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Como investir em criptomoedas? Conheça 3 opções regulamentadas!

Tempo de leitura: 8 minutos

Com a ampliação da tecnologia e as novas necessidades das pessoas, o uso de moedas digitais tem se aumentado. Além de servir como meio de pagamentos, elas chamam a atenção de investidores e especuladores. Mas você sabe como investir em criptomoedas?

No Brasil, o investimento direto em moedas digitais ainda não é regulamentado. No entanto, a tendência é que o mercado aceite cada vez mais os criptoativos e ofereça novas possibilidades de investimento — como já está ocorrendo.

O que veremos neste artigo?
O que são as criptomoedas?
Quais as principais criptomoedas?
Por que elas despertam o interesse dos investidores?
Como investir em criptomoedas de forma regulamentada por meio de 3 opções?
Quais são as vantagens e riscos de investir em criptomoedas?

Se você se preocupa com a segurança da sua carteira de investimentos, continue a leitura e conheça 3 opções regulamentadas para investir em criptomoedas. Vamos lá?

O que são as criptomoedas?

Antes de saber como investir em criptomoedas é importante entender alguns conceitos básicos. As moedas digitais, como o próprio nome diz, não existem fisicamente. Elas são criadas e armazenadas por meio da tecnologia, mas ainda possuem valor para transações comerciais.

Apesar do valor monetário, existem algumas limitações, pois as criptomoedas não têm cédulas e não pertencem a um Governo específico. Na prática, cada moeda virtual tem um código correspondente, de forma que não existem duas iguais.

Além disso, os criptoativos são criados em computadores descentralizados em todo o mundo. Em complemento, todas as transações são feitas online e o processo acontece por meio de sistemas como o blockchain, que funciona como um livro contábil.

As transações são registradas e criptografadas em sistemas computacionais ao redor do mundo. Dessa forma, é muito difícil que uma pessoa mal intencionada consiga apagar ou alterar registros da rede blockchain.

Cada bloco de informações é ligado entre si e validado pelo sistema, de forma individual. Ademais, todas as informações preenchidas são criptografadas e anônimas, aumentando a segurança das movimentações.

Como surgiram?

Como não pertencem a nenhuma economia global e não têm estruturas físicas, as criptomoedas oferecem liberdade para os usuários. Isso está relacionado ao contexto de criação delas, que é ligado ao movimento dos cyberpunks.

Na verdade, a criação das moedas virtuais visou iniciar padrões monetários que não fossem controlados por Governos ou tivessem interferência da economia de nenhum país. Também existe um movimento de defesa da privacidade e da liberdade dos usuários.

Embora o bitcoin não tenha sido a moeda pioneira, foi a primeira a se destacar no mercado mundial. Com essa tendência, diversas opções de criptomoedas surgiram.

Quais as principais criptomoedas?

Quando se fala em criptomoedas, é preciso ter em mente que existem diversas moedas no mercado. Confira a lista com as principais:

  • bitcoin (BTC): criada em 2008, é a criptomoeda mais conhecida. Utiliza uma tecnologia que não depende de um intermediador para realizar as transações;
  • ether (ETH): criada em 2014, permitiu que a captação de recursos em seu lançamento financiasse a criação da Ethereum — uma plataforma com blockchain pública usada para desenvolver contratos inteligentes;
  • litecoin (LTC): foi criada com base no bitcoin, mas oferece mais velocidade e disponibilidade. Também é utilizada em transações financeiras;
  • stellar lumens (XLM): ela parte de um protocolo descentralizado com o objetivo de simplificar pagamentos. Um dos diferenciais é poder servir como uma ferramenta automática para converter câmbio;
  • bitcoin cash: criada a partir de um fork do blockchain do bitcoin. O objetivo é elevar a escalabilidade da criptomoeda, com o aumento da capacidade do bloco;
  • ripple (XRP): parte de protocolo de pagamento e liquidação financeira para pagamentos globais. Visa aumentar a velocidade que as transações são realizadas e reduzir os custos. Não necessita de mineradores, pois todas as unidades previstas já foram criadas.

Por que elas despertam o interesse dos investidores?

A falta de regulamentação específica sobre as criptomoedas no Brasil não inibe o mercado. O segmento tem se organizado cada vez mais e, mesmo sem definição da categoria, já existem tributações de suas atividades.

Inclusive, desde 2021 as moedas digitais precisam ser declaradas à Receita Federal no Imposto de Renda. Além disso, a defesa da autorregulação tem ganhado força. No futuro, entidades nacionais podem ficar encarregadas de regular, fiscalizar e certificar os ativos.

Nesse caso, o objetivo é preservar a segurança, eficiência e integridade das operações. Assim, é possível aumentar a proteção dos investidores brasileiros. Também cabe ressaltar que, em geral, nos últimos anos as criptomoedas apresentaram uma valorização exponencial.

Isso fez com que os ativos digitais passassem a se destacar entre investidores e especuladores em todo o mundo. Logo, as moedas digitais também ganham força como alternativa de investimento.

Seguindo a tendência, diversas empresas já aceitam as moedas digitais como meio de pagamento. O principal motivo para isso é a possibilidade de realizar transações de maneira segura, rápida e acessível.

Como investir em criptomoedas de forma regulamentada por meio de 3 opções?

Depois de conhecer as características das criptomoedas, vale aprender como investir. Antes de tudo, é importante saber que é possível fazer o investimento direto, porém, essa é uma opção mais arriscada.

Com a falta de regulamentação é fundamental ter cuidado para não cair em golpes e perder todo o dinheiro investido. Para facilitar e trazer mais segurança, existem 3 alternativas regulamentadas no mercado brasileiro para quem deseja expor parte do patrimônio às criptomoedas.

Veja só:

1. ETFs de criptomoedas

Os fundos de índice, ou exchange traded funds (ETFs), visam acompanhar ou replicar o desempenho de determinado indicador do mercado financeiro. Mesmo criados no Brasil, eles não precisam se limitar ao mercado brasileiro ou de ações.

Portanto, os ETFs podem ter exposição a um índice do mercado internacional ou de criptomoedas. Esse é o caso do HASH11, o fundo de índice da Hashdex — gestora brasileira focada em criptoativos — que utiliza o Nasdaq Crypto Index (NCI) como referência.

Saiba que o índice é considerado o principal benchmark de criptomoedas do mercado financeiro. Ademais, a criação e negociação do fundo na B3, a bolsa de valores brasileira, foi autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Assim, qualquer investidor pode adquirir cotas do ETF e ter acesso aos principais ativos digitais do mercado.

2. ETF de bitcoin

Quem deseja investir em bitcoin, especificamente, também poderá contar com uma alternativa específica. Com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2021, ele será negociado com o código QBTC11 e disponibilizado aos investidores em geral.

Esse fundo foi criado pela gestora QR Capital e tem o objetivo de replicar o preço médio do bitcoin, utilizando um índice fornecido pela Chicago Mercantile Exchange. Porém, vale destacar que o ETF terá exposição apenas ao bitcoin, então não trabalhará com outras criptomoedas.

3. Fundo de criptomoedas

Outra possibilidade é investir em fundos de investimento com lastro em criptomoedas. Eles funcionam como uma modalidade coletiva e se assemelham a um condomínio. Uma das grandes vantagens é contar com um gestor profissional fazendo a administração dos recursos.

Até setembro de 2018, a CVM não autorizava nenhum fundo de investimento a explorar o mercado de criptoativos. No entanto, a Comissão estabeleceu novas regras que autorizam a prática. Assim, é possível acessar fundos de criptomoedas, que têm parte dos seus recursos investidos em ativos virtuais.

Eles devem respeitar percentuais de exposição específicos e o restante do patrimônio deve ser alocado em outros tipos de investimentos. Também existem regras em relação às estratégias.

Fundos cujo público-alvo são investidores em geral, por exemplo, devem ter um percentual menor do patrimônio investido em ativos digitais. A maior parte deve estar em renda fixa.

Já os fundos voltados para investidores qualificados, por outro lado, podem ter percentual em criptoativos um pouco maior. Por fim, os investimentos que focam em investidores profissionais podem ter todo o patrimônio alocado em ativos digitais.

Cabe ressaltar que investidores qualificados são aqueles com pelo menos R$ 1 milhão comprovadamente investidos ou profissionais certificados do mercado financeiro. Investidores profissionais devem possuir pelo menos R$ 10 milhões em investimentos ou disporem de certificação.

Quais são as vantagens e riscos de investir em criptomoedas?

Diante de todas as informações, você viu que é fundamental escolher alternativas regulamentadas para fazer seus investimentos. Independentemente da sua decisão, é importante considerar as vantagens e os riscos das criptomoedas.

Descubra quais são:

Vantagens

Primeiro, você viu que as moedas digitais não são controladas por nenhum Governo ou Banco Central. Essa pode ser uma vantagem porque não existe a possibilidade de uma nação recolher suas moedas ou interferir na cotação.

Outra vantagem trata do câmbio. Como as moedas são descentralizadas, caso haja alguma proibição no país, é possível negociá-las de forma online em mercados onde os ativos são considerados legais.

As criptomoedas também estão expostas à variação do câmbio. Assim, as pessoas podem identificar oportunidades para investir ou especular com as oscilações do preço do ativo.

Riscos

Com relação aos riscos, o principal está relacionado à volatilidade. O preço dos criptoativos é tão volátil que pode ir de uma alta considerável a uma baixa na mesma proporção em poucos minutos. Afinal, elas estão mais expostas à lei de oferta e demanda e tendem a passar por grandes oscilações ao longo do tempo.

Também há o maior risco de fraudes, pois a falta de regulamentação no país pode deixar os brasileiros mais expostos às vulnerabilidades do mercado. Afinal, a compra direta de criptomoedas não conta com segurança institucional, potencializando os riscos.

Agora você sabe como investir em criptomoedas de forma regulamentada. Porém, não deixe de analisar o seu perfil de investidor e os seus objetivos para entender se a opção é adequada. Além disso, conte o suporte de uma corretora de valores para investir com segurança.

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