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Como investir 500 reais por mês? Descubra!

11 de julho de 2022
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 12 min
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Tempo de leitura: 12 min

O mercado financeiro conta com alternativas para os mais diversos objetivos do investidor, independentemente da quantidade de capital disponível. Nesse sentido, investir 500 reais por mês já pode ser suficiente para obter resultados em suas movimentações.

Além disso, a partir dos aportes regulares, você contribui para a ampliação do seu patrimônio no longo prazo. Portanto, é preciso saber como se organizar para movimentar essa quantia mensalmente e quais são as opções existentes para esse montante.

Neste artigo, você entenderá mais sobre o funcionamento do mercado financeiro e como investir 500 reais por mês.

Acompanhe a leitura!

Por que é importante investir?

Realizar investimentos no mercado financeiro pode ser uma das melhores decisões a tomar para o seu patrimônio. O motivo é que ele apresenta diversas alternativas que podem trazer vantagens para seu planejamento financeiro e colaborar com a conquista de objetivos.

Quer descobrir quais são esses pontos positivos? Confira!

Acumular patrimônio

O acúmulo de patrimônio está entre os maiores benefícios de fazer movimentações no mercado financeiro. Afinal, a partir dos resultados positivos que você pode alcançar, há como ampliar suas reservas de capital — mesmo começando com pouco dinheiro.

Ademais, muitos investimentos considerados tradicionais não são acessíveis para todos — como é o caso da compra direta de imóveis. Nesse sentido, o mercado financeiro se destaca por trazer alternativas que podem se alinhar ao planejamento financeiro de investidores em geral.

Proteger seu capital

A princípio, muitas pessoas acreditam que basta poupar dinheiro regularmente para acumular capital. Porém, também é interessante encontrar estratégias para resguardar esses recursos em relação às oscilações financeiras e econômicas. Nesse sentido, proteger o patrimônio é outra vantagem de investir.

Para entender melhor, vale lembrar que a inflação é a responsável por reduzir o seu poder de compra. Assim, deixar o dinheiro parado fará com que ele perca valor ao longo do tempo. O mercado financeiro, por sua vez, traz oportunidades para minimizar esses impactos.

Alcançar a independência financeira

Os investimentos também podem deixá-lo mais próximo da independência financeira. Esse conceito refere-se ao momento em que você consegue gerar renda passiva suficiente para cobrir suas despesas mensais.

Em geral, esses recursos são provenientes dos investimentos — e os dividendos são exemplos de renda passiva que eles podem gerar. Desse modo, a sua renda ativa, como o salário obtido no trabalho, passa a ser opcional após alcançar a independência financeira.

Qual a importância dos aportes mensais?

Até aqui, você descobriu que fazer investimentos é uma prática interessante para o seu planejamento financeiro. Além disso, realizar aportes mensalmente é uma estratégia que pode ampliar o seu potencial de resultados.

Descubra por que investir de modo recorrente!

Acelerar o acúmulo de capital

Como você viu, o mercado financeiro traz oportunidades para você acumular patrimônio. Nesse sentido, os aportes mensais estão entre as principais maneiras de acelerar esse acúmulo no longo prazo.

Por exemplo, os seus 500 reais regulares se tornarão 6 mil reais investidos ao longo de 12 meses — e isso sem considerar eventuais rendimentos. Logo, você está ampliando os seus recursos e o potencial de resultados do seu patrimônio.

Você também pode adotar estratégias para reinvestir os seus rendimentos. Desse modo, os 500 reais podem aumentar progressivamente e acelerar seus ganhos.

Aproveitar o efeito dos juros compostos

Os aportes regulares ajudam a aproveitar o efeito dos juros compostos — ou juros sobre juros. Ao adotar essa prática, você não obterá ganhos apenas em cima do que investiu, mas também sobre os resultados que os investimentos geraram para sua carteira.

Para entender melhor, imagine que seu primeiro investimento obteve rentabilidade no mês inicial. No aporte seguinte, a sua carteira terá 1000 reais (das duas operações) e também o valor que o investimento inicial rendeu. Logo, essa estratégia contribui para maximizar seus resultados.

Existe montante mínimo para investir?

Uma dúvida comum a muitos investidores, especialmente entre aqueles que estão iniciando sua trajetória no mercado, é se existe uma quantia mínima para investir. Afinal, ainda há uma crença errônea de que fazer investimentos se restringe àqueles com grande reserva financeira.

No entanto, o aporte mínimo dependerá das características do investimento. Em relação aos títulos públicos do Tesouro Direto, por exemplo, é possível realizar aplicações com menos de 100 reais iniciais.

Nos títulos privados de renda fixa, como os certificados de depósito bancário (CDBs), também há alternativas que podem ser mais acessíveis. Dessa forma, elas podem ser usadas por investidores com menos recursos disponíveis no começo dos aportes.

Já na renda variável, a cotação dos ativos costuma oscilar de acordo com o momento. No entanto, no mercado acionário pode ser possível investir com menos recursos ao comprar ações no mercado fracionário.

Para entender melhor, é importante saber que as negociações de ações são feitas em lotes — geralmente de 100 papéis. Dessa maneira, é comum que elas demandem uma movimentação inicial mais alta.

No caso das ações fracionadas, em vez de comprar todas as ações do lote, você pode investir em quantidades inteiras, de 1 a 99. Assim, é possível diminuir o montante necessário para realizar o aporte.

O que considerar antes de investir?

Agora que você sabe a importância dos investimentos e as vantagens dos aportes regulares, é fundamental compreender como se planejar para começar a investir. Na prática, existem diversos aspectos que você deve avaliar antes de iniciar suas movimentações.

Entenda!

Perfil de investidor

O perfil de investidor é um elemento essencial para suas movimentações no mercado financeiro. Ele caracteriza a sua tolerância a risco para as movimentações. Os perfis são:

  • conservador: é aquele que tem a menor tolerância ao risco. Ele pode abdicar de determinado grau de rentabilidade para ter mais segurança. Desse modo, esse perfil prefere investimentos mais previsíveis;
  • moderado: é quem se posiciona entre as extremidades. Ou seja, ele apresenta tolerância ao risco mais alta que os conservadores, mas continua valorizando a segurança e a previsibilidade em suas movimentações;
  • arrojado: tem a mais alta tolerância ao risco e costuma priorizar a rentabilidade em suas operações. Contudo, ele normalmente tem mais experiência e assume riscos calculados.

Portanto, identificar o seu perfil antes de começar a investir o ajudará a reconhecer como deve ser a configuração da sua carteira. Também vale saber que ele não é permanente e as mudanças podem acontecer de acordo com sua experiência ou momento de vida.

Objetivos financeiros

Depois de identificar seu perfil, você precisa traçar os objetivos financeiros. Eles representam os resultados que você deseja alcançar a partir dos investimentos. Ou seja, essas metas funcionarão como guias para a seleção de alternativas.

Ainda, é preciso determinar prazos para esses objetivos. Eles podem ser curtos, médios ou longos. As metas de curto prazo, por exemplo, são aquelas que você pretende realizar dentro de 1 ano — como uma viagem.

Os seus objetivos de médio prazo, por sua vez, são metas para alcançar entre 2 e 5 anos. Entre as alternativas mais comuns, estão comprar um imóvel, trocar de carro ou terminar um curso.

Por último, os objetivos de longo prazo são aqueles para concretizar em 5 anos ou mais. A independência financeira é uma das metas mais comuns para esse período. Logo, as alternativas alinhadas a esse prazo permanecerão por um tempo maior na sua carteira.

Reserva de emergência

O próximo passo envolve a sua reserva de emergência, que é um elemento que deve estar presente em seu planejamento financeiro. Como o próprio nome sugere, esse montante servirá para cobrir custos inesperados do planejamento financeiro — como problemas de saúde ou perda de emprego.

Além de trazer segurança financeira, a constituição da reserva é vantajosa para seus investimentos. Isso porque, com ela, você pode evitar resgatar seu capital investido para arcar com as despesas emergenciais, já que essa medida pode gerar perdas financeiras.

A quantia da reserva deve ser suficiente para cobrir, no mínimo, 6 meses das suas despesas médias. Porém, quanto mais ampla ela for, maior será a proteção para você e sua família em cenários de emergência.

Ademais, em vez de manter esse dinheiro parado no banco ou em espécie na sua casa, é interessante aplicá-lo em títulos de alta liquidez. Dessa forma, você rentabiliza os recursos e minimiza a perda do poder de compra para a inflação.

Balanceamento da carteira

Por fim, vale definir como será o balanceamento da sua carteira. Ele representa a maneira como seu capital será distribuído entre as alternativas de investimento. A prática é importante para que você diversifique sua carteira de maneira estratégica.

Dessa maneira, será possível diluir os riscos do portfólio e ampliar o potencial de rentabilidade no longo prazo. Para tanto, é necessário escolher investimentos com níveis de risco e comportamentos diferentes.

Também é válido definir um cronograma para realizar o rebalanceamento do portfólio. Esse cuidado é necessário porque as porcentagens da sua carteira podem mudar conforme você alcança resultados com os investimentos.

Por exemplo, imagine que você determinou que 70% dos seus investimentos estariam na renda fixa e o restante na variável. Porém, à medida que os ganhos são obtidos, a porcentagem passa a ser 55-45.

Apesar de os resultados serem positivos, você fica exposto a mais riscos — possivelmente, acima da sua tolerância. Dessa forma, pode ser necessário rearranjar os investimentos para voltar à porcentagem inicial definida.

Como investir 500 reais por mês? 

Entendeu o que analisar para fazer aportes regulares no mercado financeiro? Agora, é hora de aprender como você pode investir 500 reais por mês com as oportunidades disponíveis na renda fixa e na renda variável.

A seguir, veja quais são algumas das opções para considerar em sua estratégia!

Tesouro Direto

Os títulos públicos do Tesouro Direto são aplicações de renda fixa e estão entre as principais alternativas para seus investimentos mensais. Eles são emitidos e garantidos pelo Tesouro Nacional e servem para o Governo Federal captar recursos.

Esse investimento funciona como um empréstimo. Isto é, o investidor disponibiliza seu dinheiro ao Governo para recebê-lo com adição de juros no futuro. Na plataforma do Tesouro Direto, existem três títulos principais em negociação:

  • Tesouro Prefixado: rendem segundo um percentual, definida antes do investimento;
  • Tesouro Selic: acompanham o desempenho da Selic;
  • Tesouro IPCA: rendem uma taxa fixa mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Cada um deles tem suas próprias características de funcionamento e podem se adequar a diferentes tipos de estratégia. Ainda, como você viu, o aporte inicial pode ser menor que 100 reais.

Outro ponto positivo está na liquidez diária. Entretanto, o Tesouro Prefixado e o IPCA garantem os lucros acordados somente no resgate, porque sofrem a chamada marcação a mercado. Em relação ao Tesouro Selic, por outro lado, o resgate antecipado traz menos riscos.

CDBs

Os CDBs são outra alternativa possível para seus aportes mensais. Assim como os títulos públicos, eles também são aplicações de renda fixa. Contudo, a emissão é feita por instituições financeiras, como os bancos, que desejam obter capital para suas operações comerciais.

Geralmente, a própria instituição financeira estabelece as regras de funcionamento do título — como rentabilidade e liquidez. Nesse sentido, é possível encontrar CDBs que exigem aportes iniciais de apenas 100 reais, por exemplo.

FIIs

Entre as oportunidades de investimento de renda variável, estão os fundos de investimento imobiliário (FIIs). Eles são um tipo de veículo coletivo que investe em ativos ligados ao mercado imobiliário.

Em relação à estratégia, existem 3 tipos principais de FIIs. São eles:

  • fundos de tijolo: são os que têm empreendimentos físicos no portfólio, como condomínios residenciais e prédios comerciais;
  • fundos de papel: investem em títulos lastreados no setor de imóveis, como certificados de recebíveis imobiliários (CRIs)
  • fundos de fundos (FOFs): têm o portfólio composto por cotas de outros FIIs.

Independentemente do tipo, os fundos imobiliários se destacam pela distribuição de dividendos. Isso porque eles são obrigados a repassar, no mínimo, 95% do lucro líquido aos investidores. Vale destacar que as cotas dos FIIs são negociadas na bolsa de valores do Brasil, a B3.

ETFs

Também negociados na bolsa de valores, é possível incluir os exchange traded funds (ETFs) em sua estratégia. Conhecidos como fundos de índice, eles são veículos coletivos de gestão passiva que replicam a performance de um indicador do mercado.

Para tanto, os gestores desses fundos montam o portfólio com as mesmas alternativas presentes na carteira teórica do índice selecionado. Ainda, como a gestão é passiva, os ETFs geralmente contam com custos mais baixos para os investidores.

Um ponto interessante é que existem diversos fundos de índices brasileiros que usam indicadores internacionais como benchmark. Assim, eles podem ser uma oportunidade para acessar o mercado estrangeiro de forma mais prática — em reais e sem sair da B3.

Ações

Por fim, vale considerar o investimento em ações para fazer aportes mensais. Elas representam frações do capital social de empresas listadas na bolsa e permitem que você se torne um sócio da companhia.

Para realizar esse investimento de modo mais estratégico, vale fazer uma análise fundamentalista da empresa antes de comprar as ações. Essa prática permite conhecer os principais indicadores financeiros das companhias para identificar se elas podem trazer os resultados desejados para sua carteira.

Para escolher entre as alternativas do mercado, considere suas características específicas, como perfil de investidor, objetivos e estratégia. Além disso, é importante desenvolver e aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto, pois isso o tornará mais confiante para investir com frequência.

Neste artigo, você descobriu que existem diversas possibilidades para investir 500 reais por mês. Agora que você conheceu as principais oportunidades, vale fazer um planejamento para identificar e aproveitar aquelas que forem as melhores para sua carteira.

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