RJ diz ter cerca de 10 empresas interessadas na concessão de saneamento do Estado

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Cerca de “dez empresas” já manifestaram interesse em participar da licitação da concessão dos serviços de água e esgoto no Estado do Rio, afirmou nesta sexta-feira, 22, o secretário de Estado da Casa Civil, Nicola Miccione. O leilão está marcado para 30 de abril, na B3, conforme o edital lançado nos últimos dias de 2020.

“Aproximadamente dez empresas nos solicitaram visitas técnicas”, afirmou Miccione, em transmissão ao vivo promovida pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE).

O secretário não citou nomes de empresas interessadas, mas disse que são “grandes grupos brasileiros, os ‘players’ do setor, obviamente, e grupos financeiros”.

O edital de concessão permite a participação de investidores financeiros como controladores dos consórcios, desde que comprovem a contratação de corpo de funcionários com experiência na operação do setor, num modelo ainda pouco difundido nas concessões de infraestrutura do País.

“Podemos ter novos entrantes no mercado de saneamento. O edital não é restrito aos atuais operadores. Podemos criar novos players a partir da concessão do Estado do Rio”, afirmou Miccione.

O secretário informou ainda que nesta sexta-feira foi publicada a versão em inglês do edital, para facilitar a participação de interessados do exterior.

Com investimentos em torno de R$ 40 bilhões, incluindo R$ 10,6 bilhões em taxas de outorga fixa, a concessão é o maior projeto de infraestrutura do País.

Serão concedidos os serviços em 35 cidades, entre as 64 atualmente atendidas pela Cedae, a companhia estatal de saneamento. A Cedae não será privatizada, mas deixará de fazer os serviços de distribuição de água, assim como de coleta e tratamento de esgoto, se dedicando apenas à captação e tratamento de água.

Os valores injetados na economia ao longo dos 35 anos de concessão chegam a R$ 107,7 bilhões, conforme dados apresentados por Miccione na transmissão ao vivo. O valor total inclui não só investimentos em obras e outorgas fixas, mas também gastos com a operação e com taxas de outorga variável – ao longo do contrato, os municípios receberão um porcentual da receita com tarifas.

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