Como investir em ativos de empresas estrangeiras?

A migração das aplicações financeiras para a renda variável  no Brasil é uma realidade nos últimos anos. Prova disso é o recorde de pessoas físicas cadastradas na B3. Esse fenômeno também atinge investidores que, ao já possuírem experiência em ações brasileiras, agora querem sofisticar ainda mais sua carteira: daí surge o interesse e a oportunidade de investir no exterior!

Continue a leitura para compreender quais são as opções para investir em ativos de empresas estrangeiras, suas vantagens e desvantagens, e como você pode ter uma performance investidora com ainda mais resultados.

Vale a pena investir fora do país?
Conheça as opções mais comuns para investir no exterior
Fundos de Investimento
BDRs
ETF
COE
Você também pode abrir uma conta fora do país
Conclusão

Vale a pena investir fora do país?

A grande vantagem de investir fora do país é o universo de empresas. Apple, Netflix e Disney são algumas das companhias internacionais que tem o seu capital aberto e podem estar ao alcance do investidor brasileiro.

A grande quantidade de empresas sólidas e de grande porte no portfólio é uma vantagem, mas também deve ser vista como ponto de alerta. A complexidade de estudar empreendimentos de outros países tende a ser maior: a contabilidade, o ambiente de negócios e vários outros aspectos são diferentes do que estamos acostumados no Brasil.

Além disso, é necessário que o investidor entenda bem os custos envolvidos ao aplicar recursos fora do país (considerando também a tributação e os custos de remessa ao exterior). Estas “despesas escondidas” podem corroer os ganhos adicionais.

Conheça as opções mais comuns para investir no exterior

Ao pensar em investir no exterior, pensamos intuitivamente em abrir uma conta em uma corretora e negociar por lá. Mas essa é apenas uma das diversas formas de realizar aplicações fora do país. Vamos conhecer cada uma delas:

Fundos de Investimento

Utilizar os fundos de investimento, terceirizando a gestão e execução das operações para um gestor profissional é uma das opções para investir no exterior. Atualmente vemos uma crescente oferta de fundos que possuem exposição ao exterior, seja em fundos multimercados ou fundos de ações.

Alguns são concentrados no exterior, outros mesclam exposição local e internacional. Nessa opção, o investidor tem uma maior praticidade (não faz a gestão diretamente e nem precisa entender aspectos operacionais de envio e aplicação do recurso no exterior). Por outro lado, o investidor tem que avaliar as taxas de administração e performance do seu fundo.

BDRs

A sigla BDR ficou mais famosa nas últimas semanas com as notícias de maior acesso aos investidores de varejo. Ela significa Brazilian Depositary Receipts e é mais uma forma de investir em empresas estrangeiras aqui no Brasil.

BDRs são certificados negociados na B3, mas referentes a ações emitidas em outros países. A estrutura é semelhante às ADR (American Depositary Receipts)  em que os americanos podem comprar ativos de empresas brasileiras como Vale, Embraer e Petrobras.

Na prática, ao comprar um BDR você está comprando um título que representa uma ação comprada e depositada em um custodiante de outro país. É uma forma mais simplificada de investimento internacional, sem efetivamente enviar o dinheiro para uma instituição estrangeira, pois você negocia um título representativo.

ETF

Outra forma de se expor a ativos de empresas estrangeiras reside no investimento em ETF que significa Exchange Trade Fund, reconhecidos como fundos de índice. Nesta modalidade, o investidor compra cotas negociadas na B3 de um fundo que busca replicar um determinado índice de ações.

Para investir em ativos estrangeiros, temos a opção de ETF que replica o índice S&P 500, o principal índice de ações dos EUA. Aqui na B3, temos a opção de investir na SPXI11 e IVBB11.

COE

Outra sigla que representa uma forma de ter exposição a ativos internacionais é o COE (Certificado de Operações Estruturadas) que combina renda fixa e renda variável. Nesta modalidade, temos o seu retorno atrelado a variação de outros ativos, sendo que é possível encontrar diferentes composições de COE nas plataformas de investimento.

Este instrumento é emitido pelo banco o que leva a um risco de crédito maior. Considerado ainda recente no contexto brasileiro, o COE foi criado em 2010, mas devidamente regulamentado em 2013 pela CVM.

Segundo a própria B3, o COE é a “versão brasileira das notas estruturadas comuns” dos Estados Unidos e da Europa. O Certificado de Operações Estruturadas tem datas de vencimento, valor mínimo para aporte e indexadores para cenários de ganho e perda.

Um exemplo de COE com ativos de exterior é aquele que tem o seu retorno atrelado ao desempenho de uma cesta de ações do setor de tecnologia nos EUA.

Você também pode abrir uma conta fora do país

A abertura de uma conta fora do país se tornou uma opção real e viável com custos mais realistas vindo de empresas cada vez mais interessadas em atrair novos investidores brasileiros. Algumas corretoras já disponibilizam até atendimento em português. Nessa opção, o investidor aumenta seu leque de tipos de investimentos, mas com a autonomia vem a responsabilidade em alocar e gerir os recursos em outro país.

Conclusão

Investir no exterior, mesmo que morando no Brasil, é uma opção cada vez mais viável para os brasileiros. A última novidade está nos BDRs que acrescentam ainda mais possibilidades ao investidor de pequeno porte que busca diversificação e mais rentabilidade. Fundos de Investimento, ETF e o COE também são instrumentos para viabilizar as aplicações internacionais. É necessário analisar cada uma destas modalidades e estar atento às taxas e custos para escolher a corretora ou instituição bancária. Ao compreender cada possibilidade, você pode tomar a decisão que mais gerará valor para o seu portfólio de investimentos e também proteção ao seu capital.

Agora que você já sabe mais, abra sua conta na Guide e invista nesse e outros tipos de investimentos!

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