Como investir no exterior de maneira simples? Descubra!

Tempo de leitura: 6 minutos

Quando se trata de investimentos, é normal que as pessoas tenham opiniões diferentes com relação a risco, prazo e rentabilidade. Mas existe uma estratégia que é indicada a todos os investidores: a diversificação.

O que você acha de diversificar a ponto de investir no exterior? A alternativa já existe há um bom tempo para investidores no Brasil. No entanto, mudanças recentes tornaram ainda mais acessível o investimento em empresas estrangeiras.

Quer saber mais sobre o tema e descobrir como se faz para investir no exterior de maneira simples? Então continue a leitura e confira as informações deste conteúdo!

É possível investir no exterior de maneira simples!

Existe uma maneira complexa de investir no exterior. Ela envolve abrir conta em uma corretora de valores estrangeira e transferir dinheiro para lá. Para isso, é necessário fazer o câmbio entre Real e Dólar.

Entretanto, a operação tem um custo mais alto do que as transferências nacionais. Afinal, é preciso pagar uma taxa para o banco e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para o Governo. Além disso, existem diversas burocracias envolvidas.

Você também ficaria sujeito à legislação fiscal e tributária do país em que está investindo. Agora imagine: se a declaração de Imposto de Renda já pode ser bastante complexa, como seria cumprir as exigências de outro país?

Por isso, se você quer investir nos Estados Unidos ou em qualquer outro país, saiba que existem alternativas mais simples. Não é preciso se sujeitar a uma burocracia maior, pois as operações podem acontecer na própria bolsa de valores brasileira.

Assim, investir no exterior pode ser tão simples como comprar Ações de empresas via home broker. Afinal, muitos investimentos podem ser semelhantes às compras e vendas de Ações, cotas de Fundos Imobiliários ou ETFs (fundos de índice) brasileiros.

As vantagens de investir no exterior

Você já pensou sobre por que é interessante ter ativos internacionais? Uma das vantagens de se expor ao exterior é diversificar os seus investimentos.

Muitas vezes, os investidores veem a diversificação como o cuidado de não investir em apenas um ativo ou empresa. Contudo, também vale a pena pensar na limitação que você enfrenta ao concentrar todos os seus investimentos no mercado nacional.

Afinal, se algo acontece na economia brasileira, sua carteira como um todo estará exposta ao impacto. Por outro lado, se o seu dinheiro também está atrelado a ativos de outros mercados, pode haver maior equilíbrio ao longo do tempo.

Além da diversificação geográfica, ao ter investimentos atrelados a economias de outros países, há diversidade cambial. Se os ativos estão ligados ao Dólar, por exemplo, você pode usufruir de maior proteção contra a desvalorização do Real.

Percebe que tudo isso garante um nível maior de diversificação para a sua carteira? Outra vantagem é que por diversificar no exterior você expõe seu dinheiro a economias mais fortes. Há, ainda, o aproveitamento de oportunidades que não existem no Brasil.

Assim, como você percebeu, pode valer bastante a pena investir no exterior. Mas, afinal, como fazer isso? A seguir, você conhecerá algumas alternativas.

Acompanhe!

Como investir no exterior?

Para começar, é importante ter em mente que existem diversas formas de investir em outros países.

Já falamos que é possível fazer isso enviando seu dinheiro para fora do país. Mas, agora, você verá caminhos mais simples de fazer investimentos no exterior sem sair do Brasil.

Confira as principais alternativas disponíveis no mercado nacional!

BDR

BDR significa Brazilian Depositary Receipt. A expressão se refere a Certificados de Depósito de Valores Mobiliários emitidos no Brasil. Um BDR corresponde ao recibo de uma Ação de empresa listada em uma bolsa de valores estrangeira.

Sabe o que isso significa? Quando compra um BDR, você não está adquirindo diretamente a Ação, mas um certificado lastreado nela. Assim, seu investimento não precisa ser convertido para o Dólar e nem sair do país.

Ainda assim, o investidor tem exposição ao mercado internacional. A valorização no preço dos BDRs pode vir tanto pela cotação do Dólar quanto pelo valor da Ação na bolsa de origem. Então você pode se beneficiar de uma eventual valorização de ambos. O BDR é, portanto, uma maneira interessante de investir no exterior.

Vale ainda ressaltar que, no passado, ele só estava disponível para investidores qualificados (profissionais certificados do mercado financeiro ou pessoas com pelo menos R$1 milhão investidos). Em 2020, no entanto, a regra foi modificada e qualquer investidor pode comprar BDRs.

Fundos Internacionais

Outra maneira de investir no exterior são os Fundos de Investimentos. Existem Fundos de Ações, por exemplo, que aportam em papéis de empresas listadas em bolsas estrangeiras. Fundos Multimercado também podem ter alguma exposição internacional.

Se você tem esse tipo de investimento na sua carteira, já pode conquistar alguma diversificação internacional. Existem, no entanto, os Fundos Internacionais – cuja principal estratégia de alocação é investir recursos em ativos no exterior.

Vale destacar, no entanto, que muitos Fundos Internacionais estão disponíveis apenas para investidores qualificados. Por isso, é preciso ter atenção.

COE com lastro em ativos do exterior

A sigla COE se refere ao Certificado de Operações Estruturadas. Algumas características dele podem se assemelhar ao Fundo de Investimentos, mas ele tem funcionamento bem particular.

O objetivo do COE é ser um produto único, que mescla diferentes investimentos. A carteira pode ser composta por títulos de renda fixa e ativos ou derivativos de renda variável. Além disso, ele também pode estar vinculado a mercados estrangeiros. Por isso, podem ser uma opção para aqueles que desejam saber como investir no exterior de maneira simples.

Se o seu objetivo é internacionalizar sua carteira, é importante conferir o COE antes de contratá-lo. Desse modo, você saberá se ele contém algum ativo estrangeiro e como se dá essa exposição.

ETFs com lastro em índices do exterior

ETFs são os Exchange Traded Funds, conhecidos como Fundos de Índices. Eles se assemelham aos Fundos de Ações, mas têm uma característica especial: seu objetivo é replicar um índice, de forma passiva.

Um índice bastante importante para o mercado brasileiro é o Ibovespa. E existem ETFs que buscam replicar a variação dele. Da mesma forma, alguns ETFs brasileiros visam reproduzir a variação de índices estrangeiros.

O IVVB11, por exemplo, tenta acompanhar o S&P 500 — que reúne as 500 empresas mais negociadas nas bolsas americanas. Então quando você compra uma cota de um ETF desse tipo está investindo no exterior, mesmo que indiretamente.

Como vimos, investir no exterior pode ser uma boa maneira de você diversificar sua carteira de investimentos. E é possível fazer isso de maneira simples, na própria bolsa brasileira.

Mas lembre-se de levar em conta o seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros! E, claro, de escolher a melhor corretora para fazer seus aportes.

Agora que você sabe como investir fora do país, aproveite para dar o próximo passo. Abra uma conta na Guide e faça seus investimentos com facilidade!

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