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Como montar uma carteira de dividendos? 10 Boas práticas que podem ajudar!

Tempo de leitura: 11 minutos

Investir com objetivos bem definidos é um passo importante para o sucesso. Por exemplo, uma meta pode ser o recebimento de dividendos, o que pode ajudá-lo a compor renda passiva. Para tanto, é necessário saber como montar uma carteira de dividendos.

Ao mesmo tempo, não basta escolher oportunidades que pareçam distribuir mais proventos. É preciso fazer uma análise das suas próprias características e também do mercado, em busca dos investimentos mais adequados.

Na sequência, confira 10 dicas que podem ser úteis para compor uma carteira de dividendos!

O que são dividendos e como eles são pagos?

Antes de montar sua carteira, vale a pena saber que dividendos são um tipo de provento pago a investidores em determinadas situações. Os dividendos de ações, por exemplo, são pagos pela divisão de parte do lucro líquido da empresa entre os acionistas, de modo proporcional.

A partir dessa distribuição, os dividendos são pagos em dinheiro e por ação. Então, quem tem mais ações recebe um montante maior de proventos. Contudo, vale destacar que existem outras alternativas de investimento que podem fazer esse pagamento.

O que é e como funciona uma carteira de dividendos?

Já uma carteira voltada para o recebimento de dividendos foca em ativos que distribuem esse tipo de provento. Ou seja, a intenção é construir um portfólio que ajude a obter retorno por meio desses benefícios.

Assim, o funcionamento se baseia na escolha de diversos ativos que sejam bons pagadores de dividendos. Então, por exemplo, uma carteira de ações desse tipo é focada nas empresas que distribuem esse provento em volumes atrativos para o investidor.

Por que montar um portfólio desse tipo?

Após entender o conceito, vale saber que criar uma carteira de dividendos pode ser vantajoso, a depender da sua estratégia. Afinal, isso pode melhorar o retorno dos seus investimentos, pois você passa a ter mais uma forma de ganhar dinheiro com o aporte.

Essa também é uma solução que pode aumentar a liquidez da sua carteira. Em vez de obter retorno apenas no momento em que vende as ações, por exemplo, você também obtém ganhos regularmente — e sem precisar se desfazer dos papéis.

Além disso, essa pode ser uma forma de criar renda passiva. Se o valor obtido com os investimentos for suficiente para suprir todas as suas despesas mensais, sem que o trabalho seja necessário, é possível alcançar a independência financeira.

10 Dicas sobre como montar a sua carteira de dividendos

Para aproveitar o que a carteira de dividendos pode oferecer, é importante entender como construir a sua. Portanto, você precisa saber como se planejar e como selecionar entre os ativos que estão disponíveis.

Na sequência, descubra 10 dicas que mostram como montar uma carteira de dividendos e aprenda a receber esse tipo de provento!

1. Analise seu perfil de investidor

Como você viu, as ações estão entre os investimentos que preveem a distribuição de investimentos. Entre as classes, é um investimento da renda variável e prevê a negociação na bolsa de valores. Portanto, é fundamental verificar qual é o seu nível de tolerância aos riscos, identificando o seu perfil de investidor.

Ele pode apresentar três classificações principais, entre conservador, moderado e arrojado. Por conta dos riscos mais elevados, o investimento na bolsa de valores costuma estar mais alinhado com investidores moderados e arrojados, que toleram um pouco mais de riscos.

Porém, cada caso deve ser avaliado e você deve considerar a sua estrutura financeira para definir se vale a pena recorrer a essa alternativa.

2. Entenda a importância do prazo dos investimentos

Ao montar uma carteira de dividendos, também é preciso ter atenção ao prazo de alocação. Por envolver investimentos de renda variável, o longo prazo tende a fazer mais sentido.

Isso acontece, primeiramente, porque um período maior de alocação diminui parte da volatilidade da carteira. Desse modo, ele permite diluir parte dos riscos, o que ajuda a tornar o portfólio mais equilibrado e seguro.

Além disso, essa é uma forma de acumular resultados. Se você investir na sua carteira de dividendos por 10 anos, o retorno acumulado tende a ser maior que o obtido em 5 anos, por exemplo. Então, dependendo da estratégia adotada, o longo prazo permite aumentar seu patrimônio de modo exponencial.

3. Aumente seu conhecimento sobre o mercado

Para tomar decisões alinhadas, também é importante ter um bom nível de conhecimento do mercado financeiro. Isso significa começar entendendo o mercado de ações e como é feito o pagamento dos dividendos.

As empresas estabelecem em seus estatutos como deve ocorrer a distribuição de proventos, o que inclui o percentual do lucro líquido e a frequência de distribuição. Logo, será necessário considerar esses aspectos ao tomar a decisão.

Também é preciso considerar as características de cada setor da bolsa de valores. Companhias de energia elétrica, por exemplo, não costumam fazer tantos reinvestimentos, então podem pagar mais dividendos que empreendimentos do segmento de varejo.

Além disso, vale a pena entender o que faz o preço de uma empresa subir ou descer e quais são as perspectivas em relação à economia. Assim, você poderá realizar escolhas mais acertadas. O mesmo vale em relação a outros ativos que fazem esse tipo de pagamento, conforme você aprenderá adiante.

4. Use os indicadores fundamentalistas

Antes de investir em ações, é preciso fazer uma análise fundamentalista completa. No caso de montar uma carteira de investimentos voltada para dividendos, isso também é importante.

Por meio dessa avaliação, você conseguirá identificar melhor a situação da empresa, a qualidade de gestão e as perspectivas para o médio e longo prazo, por exemplo. Assim, é possível escolher alternativas mais alinhadas com a sua estratégia.

Em relação aos proventos, especificamente, existem dois indicadores principais para considerar. Veja quais são:

Dividend yield

O dividend yield (DY) serve para indicar o retorno do investimento em relação ao recebimento de dividendos. Para tanto, utiliza-se a seguinte fórmula:

DY = Total de dividendos pagos por ação nos últimos 12 meses / Cotação da ação

Assim, quanto maior for o DY, maior tende a ser o retorno obtido na forma desse provento. Se a sua carteira tiver as ações das empresas com maiores resultados desse tipo, os ganhos poderão ser mais elevados.

Dividend payout

Já o dividend payout demonstra quanto do lucro líquido uma empresa distribui na forma de dividendos. A equação é a seguinte:

Dividend payout = Volume de dividendos pagos nos últimos 12 meses / Lucro líquido apurado nos últimos 12 meses

Logo, um resultado maior indica que a empresa é capaz de distribuir uma parte maior do que lucra. Se houver potencial para o crescimento dos resultados, é possível obter mais dividendos com o aporte.

Na hora de usar esses dois indicadores, pode ser interessante comparar os resultados entre empresas do mesmo setor. Isso porque, ao considerar companhias de segmentos distintos, o resultado pode não ser representativo.

Ademais, é necessário avaliar outros indicadores relevantes. Uma empresa pode pagar mais dividendos que a outra, mas ter uma gestão menos adequada — o que pode comprometê-la no longo prazo. Portanto, é indispensável que a análise seja feita em diversos níveis.

5. Considere os períodos de pagamento

Ao montar sua carteira de dividendos, também é preciso saber que existem diferentes prazos de pagamento. Há empresas que pagam trimestralmente, enquanto outras optam pela distribuição anual, por exemplo.

Se o seu objetivo for receber dividendos mensalmente, o ideal é montar um calendário de recebimento, pensando no histórico de distribuição. Dessa forma, você pode fazer investimentos que também são baseados nas datas de pagamento, o que pode favorecer sua estratégia.

Naturalmente, esse não deve ser o critério mais importante para a decisão, pois a análise fundamentalista deve ser observada. Contudo, é possível utilizar os dados como orientação e critério de desempate, por exemplo.

6. Diversifique a sua carteira

Independentemente dos ativos selecionados, é fundamental focar na diversificação de carteira. Isso significa que você deve escolher ações de empresas diferentes e de setores distintos.

Isso é importante para evitar a concentração de recursos. Se você investir em apenas uma empresa pagadora de dividendos, por exemplo, um problema na distribuição de proventos fará com que você não obtenha mais esse tipo de pagamento. O mesmo acontece ao focar em apenas um segmento.

Portanto, é interessante analisar as diferentes alternativas do mercado, buscando setores descorrelacionados ou com correlação negativa. Assim, você dilui parte dos riscos e protege melhor o portfólio.

7. Invista em outros ativos além das ações

Além de fazer a diversificação entre ações e setores, pode ser interessante pensar no investimento em outros ativos. Afinal, embora as ações sejam as mais lembradas, outros investimentos também distribuem dividendos.

A seguir, entenda melhor quais são as alternativas e como funcionam!

Fundos imobiliários

Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) funcionam como condomínios financeiros. Então, os investidores participam mediante aquisição de cotas e os recursos são movimentados por um gestor profissional.

Entre os tipos, há três principais FIIs existentes. São eles:

  • fundos de papel: priorizam o investimento em títulos ligados ao mercado de imóveis, como letra de crédito imobiliário (LCI) e certificado de recebíveis imobiliários (CRI);
  • fundos de tijolo: direcionam a maior parte dos recursos para a aquisição de imóveis físicos;
  • fundos de fundos: optam pela aquisição de cotas de outros FIIs disponíveis no mercado.

Por lei, qualquer tipo de FII é obrigado a distribuir, no mínimo, 95% dos resultados semestralmente — embora existam alternativas com distribuições mais frequentes. Ao avaliar o DY dos FIIs, é possível encontrar alternativas que se alinham melhor às suas estratégias.

BDR

Sigla para certificado de depósito de valores mobiliários, o BDR também pode distribuir dividendos. Ele consiste em um certificado lastreado em ativos internacionais adquiridos por uma instituição depositária.

Na B3, a bolsa de valores brasileira, é possível encontrar BDRs de diversos ativos, como ações, ETFs e títulos de dívida. Assim, ao investir, você terá direito aos resultados do ativo relacionado ao BDR, de modo proporcional — o que inclui os dividendos.

Então lembre-se de que, ao compor uma carteira de dividendos, não é preciso se limitar às ações. É possível diversificar também com FIIs e BDRs, de acordo com o seu perfil de risco e seus objetivos.

8. Considere usar uma carteira recomendada

Dependendo do seu nível de conhecimento do mercado financeiro e da dedicação que você pode ter ao investir, utilizar uma carteira recomendada pode ser uma saída. Ela consiste em um portfólio completo e balanceado, montado por analistas do mercado financeiro.

Logo, você pode recorrer a uma carteira recomendada de dividendos como ferramenta para montar o seu próprio portfólio. Além de os ativos serem apresentados, há um relatório que justifica as escolhas e que indica as proporções de aporte.

Assim, você deve realizar os investimentos seguindo essas orientações para buscar os resultados desejados. Além disso, é necessário acompanhar atualizações, que costumam ser mensais e indicam a compra e venda de ativos.

9. Reinvista os dividendos recebidos

Além de saber como montar a carteira de dividendos, é importante entender como gerenciá-la ao longo do tempo. Nesse sentido, é preciso dar atenção extra ao reinvestimento.

A ideia é utilizar o dinheiro recebido na forma de proventos para realizar outros aportes. Desse modo, você pode aumentar a sua capacidade de investimento sem precisar, necessariamente, reforçar o seu planejamento financeiro.

Além disso, essa é uma maneira de expandir sua carteira de ações. Com participações maiores nas empresas, você terá direito a receber mais dividendos. Logo, a estratégia possibilita aumentar o potencial de ganhos de modo exponencial ao longo do tempo.

10. Escolha a corretora de valores ideal

Para colocar todas essas dicas em prática, é fundamental ter uma conta em uma corretora de valores. Assim, você poderá acessar o home broker — ambiente que permite negociar os investimentos da bolsa, como ações, FIIs e BDRs.

Nesse sentido, você pode ter a melhor experiência com a Guide Investimentos. Após abrir a conta gratuitamente, é possível negociar ativos da bolsa de valores de maneira rápida e segura.

Você também terá acesso a uma plataforma com muitos outros investimentos e poderá acompanhar a carteira por meio do nosso app. Assim, é possível conferir o rendimento do seu patrimônio e realizar os investimentos com segurança e praticidade.

Ao aplicar essas 10 boas práticas, definir como montar uma carteira de dividendos pode ficar mais simples. Nesse processo, não se esqueça de priorizar o seu perfil de investidor e suas expectativas para fazer escolhas que o ajudem a conquistar os resultados de interesse.

Essas dicas foram úteis? Aproveite para abrir sua conta na Guide Investimentos e conte com uma corretora completa para você!

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