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Cálculo da aposentadoria: quanto é preciso para aposentar?

23 de dezembro de 2021
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 11 min
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ilustração de uma calculadora
Tempo de leitura: 11 min

Poder se aposentar com tranquilidade e aproveitar esse momento sem ter preocupação com dinheiro é o sonho de muitas pessoas. Depois de décadas de trabalho árduo e diário, nada melhor do que o merecido descanso, não é mesmo?

Contudo, para poder alcançar esse objetivo e ficar despreocupado, é necessário saber fazer o cálculo da aposentadoria e se preparar com clareza sobre perspectivas de renda para esse período. Infelizmente, nem todos sabem ao certo como calcular esse valor.

Mas não se preocupe! Neste texto você aprenderá como fazer o cálculo da aposentadoria, além de encontrar dicas para poder aproveitar melhor esse período.

Acompanhe!

O que é a aposentadoria?

Depois de muito tempo de trabalho, a expectativa é chegar a um momento em que é possível descansar, sem se preocupar com seus rendimentos. Mas, para que isso seja possível, é essencial ter os recursos financeiros necessários.

Nesse sentido, a aposentadoria é justamente a remuneração paga aos profissionais que encerraram suas atividades. No Brasil, ela é oferecida de forma pública pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Funciona assim: a pessoa contribui durante a vida produtiva, com base no salário, e recebe uma renda ao se aposentar. Essa contribuição é obrigatória para todos os trabalhadores brasileiros, inclusive autônomos.

Quais as formas de se aposentar no Brasil?

Desde que foi criada, a aposentadoria no Brasil passou por diferentes transformações. A mais recente, e uma das mais profundas, ocorreu em 2019 — com a conclusão de uma Reforma da Previdência.

A principal maneira de se aposentar passou a ser a aposentadoria por idade. Mas o recebimento integral do cálculo da aposentadoria também depende do tempo de contribuição. Para atingir o valor máximo, é necessário ter contribuído por 40 anos.

Além dessa aposentadoria por contribuição e serviço, existe também a aposentadoria por invalidez. Nesses casos, é necessário que a pessoa esteja dentro de determinados critérios que atestam sua incapacidade produtiva, podendo assim receber o benefício.

Quem pode receber aposentadoria no Brasil?

Levando em consideração as novas regras após a reforma de 2019, a idade de aposentadoria no país é de 62 anos para mulheres e de 65 para homens. Em ambos os casos, é necessário ter 20 anos de contribuição.

Entretanto, como você viu, não é possível se aposentar somente com o tempo de contribuição. Quem alcançá-lo antes deve aguardar até a idade correspondente. Já no caso da aposentadoria por invalidez, é necessário comprovar a limitação por meio de perícias médicas, realizadas pelo próprio INSS.

Como realizar o cálculo da aposentadoria do INSS?

Agora que você compreende melhor o que é a aposentadoria, como ela funciona e quem pode receber esse benefício, é hora de entender como fazer seu cálculo. Afinal, é necessário saber a perspectiva de renda para esse período, podendo planejar seu futuro de forma adequada.

Nesse sentido, o valor da aposentadoria é calculado de acordo com as regras previstas pela legislação previdenciária. Alguns dos fatores que devem ser levados em consideração para esse cálculo são:

  • média salarial;
  • idade;
  • tempo de contribuição;
  • descartes dos menores salários de contribuição;
  • tipo de aposentadoria;
  • fator previdenciário;
  • divisor mínimo.

Assim, dependendo de cada um desses fatores, o cálculo da aposentadoria será feito de determinada forma. Confira a seguir como esses aspectos interferem no valor final:

Média salarial

Um dos principais elementos que interferem no valor do benefício é a média salarial. Por isso, o cálculo sempre deve começar a partir desse aspecto. Para poder entender como a média salarial funciona, é necessário somar todos os salários de contribuição do segurado.

A soma deve partir de julho de 1994 (ano em que o Brasil adotou o real como moeda nacional) até o mês anterior à entrada do requerimento, dividindo o resultado pela quantidade de contribuições realizadas.

Imagine, por exemplo, que uma pessoa começou a trabalhar em 1980 e deu entrada em sua aposentadoria em janeiro de 2020. Nesse caso, ela realizou 480 contribuições durante todo o período, sendo 312 a partir de julho de 1994.

Para saber a média salarial desse contribuinte, é necessário somar as 312 contribuições, corrigir o valor de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e dividir o valor final por 312. O resultado será a média salarial para fins de aposentadoria.

Idade

Embora a média salarial seja fundamental para o cálculo da aposentadoria, ela não é o único fator para determinar o valor do benefício. Além disso, é necessário considerar a idade do requerente.

Esse fator tende a influenciar o valor final do benefício, pois as regras de aposentadoria com valor mais alto geralmente exigem uma idade mínima. Além disso, mesmo aposentadorias sem idade mínima costumam considerar esse fator para a definição do benefício.

Assim, quanto maior a idade de quem deseja se aposentar, maior será o valor da aposentadoria. Contudo, em algumas exceções a idade não tem tanta relevância. Isso ocorre, principalmente, em casos de aposentadoria especial — com regras antes da Reforma da Previdência.

Tempo de contribuição

Outro aspecto importante é o tempo de contribuição. A maioria das regras de aposentadoria exige um tempo mínimo de contribuição e, mesmo nos casos em que não existe a exigência, esse tempo é um fator que interfere no valor final a ser pago.

Com a Reforma da Previdência foi dada uma maior relevância para o tempo em que o trabalhador contribuiu para a Previdência. Assim, esse fator tem grande importância tanto na aposentadoria quanto nos demais benefícios previdenciários.

Nesse sentido, é praticamente impossível um homem receber uma aposentadoria 100% equivalente à sua média salarial tendo menos de 40 anos de contribuição. O mesmo vale para o caso de uma mulher que contribuiu por menos de 35 anos.

Portanto, é importante calcular corretamente o tempo de contribuição. Para isso, é necessário levar em consideração os vínculos que constam no extrato previdenciário (CNIS) além de outros vínculos que não constam neste documento, tais como:

  • reflexos de reclamação trabalhista na Justiça do Trabalho;
  • período de aviso prévio;
  • atividade rural a partir dos 12 anos;
  • período remunerado ou com algum benefício, como aluno-aprendiz em escola técnica;
  • período como ministro(a) de confissão religiosa;
  • serviço militar obrigatório.

Todos esses fatores podem ser contabilizados como tempo de contribuição, permitindo acesso a uma aposentadoria maior e mais completa.

Indicadores

Também é necessário prestar atenção nos indicadores anotados pelo INSS em seu extrato previdenciário. Alguns deles podem fazer com que o instituto desconsidere determinadas contribuições na hora de fazer o cálculo da aposentadoria.

Logo, é indispensável analisar o extrato com bastante cautela e perceber se foi anotado algum indicador. Caso isso ocorra, é válido buscar saber o que ele significa e o que pode ser feito para corrigi-lo, pois sem a correção pode haver uma diminuição no tempo de contribuição.

Descarte dos menores salários

Um fator que pode aumentar o valor da aposentadoria, mas que é desconhecido por muitos, é o descarte dos menores salários de contribuição. Embora com as novas regras não exista mais o descarte automático dos 20% mais baixos, ainda é possível deixar de contar com as menores contribuições.

Mas, para saber se o descarte dos menores salários é vantajoso ou não, é necessário avaliar cada situação individualmente.

Tipo de aposentadoria

O cálculo da aposentadoria varia de acordo com o tipo de aposentadoria requisitado. Ou seja, é preciso saber se ela acontecerá:

  • por idade;
  • por tempo de contribuição;
  • de forma especial.

Algumas profissões e pessoas ainda têm o direito a aposentadorias específicas, como servidores públicos, militares, professores e pessoas com deficiência.

Assim, a maneira como o benefício será calculado depende de cada uma dessas modalidades. É fundamental que o contribuinte escolha aquela mais adequada ao seu histórico contributivo.

Fator previdenciário

É provável que você já tenha ouvido falar do fator previdenciário. Essa é uma fórmula matemática criada em 1999 com o objetivo de diminuir o valor da aposentadoria das pessoas que optam por se aposentar mais cedo.

Essa fórmula considera a expectativa de vida, idade e tempo de contribuição. Assim, quanto maior a expectativa de vida e menor a idade e tempo de contribuição, maior será o fator previdenciário. Por consequência, menor será o valor da aposentadoria.

Divisor mínimo

Por fim, é necessário levar em consideração o divisor mínimo no cálculo da aposentadoria. Esse é um número mínimo pelo qual a soma dos salários de contribuição precisa ser dividida na hora de calcular a média salarial.

O divisor mínimo foi criado em 1999, mas foi extinto com a Reforma da Previdência. Portanto, se você se aposentará com a regra nova, esse não precisa ser um fator considerado. Contudo, quem se aposentou com a regra anterior deve analisar se o divisor mínimo foi considerado corretamente.

Quanto é preciso para aposentar com segurança?

Agora que você compreende como é feito o cálculo da aposentadoria, é importante levantar o questionamento sobre qual o valor adequado para poder se aposentar com segurança.

Embora essa seja uma pergunta comum, a resposta dela varia de acordo com cada pessoa. Isso ocorre porque o valor adequado para aposentadoria está diretamente relacionado a questões pessoais.

Nesse sentido, para garantir sua aposentar com segurança, é necessário considerar:

O padrão de vida que deseja ter

O primeiro ponto a considerar para pensar quanto precisa para a aposentadoria é o padrão de vida que você deseja ter nesse período. Cada pessoa tem suas particularidades e preferências com relação a gostos, hobbies e hábitos de consumo. Portanto, cada estilo de vida tem um custo próprio.

Contudo, vale considerar que a velhice costuma apresentar gastos diferentes da juventude. Por isso, pense nos possíveis gastos com saúde e outros cuidados cotidianos que serão necessários para garantir o bem estar durante a aposentadoria.

Suas prioridades para esse momento

Também é importante considerar o que é uma boa aposentadoria para você. É válido pensar, por exemplo, se você quer viajar bastante durante esse momento, se deseja aproveitar o tempo com familiares ou fazer mais viagens etc.

Saber como você quer aproveitar a aposentadoria é fundamental para estipular a renda adequada para esse período.

Como complementar a aposentadoria?

Como você percebeu, o cálculo da aposentadoria é complexo e pode tornar a renda bem menor do que no período laboral. Ademais, independente dos fatores que influenciam o cálculo, existe um teto máximo para a aposentadoria do INSS. Em 2021, esse valor era de R$ 6.433,57 por mês.

Embora possa ser uma quantia interessante, são poucas as pessoas que têm direito ao teto. Logo, muitos aposentados enfrentam desafios em relação à renda no Brasil.

Mas existem formas de complementar essa renda, o que pode ser vantajoso nos mais diversos aspectos. Confira a seguir algumas alternativas para isso!

Previdência Privada

A Previdência Privada é uma modalidade de investimento que pode possibilitar uma remuneração a longo prazo. Ela funciona como um fundo de investimento, mas com certas particularidades em relação ao funcionamento. É possível escolher entre duas modalidades:

  • VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres): opção mais indicada para quem declara Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) no formulário simplificado ou é isento;
  • PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres): plano estratégico para quem realiza declaração completa do IRPF, permitindo o abatimento de até 12% da renda anual.

Investimentos

Além da Previdência Privada, também é possível complementar a aposentadoria por meio de investimentos no mercado financeiro. Nesse caso, é importante considerar opções que permitam renda passiva no longo prazo.

Algumas alternativas nesse sentido são:

  • Ações: negociadas na bolsa de valores, ao investir em ações você se torna sócio das empresas. Existem companhias que são boas pagadoras de dividendos, sendo uma possibilidade de renda passiva no longo prazo;
  • Fundos imobiliários: os fundos imobiliários (FIIs) também são alternativas para receber dividendos. As cotas são negociadas na bolsa de valores e o investimento é focado no mercado de imóveis;
  • Tesouro IPCA: sendo um tipo de Título Público, investindo no Tesouro IPCA você empresta dinheiro ao Governo — e o recebe no futuro com acréscimo de juros. É possível comprar títulos de longo prazo, que podem ser interessantes para a aposentadoria.

Conclusão

Neste texto você aprendeu como é feito o cálculo da aposentadoria e os diversos fatores que influenciam o valor final a ser pago ao contribuinte. Como vimos, uma opção interessante é investir para complementar essa renda. Para isso, conte com o auxílio de uma boa corretora de valores!

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