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CDB ou Fundo DI: em qual opção investir?

11 de janeiro de 2022
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 11 min
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ilustração de uma moeda dourada e pontos de interrogação em volta
Tempo de leitura: 11 min

Ao analisar o universo dos investimentos e se deparar com as inúmeras alternativas do mercado, muitos podem ficar em dúvida sobre qual opção escolher. É o seu caso? Dentre as opções de renda fixa, por exemplo, é comum desejar saber qual o melhor: CDB ou fundo DI.

Ambos oferecem vantagens e desvantagens, e podem servir a diferentes propósitos. Por isso, para realizar uma escolha assertiva na hora de montar a sua carteira, é fundamental saber quais são as características de cada um deles. Assim, você decidirá qual é o mais adequado para o seu caso.

O que veremos neste artigo?
O que é um CDB e como funciona?
O que é um fundo DI e como funciona?
O que as alternativas têm em comum?
Quais as diferenças entre CDB e fundo DI?
Qual o melhor: CDB ou fundo DI?
Como realizar o investimento?

Quer saber mais? Neste artigo, você conhecerá o CDB e o fundo DI, suas semelhanças e diferenças, além de aprender a avaliar qual é o melhor para investir.

Acompanhe!

O que é um CDB e como funciona?

A sigla CDB se refere ao certificado de depósito bancário. Como vimos, essa é uma alternativa da classe da renda fixa. Isso significa que o investimento funciona como um empréstimo, em que você aplica seu dinheiro e recebe de volta em um prazo estipulado e acrescido de rendimentos.

Os CDBs fazem parte dos títulos privados da renda fixa, sendo emitidos por instituições financeiras com a finalidade de viabilizar os seus projetos e operações. Essa é uma aplicação que pode ter diferentes características de prazos, rentabilidade e aporte mínimo.

Em relação à liquidez, esse investimento pode ter liquidez diária (permitindo resgate a qualquer tempo) ou apenas no vencimento. De modo geral, a duração dos títulos varia de um mês a cinco anos.

Sobre a rentabilidade, ela pode acontecer de três formas:

  • prefixada— o rendimento segue uma taxa fixa, conhecida pelo investidor antes de realizar o aporte;
  • pós-fixada — a rentabilidade é atrelada a um indicador do mercado, que geralmente é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário);
  • híbrida — o rendimento tem uma taxa fixa mais a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o principal indicador da inflação no Brasil.

É importante considerar que fatores como prazos mais longos, aporte mínimo mais elevado e liquidez reduzida tendem a tornar maiores os rendimentos oferecidos.

Taxas e tributos

Você sabe quais são os custos de investir em um CDB? Um deles é o Imposto de Renda (IR), cobrado a partir da tabela regressiva. Assim, quanto maior o tempo que a aplicação for mantida, menor será a alíquota.

Fica da seguinte maneira:

Aplicação de até/ entre (dias) Alíquota %
180 22,5%
181 e 360 20%
361 e 720 17,5%
Maiores que 720 dias 15%

Além disso, os rendimentos dos CDBs têm a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que vale apenas para aplicações mantidas por menos de 30 dias.

Similarmente ao IR, o IOF segue uma alíquota regressiva. O percentual sobre os rendimentos começa em 96%, sendo reduzido gradativamente até chegar à zero no trigésimo dia de investimento. Além dos impostos, também podem ser cobradas taxas pela corretora de valores escolhida.

Vantagens

Entre as vantagens de investir em um CDB está o baixo risco. Como ele faz parte da classe da renda fixa, é considerado um investimento seguro. Em especial porque oferece a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC reembolsa valores de até R$ 250 mil por CPF e instituição, com o limite de R$ 1 milhão global — renovável a cada 4 anos. Isso significa que, se houver calote do emissor do título, o FGC se responsabiliza pelo ressarcimento ao investidor.

Outro ponto positivo do CDB é a possibilidade de obter uma rentabilidade mais elevada, ainda em investimentos considerados conservadores. No entanto, é importante ter atenção para os prazos e as características de cada título no momento do aporte.

Desvantagens

As desvantagens dos CDBs estão relacionadas às características de cada títulos. Como você viu, alguns podem ter baixa liquidez e tornar o resgate mais difícil, por exemplo. Outros podem oferecer taxas de juros muito limitadas ou apresentar maior risco.

O que é um fundo DI e como funciona?

Agora que você já conhece mais sobre os CDBs ou certificados de depósitos bancários, é importante entender o que é e como funciona o fundo DI. Como o nome indica, trata-se de um fundo de investimentos.

Primeiramente, é preciso saber que, desde 2015, a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) modificou a nomenclatura dos fundos de investimentos. Mas essa alternativa ainda é conhecida pela expressão fundos referenciados DI.

Para entendê-los, é preciso compreender como operam os fundos de investimentos. Essa é uma modalidade coletiva, que atua de forma semelhante a um condomínio. Nesse sentido, um gestor profissional seleciona os ativos para a carteira do fundo.

Cada veículo tem suas estratégias e políticas, de forma que o gestor responsável pela alocação deve respeitar essas determinações. Já os investidores interessados em participar dos resultados compram as cotas do fundo, que são pequenas frações do seu patrimônio.

O fundo DI é composto majoritariamente por títulos da renda fixa. Além disso, ele costuma acompanhar a taxa CDI ou a Selic — que é a taxa básica de juros da economia brasileira. Portanto, o rendimento dos ativos é em sua maioria pós-fixado.

Também é comum que fundos desse tipo apresentem liquidez diária. Para maiores informações é importante consultar a lâmina do fundo antes de realizar o investimento para conhecer sua carteira e as políticas de investimento.

Taxas e tributos

Assim como os CDBs, os fundos de investimentos DI têm a cobrança de IOF e IR. O IOF dos fundos DI segue as mesmas regras dos CDBs. Já o IR tem uma alíquota determinada a partir do prazo do fundo (que pode ser curto ou longo).

Nessa modalidade ocorre também a antecipação da cobrança do IR por meio do sistema come-cotas. Trata-se do recolhimento do imposto a partir da dedução das cotas do investidor. Em fundos de curto prazo, a cobrança é de 20% do rendimento e, em fundos de longo prazo, a dedução é de 15%.

Da mesma forma, é preciso estar ciente que nessa modalidade é comum ocorrerem taxas de administração, que remuneram o gestor. Diferente de outras alternativas, no entanto, nos fundos DI não é cobrada taxa de performance — já que o objetivo é acompanhar o CDI.

Vantagens

Uma das vantagens importantes dos fundos DI é que eles costumam ter liquidez diária. Logo, o resgate pode ser feito com mais facilidade. É válido ressaltar também que o valor mínimo para o aporte tende a ser acessível. Ademais, há o benefício de contar com gestor profissional.

Desvantagens

Os fundos DI são considerados conservadores, pois oferecem baixo risco ao investidor. Porém, é preciso considerar que, nesse caso, não há a cobertura do FGC. Por ser uma alternativa de exposição indireta, a eventual cobertura do órgão é destinada à administradora do fundo e não ao cotista.

Também é importante calcular as taxas que incidem nesse tipo de investimento, pois elas podem comprometer a sua rentabilidade.

O que as alternativas têm em comum?

Após conhecer mais sobre os CDBs e os fundos DI e pensar em investir em uma ou outra opção, você deve ter notado semelhanças entre eles. Confira alguns pontos que eles têm em comum:

  • são alternativas de renda fixa;
  • oferecem baixo risco de crédito;
  • sofrem pouca exposição às oscilações de mercado;
  • contam com a cobrança de IOF e IR.

Além dessas características que você conferiu, também é interessante considerar que ambos, o CDB ou o fundo DI, tendem a oferecer uma rentabilidade superior à da caderneta de poupança — que é o investimento de renda fixa mais popular do Brasil.

Quais as diferenças entre CDB e fundo DI?

Perceber as semelhanças entre o CDB e o fundo DI é importante. No entanto, as diferenças é que serão decisivas para a sua escolha. Como vimos, essas alternativas apresentam distinções que vale a pena conhecer.

Desse modo, enquanto o CDB consiste em um investimento direto no título da renda fixa, o fundo referenciado DI é uma forma de exposição indireta aos ativos do portfólio, a partir da gestão profissional.

Você também viu que, embora ambos tenham a cobrança dos mesmos impostos, a forma de recolhimento difere entre as alternativas.

Cabe ainda mencionar a diferença em relação à liquidez e, consequentemente, ao prazo de resgate. Nesse sentido, é conveniente reforçar que essa característica interfere no potencial de rentabilidade das alternativas. Portanto, considerar essas distinções é necessário para realizar uma boa escolha.

Qual o melhor: CDB ou fundo DI?

Com todas as informações que você conferiu sobre o CDB e o fundo DI, pode estar se perguntando qual é o melhor entre eles. Na hora de decidir os investimentos mais adequados para o seu caso, é importante analisar as características de cada alternativa e avaliar qual mais se enquadra nas suas expectativas.

Nesse sentido, não existe o melhor investimento para todas as pessoas, pois isso depende de aspectos subjetivos. Assim, a dica é observar o que cada um deles pode oferecer e analisar quais são as suas prioridades em um aporte.

Também é válido considerar que não é uma regra escolher apenas o CDB ou o fundo DI. Se fizer sentido para a sua estratégia financeira, é possível aplicar o seu dinheiro em ambos os investimentos. Isso porque a diversificação é uma prática muito vantajosa para quem investe.

Lembre-se, no entanto, que as suas escolhas devem ser feitas de forma consciente. Veja o que ponderar na hora da decisão!

Objetivos

Para realizar investimentos de forma consciente é fundamental ter em mente quais são os seus objetivos com os aportes. Desse modo, você tem um norte em suas escolhas e evita erros que comprometem as suas finanças.

Da mesma forma, ter clareza sobre as conquistas projetadas a partir dos investimentos traz maior motivação para manter a regularidade nas aplicações.

Como vimos, o CDB costuma estar mais alinhado aos objetivos de curto e médio prazo, com a possibilidade de uma rentabilidade um pouco maior na comparação com investimentos de maior liquidez na renda fixa. Já os fundos DI se destacam pela liquidez mais alta, que favorece metas de curto prazo.

Perfil de investidor

O perfil de investidor é mais um dado essencial para as decisões no que se refere aos investimentos. Essa é uma classificação que mostra a sua tolerância aos riscos do mercado financeiro. Os perfis são: conservador, moderado e arrojado.

Tanto o CDB quanto o fundo DI são alternativas mais conservadoras, pois têm pouca exposição aos riscos de crédito e de mercado. No entanto, saber qual é o seu perfil ajuda a entender a proporção em que cada classe de investimentos pode representar em sua carteira, tornando as escolhas mais inteligentes.

Montante disponível para investir

O valor mínimo para os investimentos é outro fator relevante para a decisão. Nesse sentido, as cotas dos fundos DI podem ser mais acessíveis em comparação a determinados CDBs. Porém, esse fator pode variar conforme as alternativas oferecidas por cada corretora de valores.

Reserva de emergência

Você já ouviu falar em reserva de emergência? Trata-se de rum colchão financeiro que deve corresponder a, aproximadamente, 6 meses do seu custo de vida e oferece suporte em imprevistos que comprometam as suas finanças.

Ela pode ser útil em situações como perda de emprego, problemas de saúde etc. Ter a reserva de emergência garantida é essencial para os investidores. Isso porque, sem esse resguardo, se você precisar de dinheiro terá que utilizar outra quantia aplicada e prejudicar o planejamento.

Caso não possa fazer o resgate de um investimento, há a chance de se endividar para lidar com o problema.  Assim, se o seu objetivo for montar a reserva de emergência, o fundo DI e CDBs com liquidez diária costumam ser alternativas adequadas.

Isso porque eles são seguros e apresentam alta liquidez — oferecendo facilidade para o resgate. Por outro lado, um CDB que demande um prazo maior para a conversão do ativo em caixa pode não ser o ideal para a reserva.

Como realizar o investimento?

Se, após conhecer as características do CDB e do fundo DI, você optar por investir em um deles ou em ambos, o passo seguinte é entender como os aportes são realizados. Primeiramente, é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores da sua confiança.

Nela, você terá acesso ao teste de perfil de investidor. Após saber qual é a sua classificação de risco, você será direcionado para as alternativas de investimentos, com todas as informações necessárias para ajudá-lo a fazer suas aplicações de forma consciente.

Assim, basta transferir para a sua conta de investimentos a quantia que deseja destinar a essa finalidade, selecionar as alternativas e adquirir os títulos ou cotas escolhidos.

Com os conhecimentos que você teve acesso neste artigo, pode avaliar em qual opção investir: CDB ou fundo DI. Considere que não é necessário se prender a apenas um tipo de investimento, desde que as escolhas estejam adequadas à sua estratégia financeira.

Para encontrar os melhores investimentos de acordo com o seu perfil, conte com a Guide Investimentos. Abra a sua conta e comece agora mesmo!

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