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Como poupar e investir para preservar e impulsionar seu patrimônio?

Tempo de leitura: 11 minutos

Poupar dinheiro é um dos passos mais importantes para aqueles que buscam preservar e ampliar seu patrimônio, não é mesmo? No entanto, o processo de economizar e encontrar estratégias para impulsionar as finanças gera inúmeras dúvidas.

Essas inseguranças são justificáveis, visto que os conceitos da educação financeira não estão claros para toda a população. Contudo, isso não significa que poupar e investir dinheiro devam ser processos complexos ou restritos àqueles com maior capital disponível.

Pensando em ajudá-lo a dar passos cada vez mais acertados, neste artigo você entenderá como poupar e investir para impulsionar seu patrimônio. Acompanhe a leitura e se prepare!

Qual a importância de construir patrimônio?

Antes de entender a importância de ter um patrimônio, é necessário saber o que esse conceito representa. Afinal, apesar de ser uma expressão cotidiana, nem sempre existe um conhecimento adequado acerca do significado de patrimônio pessoal.

Desse modo, é preciso ter em mente que ele é composto por dois elementos: os ativos e os passivos. Os ativos representam todos os seus bens, como imóveis, veículos, investimentos e demais posses.

Os passivos, por sua vez, representam suas obrigações financeiras — como contas e eventuais dívidas. Ao subtraí-los, é possível encontrar o patrimônio líquido de uma pessoa ou empresa.

Portanto, construir patrimônio significa fazer com que o valor dos seus ativos seja superior ao dos passivos. Esse processo é essencial para a acumulação de riqueza e o desenvolvimento de um futuro mais tranquilo — tanto para você quanto para seus herdeiros.

Por que é importante poupar para acumular patrimônio?

Para a construção e ampliação do patrimônio, poupar é um dos elementos mais necessários. Isso se dá porque, ao invés de gastar seu dinheiro, você estará guardando o montante. Esse ponto será essencial para o acúmulo de capital no longo prazo.

Além disso, poupar não significa apenas não gastar. Esse montante que você estará mantendo pode ser usado para investimentos. Assim, o hábito de fazer o dinheiro trabalhar por você pode acelerar as etapas de preservação de patrimônio e permitir que você comece a rentabilizá-lo.

No entanto, tenha em mente que poupar não é o mesmo que economizar ou investir. Embora esses conceitos, por vezes, se misturem, eles representam processos diferentes. Vamos entender?

Qual é a diferença entre economizar, poupar e investir?

Como você viu, poupar dinheiro desempenha um papel importante na preservação e no impulsionamento do seu patrimônio. Mas, para compreender mais profundamente o assunto, também é preciso saber o que significa economizar e investir.

Confira!

Economizar

A ideia de economizar está associada a um uso mais inteligente do seu dinheiro. Ou seja, é possível traduzi-la no ato de deixar de gastar desnecessariamente.

Um exemplo de economia pode estar nas compras mensais do supermercado. Ao invés de comprar um determinado produto mais caro, você pode adquirir outro mais acessível e que mantenha um mesmo nível de qualidade, por exemplo.

Contudo, é necessário considerar que economizar não significa adquirir objetos de má qualidade ou deixar de viver experiências que deseja. O conceito se refere à ideia de gastar de forma mais inteligente, sem que isso resulte em impactos negativos no seu padrão de vida.

Poupar

Após a economia, o segundo elemento da tríade é a poupança. Apesar de muitas pessoas acreditarem que poupar é um sinônimo de economizar, existem diferenças significativas entre os termos— que se referem a etapas diferentes de um processo.

Como você viu, economizar é o ato de gastar de forma mais inteligente. Poupar, por sua vez, consiste em guardar regularmente essa parcela economizada do seu capital. Ou seja, você poupa um dinheiro que já não teria pretensões de usar para compras, por exemplo.

Além de economizar durante o mês para alimentar as metas de poupança, você pode definir uma parcela fixa do seu salário para poupar todos os meses. Assim, consegue ter mais consistência nesse hábito.

Ademais, vale ressaltar que, quando falamos em poupança, estamos nos referimos à prática de poupar, e não à modalidade de investimento. Conforme você verá adiante, existem diversas alternativas que podem ser mais interessantes para você investir seu dinheiro.

Investir

Por último, o terceiro elemento do acúmulo patrimonial são os investimentos. Com essa prática, você pode alocar o dinheiro que poupou em aplicações e ativos financeiros para fazê-lo render. Assim, ao invés de ficar parado em uma conta corrente, ele estará se acumulando.

Essa etapa é essencial para que você possa preservar seu capital. Afinal, o seu dinheiro sofre diretamente os impactos da inflação. Desse modo, se ele não estiver rendendo, você estará perdendo poder de compra — mesmo que tenha poupado.

Além disso, ao encontrar investimentos estratégicos, você pode ir além da preservação do patrimônio. Com os retornos que podem ser obtidos por meio de juros, o dinheiro tende a aumentar gradativamente. Assim, você será capaz de impulsionar seu capital.

Como acumular patrimônio?

Agora que você já sabe o significado de acúmulo de patrimônio e entendeu os conceitos de economia, poupança e investimento, é preciso considerar a acumulação de patrimônio. Afinal, como acumular uma soma financeira importante ao longo da vida?

Primeiro, saiba que qualquer pessoa — independentemente do ponto de partida — pode conseguir ter sucesso nesse processo. Embora não seja simples, é possível ver resultados no longo prazo a partir de uma estratégia condizente com sua realidade financeira.

Saiba como!

Faça um planejamento financeiro

A primeira etapa do seu acúmulo patrimonial começa com um planejamento financeiro. Para tornar esse processo possível, é preciso usar uma planilha que permita a anotação de todos os aspectos relativos à sua situação financeira.

Nesse documento você deve detalhar todos os seus ganhos. Eles podem ser separados de acordo com o mês ou outra frequência que faça mais sentido com sua realidade. O importante é que exista o entendimento sobre o capital que entra em sua conta.

Depois, você deve anotar seus gastos. É possível separar entre gastos fixos — como as contas mensais — e custos variáveis. Nesse segundo grupo podem ser incluídas eventuais saídas em família ou jantares em restaurantes, por exemplo. Assim como acontece com os ganhos, é indispensável que você tenha clareza sobre os todos esses custos.

Ainda, vale a pena anotar quais são os seus bens e as dívidas que possui em seu nome. Desse modo, haverá uma compreensão mais clara sobre o seu patrimônio pessoal de momento e será possível planejar mudanças que você deseja para a sua vida financeira.

Crie uma reserva

Após o seu planejamento financeiro, a etapa seguinte do acúmulo patrimonial envolve a criação de uma reserva de emergência. Esse será o capital usado para trazer tranquilidade para você e sua família em momentos de crise.

Para isso, é indispensável lembrar que, mesmo com planejamento e organização financeira, nem todas as situações estarão sob seu controle. Muitas vezes é preciso lidar com problemas de saúde, custos não planejados ou mesmo uma perda de emprego.

Dessa forma, a reserva de emergência, como o nome sugere, será o capital utilizado nesses momentos. Assim, ao invés de usar o dinheiro que investiu ou se desfazer de um bem, você terá um montante destinado para auxiliar nesses cenários.

Ao montá-la, lembre-se de que será preciso ter fácil acesso ao dinheiro. No entanto, deixar esse capital em sua conta corrente pode não ser a melhor solução. Como você viu, além de não render, esse dinheiro estará perdendo poder de compra para a inflação.

Por isso, é interessante investir em aplicações de baixo risco e que permitam um resgate rápido. Dessa maneira, também será possível observar uma ampliação no montante da reserva ao longo do tempo.

Além disso, é necessário atentar-se à quantidade de dinheiro que deve ser destinado a ela. Em geral, a reserva de emergência deve ser suficiente para cobrir, no mínimo, seis meses dos seus custos mensais —, de acordo com seu planejamento financeiro.

Defina um método de poupança

Como você viu, poupar é um dos elementos mais importantes para o acúmulo de patrimônio. Por isso, é interessante que você conheça os métodos de poupança e aplique aquele que estiver mais alinhado com sua realidade financeira.

Uma das metodologias mais conhecidas é a regra dos 10%. Nesse tipo de estratégia, você deve poupar essa porcentagem do seu salário todos os meses. Ou seja, 90% dos seus ganhos podem ser usados para compras, despesas mensais e lazer. O restante será poupado.

Outro método de poupança é o 50-30-20. Diferente da alternativa anterior, nessa metodologia 50% do seu ganho mensal é destinado para gastos fixos, 30% para estilo de vida e 20% para poupança.

Mas conhecer esses métodos não significa que você precisa segui-los à risca. É viável utilizá-los como fonte de inspiração e definir as porcentagens de acordo com sua realidade financeira. Dessa maneira, as chances da estratégia ser bem-sucedida aumentam.

Tenha novas fontes de renda

Para saber como poupar e investir seu patrimônio, também pode ser interessante criar uma nova fonte de renda. Apesar de essa etapa ser mais desafiadora que as demais, ela ajuda a expandir seu potencial de ganhos.

Ao fazer renda extra, você pode desenvolver maior segurança financeira. Assim, caso você perca o emprego, por exemplo, continuará tendo um fluxo constante de capital, que trará uma maior tranquilidade para o seu planejamento.

Além disso, há diversas formas de alcançar mais renda. É possível, por exemplo, prestar serviços como freelancer nas horas vagas, fazer artesanato ou transformar um hobby em negócio. Outra maneira é obter renda passiva por meio dos investimentos.

Conheça o mercado de investimentos

Você já sabe que é possível criar uma nova fonte de renda no mercado de investimentos. Inclusive, investir é um dos elementos do tripé que viabiliza o acúmulo de patrimônio.

Por isso, é fundamental que você entenda o funcionamento do mercado e encontre as alternativas de investimento mais alinhadas com o seu perfil. Desse modo, o primeiro passo consiste em entender as duas classes de investimento disponíveis aos investidores.

A primeira delas é a renda fixa, cujos investimentos se caracterizam por apresentarem, previamente, uma regra de como serão os retornos. Assim, além de entregarem maior segurança quanto aos ganhos, permitem ao investidor entender qual poderá ser seu rendimento.

Os investimentos na renda fixa se dividem de acordo com o tipo de emissor. Há, por exemplo, os títulos públicos do Tesouro Direto, que têm garantia do Governo Federal. Bancos e instituições financeiras, por sua vez, emitem os certificados de depósitos bancários (CDBs), as letras de crédito imobiliário e do agronegócio (LCI e LCA), entre outros. Existem, ainda, os títulos emitidos por empresas, como as debêntures.

A segunda classe de investimentos é a renda variável, composta por investimentos que não apresentam garantias de retorno e oferecem maiores riscos. Contudo, o potencial de rentabilidade é maior na comparação com a renda fixa.

Uma das principais alternativas nessa classe de investimento são as ações. Elas se configuram em parcelas do capital social de uma empresa. Por isso, ao adquiri-las, o investidor se torna sócio do negócio e pode usufruir de eventuais divisões de lucro — e criar uma fonte de renda passiva.

Defina seu perfil de investidor

Após conhecer o mercado de investimentos e suas classes, você viu que existem diferentes alternativas no mercado. Portanto, é preciso encontrar as oportunidades que apresentam alinhamento com suas necessidades pessoais.

Assim, compreender o seu perfil de investidor é necessário para guiar o processo de avaliação de alocação dos seus recursos. São três os perfis: conservadores, moderados e arrojados, de acordo com a abertura aos riscos.

Os investidores de perfil conservador são aqueles que priorizam investimentos mais seguros, mesmo que não acelerem seu acúmulo patrimonial. Os moderados já apresentam uma maior tolerância aos riscos e costumam se expor à renda variável.

Por fim, os arrojados são aqueles que priorizam alternativas com maior potencial de ganhos — e lidam com mais riscos.

Trace objetivos financeiros

Agora que você conhece o mercado de investimentos, pode traçar seus objetivos financeiros. Eles são elementos indispensáveis para garantir maior clareza ao investir.

Ao serem alinhados com seu perfil de investidor, os objetivos nortearão suas estratégias de investimento. Além disso, é importante estabelecer prazos para eles. Desse modo, é possível conduzir projeções de resultados e ampliar seu capital.

Pense no longo prazo

Por fim, para aumentar suas chances de preservar e impulsionar seu patrimônio, é importante pensar no longo prazo. Nesse tipo de estratégia, você transforma o tempo em seu aliado no alcance de resultados positivos.

Assim, é possível definir um montante fixo em seu planejamento financeiro para novos aportes. Aliando novas fontes de renda e o uso mais inteligente do seu dinheiro, por exemplo, há como incrementar ainda mais os aportes e fazer seu capital crescer gradativamente — ampliando seu patrimônio para o futuro.

Como vimos, poupar dinheiro desempenha um papel fundamental na busca por preservar seu patrimônio. Contudo, para impulsionar esse montante, é indispensável contar com uma estratégia de investimentos clara e alinhada com seu perfil de investidor e objetivos pessoais.

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