselho muito valioso: buscar fundos com um período maior de existência, pois a sua estratégia de investimentos já terá sido testada por um amplo período do mercado.

Outra questão bastante importante é entender qual é a filosofia de investimento do gestor. Na visão da Suno Research, investimentos em renda variável são bons para o longo prazo. Quanto maior o intervalo, se o gestor tiver escolhido empresas com bons fundamentos, compradas em preços atrativos, maior a chance de o retorno ser positivo. Os movimentos dos preços das ações, no curto prazo, possuem um componente aleatório. Entretanto, no longo prazo, eles acompanham os fundamentos das empresas.

Conclusão

Para os investidores que buscam uma diversificação em seu capital e estão dispostos a correr mais riscos, os fundos de investimento em ações são uma ótima maneira para se expor ao mercado acionário, sem ser necessária muita dedicação de tempo e aprendizado.

No entanto, é válido lembrar que mesmo escolhendo o melhor fundo possível, a performance dependerá muito do controle emocional e consequente atitude do investidor nas suas operações. Haverá quedas relevantes do capital investido, essa é a natureza do mercado de renda variável. Se o investidor percebe que não tem o “estômago” para ver seu patrimônio sofrer bruscas quedas, é melhor investir em outras classes de ativo com menos risco.

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