BDRs de ETFs e títulos de dívida internacionais: entenda essa novidade!

Tempo de leitura: 6 minutos

O investimento em mercado internacional pode apresentar vantagens, especialmente ao considerar a diversificação da carteira. Para expor o seu capital a outros países, uma das possibilidades envolve os BDRs de ETFs.

O que veremos neste artigo?
O que é BDR?
Quais são os tipos de BDRs?
O que são os BDRs de ETFs e de títulos de dívida?
Quais são as vantagens dessa novidade?

Essas são alternativas relativamente novas na B3, mas que podem representar um bom potencial para investidores com perfil e interesses condizentes com o investimento. Portanto, esses certificados podem passar a fazer parte da sua carteira.

Se quiser entender melhor a novidade, conheça mais sobre os BDRs disponíveis na bolsa de valores e veja como funcionam os BDRs de ETF e de títulos de dívida internacionais!

O que é BDR?

Sigla para Brazilian Depositary Receipt, o BDR é que um certificado local lastreado em um ativo internacional. Inicialmente o único modelo disponível era o BDR de Ações. Então os investidores podiam investir em papéis internacionais pela bolsa brasileira e em reais.

O lançamento desses certificados veio acompanhado pela regra de que somente quem fosse investidor qualificado poderia investir em BDR. Porém, a modalidade se tornou acessível para todos os investidores a partir de 2020.

Para entender melhor o BDR, vale a pena compreender o seu funcionamento. Para que ele seja disponibilizado, é necessário que haja a atuação de uma instituição financeira intermediária. A empresa fica responsável por adquirir os ativos no mercado internacional.

Depois, ela realiza os devidos procedimentos para emitir o BDR com lastro no ativo em questão. Ao mesmo tempo, há a garantia de que a empresa manterá as Ações, ETFs e outros ativos e não os venderá. Assim, o investidor pode adquirir o certificado, que dá a ele o direito de participar dos resultados do ativo internacional.

Em um BDR de Ações, por exemplo, significa que ele tem o direito de obter ganhos caso decida vender o certificado em um momento de valorização da empresa. Também há o direito de participar da distribuição de lucros, como os dividendos.

Quais são os tipos de BDRs?

Os BDRs não são todos do mesmo tipo na bolsa. Existem os chamados patrocinados e os não patrocinados.

No primeiro caso, a própria empresa emissora das Ações ou demais investimentos estrangeiros solicita que a intermediária realize a aquisição e disponibilize os BDRs. Já os não-patrocinados são criados sem interferência do emissor.

Além das Ações, como você viu, agora a B3 conta com outros tipos de BDRs. São as versões de BDRs lastreados em ETFs (Exchange Traded Funds) e títulos de dívida internacionais. Com isso, os investidores podem aportar os recursos em outros ativos do mercado internacional diretamente pela B3.

O que são os BDRs de ETFs e de títulos de dívida?

Apesar de os BDRs de Ações terem sido os primeiros a chegarem ao Brasil, como você viu, atualmente existem outras alternativas para quem deseja se expor ao mercado externo. Entre as possibilidades, estão justamente os BDRs de ETFs e os BDRs de títulos de dívida internacionais.

A princípio, eles funcionam como o modelo de Ações. Contudo, vale a entender melhor suas características, para compreender quais são as oportunidades.

Os ETFs representam Fundos de Índice do mercado. Eles investem em ativos buscando replicar um indicador. No caso de índices de Ações, o fundo monta o portfólio de acordo com a carteira teórica para obter resultados semelhantes ao do mercado.

Um ETF do Ibovespa, por exemplo, monta uma carteira com Ações brasileiras na mesma proporção que o índice. Já um ETF do Standard & Poor’s 500 (S&P 500) investe nas 500 maiores empresas norte-americanas.

Sendo assim, unir BDR e ETF significa que o investidor pode expor seus recursos a Fundos de Índice internacionais de maneira indireta. Não é preciso, portanto, fazer o investimento por meio de uma corretora fora do país.

Em relação ao BDR de títulos de dívida, ele tem relação mais próxima com a renda fixa. Ou seja, os títulos são como empréstimos feitos para instituições. Assim, o BDR permite ter acesso a aplicações estrangeiras também a partir da B3.

Quais são as vantagens dessa novidade?

Como você viu, até 2020 os BDRs eram vistos como certificados de um depósito mobiliário com lastro em Ações internacionais. No entanto, com a flexibilização de regras por parte da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), no segundo semestre do mesmo ano, a chegada de BDRs de ETFs e de títulos de dívida se tornou possível.

Na prática, as novas possibilidades podem oferecer diversas vantagens para quem investe. Confira algumas delas a seguir!

Exposição a mercados internacionais

Um dos principais pontos positivos inclui a chance de expor seus recursos a um mercado diferente do brasileiro. Você tem a chance de aproveitar o cenário econômico de outro país, o que pode ajudar a melhorar os resultados.

Uma das possibilidades é proteger seu patrimônio. Ao investir em BDRs atrelados ao mercado dos Estados Unidos, você poderá aproveitar a valorização da moeda norte-americana.

E, com os BDRs de ETFs e títulos de dívida internacionais, existe agora um leque muito mais completo à disposição do investidor brasileiro.

Diversificação de riscos

A exposição a outros mercados também é útil para diversificar e equilibrar os riscos da carteira. Com BDRs de ETFs, especificamente, isso se torna ainda mais fácil.

Além de se expor a uma economia internacional, é possível aproveitar o investimento acessível e diversificado que um Fundo de Índice apresenta. Ao se expor a 500 empresas do índice norte-americano, por exemplo, sua carteira pode apresentar um equilíbrio maior.

Facilidade de investimento

Escolher um ETF, por si só, já pode tornar tudo mais prático e acessível. Afinal, os seus recursos são gerenciados por um profissional e, com o mesmo valor inicial, é possível explorar diversos ativos ao mesmo tempo.

Com os BDRs, ainda há a facilidade de investir no mercado externo diretamente pela B3 e em reais. Não só nos BDRs de ETFs, mas também de títulos de dívida. Sendo assim, você enfrenta menos burocracia para investir em uma alternativa internacional.

Versatilidade de escolha

Ao conhecer a lista de BDRs disponíveis na B3, você notará que há muitas possibilidades para investir. Com a chegada das novidades, não existem apenas certificados de Ações, mas também de fundos e de títulos. Portanto, é possível selecionar as alternativas que mais fazem sentido para seu caso.

Antes de investir, no entanto, vale a pena considerar seu perfil de investidor e os seus objetivos. E, se decidir realizar aportes, não se esqueça de considerar também a diversificação. Por exemplo, investindo em múltiplos BDRs para compor sua carteira com escolhas variadas.

Como vimos, os BDRs de ETFs e títulos de dívidas do exterior são novas alternativas para quem deseja investir no exterior com praticidade, diversificação e bom potencial de resultados. E sem sair do Brasil. Então vale a pena considerar as novas opções do mercado e selecionar as alternativas mais alinhadas aos seus interesses!

Neste artigo, você conferiu as novidades sobre os BDRs. Agora, aproveite para ver como investir em ativos de empresas estrangeiras!

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