O que são bonds? Como funcionam esses títulos?

Tempo de leitura: 6 minutos

Investir em títulos públicos pode ser uma alternativa para quem deseja diversificar sua carteira. Porém, comprar títulos de dívida estrangeira pode potencializar a estratégia, expondo o portfólio a outras economias e moedas. Para tanto, é preciso entender o que são bonds.

Apesar de serem alternativas da renda fixa estrangeira, elas contam com particularidades importantes em relação aos títulos do Brasil. Dessa forma, antes de investir, é fundamental entender os detalhes sobre esses títulos.

Veja neste artigo:
O que são bonds?
Quais são suas principais características?
Quais as semelhanças desses títulos com a renda fixa brasileira?
Quais são os tipos de bonds?
Quais são suas vantagens?
Como investir em bonds?

Tem interesse no tema? Neste artigo, você entenderá o que bonds, quais são suas semelhanças com títulos brasileiros, como funcionam e como investir.

Confira!

O que são bonds?

Bonds são títulos de dívidas emitidas no mercado internacional por Governos e por instituições privadas. Em português, o termo pode ser traduzido como obrigação ou compromisso, o que reflete a sua finalidade.

Na prática, eles são emitidos para arrecadar recursos que serão utilizados no financiamento de projetos. Em troca, geram um compromisso do emissor em pagar o credor, fazendo com que eles sejam considerados de renda fixa.

Quais são suas principais características?

Cada país tem suas próprias regras para emissão de bonds, então podem existir variações entre eles. No entanto, em regra, existirá um contrato de dívida que aponta sempre um valor de investimento, um vencimento e uma remuneração específica.

Ou seja, é feito um investimento com a promessa de que, em troca, o investidor receberá o montante principal acrescido de juros no vencimento. Essa rentabilidade definida pode ser prefixada (com um retorno determinado), pós-fixada (vinculada a um índice) ou híbrida.

Já os vencimentos podem ser variados, em curto, médio ou longo prazo. Em relação ao pagamento dos rendimentos, eles podem acontecer no vencimento ou periodicamente, caso se trate de um bond do tipo coupon.

A dinâmica dos bonds é semelhante a algumas alternativas de títulos de renda fixa brasileiros, como você verá a seguir.

Quais as semelhanças desses títulos com a renda fixa brasileira?

Ao conhecer as principais características dos bonds, é importante destacar as semelhanças com os títulos de renda fixa do Brasil. Para começar, eles podem ser emitidos pelo Governo ou instituições privadas (como as empresas).

Assim, os bonds emitidos pelo Governo se assemelham aos títulos públicos do Tesouro Nacional, no Brasil. Já os bons com emissão feita por instituições são semelhantes aos títulos de crédito privado, como é o caso das debêntures.

Quais são os tipos de bonds?

Existem diversos tipos de bons que podem ser emitidos, conforme as regras de cada país. Contudo, para facilitar a compreensão, vale considerar os bonds norte-americanos.

Entenda como eles funcionam!

Treasury bonds

Quando os bons são emitidos pelo Governo, eles são conhecidos como Treasury bonds. Nesse caso, eles podem ter diversas classificações, que variam, principalmente, conforme o seu vencimento.

Veja só:

  • Treasury Bills (T-Bills): são opções com curto prazo, com vencimento em até 1 ano;
  • Treasury Notes (T-Notes): contam com um vencimento que pode chegar a 10 anos, oferecendo pagamentos periódicos de juros;
  • Treasury Bonds (T-Bonds): alternativas com prazo mais longo, com vencimento entre 20 e 30 anos, além do pagamento de rendimentos periódicos.

Corporate bonds

Quando as emissões são realizadas por instituições privadas, como empresa, eles são conhecidos como Corporate bonds. Nesse caso, os títulos podem ter características distintas em relação aos vencimentos e prazos.

Por exemplo, é possível encontrar títulos do tipo convertible, ou seja, que permitem convertê-lo em ações da empresa emissora. O funcionamento é parecido com aquele das das debêntures conversíveis no Brasil.

Além disso, em relação ao pagamento de remuneração, eles podem ter duas classificações — que se aplicam também aos Treasury bonds. São elas:

  • coupos: pagam os juros acordados de forma semestral ou anual;
  • zero-coupon: remuneram o investidor apenas no vencimento do título.

Aqui, lembre-se de que os conceitos podem variar em outros países. Logo, é sempre importante verificar todos os detalhes das regras referentes a alternativa internacional que você pretende incluir em sua carteira.

Quais são suas vantagens?

Após entender o funcionamento desses títulos, é comum ter dúvidas se vale a pena ou não investir nos bonds. Para ajudar na decisão, é interessante conhecer as vantagens que eles podem trazer ao investidor.

Veja as principais:

  • são investimentos de renda fixa, o que traz maior previsibilidade em relação ao retorno;
  • permitem internacionalizar a carteira, investindo em empresas estrangeiras ou em outro país, com os títulos públicos;
  • tendem a trazer mais segurança, quando comparados a outros ativos de exposição internacional;
  • oferecem possibilidades diversas em relação à remuneração, forma de pagamento e prazos;
  • proporcionam a exposição ao câmbio;
  • colaboram com a diversificação do portfólio.

Como investir em bonds?

Como foi possível aprender, os bons são títulos de renda fixa internacional. Logo, estão disponíveis no mercado exterior, exigindo que o investidor tenha acesso a uma corretora do país desejado para conseguir fazer os aportes de maneira direta.

No entanto, também é possível fazer isso de maneira indireta, contando com alternativas disponíveis no Brasil. A primeira é por meio de ETFs (exchange traded funds), que são fundos de investimento cuja estratégia é replicar um indicador do mercado nacional ou internacional.

Assim, eles espelham a carteira teórica do índice de referência, se expondo aos mesmos ativos ou títulos que o compõem. Ademais, os ETFs têm as cotas negociadas na bolsa de valores brasileiras, facilitando o acesso pelo investidor.

Outra possibilidade é investir por meio de BDRs (brazilian depositary receipt), ou certificados de depósito de valores mobiliários. Nesse caso, eles são lastreados em ativos do exterior, que podem ser ações, ETFs ou bonds.

O que são BDRs?

Eles também são negociados na bolsa. Para tanto, o investidor precisa encontrar um BDR lastreado em um bond ou em um ETF internacional ligado aos títulos para se expor à alternativa. Em todos os casos, é preciso considerar os riscos envolvidos.

Como ETFs e BDRs são negociados na bolsa de valores, eles se expõem às oscilações do mercado da renda variável. Ainda, é preciso verificar a liquidez, considerando o volume de negociações do ativo escolhido, para fazer escolhas alinhadas às suas estratégias.

É importante salientar que, mesmo que o foco seja em renda fixa, é necessário pensar nos riscos envolvidos em negociações de ETFs e BDRs na bolsa. Ademais, a liquidez do produto também é um fator importante para uma estratégia de investimento.

Conclusão

Agora você já sabe o que são os bonds e as suas principais características. Então, se deseja investir fora do Brasil, não se esqueça de avaliar as vantagens e riscos para tomar decisões alinhadas ao seu perfil e objetivos financeiros.

Este conteúdo esclareceu as suas dúvidas? Para aprofundar seus conhecimentos, descubra agora se vale a pena fazer investimentos internacionais!

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