Como começar a investir no mercado financeiro? Veja o passo a passo!

Tempo de leitura: 12 minutos

Fazer o seu dinheiro render é uma tarefa que pode ajudá-lo a alcançar diversos objetivos. Porém, é preciso saber direcionar seus recursos entre as alternativas disponíveis, em busca dos melhores resultados possíveis. Por isso, vale a pena aprender como começar a investir!

Desde os primeiros passos até a composição do portfólio, cada etapa é essencial para o desempenho final. Logo, é interessante iniciar sabendo o que você precisa fazer para encontrar e aproveitar as oportunidades.

A seguir, você poderá conferir um passo a passo para começar a investir no mercado financeiro. Confira!

Cuide da organização e do planejamento financeiro

Antes de começar a alocar seus recursos no mercado financeiro é essencial se preparar financeiramente para isso. Essa etapa é conhecida como pré-investimento e tem grande importância para os resultados que você pode conquistar.

Portanto, o primeiro passo é organizar sua vida financeira para ser capaz de realizar investimentos. Para isso, entenda o quanto ganha, monte um orçamento com as despesas recorrentes e separe uma parte dos recursos para destinar aos aportes.

Tenha o hábito de poupar todos os meses

Tão importante como dispor dos recursos para começar a investir é garantir que isso se torne um hábito. A consolidação do hábito permite realizar aportes mensais, que são essenciais para a consolidação de resultados — em especial, no longo prazo.

Os aportes frequentes são o caminho mais rápido de fazer crescer seu patrimônio, além de ajudar a aumentar sua capacidade de investimento. Com o passar do tempo e a incidência dos chamados juros compostos, ocorre um acúmulo de desempenho a favor do patrimônio.

Portanto, não foque apenas em investir um valor inicial e esperar que ele se multiplique. É importante buscar construir o patrimônio ao longo do tempo, mesmo que com investimentos pequenos.

Crie uma reserva de emergência

Para começar a investir dinheiro com tranquilidade, também é importante compor a chamada reserva de emergência. Ela é um montante que corresponde a 6 meses de seus gastos médios e que serve para o uso em momentos de imprevistos.

Montá-la é fundamental para oferecer mais tranquilidade. Isso acontece porque você sabe que tem como recorrer ao montante, caso aconteça uma emergência. Assim, não será preciso resgatar seus outros investimentos para ter acesso ao dinheiro.

Em vez disso, pode-se usar a reserva. Porém, note que mesmo a reserva de emergência deve ser investida. Manter o dinheiro parado não é uma escolha interessante devido à perda de poder de compra causada pela inflação.

Então o ideal é colocá-la em um investimento que ofereça segurança e liquidez — que corresponde à velocidade com a qual se pode converter uma aplicação em dinheiro.

Conheça as características da renda fixa e da renda variável

Depois de cumprir as etapas referentes ao pré-investimento, vale a pena conhecer melhor as oportunidades que estão disponíveis no mercado. Um dos meios de fazer isso é pela identificação das duas principais classes: renda fixa e renda variável.

A renda fixa é composta por aplicações financeiras que têm regras de remuneração previamente conhecidas. Portanto, é possível saber como o dinheiro renderá ao longo do tempo, o que traz maior previsibilidade. Por conta disso, é uma alternativa considerada mais segura, mas que tende a apresentar menos retorno.

Já na renda variável não é possível saber antecipadamente como (ou mesmo se) o dinheiro renderá. Isso aumenta os riscos dos investimentos financeiros, mas também eleva o potencial de ganhos — que podem ser maiores, mesmo são sendo garantidos.

Estude as alternativas disponíveis no mercado

Dentro das duas classificações principais, existem muitas opções de investimento. Elas atendem a investidores com diferentes características. Por isso, é importante conhecer o que cada uma oferece para definir qual é adequada para a sua estratégia.

Na sequência, você conhecerá alternativas que estão disponíveis. Confira!

Títulos públicos

Os títulos públicos são investimentos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional. Na prática, servem para o Governo Federal captar recursos que financiam projetos e iniciativas diversas.

Os títulos são negociados na plataforma conhecida como Tesouro Direto, criada em 2002 para facilitar o acesso de pessoas físicas aos títulos. Assim como acontece com os investimentos de renda fixa em geral, eles apresentam três tipos de rentabilidade: prefixada, pós-fixada e híbrida.

Veja como funcionam, nesse caso:

  • Tesouro Prefixado: rende de acordo com uma taxa fixa, definida previamente;
  • Tesouro Selic: rende de modo pós-fixado e acompanha a Selic, que é a taxa básica de juros da economia;
  • Tesouro IPCA: rende pela soma de uma taxa prefixada à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é taxa oficial de inflação.

Os títulos públicos são considerados os investimentos mais seguros do mercado, pois são integralmente garantidos pelo Tesouro Nacional.

Em relação às características gerais, os prazos de vencimento variam e todos têm liquidez diária. Ou seja, podem ser vendidos antes do vencimento. Porém, a venda acontece pelo preço de mercado, o que exige atenção no caso do Tesouro Prefixado e do Tesouro IPCA+ — pode haver perdas no resgate antecipado.

Títulos privados

Os títulos privados também são de renda fixa, mas se diferenciam por serem emitidos por instituições privadas. É o caso do certificado de depósito bancário (CDB), que é emitido por bancos que desejam captar recursos.

No caso do CDB e de outros títulos do tipo, a diferença para o rendimento em relação aos títulos do Tesouro é na taxa da modalidade pós-fixada. Nesse caso, eles costumam render uma porcentagem do certificado de depósitos interbancários (CDI), uma taxa que é próxima da Selic.

Outras opções são a letra de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA), que direcionam recursos para esses setores. O CDB, a LCI e a LCA têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que oferece mais segurança.

Ainda, existe o chamado crédito privado. Ele faz parte da renda fixa, mas compreende investimentos de maior risco. É o caso dos certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA), que são emitidos por empresas securitizadoras.

As instituições transformam direitos creditórios em títulos que são comercializados no mercado. Eles não têm garantia do FGC. Mas, devido ao risco de crédito mais elevado, podem oferecer rentabilidade maior.

Além disso, existem as debêntures. Elas são títulos de dívida emitidos por companhias que desejam captar recursos, em troca do pagamento de rentabilidade. Em relação a elas e outros títulos privados, é preciso considerar a liquidez e a segurança com atenção.

Ações

Na renda variável, o investimento em ações é bastante conhecido. Cada ação corresponde a uma pequena parte do capital social de uma empresa e, portanto, oferece ao investidor a participação nos resultados do negócio.

As ações são negociadas na bolsa de valores e, quanto maior for o número adquirido de papéis, maior será a participação nos resultados. Uma das formas de obter rendimento é por meio da venda dos ativos por um preço acima da compra. Nesse caso, há o chamado ganho de capital.

Além disso, é possível participar da distribuição de proventos. Eles correspondem a benefícios que a empresa pode distribuir. Entre as alternativas que remuneram os acionistas estão juros sobre capital próprio (JCP), dividendos, bônus em ações e direitos de subscrição.

Fundos de investimento

O fundo de investimento é um tipo de veículo financeiro que funciona de modo coletivo. Para investir, é necessário adquirir cotas de participação e cada participante é chamado de cotista.

Os recursos captados pelo fundo são movimentados por um gestor profissional, o qual é responsável por tomar as decisões e executar as operações. As escolhas são baseadas na estratégia definida para o fundo, que pode ser mais ou menos arriscada.

Entre as classificações, existem fundos de renda fixa e de renda variável. Nos de renda fixa, estão:

  • fundos referenciados ou fundos DI: investem a maior parte dos recursos em títulos públicos, com o objetivo de replicar o desempenho do CDI;
  • fundos de inflação: alocam a maioria do dinheiro em títulos atrelados à inflação;
  • fundos de debêntures: alocam maior parcela dos recursos em debêntures de diversos tipos.

Já os fundos da renda variável podem incluir alternativas como:

  • fundos de ações: alocam a maior parte do dinheiro em ações, opções de ações, direitos de subscrição, debêntures conversíveis e outros ativos relacionados;
  • fundos de índice (ETFs): têm como objetivo replicar a carteira teórica de um indicador de referência, como um índice de ações ou de renda fixa;
  • fundos de investimentos imobiliários (FIIs): direcionam a maior parte do dinheiro para ativos do setor imobiliário, como títulos (fundos de papel), imóveis físicos (fundos de tijolo) e cotas de outros FIIs (fundos de fundos);
  • fundos cambiais: alocam a maior parte do dinheiro em ativos e derivativos com exposição cambial;
  • fundos multimercados: não precisam seguir regras específicas e montam estratégias diversas, com operações e riscos distintos, podendo incluir ativos de renda fixa ou variável.

Conheça seu perfil de investidor

Diante de tantas opções de investimento, pode ser difícil definir qual é o melhor caminho para seguir. Para orientar a sua decisão, é interessante identificar qual é o seu perfil de investidor.

Essa é uma classificação com base no nível de tolerância ao risco, em três formas possíveis:

  • conservador: tem baixa tolerância ao risco e à perda, dando preferência à segurança e à liquidez em detrimento da rentabilidade;
  • moderado: apresenta média tolerância ao risco, sendo capaz de renunciar à parte da segurança em troca de maior potencial de retorno;
  • arrojado: tem a mais elevada tolerância ao risco e pode abrir mão de boa parte da segurança, de modo estratégico, para rentabilizar a carteira.

Como você pode ver, os investimentos de renda fixa mais seguros tendem a servir melhor aos conservadores, por exemplo. Já os investimentos de renda variável mais voláteis costumam ser escolhidos pelos arrojados, enquanto os moderados podem equilibrar oportunidades.

Conhecer seu perfil é uma parte essencial para saber como e onde começar a investir. Assim, você não se arrisca de forma desconfortável em relação ao seu perfil.

Defina prazos e objetivos financeiros

Além de entender sua tolerância ao risco, também é importante compreender o que você espera alcançar com a alocação financeira. Por isso, é interessante estabelecer objetivos financeiros e cruzá-los com os prazos dos investimentos.

Se você for investir sua reserva de emergência, por exemplo, precisará de uma opção segura e líquida. Assim, pode resgatar conforme a necessidade.

Já se a intenção for construir patrimônio, alternativas de longo prazo podem fazer mais sentido. Com um período maior para a diluição de riscos, pode ser interessante escolher investimentos mais arriscados, dentro do seu perfil.

Identifique os investimentos adequados e diversifique a carteira

Na hora de escolher os investimentos, é preciso selecionar o que for adequado para as suas características. Não é indicado optar por uma alternativa de alto retorno e muito risco, se você não tiver um perfil arrojado, por exemplo.

Também não vale a pena investir apenas porque é uma oportunidade famosa e que todos aproveitam. Lembre-se de que sua carteira deve refletir seus interesses e seus objetivos.

Para saber como investir dinheiro com segurança, também é importante diversificar o portfólio. Escolha investimentos com riscos distintos e que se comportam de modo diferente em certos cenários — como na alta ou da queda da taxa de juros.

Essa diversificação ajuda a diminuir o risco geral do portfólio e pode ajudá-lo a alcançar melhores resultados. Assim, pode ficar mais fácil até assumir risco maior em determinados investimentos, pois há segurança em outros.

Abra uma conta em uma corretora de valores

Para colocar em prática a sua estratégia, você precisará da ajuda de uma instituição financeira. Por isso, é fundamental abrir uma conta em uma corretora de valores, por meio da qual será possível expor seu patrimônio às diversas oportunidades.

Na Guide Investimentos, você abre sua conta de forma digital, rápida e gratuita. Também terá acesso a uma plataforma completa, confiável e fácil de usar, com diversas oportunidades para todos os perfis.

Além disso, contará com um atendimento qualificado e pronto para ajudá-lo a tirar dúvidas ao longo das suas operações.

Apoie-se na educação financeira para saber como começar a investir

Como você viu, o planejamento e o preparo são essenciais para aprender a investir. Além dessas dicas, é interessante se aprofundar de forma contínua — e a educação financeira pode ajudar nesse sentido.

Por meio dela, você aprenderá a lidar melhor com seu dinheiro, estabelecendo uma relação positiva com ele. Também conhecerá as aplicações do mercado financeiro e as estratégias para adotar. Desse modo, pode tomar decisões cada vez melhores.

Se você quiser aprender de forma fácil, conheça o serviço VIP de educação do Guia Financeiro! São mais de 20 séries e 100 episódios disponíveis sobre finanças, para assistir onde e quando quiser. Além disso, você tem acesso a playlists recomendadas para o seu perfil, análises exclusivas, recomendação de carteira e mais!

Com essas dicas, agora você sabe como começar a investir rumo a seus objetivos. Aproveite esse passo a passo para montar sua carteira de investimentos e fazer com que o seu dinheiro comece a render ao longo do tempo.

Como vimos, a educação financeira é fundamental nessa jornada. Então aprenda quando e onde quiser com nosso Guia Financeiro e todas as suas vantagens!

Relacionados

4 estratégias de investimento para quem está começando na renda variável

Quem está começando a investir na renda variável precisa adotar estratégias de investimento. Isso é importante para reduzir riscos e ter [...]

Guide Investimentos - 14/10/2021

A porta está trancada. Nesse caso, crie a sua própria porta

"A porta está trancada. Nesse caso, crie a sua própria porta." Essa é uma passagem icônica do filme O Labirinto do [...]

Adriana Nogueira - 11/10/2021

7 Mulheres investidoras que podem inspirar você!

Apesar de o mercado financeiro ser historicamente um ambiente masculino, com expoentes de estratégias bem-sucedidas, também existem grandes mulheres investidoras. Ao [...]

Guide Investimentos - 07/10/2021
Logo o guia financeiro

Entrar

Como deseja continuar?

Abra sua conta

Preencha os campos abaixo
ou use uma das opções