Aprenda a investir: 10 dicas para começar seus aportes do zero!

Tempo de leitura: 10 minutos

Muitas pessoas acreditam que só é possível ter rendimentos com o próprio dinheiro quando já existe uma grande fortuna formada. Porém, a verdade é que existe a chance de rentabilizar o seu patrimônio do zero. Para tanto, é preciso que você aprenda a investir.

Com decisões estratégicas, informadas e voltadas para os seus objetivos, é possível fazer o dinheiro trabalhar para você desde já. Dessa forma, você se aproximará cada vez mais dos resultados desejados.

Quer saber como? A seguir, você conhecerá 10 dicas que podem ajudá-lo a aprender como investir do zero.

Confira!

1. Tenha as finanças organizadas

Começar a investir sem ter as finanças organizadas é como querer fazer uma construção sem os alicerces necessários. Lembre-se de que a ideia é fazer o seu dinheiro trabalhar para você de forma positiva — o que exige preparo e planejamento.

Portanto, vale a pena começar com a organização completa das suas contas. Entenda quais são os seus gastos médios e o quanto você ganha. Se as despesas forem maiores que a receita, é preciso iniciar com medidas para se livrar das dívidas e ajudar o padrão de vida.

Também é importante montar um orçamento. Como você verá nas próximas dicas, definir com exatidão como o seu dinheiro deve ser gasto permitirá que você invista de maneira mais estruturada. Dessa forma, se torna mais fácil ter maior controle para aproveitar as oportunidades de obter rendimentos.

2. Introduza os investimentos no dia a dia

Aprender a investir no mercado financeiro exige dedicação. Muitas vezes, é preciso alterar sua mentalidade para que os investimentos se tornem parte do seu planejamento financeiro. Para facilitar e acelerar esse processo, é interessante que o tema faça parte do seu cotidiano.

Tornar o assunto mais familiar aumentará seu conhecimento e pode despertar a vontade de aproveitar diversas oportunidades. Porém, para que isso aconteça de forma natural, pense em formas de saber mais sobre o tema de acordo com seus interesses.

Se você sempre tem um livro na mesa de cabeceira, pode ser interessante incluir uma leitura relacionada ao mercado financeiro. Comece com títulos clássicos e voltados para investidores iniciantes, por exemplo.

Você também pode assistir filmes que abordem o mundo dos investimentos. Mesmo que eles não tenham a função de ensinar cada conceito, podem gerar senso de identificação enquanto fornecem entretenimento.

Para fortalecer os conhecimentos, vale a pena considerar realizar cursos da área. Comece pelos mais simples, mas busque evoluir o seu aprendizado ao longo do tempo. Com aulas online, por exemplo, é possível adicionar os estudos à sua rotina de forma simples.

3. Trace um plano de investimentos

Com novos conhecimentos sobre o universo de investimentos, agora é o momento de traçar um planejamento para dar os primeiros passos. Por isso, antes de investir dinheiro, é necessário criar um plano que contemple seus objetivos, suas possibilidades e as oportunidades disponíveis.

Você pode definir, por exemplo, se deseja investir para trocar de carro, para quitar a casa, para abrir um negócio próprio ou para se aposentar. Também é interessante definir o horizonte de cada meta, considerando um prazo para a conquista.

Isso ajudará no planejamento e na tomada de decisão sobre onde investir. Além disso, tenha em mente que o plano pode mudar com o passar do tempo, pois suas necessidades e prioridades tendem a se modificar.

Ainda assim, ele é um importante ponto de partida, pois esse plano funcionará como um mapa para orientar suas decisões iniciais. Depois, basta fazer as atualizações necessárias para que ele continue auxiliando em sua estratégia.

4. Defina um aporte mensal

Um dos motivos para que as pessoas acreditem ser necessário ter uma fortuna para fazer investimentos é a ideia do aporte único. Ou seja, há quem acredite que basta fazer o aporte inicial e esperar que ele renda e se acumule ao longo do tempo, até que alcance um ótimo resultado.

Porém, a maneira mais rápida de gerar acúmulo de capital é por meio dos aportes mensais. Eles consistem em valores investidos periodicamente e que se acumulam ao saldo anterior — formado pelos montantes já aportados e pela rentabilidade acumulada.

Um dos pontos positivos da estratégia é que isso tende a aumentar o retorno absoluto obtido. Portanto, vale a pena definir um montante que será investido mensalmente. Nesse caso, uma dica para economizar dinheiro com essa finalidade é encarar o investimento como uma conta que não pode ser adiada.

Isso faz com que você realize o aporte logo ao receber seu salário, por exemplo, em vez de apenas investir o que sobra no final do mês. Isso tudo sempre considerando o seu orçamento, para garantir que o valor separado também não será excessivo, capaz de prejudicar as contas mensais.

Perceba, então, a relevância do planejamento financeiro. É com ele que você poderá identificar onde estão os maiores gastos e, consequentemente, prejuízos em potencial. Assim, é possível entender como economizar e quanto pode ser destinado aos seus investimentos.

5. Entenda que poupança não é investimento

Entre os investidores iniciantes, é muito comum que haja a preferência por investimentos simples e sem burocracia. Por reunir essas qualidades e oferecer segurança, a caderneta de poupança é a escolha de alocação da maior parte dos investidores brasileiros.

Porém, é preciso entender que essa pode não ser a melhor alternativa se o objetivo é investir dinheiro. Desde maio de 2012, a poupança tem novas regras de rentabilidade. Com isso, o retorno anual obtido passou a ficar sempre abaixo da Selic.

Também é comum que a rentabilidade da poupança não consiga superar a inflação. Isso significa que você perde poder de compra ao longo do tempo, prejudicando a construção do patrimônio.

Por outro lado, existem diversas oportunidades que podem ter rentabilidades mais atrativas e até maior segurança. É o caso dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto.

Então, mesmo que a intenção seja manter uma reserva de emergência para cobertura em caso de imprevistos, pode ser mais interessante buscar outros investimentos. Do contrário, você deixará seu dinheiro em uma opção de baixíssimo rendimento e que pode não ajudá-lo a atingir seus objetivos.

6. Conheça a renda fixa e a renda variável

Para encontrar as melhores alternativas de investimento, vale a pena conhecer as diferentes possibilidades do mercado financeiro. Elas se dividem em duas classes: a renda fixa e a renda variável.

No caso da renda fixa, as regras de rentabilidade são previamente conhecidas. Então, você sabe o quanto seu dinheiro renderá ou qual será a lógica de cálculo da rentabilidade. Assim, fica mais fácil ter previsibilidade no planejamento financeiro, por exemplo.

Como a renda fixa oferece esse conhecimento antecipado sobre a forma de retorno, ela tem mais segurança. Por outro lado, existe a renda variável. Nela, não é possível definir como ou se ocorrerá o rendimento. Portanto, os riscos são maiores, assim como o potencial de obter ganhos.

Cada classe tem diversos investimentos disponíveis, com características distintas. Eles variam em retorno, prazo, liquidez, riscos, tributação e outros pontos relevantes. Então vale a pena aprofundar os seus conhecimentos sobre o assunto para conhecer as opções para o seu portfólio

7. Saiba qual é seu perfil de investidor

Ao avaliar as alternativas de investimento, a tomada de decisão deve considerar aspectos distintos. Entre eles, está a segurança, que deve estar alinhada ao nível de risco que você está disposto a correr. Para identificar o seu comportamento, vale a pena entender qual é o seu perfil de investidor.

Essa é uma classificação que considera a tolerância ao risco, contando com três perfis principais:

  • conservador: representa o investidor com baixa tolerância ao risco e à perda. Normalmente, ele escolhe investimentos seguros e líquidos, mesmo que tenham um retorno menor;
  • moderado: está disposto a abrir mão de parte da segurança em troca de um retorno maior. Costuma escolher investimentos de modo a equilibrar os riscos e o retorno;
  • arrojado: é a classificação do investidor que aceita assumir mais riscos em troca de um potencial maior de ganhos.

Na prática, a identificação do perfil de investidor é feita com base no chamado teste de suitability. Ao responder perguntas sobre seu comportamento e seus interesses financeiros, será possível saber em qual classificação você se encaixa.

8. Escolha os investimentos

Com a definição do perfil de investidor, você terá uma importante orientação para compor a carteira. Logo, o ideal é selecionar investimentos alinhados ao nível de risco que você está disposto a correr como investidor. Porém, existem outros critérios que devem ser avaliados.

Pense, por exemplo, em seus objetivos financeiros. Para investir a reserva de emergência, a segurança e a liquidez são a prioridade e devem embasar sua decisão. Isso porque o montante deve estar disponível e com fácil acesso diante de urgências.

Por outro lado, um investimento com foco no longo prazo pode aceitar riscos um pouco maiores. Afinal, há tempo o bastante para diminuir o impacto de possíveis perdas e potencializar o acúmulo de resultados positivos.

Além disso, pense no montante que você tem disponível para fazer cada aporte, verificando se ele também se alinha aos valores mínimos que são exigidos em certos investimentos. Aproveite para avaliar outras características, como a liquidez e o potencial de ganhos ao longo do tempo.

Também é preciso ter cuidado para não investir apenas por conta de uma tendência de mercado. Na hora de fazer seu dinheiro render, é fundamental que você esteja confortável com os riscos assumidos e que a escolha esteja alinhada ao seu planejamento.

9. Tenha conta em uma corretora de valores

Para realizar as diversas operações no mercado financeiro, você precisará de uma conta em uma corretora de valores. Por ser especializada em investimentos, ela consegue oferecer diversas alternativas que não estão disponíveis em bancos comuns.

Nesse caso, o procedimento funciona da seguinte maneira: você pesquisa uma corretora de confiança, verifica os procedimentos para abertura de conta e realiza o seu cadastro. Isso tudo pode ser feito pela internet.

Com a conta aberta, transfira dinheiro para a sua conta na corretora, considerando o montante que deseja investir. Em seguida, acesse a plataforma de investimento ou o home broker — o ambiente de negociação da bolsa de valores — para escolher as aplicações ou os ativos desejados.

Por fim, basta fazer o investimento e aguardar a liquidação, que pode ser imediata ou exigir alguns dias. Tudo dependerá do tipo de investimento realizado. Concluídas todas as etapas, você terá o investimento em sua carteira.

Na Guide Investimentos, você conta com um portfólio completo e tem acesso a uma plataforma estável e confiável. Para complementar, é possível receber a ajuda de um time de suporte que está sempre pronto para tirar dúvidas. Assim, você tem mais praticidade para alocar seus recursos.

10. Diversifique ao fazer seus aportes

Com a conta na corretora de valores já criada e com o seu plano de investimentos, você está pronto para investir no mercado financeiro. Então avalie com cuidado as alternativas e faça os aportes da forma que for conveniente para você e seu dinheiro.

Porém, saiba que os investimentos não funcionam apenas de maneira individual. É preciso pensar na alocação como um todo, o que significa dar atenção às características de cada investimento da carteira. Nesse sentido, uma estratégia a ser adotada é a diversificação de portfólio.

Ela consiste em escolher investimentos que apresentem riscos diferentes. É o caso de compor uma carteira com renda fixa e renda variável, por exemplo. Também vale pensar em alternativas que se comportem de maneira distinta, pois possíveis perdas com um ativo podem ser compensadas por ganhos de outro.

Uma das maiores vantagens dessa estratégia é a redução de risco. Ademais, a diversificação pode ajudar a potencializar os resultados da sua carteira de investimentos.

Com base nessas 10 dicas para que você aprenda a investir, é possível saber como fazer seu dinheiro começar a render, mesmo partindo do zero. Dessa forma, você se aproxima dos seus objetivos financeiros e pode ter mais segurança patrimonial.

O caminho para o sucesso no mercado financeiro depende do conhecimento. Por isso, confira o acesso VIP ao Guia Financeiro e veja como assinar e aprimorar seu aprendizado!

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