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Cotações por TradingView

CDI ou Selic: entenda as diferenças destas taxas nos investimentos

10 de novembro de 2021
Escrito por Syntax Finance
Tempo de leitura: 5 min
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Ilustração de uma mão visualizando um celular com a imagem de várias moedas de dinheiro.
Tempo de leitura: 5 min

Você provavelmente já ouviu falar sobre a Selic ou CDI, seja nos noticiários ou mesmo na escolha de um investimento em um banco ou corretora.

Ambos são utilizados como índice de referência para empréstimos, reajustes de contratos, assim como para rentabilidade de aplicações de renda fixa. 

Eles também são muito procurados em momentos de estresse do mercado, em que as taxas de juros elevadas beneficiam os investimentos mais conservadores.

Continue a leitura e saiba como essas siglas podem impactar o desempenho de sua carteira de investimentos. 

O que você verá neste artigo:

Como a taxa Selic influencia os investimentos?
E o CDI?
Quais as principais semelhanças entre Selic e CDI?
Selic ou CDI: qual dessas taxas rende mais?
Como escolher um entre os principais indicadores?
Considerações

Como a taxa Selic influencia os investimentos?

A taxa Selic representa a taxa básica de juros da economia brasileira, utilizada para controlar o índice inflacionário do país. A sigla vem do Sistema Especial de Liquidação e Custódia em que são registradas as negociações realizadas com títulos públicos federais. 

Definida pelo COPOM, Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, a Selic tem como objetivo acompanhar e traçar a política monetária. O comitê se reúne a cada 45 dias para determinar a direção do mercado com base na taxa de juros. 

A Selic funciona como um verdadeiro termômetro da economia brasileira e dela derivam outras taxas como as que referenciam os juros de empréstimos, reajustes de contratos, investimentos, financiamentos e até mesmo a taxa DI.

Os investimentos em renda fixa, como o Tesouro Selic e a Poupança, têm a sua remuneração calculada de acordo com essa taxa, ou seja, em cenários de alta de juros, maior serão os rendimentos pagos ao investidor. Já quando eles caem, a rentabilidade diminui e reduz a atratividade.

E o CDI?

O Certificado de Depósito Interbancário ou CDI é uma taxa de referência de rentabilidade no mercado financeiro, sobretudo entre os ativos de renda fixa, como alguns títulos privados e muitos fundos de investimentos.

A taxa DI, como também é chamado, equivale à média das taxas de juros praticadas nos empréstimos realizados entre as instituições financeiras no curtíssimo prazo, em geral, diariamente. 

Ele é calculado e divulgado pela CETIP, Central de Liquidação Financeira de Títulos Privados, instituição responsável pelo registro eletrônico das negociações, e seu desempenho assemelha-se ao da Selic.  

Na prática, se um CDB (Certificado de Depósito Bancário) remunera o investidor em 100% do CDI ao mês e neste período o CDI render 1%, esse é o percentual que será pago ao investidor. Ou seja, 100% do CDI no mês seria, neste caso, o mesmo que 1%. 

Quais são os investimentos atrelados ao CDI?

Entre os investimentos em renda fixa atrelados ao CDI estão o Certificado de Depósito Bancário (CDB), as Letras de Crédito do Agronegócio e Imobiliário (LCA e LCI), Letra de Câmbio, alguns Certificados de Recebíveis Agrícolas e Imobiliários (CRAs e CRIs), além de muitos fundos de investimento.

No caso dos títulos de renda fixa, a porcentagem do CDI varia de banco para banco e de acordo com o prazo de vencimento. Em geral, os investimentos destinados ao longo prazo costumam ter taxa de retorno mais atrativa do que aqueles com liquidez imediata.

Quais as principais semelhanças entre Selic e CDI?

O CDI e a Selic são utilizados como índice de referência em muitos investimentos em renda fixa. Eles também possuem um rendimento parecido.

Para manter a atratividade do CDI nas operações de empréstimos interbancários, seu rendimento é discretamente menor que a taxa de juros, o que evita que os bancos optem por investir apenas em títulos públicos (atrelados à Selic) e não queiram emprestar dinheiro entre si.

E quais são as diferenças entre estas taxas?

O governo utiliza a Selic para remunerar os bancos que fazem empréstimos entre si pelo Tesouro Nacional. Já o CDI está relacionado aos empréstimos entre as instituições bancárias feitos com recursos próprios, ou seja, não utilizam os títulos do Tesouro Nacional.

Além disso, a Selic remunera a Caderneta de Poupança e o Tesouro Selic, enquanto o CDI é utilizado como benchmark por muitos fundos de investimentos e títulos de renda fixa privados.

Selic ou CDI: qual das taxas rende mais?

Os rendimentos do CDI e da Selic andam lado a lado. Por isso, antes de tomar qualquer decisão sobre onde investir é preciso considerar o grau de aversão ao risco, o prazo da aplicação, a necessidade de liquidez, a incidência de imposto de renda, taxas de administração e custódia.

Por exemplo, aplicações em títulos privados, como uma LCA ou LCI, podem apresentar uma rentabilidade líquida maior no longo prazo. Contudo, se o investidor precisa de alta liquidez, o Tesouro Selic certamente lhe atenderá melhor no curto prazo. 

Como escolher um entre os principais indicadores?

Os indicadores mais utilizados na renda fixa são a SELIC, CDI e o IPCA. Desses, pode-se dizer que a Selic funciona como uma “taxa mãe”, capaz de influenciar os demais.

Como essa taxa é utilizada pelo Banco Central para manter a inflação sob controle, todas as mudanças nela impactam a rentabilidade de outros ativos financeiros, como os indexados ao IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo). 

Esses investimentos que se beneficiam da inflação, tendem a ser mais sensíveis às variações dos juros do mercado e podem até resultar em prejuízo quando negociados no mercado secundário, antes do prazo de vencimento.

Já os atrelados ao CDI e Selic costumam ser menos voláteis e, por isso, alguns destinam-se ao curto prazo. Dito isso, o ideal é atentar-se às características de cada modalidade de investimento e identificar quais estão mais alinhadas às suas necessidades e perfil de investidor.

Considerações

As taxas Selic e CDI influenciam alguns dos principais investimentos na renda fixa. Em momentos de instabilidade econômica, estes índices tendem a aumentar, impactando diretamente a rentabilidade das aplicações financeiras.

Ao decidir investir o seu dinheiro em renda fixa, conheça esses dois indicadores, mas também avalie outros aspectos como liquidez e perfil investidor para compreender quais aplicações estão alinhadas aos seus objetivos financeiros e possam oferecer uma melhor rentabilidade.

Além disso, busque a diversificação dos seus investimentos, conhecendo mais aplicações em renda fixa e até mesmo na renda variável. Diferentes produtos financeiros quando utilizados estrategicamente podem proteger seu capital e maximizar o rendimento real.

Quer ampliar seus conhecimentos sobre CDI ou SELIC e demais taxas do mercado financeiro? Conte com o time de assessores da Guide, tire suas dúvidas e conheça outras modalidades de investimento que contribuem com a rentabilidade de sua carteira!

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