Como escolher os melhores fundos de investimento? Descubra!

Tempo de leitura: 8 minutos

Quando se trata das oportunidades do mercado financeiro, é comum que surjam dúvidas sobre como escolher os melhores fundos de investimento. Afinal, apesar das vantagens que esses veículos proporcionam, é preciso saber o que avaliar para tomar uma decisão alinhada às suas necessidades.

Para tanto, é importante entender o funcionamento desse investimento e as diferentes opções do mercado. Além disso, existem alguns passos que podem ser adotados para facilitar a avaliação e trazer mais segurança para a sua escolha.

O que veremos neste artigo?
O que são fundos de investimento?
Quais são os principais tipos de fundos?
Como escolher os melhores fundos para investir?
Conclusão

Então, neste conteúdo, você aprenderá mais sobre o que são os fundos de investimento, seus tipos e como definir os melhores. Confira!

O que são fundos de investimento?

Antes de saber como escolher um fundo, é preciso entender do que se trata esse veículo de investimento. Essa é uma modalidade coletiva, cujos aportes são realizados por meio da compra de cotas e os recursos são administrados por um gestor profissional.

Desse modo, a composição do portfólio e as movimentações feitas pelo gestor devem seguir as estratégias e as características de cada fundo. A alternativa pode ser atrativa para quem busca diversificar e não quer gerir a carteira de maneira ativa.

Geralmente, ao investir nas cotas você se expõe a diversas opções do mercado, conforme a estratégia do fundo. Em relação aos ganhos, eles podem acontecer na venda das cotas, diante da valorização, ou com o pagamento de dividendos — dependendo do tipo de fundo.

Quais são os principais tipos de fundos?

Conhecer os tipos de fundo de investimento é essencial para conseguir escolher os melhores. Então, confira as principais alternativas disponíveis no mercado:

Fundos de renda fixa

Esse tipo de fundo destina a maior parte dos recursos às aplicações de renda fixa. Entre elas, estão os títulos públicos federais (Tesouro Direto), certificados de depósito bancário (CDB), as letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA), etc.

Fundos de ações

Os fundos de ações alocam a maior parte do capital nos papéis disponíveis na bolsa de valores. Aqui, podem existir diferentes estratégias, como investimento, especulação, foco em determinados segmentos etc. Vale a pena conhecê-las para entender melhor as diferenças entre as alternativas.

Fundos imobiliários

Nesse caso, eles investem em imóveis ou títulos ligados ao setor imobiliário, como a LCI. Uma particularidade dos fundos imobiliários (ou FIIs) é que eles podem distribuir dividendos frequentes, a depender da estratégia adotada.

Fundos multimercado

O nome do fundo multimercado se refere à possibilidade de aportar os recursos em diferentes tipos de ativos e classes de investimentos. Assim, ele pode conter títulos de renda fixa, ações, derivativos, entre outras opções, sem a necessidade de se limitar.

Fundos cambiais

Essa alternativa expõe o investidor às oscilações cambiais, visando operações com moedas estrangeiras, como o dólar ou o euro. Por isso, eles costumam ser utilizados, também, como hedge, visando proteger a carteira.

Fundos internacionais

Os fundos internacionais permitem que o investidor se exponha ao mercado exterior por meio de cotas adquiridas no Brasil e em reais. O percentual de exposição varia entre cada opção, sendo que algumas são ofertadas apenas aos investidores qualificados.

Fundos de ouro

Quem deseja investir em ouro pode fazer isso por meio dos fundos. Nesse caso, os aportes são feitos, principalmente, em ativos e derivativos atrelados ao ouro. Bastante utilizados para hedge, eles também podem se encaixar em outras estratégias.

Além dos fundos que você viu aqui, ainda existem outros tipos no mercado. Portanto, é importante aprofundar seus conhecimentos sempre que surgirem dúvidas para garantir decisões mais acertadas.

Como escolher os melhores fundos para investir?

Depois de aprender mais sobre o que são fundos de investimento e os diferentes tipos disponíveis no mercado, é hora de conhecer as dicas para escolher as melhores opções. A seguir, você terá acesso aos principais passos para tomar decisões mais seguras na composição da sua carteira.

Confira!

Entenda o seu perfil de investidor

Uma das principais dicas que devem ser observadas antes de fazer qualquer tipo de investimento é analisar o seu perfil de investidor. Ele reflete, principalmente, a sua tolerância aos riscos envolvidos nos aportes, mas também considera outros fatores — como o conhecimento sobre o mercado.

Diante disso, o investidor pode ser classificado como conservador, moderado e arrojado. Os conservadores possuem menor tolerância aos riscos, prezando por maior segurança. Já os moderados buscam segurança, mas aceitam alguns riscos, especialmente em longo prazo.

Por fim, um investidor arrojado é aquele com maior apetite ao risco, priorizando a rentabilidade ao definir as suas estratégias. Considerando que os fundos podem apresentar diferentes níveis de risco, é essencial ter esse entendimento para uma decisão adequada ao seu perfil.

Defina objetivos financeiros

Além de compreender qual é o seu perfil de risco, é necessário considerar os seus objetivos ao investir. Afinal, as características de cada tipo de fundo podem fazer com que eles sejam ou não indicados para o que você precisa.

Então, avalie questões como liquidez, riscos e rentabilidade, além do prazo. Algumas opções permitem a entrada e saída de investidores a qualquer momento, enquanto outras só são resgatáveis no vencimento. Nesse caso, é preciso recorrer ao mercado secundário para a venda.

Portanto, também dependerá da procura por outros investidores para conseguir se desfazer da cota. Avalie, então, o que você pretende alcançar ao realizar o aporte para entender se os fundos analisados estão alinhados aos seus objetivos.

Considere o tipo de gestão

Sabendo qual é o seu perfil e com foco nos objetivos, você pode começar a avaliar os fundos. Uma dica importante nesse momento é entender o tipo de gestão, que pode ser ativa ou passiva. Descubra a diferença:

  • gestão ativa: o gestor tem liberdade para selecionar ativos, geralmente com objetivo de superar o benchmark;
  • gestão passiva: ele busca replicar o benchmark, sem ter o objetivo de ultrapassá-lo.

O tipo de gestão pode influenciar nos riscos, no potencial de retorno e nas taxas cobradas. A gestão ativa pode ter maior potencial, mas envolve maiores riscos e taxas. Logo, vale a pena entender os detalhes para fazer escolhas alinhadas às suas expectativas.

Conheça a estratégia do fundo

A classificação conforme os tipos de fundo não é a única característica que os diferencia. Cada veículo de investimento também pode ter estratégias próprias, que influenciam nos tipos de operações realizadas e níveis de riscos.

Por exemplo, é possível que o fundo permita operar alavancado ou iniba a prática. Ele pode focar em uma estratégia ESG, procurando opções sustentáveis, ou selecionar os ativos com base em outros critérios. Assim, é necessário entender qual é o modelo proposto antes de escolher.

Pesquise sobre a gestora

A gestora do fundo é a responsável por implementar a estratégia prevista, portanto, tem um papel fundamental nos seus resultados. Lembre-se de que, ao investir nesses veículos, você tem controle apenas sobre as cotas adquiridas, mas não interfere na composição do portfólio do fundo.

Por isso, é preciso confiar na gestão. Para avaliar, considere os relatórios emitidos, a comunicação com os investidores e a frequência da prestação de contas. O objetivo é garantir que a gestão seja transparente e realmente qualificada.

Analise o histórico do fundo

Também é importante analisar o histórico do fundo, acompanhando o desempenho em períodos anteriores. Vale conferir até mesmo o seu comportamento diante de acontecimentos específicos — como crises.

Assim, é possível observar a rentabilidade passada e outros dados importantes. No entanto, tenha atenção, pois os resultados obtidos não são uma garantia de que o fundo retornará o mesmo desempenho.

Confira os custos envolvidos

Por fim, não se esqueça de considerar os custos envolvidos. Isso não significa que você deva optar sempre pelo fundo com menores taxas ou sem impostos, por exemplo. O fator deve ser considerado com intuito de ter uma análise realista.

Comparando custos, potencial de retorno e outras características, será viável ter uma visão mais ampla sobre as diferentes opções do mercado. Além disso, é possível se organizar da melhor forma e evitar surpresas que podem surgir caso você não esteja ciente dos possíveis descontos.

A ideia, na verdade, é considerar o custo-benefício da alternativa. Para facilitar, veja os principais pontos de atenção sobre o assunto:

  • taxa de administração: ela tem a função de remunerar o gestor e arcar com os gastos necessários para administrar o fundo;
  • taxa de performance: cobrada em alguns fundos, se o desempenho superar o benchmark estabelecido;
  • tributação: as regras de tributação variam conforme o fundo, então pesquise os detalhes para entender se há recolhimento de Imposto de Renda (IR) e como ele deve ser feito;
  • come-cotas: alguns fundos contam com o “come-cotas”, que é uma antecipação do IR feita semestralmente, com retenção feita na cota do fundo.

Conclusão

Vale ressaltar que todas as informações referentes ao fundo de investimento, como gestão, estratégia, custos e tributação, estão na lâmina do fundo de seu interesse. Portanto, esse é um documento de análise fundamental pelo investidor, a fim de garantir escolhas mais adequadas ao seu portfólio.

Seguindo essas dicas para escolher os melhores fundos de investimento, ficará mais fácil se organizar para analisar as opções. Dessa maneira, você conseguirá encontrar as alternativas que mais se encaixam ao seu perfil e objetivos.

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