Como investir em bitcoin sem sair do Brasil?

Tempo de leitura: 11 minutos

As criptomoedas ganham cada vez mais espaço no mundo dos investimentos. E a grande estrela desse mercado é, sem dúvida, o bitcoin. Devido à sua alta valorização, a moeda desperta o interesse dos investidores mais arrojados, que buscam informações de como investir em bitcoin no Brasil.

Mas é preciso ter cautela, pois se trata de um ativo digital — que é descentralizado e não tem a fiscalização de um banco central. Além disso, ele não é regulamentado no Brasil. Contudo, já é possível se expor à criptomoeda de uma forma mais segura.

O que veremos neste artigo?
O que é o bitcoin?
Como são feitas as movimentações com o bitcoin?
Por que o bitcoin desperta a atenção de tantas pessoas?
É seguro investir em bitcoin utilizando as exchanges?
Como investir em bitcoin no Brasil de forma regulamentada?
Como funcionam os fundos de criptoativos?
Quais os cuidados ao investir em criptomoedas?

Quer entender melhor o que é bitcoin, como funciona essa moeda digital e de que forma fazer investimentos no ativo sem sair do Brasil? Acompanhe o post para descobrir mais uma alternativa para diversificar sua carteira!

Afinal, o que é o bitcoin?

Em 2009, o mundo assistia ao surgimento de uma moeda com características bem diferentes daquelas às quais o mercado financeiro estava acostumado. Nascia o bitcoin, ou BTC, cuja autoria é creditada a um ou a alguns programadores — que se denominaram Satoshi Nakamoto.

Apesar de ser chamado de moeda, o bitcoin não é físico como uma nota de real ou dólar. Ele é um arquivo de computador e funciona de acordo com regras de um sistema digital desenvolvido para a criação e movimentação das criptomoedas.

Assim, trata-se de uma moeda digital que pode ser utilizada em transações financeiras e até é aceita em lojas, mas não tem lastro físico. Tudo acontece de modo online e sem envolver instituições ou Governos, pois se trata de um ativo descentralizado.

Como são feitas as movimentações com o bitcoin?

Você já sabe que esse tipo de ativo é 100% digital, certo? Agora, é importante entender que ele pode ser utilizado para a transferência de recursos, realização de investimentos ou especulação.

No entanto, essa informação pode gerar uma dúvida: como um ativo que funciona no ambiente digital, se valendo apenas de sistemas computacionais, pode ser confiável? Esse questionamento tem fundamento, pois, como você viu, o bitcoin e outros criptoativos têm uma característica descentralizada.

Isso significa que não há regulação de uma instituição governamental, como um banco central. Desse modo, você pode fazer um pagamento on-line, utilizando uma moeda virtual, sem que haja a intermediação de um banco.

O funcionamento é possível por meio da tecnologia. Saiba mais!

Sistema blockchain

Para evitar fraudes e problemas com bitcoin, existe o sistema de blockchain. Trata-se de uma tecnologia que registra todas as transações realizadas com as moedas digitais. Aqui, há o trabalho de usuários mineradores que validam as operações em servidores espalhados por diversos países.

Com isso, é possível ter o histórico de todas as movimentações em uma espécie de livro caixa digital. Ele funciona assim: cada transação fica armazenada em um novo bloco criado, que se liga a toda essa cadeia organizada ou sistema de blockchain.

A ideia da tecnologia, portanto, é fazer uma lista pública e tornar inviolável o registro das operações. Afinal, nenhum dado inserido nos blocos pode ser modificado ou apagado. Essa é uma forma, portanto, de evitar que um usuário utilize moedas que não são suas ou desfaça alguma transação.

Além disso, toda a movimentação com as moedas digitais tem uma chave privada, com informações criptografadas, que funciona como uma senha. Tudo isso para garantir mais confiabilidade ao processo ao inibir a ação de hackers.

Por que o bitcoin desperta a atenção de tantas pessoa s?

Até aqui você viu como funciona o bitcoin, que pode ser definido como uma modalidade digital de dinheiro. Apesar do apelo tecnológico, as criptomoedas não despertam o interesse apenas de jovens e pessoas mais ligadas às inovações.

Elas chamam a atenção também dos investidores. E por que isso acontece? Confira a seguir!

Potencial de ganhos

Um dos motivos da atratividade é a valorização desses ativos digitais nos últimos anos. Por exemplo, o bitcoin, que era vendido a menos de US$ 1 em 2010, em maio de 2021 chegou a valer mais de US$ 60 mil.

Essa é uma valorização não alcançada facilmente por outros ativos no mercado financeiro. Por isso, tem o chamariz de possibilitar ganhos muito elevados, fazendo com que os investidores tenham interesse em aportar recursos nessas moedas.

Contudo, é preciso saber que elas também apresentam altos riscos. Além das grandes subidas, o bitcoin tem um histórico de fortes quedas também. Foi o que ocorreu no final de 2018 — quando ele perdeu 80% de seu valor.

Como não tem a supervisão de nenhum Estado nem qualquer outro controle institucional, as moedas digitais são muito voláteis. Elas ficam expostas diretamente à lei da oferta e demanda, de modo que as variações de preço ocorrem segundo o interesse de investidores e especuladores.

Descentralização

O caráter descentralizado é visto, por muitos investidores, como uma vantagem. Isso porque os criptoativos não ficam vulneráveis às políticas econômicas de determinados países ou a outras intervenções institucionais.

Outro ponto que também pode ser considerado favorável ao investir em bitcoins é que há uma liberdade em relação ao câmbio. Dessa forma, mesmo que um país proíba a movimentação dos ativos, é possível negociá-los online com pessoas de outros países.

Por fim, é possível ainda falar de outros benefícios nas transações com criptomoedas. Por exemplo, a agilidade e rapidez nas movimentações realizadas.

É seguro investir em bitcoin utilizando as exchanges?

A partir das vantagens apresentadas, quem está disposto a diversificar a carteira visando um alto potencial de ganhos, mesmo com os riscos, direciona o olhar para as criptomoedas. Mas como investir nessa opção, já que não se trata de ativos tradicionais — como ações ou títulos de dívida?

Quando se pesquisa sobre as formas de alocar recursos em bitcoin no Brasil, aparecem as exchanges. Elas são plataformas online específicas para a compra e vendas desses ativos. Mas, apesar de parecer uma maneira simples de aproveitar as criptomoedas, é preciso cuidado.

Esse tipo de operação não é regulamentado no país, o que deixa o investidor desprotegido e sujeito a golpes. Por exemplo, as pirâmides financeiras ou a ação de hackers. Além disso, caso você perca sua chave privada também perde suas criptomoedas — aumentando os riscos de grandes prejuízos.

Para se livrar dessa insegurança, há outros caminhos para se expor ao bitcoin e a outras criptomoedas no Brasil. Eles apresentam a proteção institucional, de modo que você tenha com quem contar em termos de fiscalização.

Como investir em bitcoin no Brasil de forma regulamentada?

Como você já sabe, investir em bitcoin através de exchanges pode colocar você em maiores riscos do que a alta volatilidade da moeda. Assim, quem deseja aportar no Brasil pode encontrar uma maneira mais segura ao conhecer as opções regulamentadas — como os fundos de criptoativos.

Em 2019, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou que fundos de investimento brasileiros pudessem participar, de maneira indireta, de fundos de criptomoedas do exterior. Nesse sentido, permitiu que eles adquirissem cotas de fundos que estejam ligados às moedas digitais.

Significa que você pode comprar cotas de um fundo no Brasil para ter exposição aos ativos digitais. Assim, é um caminho para se expor ao bitcoin com menos risco. Isso porque você não adquire a criptomoeda, e sim uma cota de fundo de investimento que está atrelado a ela.

Nesse caso, o criptoativo não compõe a sua carteira, mas você pode aproveitar a possibilidade de ganhos por meio dos fundos. Ainda há riscos ligados à desvalorização, mas a segurança institucional é maior.

Outra vantagem dos fundos em criptoativos é que muitos deles não investem os recursos apenas em criptomoedas, como os bitcoins. Eles investem também em outras alternativas, o que resulta em um equilíbrio maior dos riscos.

Como funcionam os fundos de criptoativos?

Agora você sabe que é possível investir em bitcoin no Brasil, aproveitando os fundos de investimentos atrelados aos ativos digitais. Com isso, é preciso apenas seguir as regras do mercado financeiro nacional e diversificar sua carteira com as criptomoedas.

Mas, como funciona esse tipo de fundo? A ideia é a mesma de outros fundos de investimento que existem no mercado. Ou seja, você e outros investidores alocam recursos no fundo, adquirindo cotas de participação para se expor ao portfólio montado por um gestor.

O gestor profissional realiza as estratégias segundo os objetivos do fundo. Como, nesse caso, o direcionamento é para as criptomoedas, parte dos recursos é investido em bitcoin ou outras moedas virtuais. A proporção de exposição às moedas digitais varia de fundo para fundo.

Outro aspecto importante é conhecer a classificação desse veículo. Geralmente, são fundos do tipo multimercado com investimento no exterior. Saiba ainda que, de acordo com o perfil de risco do fundo, é uma opção que pode ficar restrita a investidores qualificados.

ETFs em criptomoedas

Outra opção de investimento em fundos são os ETFs em criptomoedas — que também permitem investir em bitcoin sem sair do Brasil. Eles são os exchange traded funds, ou fundo de índice, e recebem essa denominação pois ficam atrelados a um índice de referência.

Uma característica interessante dos ETFs para os investidores é o fato de serem negociados na bolsa de valores. Um exemplo de ETF negociado na B3 é o HASH11, com exposição ao bitcoin e a outras moedas digitais.

Esse fundo de índice é gerido pela gestora brasileira de criptoativos Hashdex. Ele reflete os movimentos do Nasdaq Crypto Index (NCI), um índice criado em parceria com a bolsa norte-americana NASDAQ.

Além disso, deve estrear em breve no mercado o ETF QBTC11, que tem exposição 100% em bitcoin. A QR Asset Management é responsável pela gestão desse fundo, que se espelha no índice de contratos futuros de Bitcoin, da Chicago Mercantil Exchange (CME).

O QBTC11 será, portanto, mais um fundo de índice negociado na B3 com exposição ao mercado das criptomoedas — aumentando o leque de alternativas de quem deseja se expor aos criptoativos no Brasil.

Quais os cuidados ao investir em criptomoedas?

Ao longo desse artigo você conheceu as particularidades do bitcoin e as formas regulamentadas de investir na criptomoeda. Mas um ponto importante é saber que decidir se esse investimento vale a pena para o seu portfólio é uma escolha particular.

Nesse ponto, existem alguns cuidados necessários a avaliar antes da tomada de decisão. Confira!

Considerar seu perfil e objetivos

Há fatores que devem nortear sua decisão pelas criptomoedas. Um deles é o fato de conhecer a sua tolerância ao risco e de considerar seus objetivos financeiros. Logo, é fundamental identificar o seu perfil de investidor.

Em especial, porque os criptoativos têm como característica a alta volatilidade e o risco mais elevado. Desse modo, é um ativo voltado para quem tem um comportamento mais arrojado na hora de investir. Assim, são pessoas que aceitam correr riscos maiores em troca de um alto potencial de ganho.

As moedas digitais também podem ser uma alternativa para quem realiza especulação. Como a exposição à lei de oferta e demanda é maior, os traders podem encontrar oportunidades de lucro no curto prazo. Contudo, é fundamental fazer um bom manejo de risco em suas operações.

Realizar a diversificação de investimentos

Se você pretende se expor ao bitcoin de maneira regulamentada, é essencial manter um portfólio de investimentos balanceado. Desse modo, é possível equilibrar melhor os riscos na hora de buscar as opções para multiplicar seu patrimônio.

Isso porque, em uma situação na qual ocorra uma desvalorização acentuada da moeda digital, você ainda mantém parte de seus recursos protegidos. Essa é a vantagem da diversificação dos seus investimentos.

Uma boa estratégia de diversificação de portfólio, no entanto, requer também o acesso a uma corretora de valores completa. Afinal, compor uma carteira sólida será muito mais fácil se o investidor tiver acesso a um amplo leque de investimentos, além do acesso ao ambiente de negociações da bolsa de valores.

Como visto, quem busca investir em bitcoin no Brasil pode escolher as opções com segurança institucional. Os fundos de investimento em criptomoedas são alternativas mais seguras do que as exchanges. Logo, podem ser mais adequados para investidores e até mesmo especuladores.

Gostou de entender o funcionamento do bitcoin? Está buscando meios de multiplicar seu patrimônio, aproveitando as diferentes opções de investimento do mercado? Então abra sua conta na Guide e encontre as melhores alternativas para o seu perfil!

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