BDRs de ETFs: um novo jeito de olhar para o mundo e investir em ativos do exterior

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O mundo mudou, e muito, no último ano. Não foi tarefa fácil controlar os ânimos e encarar os desafios impostos por uma pandemia global. Vimos alguns setores da economia se destacando, outros se redescobrindo e algumas oportunidades surgindo para investidores e participantes do mercado.

E, com a taxa de juros em sua mínima histórica, muitos investidores, fundos de investimento e fundações aproveitaram o movimento para diminuir a concentração de investimentos em ativos de menor risco e aumentar a diversificação de suas carteiras.

Foi nesse contexto que surgiu uma mudança regulatória bastante aguardada pelo mercado brasileiro: o acesso dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs) aos investidores pessoas físicas.

Essa iniciativa facilitou bastante a vida do investidor brasileiro que desejava diversificar seus investimentos e expor suas economias a ativos estrangeiros como Amazon, Google e Apple, e com a vantagem de poder fazer tudo isso na bolsa brasileira, da mesma forma que já negociava ações de empresas nacionais.

Mas as novidades não pararam por aí. Após a liberação da negociação de BDRs que espelham ações de empresas estrangeiras para todos os investidores em setembro do ano passado, 39 BDRs de Exchange Traded Funds (ETFs) foram lançados na B3 em novembro. E agora, no início de fevereiro, 11 desses BDRs de ETFs negociados nos EUA foram liberados para serem negociados por investidores pessoa física na bolsa do Brasil.

Na prática o investidor brasileiro agora poderá adquirir, em uma única operação, um conjunto de papeis de empresas listadas em diversas bolsas internacionais.

Com isso, vemos o aumento da oferta de produtos disponíveis para os investidores brasileiros que passam a ter acesso aos ETFs negociados em bolsas estrangeiras e que utilizam índices consolidados mundialmente como referência, trazendo a oportunidade de diversificação não só geográfica e setorial, mas também cambial.

E os BDRs de ETFs também são um importante instrumento para a indústria de fundos, pois amplia o cardápio de possibilidades dos gestores na construção de portfólios mais diversificados para ofertar aos seus clientes.

Como são muitas letrinhas juntas, que tal lembrar o que são BDRs e ETFs?

O BDR é um certificado emitido por instituições brasileiras que possibilita o acesso às ações das maiores empresas globais e ETFs mais negociados no mundo. É uma alternativa para diversificação de portfólio, pois ele pode ser acessado de forma simples, pelos sistemas das corretoras que atuam no Brasil, sem a necessidade de mandar dinheiro para o exterior.

Na prática, ele funciona como um “espelho” da ação listada fora do Brasil. Vale lembrar que, além do preço da ação ou ativo que dá lastro ao BDR, ele também pode sofrer valorização ou desvalorização a depender da cotação do real brasileiro frente ao dólar americano (uma vez que o BDR é adquirido pelo investidor em reais, mas reflete o preço de um ativo negociado em dólar).

Os ETFs são fundos de investimento negociados em bolsa de valores que aplicam seus recursos em carteiras compostas por ações de diversas empresas ou por títulos de renda fixa. Quando você compra uma cota de um desses ETFs é como se estivesse, ao mesmo tempo, comprando uma cesta composta por várias ações de diferentes empresas ou títulos de renda fixa de diferentes características. Isso porque o ETF sempre espelha uma carteira de ações ou títulos de um índice, como o Ibovespa, o S&P500 ou o IMA-B, por exemplo. E com essa característica, a rentabilidade do ETF será muito parecida com a do índice que espelha.

Diversificação Global

Mas por que a diversificação global e a possibilidade de investimentos em BDRs de ETFs são tão importantes? Porque as grandes economias possuem um mercado de capitais robusto com as mais variadas alternativas de investimentos. Graças aos BDRs de ETFs é possível investir, por exemplo, a partir de uma conta em uma corretora de valores brasileira, em cotas de ETFs das principais empresas de tecnologia listadas em bolsa nos EUA ou nas principais companhias negociadas em bolsas da China.

Ou seja, isso é um combustível fundamental para o fortalecimento e amadurecimento do mercado de capitais no Brasil.

Nós, da B3, temos um papel importante de ampliar a oferta de produtos disponíveis nas nossas plataformas e ajudar a desmistificá-los, oferecendo informação de qualidade que ajuda os investidores a entender as oportunidades disponíveis e adequadas ao seu perfil para investirem de forma consciente.

Isso porque entendemos que a diversificação e educação são agendas que caminham juntas, tanto para profissionais do mercado quanto para os demais investidores. Assim, o mercado se desenvolve e cresce de forma estruturada e saudável.

Quer conhecer os BDRs de ETFs disponíveis para o investidor pessoa física? Acesse aqui. E no Hub de Educação da B3 você encontra conteúdos super especiais que preparamos para você sobre investimentos no exterior e diversificação. 

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