Saiba como investir na bolsa de valores e montar uma carteira de ações!

Tempo de leitura: 11 minutos

Muitas pessoas sonham em atingir a independência financeira. Um dos caminhos que podem fazer você alcançar esse objetivo é o mercado financeiro — que tem atraído novos investidores todos os dias. Por isso, é importante saber como investir na bolsa de valores.

Esse ambiente é formado por uma grande variedade de investimentos, capazes de atender aos mais distintos perfis e objetivos. Mesmo que você conte com pouco dinheiro, na bolsa de valores existem alternativas bastante acessíveis — como ações, fundos imobiliários, fundos de índice, etc.

Para ajudar você a dar os primeiros passos nesse mercado, preparamos este artigo. Continue a leitura para entender como investir na bolsa de valores e montar uma carteira de ações.

Não deixe de acompanhar!

O que é bolsa de valores?

A bolsa é um mercado organizado, no qual são negociadas ações de companhias de capital aberto, além de outros ativos e derivativos financeiros. No Brasil, a empresa responsável por essa organização e fiscalização é a B3 — que significa Brasil, Bolsa, Balcão.

O ambiente de negociações tem regras estabelecidas com o intuito de promover a confiabilidade e a segurança para o investidor. A bolsa é responsável por registrar todas as compras e vendas realizadas a cada pregão, bem como assegurar a sua efetividade.

A B3 surgiu no ano de 2017, com a fusão da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa) com a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (CETIP). Historicamente, ela está ligada a todas as bolsas de valores que existiram no Brasil.

Ademais, a bolsa brasileira está entre as principais bolsas de valores do mundo, ficando entre as 10 maiores em valor de mercado. Seu principal indicador de desempenho é o Índice Bovespa (Ibovespa), que mede a performance das ações das companhias mais negociadas no país.

Como ela funciona?

Apesar de ser conhecida como um todo único chamado de bolsa de valores, as negociações na B3 podem acontecer em diferentes tipos de mercado.

Saiba mais sobre eles!

Mercado à vista

O mercado à vista é bastante conhecido por ser aquele no qual são negociadas as ações das empresas brasileiras. Além delas, também é possível negociar outras alternativas, como fundos imobiliários (FIIs), fundos de índices (ETFs), brazilian depositary receipt (BDRs) entre outros.

A compra e a venda desses ativos acontecem diariamente pela internet — através dos pregões eletrônicos. Nesse ambiente, proporcionado pela B3, compradores e vendedores lançam suas intenções — e sempre que chegam a um preço em comum, a negociação é executada.

A liquidação do negócio é realizada dentro de poucos dias. Assim, o preço negociado é descontado da conta do comprador, sendo transferido ao vendedor. O mesmo acontece com o ativo, que sai da custódia daquele que o vendeu para ser incluído na carteira de investimentos de quem o comprou.

Mercado a termo

No mercado a termo as negociações também acontecem diariamente na bolsa de valores. No entanto, a diferença está no pagamento — que, nesse caso, é feito em uma data futura. Ou seja, as partes se comprometem a finalizar o negócio em data posterior (no mínimo 16 dias).

Como o pagamento é postergado, são negociados os juros que incidirão sobre o valor total a ser pago. Apesar da negociação ser livre, normalmente, essa taxa fica próxima às encontradas nos investimentos de renda fixa.

Devido ao fato de o pagamento não ser realizado no ato, o comprador não precisará ter todo o capital disponível naquele momento. Contudo, será preciso ter parte do dinheiro depositado para cobrir a margem de garantia exigida pela corretora de valores utilizada para acessar a bolsa.

Mercado futuro

O mercado futuro guarda semelhanças com o mercado a termo — embora seja mais antigo que ele. Isso porque as negociações realizadas no mercado futuro, assim como no mercado a termo, possuem liquidação em data futura.

Entretanto, diferentemente do que ocorre nos demais mercados vistos até agora, no mercado futuro não há liquidação física. Ou seja, o comprador e o vendedor não precisam receber ou entregar o produto da negociação. A liquidação será apenas financeira.

Ao negociar um contrato futuro, o interessado assume uma posição de mercado (que pode ser comprada ou vendida) em relação ao preço futuro de um ativo. Os preços são ajustados diariamente e as posições são descontadas ou creditadas.

É importante pontuar que, no mercado futuro, as posições podem ser encerradas a qualquer momento. Basta realizar a operação via home broker — ou contar com a ajuda da mesa de operações da sua corretora de valores.

Mercado de opções

No mercado de opções os contratos negociados tratam sobre o direito de comprar ou vender um ativo em uma data posterior e por um preço determinado. Para garantir esse direito, o comprador dá opção para uma espécie de sinal — conhecido como prêmio.

Os contratos de opções envolvem as figuras do lançador (aquele que oferta a opções) e do tomador (aquele que adquire o direito, tornando-se seu titular). Ao chegar na data de vencimento da opção, o tomador poderá decidir se exercerá o direito ou se deixará a opção vencer.

Normalmente, as opções com maior volume de negociações são padronizadas e possuem data de vencimento específico, vale a pena conferir no site da B3. Em razão de seu baixo preço, elas são bastante utilizadas para especulação, mas também servem para proteção de um investimento.

Em qual desses mercados devo investir?

Após ter conhecido quatro mercados diferentes que estão dentro do ambiente de negociações da bolsa, talvez você esteja se perguntando em qual deles investir. A resposta para esse questionamento caberá a cada investidor individualmente.

Isso porque devem ser levados em conta diversos fatores, como o seu apetite ao risco, seus objetivos de curto, médio e longo prazo, além de suas expectativas e planejamento financeiro.

Grandes investidores — como Warren Buffett e Luiz Barsi — ficaram bilionários com investimento em ações no mercado à vista, focando no longo prazo. Logo, seguir o exemplo de quem já encontrou a liberdade financeira pode auxiliar na sua jornada para também alcançar esse sonho.

Assim, se o seu objetivo é saber como começar a investir na bolsa de valores e montar uma carteira de ações, o mercado à vista pode ser o ambiente mais adequado para dar os primeiros passos.

Mercado fracionário

Ainda sobre o mercado à vista, engana-se quem acha que é preciso ter muito dinheiro para investir em ações. Na B3, existe o chamado mercado fracionado.

Nele, o investidor poderá comprar um único papel, se for de seu interesse — diferente do mercado comum em que são negociados lotes de 100 ações. Bastante interessante, não é mesmo?

O que é uma ação?

Agora que você já conheceu os principais ambientes que fazem parte da bolsa de valores, vale a pena entender o que são as ações. Afinal, é preciso entender esse conceito para começar a montar seu portfólio.

As ações representam a menor fração negociável do capital social de uma sociedade anônima (S.A). Ao comprar esse ativo, o investidor se torna acionista daquele negócio. Assim, passa a se expor aos resultados e riscos da empresa.

As companhias brasileiras são obrigadas a fazer a distribuição de dividendos aos acionistas quando auferem lucro. Por isso, é possível ter uma renda passiva — mas depende do percentual decidido pela empresa. Além disso, o acionista também pode lucrar com a valorização dos papéis adquiridos.

Tipos de ações

Um ponto que merece atenção é o fato de existirem ações ordinárias (ON), preferenciais (PN) e units. Cada uma delas confere ao acionista algum benefício distinto que deve ser levado em consideração antes de escolher.

Veja:

  • ações ordinárias (ON) — são aquelas que garantem ao acionista o direito a voto nas decisões importantes da empresa. Contudo, é necessário possuir uma grande quantidade de ativos para o voto ter peso nas deliberações;
  • ações preferenciais (PN) — garantem a preferência no recebimento de dividendos. Geralmente, tendem a ser as mais procuradas pelo pequeno investidor, focado em rentabilizar o capital investido.
  • units — são como cestas de ações, que concentram em si os dois tipos de papéis de uma empresa. Usualmente, são compostas de ações ordinárias e preferenciais, podendo conter também bônus de subscrição.

Estratégias ao investir em ações

No geral, as ações são o investimento mais conhecido da bolsa de valores. Trata-se de um ativo financeiro bastante versátil se considerado que atende investidores — que focam no médio e longo prazo — e especuladores, que visam lucro no curto ou no curtíssimo prazo.

No entanto, comprar e vender ações no curto prazo tende a ser mais arriscado, já que o mercado acionário é bastante volátil. Já no longo prazo, os riscos costumam ser diluídos, pois a tendência de boas empresas é crescer, apesar da volatilidade pontual.

Como investir na bolsa de valores?

Como você viu até aqui, a bolsa de valores é um ambiente repleto de oportunidades de investimento, que não se limita às ações. Porém, para quem está no início da jornada de investidor, elas podem ser uma porta de entrada interessante, por serem bastante acessíveis.

Em relação ao montante inicial para aportes, não há como definir um valor mínimo. Mas, como você viu, ter pouco capital não é um empecilho — especialmente devido ao mercado fracionário.

Contudo, se o seu objetivo é montar uma carteira de ações para um horizonte maior de tempo, saber como investir na bolsa de valores de maneira adequada pode elevar suas chances de sucesso.

Quer saber como começar a investir em ações na bolsa de valores? Confira dicas a seguir!

Conheça o seu perfil de investidor

O primeiro passo que deve ser tomado antes de começar a investir em ações é identificar o seu perfil de investidor para saber qual é a sua tolerância aos riscos. No geral, existem três perfis principais:

  • conservador — tem preferência por alternativas de investimentos mais seguras;
  • moderado — tende a abrir mão de parte da segurança por retornos mais atrativos;
  • arrojado — não se importa em correr mais riscos, focando em maiores rentabilidades.

Identifique seus objetivos financeiros

O segundo passo a ser adotado é ter bem definido suas metas e objetivos financeiros. Desse modo, é preciso saber onde você quer chegar para escolher o melhor investimento para essa jornada. A falta de objetivo pode fazer o investidor se perder no meio do caminho ou ter maiores prejuízos.

Tenha uma reserva de emergência

Montar uma reserva de emergência é fundamental quando se pensa em investir em renda variável. Perceba que uma ação pode ter seu preço alterado com a volatilidade do mercado. Isso pode demandar um tempo maior de maturação do investimento para que ele tenha condições de gerar lucro.

Caso você resgate o investimento por conta de uma emergência, correrá maiores riscos de enfrentar perdas. Então ter reservado até seis meses de seu custo de vida trará maior tranquilidade na hora de investir em ações.

Conheça as alternativas da bolsa

Como você viu, a bolsa de valores é repleta de possibilidades — e é importante conhecê-las. No mercado acionário, por exemplo, existem empresas com atuação em diferentes segmentos. Assim, você poderá estudar diversas alternativas.

Quem faz investimentos de longo prazo geralmente se vale da análise fundamentalista para escolher suas ações. Por meio dela, são analisados os fundamentos da empresa com o intuito de identificar se eles estão alinhados aos seus interesses como investidor e se fazem sentido para o portfólio.

Diversifique sua carteira

Uma boa estratégia para equilibrar os riscos de uma carteira de investimentos é a diversificação. Ao invés de aportar todo o seu capital em um único ativo, tende a ser mais vantajoso dividi-lo e alocá-lo em investimentos variados.

Com a diversificação no momento de montar sua carteira de ações, os prejuízos enfrentados em um investimento podem ser compensados pelos lucros em outros. Assim, a relação risco e retorno de seu portfólio ficará mais equilibrada.

Procure uma boa corretora de investimentos

A dica final é: tenha uma corretora de investimentos de confiança para acessar a bolsa de valores.A razão disso é a necessidade de você ter acesso a um bom home broker (plataforma de negociações) para comprar e vender ações com segurança e rapidez.

Além de estrutura de qualidade, a Guide oferece aos clientes o serviço de assessoria de investimentos e um suporte robusto. Ademais, você poderá conferir as carteiras recomendadas construídas por analistas do mercado financeiro — e que podem ajudar você a tomar as melhores decisões de investimento.

Conclusão

Conseguiu aprender como investir na bolsa de valores e montar sua carteira de ações? Não se esqueça de avaliar seu perfil de investidor e objetivos antes de começar. Sobretudo, estude as possibilidades disponíveis e busque a diversificação de sua carteira sempre que possível.

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