Como investir em Bitcoin? Saiba como ter criptomoedas no seu portfólio!

Tempo de leitura: 11 minutos

Se você acompanha as notícias sobre o mercado financeiro já deve ter ouvido falar do surgimento e da ascensão das criptomedas. A partir desse movimento, muitas pessoas se interessaram pelo assunto, mas ainda não sabem, de fato, como investir em Bitcoin.

O que veremos neste artigo?
O que são criptomoedas?
Como funcionam?
Por que criptomoedas chamam a atenção dos investidores?
O que é Bitcoin?
Quais são as vantagens e riscos de investir em Bitcoin?
O que considerar antes de investir em Bitcoin?
Como investir em Bitcoin?

Embora tenha sido criado há mais de uma década, o Bitcoin ganhou maior destaque nos últimos anos. Os investidores passaram a considerá-la como um ativo promissor em suas carteiras de investimento.

Se você ainda não investe nele, mas tem interesse em começar, este artigo pode lhe ajudar. Continue a leitura, entenda mais sobre as moedas digitais e saiba como investir em Bitcoins para ter a criptomoeda na carteira!

O que são criptomoedas?

Antes de abordar especificamente sobre o Bitcoin, é importante conhecer o conceito mais amplo. Criptomoeda é o nome dados às moedas virtuais. Ou seja, que não existem fisicamente, mas são mantidas por tecnologia de ponta.

Assim como as cédulas tradicionais, elas podem ser utilizadas para realizar transações financeiras — com algumas limitações. Afinal, apesar de ter valor monetário, elas não podem ser sacadas e não pertencem a nenhuma economia do mundo.

Na prática, funcionam como códigos virtuais, programados para atender a um objetivo específico. Cada criptomoeda tem um código próprio, e nenhum é igual. Outra característica importante é que a criação e utilização dessas moedas são feitas em sistemas computacionais descentralizados.

Além disso, todas as transações acontecem de maneira online. As criptomoedas são, portanto, independentes. Significa que, ao contrário de outras moedas, como o Real ou Dólar, elas não precisam seguir as regras estabelecidas por um Banco Central.

As moedas virtuais também não dependem da mediação de instituições bancárias para serem criadas ou usadas. A tecnologia utilizada para manter o funcionamento das criptomoedas é o Blockchain.

Com isso, as moedas virtuais podem circular na internet de forma segura. A tecnologia funciona como um grande livro contábil que registra todas as informações referentes às transações. Tais dados são armazenados e criptografados em diferentes computadores ao redor do mundo.

Dessa forma, é quase impossível apagar os alterar as informações. Tudo isso é feito sem que o usuário seja exposto. Então todos os registros são anônimos e é possível realizar transações com privacidade e segurança.

Como funcionam?

Você já entendeu um pouco como as criptomoedas funcionam. Nesse caso, a tecnologia é utilizada para colocar em circulação uma moeda que só existe online, de maneira descentralizada e que não está sob controle governamental de nenhum país.

A cotação delas segue, então, mais diretamente a lei da oferta e da procura, sem interferências de Governos. Elas se regulam sem intervenção estatal e, por isso, suas movimentações no mercado tendem a ser maiores do que a de outras moedas.

O principal objetivo das criptomoedas é servir como meio para realizar transações de compra e venda, como qualquer dinheiro. No entanto, elas vêm sendo cada vez mais vistas como investimento e veículo de especulação.

Muitas empresas ao redor do mundo já aceitam pagamentos com moedas virtuais. Além disso, diversas pessoas utilizam esse meio para transferir valores sem pagar taxas bancárias. Isso porque o saldo é armazenado e gerido em dispositivos pessoais.

Por que criptomoedas chamam a atenção dos investidores?

As criptomoedas têm algumas vantagens que as tornam interessantes para os investidores com maior apetite ao risco. A primeira é que as transações são simples e sofrem menos interferências do Estado na economia e no câmbio.

Além disso, quando comparadas à troca entre moedas físicas, por exemplo, as criptomoedas apresentam menores taxas. Elas também podem servir como instrumento de proteção contra a influência da economia nacional nos investimentos e como meio de internacionalizar a carteira.

No entanto, por serem ativos de grande oscilação, o investimento em criptomoedas é mais adequado aos investidores arrojados ou especuladores.

É importante também conhecer os ativos e ter um bom manejo de risco da carteira. Uma forma de manejar os riscos é expor apenas uma pequena parcela do seu patrimônio a este mercado. Dessa forma, você não fica muito exposto às oscilações.

Outro ponto de atenção, contudo, é o fato de as moedas virtuais não serem regulamentadas em muitos países (como no Brasil). Isso faz com que os investidores tenham dúvidas se vale a pena investir em Bitcoin — a principal criptomoeda do mercado.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin é, portanto, uma moeda digital. Sua existência está vinculada à tecnologia online, que é o que o diferencia das moedas físicas tradicionais. Assim como qualquer criptomoeda, o Bitcoin é descentralizado. Ou seja, sua cotação não está relacionada às ações de um Governo específico.

Apesar de ser a mais popular e a primeira grande criptomoeda lançada, ela não é a única moeda virtual que você pode encontrar no mercado.

Existem diversas alternativas do tipo, cada uma com suas particularidades e funcionamento. Mas, agora, vamos entender os detalhes do Bitcoin – a criptomoeda mais famosa do mundo!

História

O Bitcoin surgiu em 2009, através de um artigo publicado por uma pessoa desconhecida, sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. O trabalho abordava como um programa de computador poderia criar uma rede descentralizada para gravar transações em um banco de dados.

O software começou a rodar poucos meses depois e apenas um pequeno número de pessoas possuía acesso ao Bitcoin. Ao longo dos anos, a moeda virtual se tornou popular entre outros usuários, especialmente quando se tornou um meio eficiente para realizar transações financeiras.

A principal vantagem vista era diminuição da burocracia. Com o tempo, o Bitcoin passou a ser entendido como reserva de valor. A moeda virtual já foi usada para preservar o patrimônio em países em crise financeira, como foi o caso da Grécia, por exemplo.

Conforme mais pessoas passam a utilizar o Bitcoin, seu preço aumenta. Assim, mais investidores começaram a se atrair pelo ativo e considerá-lo promissor em suas carteiras. Mesmo sendo uma moeda sem lastro, ela é cada vez mais aceita em todo o mundo.

Quais são as vantagens e riscos de investir em Bitcoin?

Conhecer as vantagens e os riscos dessa moeda virtual é fundamental para quem pensa em investir nela. É importante ressaltar que ela segue características comuns a outras moedas, como variação do câmbio.

Inclusive, é pelas variações no preço que as pessoas encontram oportunidades para especular ou investir. Como você viu, o Bitcoin também está mais exposto à lei da oferta e da procura. Logo, é de se esperar maiores oscilações.

Por não se submeterem às regras de um Governo específico, elas não sofrem tentativas de influência direta nos preços por meio de políticas econômicas. Então a cotação segue, de fato, os movimentos do mercado de pessoas interessadas na moeda.

Nesse sentido, o Bitcoin pode representar uma vantagem para investidores que desejam mais liberdade em relação ao câmbio. As pessoas também têm se interessado mais pelo aumento na cotação da moeda nos últimos anos.

Riscos

Com relação aos riscos, um dos principais é este que você está acompanhando: a alta volatilidade. É importante ter em mente que o câmbio é um dos indicadores mais difíceis de prever do mercado. E fica ainda mais quando estamos analisando moedas descentralizadas.

Quem quer investir em Bitcoins deve estar ciente desse risco. Além disso, quem decide investir ou especular com criptomoedas precisa ter muito cuidado para não cair em golpes. Em especial, se fazem isso de um país que não tem regulamentação para as criptomoedas.

O sucesso do Bitcoin tem atraído os olhares de criminosos e empresas pouco confiáveis. Eles atuam aplicando golpes com promessas de alta rentabilidade e investimento inicial baixo, por exemplo. Por isso, é essencial se certificar de que a instituição é sólida, com bom histórico e confiável.

O armazenamento da moeda também exige cuidado. Por ser negociada apenas de forma online, a guarda é feita em uma carteira virtual. Assim, o investidor precisa ter certeza de que o valor está em segurança contra hackers, perdas, fraudes e outros problemas.

O que considerar antes de investir em Bitcoin?

Se depois de todas essas informações você está pensando em investir em Bitcoins, precisa considerar alguns fatores. O primeiro é conhecer o seu perfil de investidor, que reúne uma série de características e define a sua tolerância ao risco.

Não deixe de ponderar que o Bitcoin é um tipo de ativo que apresenta alta volatilidade e muito risco. Perfis agressivos trocam segurança por maiores oportunidades de lucro e, por isso, são mais indicados a investir em criptomoedas.

Afinal, eles conseguem lidar melhor com as possibilidades de desvalorização no curto prazo. Mesmo assim, não é indicado investir todos os seus recursos financeiros ou a maior parte deles nas moedas virtuais.

Avalie também os seus objetivos. É preciso entender se você fará aplicações nesse tipo de ativo visando o curto ou o longo prazo, de acordo com as suas expectativas.

Como investir em Bitcoin?

Tanto atividades de especulação quanto de investimento com Bitcoins podem ser feitas pelas chamadas exchanges. Essas empresas são responsáveis por mediar a relação entre compradores e vendedores de criptomoedas.

O motivo para corretoras de valores e outras instituições financeiras não poderem oferecer a mediação em Bitcoin diretamente aos investidores é o fato de que o ativo não é regulamentado no Brasil.

Mesmo que não exista regulação específica para moedas digitais no Brasil, isso não significa que sua comercialização ou posse é ilegal. Então, existem duas principais formas de investir em Bitcoin — e conhecê-las é a melhor maneira de escolher a opção mais adequada às suas necessidades.

Confira quais são:

Investimento direto

Talvez você já imagine que uma das formas de investir em Bitcoin é comprando o ativo diretamente. Como vimos, as transações são feitas pelas exchanges e é fundamental escolher uma empresa de confiança.

A compra direta da moeda é uma opção mais arriscada, justamente porque o Bitcoin não é regulamentado no país. Tenha muito cuidado para não cair em golpes e perder todo o dinheiro investido.

Com relação às taxas, elas não são necessariamente exigidas para que você realize transações com Bitcoins. No entanto, se você quiser que a negociação seja processada mais rapidamente por um minerador, elas podem ser recomendadas.

Investimento via Fundo de Investimento

Para quem busca mais segurança institucional, é possível optar por investir em Bitcoin via Fundos de Investimento. A alternativa pode trazer mais tranquilidade, além de ser mais acessível e contar com gestão profissional.

Os fundos permitem que você faça o investimento em Bitcoin com segurança de uma instituição oficial. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) define as regras para esse tipo de aplicação, oferecendo maior confiança aos investidores. Afinal, o risco de golpe nessa alternativa é menor.

Os Fundos de Investimento funcionam como uma modalidade de investimento coletiva. Nos fundos, um gestor reúne os recursos de diversos investidores e monta a carteira do fundo. Em muitos casos, eles permitem que você diversifique seu portfólio sem precisar adquirir diferentes produtos.

Como fundos investem em Bitcoin

Cada fundo tem suas estratégias. No caso dos que investem em criptomoedas, as carteiras podem ter pesos diferentes investidos em ativos digitais. Com isso, os desempenhos também variam de acordo com a estrutura do fundo.

Para o investidor que não deseja se expor demasiadamente às criptomoedas, os fundos podem ser uma boa opção. Além da segurança institucional, há a vantagem que eles oferecem um pouco mais de proteção por terem parte do portfólio investida em outros ativos — podem investir até mesmo em renda fixa.

Para fazer o investimento, é necessário arcar com os custos inerentes. Por exemplo, taxas de administração e de performance para remunerar o gestor. Além disso, vale a pena avaliar a lâmina e a estratégia do fundo para escolher um que se adéqua ao que você busca.

Índice HDAI

Uma forma de balizar os resultados da carteira composta por criptomoedas é por meio do Índice de Moedas Digitais (HDAI). Ele pode ser utilizado pelos próprios fundos para definir os ativos que farão parte da carteira.

O HDAI tem papel semelhante ao de alguns índices mais conhecidos pelos investidores. Um deles é o Ibovespa, que reúne o resultado das Ações mais negociadas na bolsa de valores. Outro é o IFIX, que representa os Fundos Imobiliários.

Nesse sentido, o HDAI serve como benchmark tanto para analisar seus investimentos em moedas digitais quanto para fundos de criptoativos. Ele foi criado pela gestora Hashdex, especializada em criptoativos, e passa por rebalanceamentos trimestrais, seguindo regras específicas.

Gostou de saber sobre as possibilidades de investir em Bitcoin? Lembre-se de que, para aproveitar oportunidades em criptomoedas sem se expor a golpes e fraudes, é importante procurar uma instituição confiável para mediar seus investimentos.

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