O que é investimento e como começar a investir hoje mesmo

Tempo de leitura: 11 minutos

Quem é iniciante no mercado financeiro costuma se perguntar o que é investimento e como começar. Se você quer entender mais sobre o assunto, também vale a pena conhecer os benefícios de conhecer mais sobre onde é melhor investir. Afinal, é fundamental saber onde é possível chegar.

Como o mercado possui diversos conceitos, alternativas e teorias, os investidores iniciantes podem sentir dificuldades para entender todas essas questões. Por isso, é importante ter ajuda para começar de forma simples.

O que você verá neste artigo:
O que é investimento?
Quais são as alternativas disponíveis no mercado?
Quais as vantagens de investir?
O que avaliar antes de escolher um investimento?

Neste conteúdo, você conhecerá um guia completo sobre o que é investimento e as principais informações para principiantes. Acompanhe e comece a sua jornada hoje mesmo!

O que é investimento?

O investimento pode ser definido de maneira geral como o uso de algum recurso no presente para conseguir ganhos no futuro. Nesse sentido, os recursos podem ser das mais variadas áreas: tempo, energia, dinheiro, conhecimento entre outros.

Pense bem: ao estudar para entender algum assunto, você espera que esse investimento de atenção, tempo e energia renda frutos no futuro, certo? O retorno pode se dar de diversas maneiras — aumento de salário, mais conhecimento, satisfação, qualidade de vida etc.

Quando se fala no mercado financeiro, é possível delimitar o conceito de investimento como a utilização de seu capital para conseguir um retorno no futuro. Ou seja, você usa seu dinheiro para buscar uma rentabilidade.

Essa é uma forma bem básica de entender os investimentos, tendo em vista que existem diversas alternativas e maneiras de investir. Assim, cada um terá riscos, tipos de rentabilidade, prazos e condições diferentes.

Quais são as alternativas disponíveis no mercado?

Após saber o que é o investimento de forma geral, você precisa conhecer as alternativas disponíveis no mercado. Como existem muitas modalidades e tipos de investimento, é importante começar pelas principais características das duas classes: renda fixa e renda variável. Confira a seguir:

Renda fixa

A renda fixa é uma classe de investimentos em que a principal característica de suas alternativas é a previsibilidade de rendimentos. Ou seja, ao investir em um título de renda fixa, o investidor já saberá como se dará os seus ganhos.

Aqui, as alternativas costumam ser títulos de dívidas de empresas, instituições bancárias e até mesmo do Governo. Ao fazer o aporte em um desses títulos, o investidor, na prática, empresta dinheiro a esses emissores.

Eles, por sua vez, se comprometem a devolver a quantia emprestada com o acréscimo de juros no momento do resgate. Esse acréscimo é chamado de rentabilidade, que pode se dar de três formas diferentes:

  • prefixada: a remuneração do investidor é definida como um percentual fixo. Exemplo: 8% ao ano.
  • pós-fixada: o rendimento acompanha um índice financeiro já conhecido. Exemplo: taxa Selic ou Certificado de Depósito Interbancário (CDI);
  • híbrida: a remuneração acompanha um índice financeiro mais um percentual fixo. Exemplo: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) + 4% ao ano.

Como você percebeu, a rentabilidade é previsível, de modo que o investidor sabe como ganhará com o investimento. No entanto, ela também é limitada: não há muitas possibilidades de lucrar mais do que a rentabilidade divulgada pelo emissor.

Existem diversos exemplos conhecidos de investimento da renda fixa. De emissão bancária, há os certificados de depósitos bancários (CDB), as letras de crédito imobiliário de agrícolas (LCI e LCA) entre outros. Em relação às empresas privadas, o principal exemplo são as debêntures.

De emissão governamental, é possível citar os títulos negociados pelo Tesouro Direto, uma plataforma do Governo Federal. Lá, o investidor poderá encontrar o Tesouro Selic, o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+.

Renda variável

Diferente da classe anterior, a renda variável não garante a previsibilidade com os investimentos. Dessa forma, o investidor não sabe como se darão seus ganhos. Na verdade, os ativos podem, inclusive, sofrer desvalorização e trazer perdas financeiras.

Por outro lado, de maneira geral, também não há limitações para a rentabilidade. Como ela acompanha os movimentos do mercado e a oferta e demanda, os ativos podem valorizar bastante de acordo com essas questões.

No entanto, não pense que investir na renda variável funciona como uma aposta. Existem diversas formas de analisar e traçar perspectivas para o comportamento dos preços. Dessa forma, com uma boa estratégia é possível ter mais segurança e manejar os riscos.

Também é preciso entender que existem situações inesperadas que podem causar movimentos de baixa nos preços. Logo, mesmo com uma ótima análise, não há como excluir totalmente o risco de mercado — o investidor deve saber lidar com ele.

Você aprendeu que na renda fixa os investimentos se dão em títulos de dívida, funcionando como empréstimo. Na renda variável é diferente. Você assume os riscos junto com o emissor. E não há apenas uma categoria de aportes.

Existe uma grande variedade de alternativas e tipos de investimentos. No entanto, é possível citar os principais ativos dessa classe. Veja só:

Ações

As ações, que representam uma fração ideal do capital social de uma empresa de capital aberto listada na bolsa de valores.

Assim, ao adquirir uma ação, o investidor torna-se um pequeno sócio da empresa — tendo direito a participar de seus resultados. Os lucros podem vir do aumento de preços dos papéis ou da distribuição de proventos, ou dividendos.

Existem diversas estratégias que os investidores adotam ao investir em ações. No longo prazo, por exemplo, costumam ser escolhidas empresas sólidas e estáveis. Elas podem aumentar o seu valor de mercado com o tempo e distribuir bons lucros.

Já quem quer potencializar a rentabilidade pode optar por empresas menores, assumindo maiores riscos. Além disso, as ações podem ser buscadas não apenas por investidores, mas também pelos chamados traders — investidores que visam lucros com a volatilidade de preços no curto prazo.

Fundos de investimento

A renda variável também apresenta diversas alternativas de fundos de investimento. Eles são formas de investir coletivamente por meio da compra de cotas. O fundo é lançado no mercado com uma estratégia e tipo definido.

Os investidores interessados compram cotas que representam uma fração do patrimônio do fundo, e se expõem aos resultados obtidos por um gestor. Os resultados dos investimentos feitos pela gestão influenciam no preço das cotas, que podem trazer lucro ou prejuízo no resgate.

Os fundos de investimento podem ser classificados em diversos tipos, dependendo de sua estratégia, alocação da carteira e outros detalhes. Podem, inclusive, ser tanto de renda fixa quanto renda variável.

Contudo, as possibilidades na renda variável são mais variadas. Desse modo, há aqueles que focam em ações, outros que investem no mercado imobiliário ou em multimercado etc.

Quais as vantagens de investir?

Agora que você já entendeu o que é investir e quais são algumas das alternativas disponíveis no mercado, é fundamental conhecer os benefícios de fazer esses aportes. Nesse cenário, é comum pensar que o investimento serve apenas para ganhar dinheiro.

No entanto, para que serve o acúmulo de patrimônio? O principal benefício de investir não é apenas ter mais dinheiro, mas alcançar os seus objetivos financeiros. Ou seja, realizar sonhos que necessitam de um capital para isso.

Dessa maneira, os investimentos terão vantagens diferentes para cada pessoa, a depender de suas metas. Questões comuns, como ter uma renda para aposentadoria, comprar um imóvel, fazer uma viagem, pagar a educação dos filhos e outras podem ser alcançadas por meio dos investimentos.

Além da realização de projetos, outra vantagem dos investimentos é manter o poder de compra do seu patrimônio, superando os efeitos da inflação.

A inflação é medida no Brasil pelo IPCA. Assim, periodicamente é possível perceber que o dinheiro diminui o seu poder de compra, pela alta dos preços de produtos e serviços. Ou seja, o que R$ 500 compram hoje provavelmente não serão suficientes para comprar as mesmas coisas daqui um ano.

Então investir é um meio de manter esse poder de compra por meio da rentabilidade do dinheiro. Logo, ele valorizará com o tempo, superando a inflação e evitando a dilapidação do patrimônio.

Outro benefício dos investimentos é a criação de uma reserva financeira. Com ela, você estará protegido de situações inesperadas que exigem gastos. Tendo dinheiro alocado em uma alternativa segura e com alta liquidez, será possível arcar com esses custos sem perder o equilíbrio.

O que avaliar antes de escolher um investimento?

Você já sabe o que é um investimento e qual a importância de investir seu dinheiro. Agora é preciso saber por onde começar e o que avaliar antes de fazer escolhas no mercado financeiro.

Entenda a seguir os principais pontos para iniciar sua jornada:

Ter um planejamento financeiro

Antes de começar a investir é fundamental ter um bom planejamento financeiro. Para isso, é preciso passar por algumas etapas para organizar suas finanças, entender sua situação atual e adotar estratégias de melhoria.

Com esse intuito, o ideal é adotar uma forma de controle financeiro. Ter uma ferramenta para conhecer seus ganhos e seus gastos é muito útil. Nesse momento, é comum utilizar planilhas de controle ou aplicativos voltados para isso.

A partir dessas informações você conhecerá sua situação orçamentária. Saberá, por exemplo, se ganha mais do que gasta — ou o contrário, contraindo dívidas ou corroendo suas reservas. Dependendo do caso, a sua estratégia para investir será diferente.

A ideia é que você consiga poupar uma quantia mensalmente para fazer investimentos, começando os aportes com tranquilidade. Logo, é fundamental quitar dívidas e procurar formas de economizar, considerando o seu planejamento.

Poupar mensalmente

Poupar mensalmente também é uma atitude essencial para conseguir investir com mais tranquilidade. Lembre-se que os investimentos servem para que você atinja seus objetivos financeiros.

Nesse sentido, é preciso de tempo para aumentar seu patrimônio e acumular mais recursos. Logo, o ideal é que você consiga organizar a sua renda de modo a garantir o sustento e o bem-estar no presente, podendo ter sobras também para investir na qualidade de vida do futuro.

Uma dica para isso é separar logo no início do mês um valor para investimentos. Assim, você tira da sua conta corrente e não corre o risco de utilizar esse dinheiro para outras coisas. Contudo, é preciso que se orçamento esteja organizado e seus gastos sejam menores do que os ganhos.

Conhecer o perfil de investidor

Outro fator importante para avaliar antes de começar a investir é o seu perfil de investidor. Ele é uma forma de definir como você lida com os riscos atrelados ao investimento, para que suas escolhas sejam adequadas a essa característica.

Os perfis são divididos em três tipos, em ordem de tolerância aos riscos: conservador, moderado e arrojado. Os primeiros são aqueles que não lidam tão bem com os riscos dos investimentos, preferindo aportes seguros, ainda que limitados.

Já os investidores moderados conseguem suportar um pouco mais de riscos em boas oportunidades, principalmente a longo prazo. Assim, apesar de também preferir aportes seguros, conseguem alocar recursos em opções mais arriscadas quando necessário.

Por fim, os arrojados são aqueles que melhor lidam com os riscos. Eles preferem potencializar a rentabilidade de seus investimentos, mesmo que isso traga elevados riscos de perdas financeiras em alguns casos.

Entender esse perfil é fundamental para a adequação da carteira. Dessa maneira, o investidor escolhe investimentos de acordo com ele, não se expondo a riscos que não sabe lidar — ou não se prendendo a opções muito seguras, se for mais arrojado.

Definir objetivos

Lembra que os benefícios de investir têm relação principalmente com alcançar seus objetivos? Por isso, um dos passos importantes diz respeito à definição de objetivos e metas financeiras.

Com esses pontos em mente e considerando seu perfil, será possível escolher investimentos que façam sentido para cada meta da sua vida. Dessa maneira, você poderá focar sua estratégia e dividir o valor poupado da melhor forma.

Para isso, seus objetivos devem ter valores e prazos definidos. Ou seja, é preciso saber quanto custa o seu sonho e em quanto tempo você deseja alcançá-lo. Esses fatores também são fundamentais para embasar aportes.

Com esses dados, você montará uma carteira de investimentos voltada à realização de sonhos. Assim, pode avaliar e conhecer cada alternativa de investimento para saber se elas são capazes de ajudar a cumprir suas metas.

Contar com uma boa instituição financeira

Por fim, mas não menos importante, é essencial contar com uma boa instituição financeira. Você precisa de uma corretora de valores para intermediar seus investimentos. Elas possuem um portfólio voltado aos investidores, contando com acesso à bolsa de valores, a títulos de renda fixa e fundos.

Ademais, também possuem plataformas voltadas para o investidor, visando o controle e acompanhamento da carteira e outras funcionalidades. Desse modo, seus investimentos serão mais eficientes e tranquilos, além de haver mais oportunidades.

Conseguiu entender o que é investimento e o que avaliar antes de começar a investir? Então não se esqueça de utilizar os serviços de uma boa corretora de valores, como a Guide. Aqui você encontrará as principais alternativas de investimento e uma plataforma simples e intuitiva!

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