Bolsas de NY fecham sem sinal único, com energia em alta

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As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta segunda-feira, enquanto os temores com a incorporadora chinesa Evergrande e o pacote de investimentos no Congresso dos Estados Unidos seguiram no radar. Ações de tecnologia tiveram baixas relevantes, com o setor tendendo a ser pressionado pelo avanço nos juros do Treasuries, que é resultado da avaliação de que a retirada de estímulos por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve começar em breve. Por outro lado, as petroleiras avançaram, seguindo a alta do barril, e os bancos também tiveram ganhos importantes

No fechamento, o Dow Jones subiu 0,21%, a 34.869,37 pontos, o S&P 500 recuou 0,28%, a 4.443,11, enquanto o Nasdaq caiu 0,52%, a 14.969,97 pontos.

Ao longo desta semana, uma série de declarações públicas de dirigentes do Fed são esperadas, incluindo do presidente da autoridade, Jerome Powell. Nesta segunda, Charles Evans, presidente do Fed de Chicago, disse que a economia americana está próxima do nível adequado para o início do tapering. Já a diretora do Fed Lael Brainard disse que o emprego nos EUA ainda está “um pouco abaixo da marca” que considera ser de progresso substancial. Outras notícias que chamaram a atenção foram os anúncios da aposentadorias do presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, e do dirigente da distrital de Dallas, Robert Kaplan. Ambos anteciparam sua saída da instituição em meio a uma polêmica sobre negociações que realizaram no mercado enquanto o Fed estimulava a economia.

Com a perspectiva de juros mais altos, os bancos tiveram altas importantes. JPMorgan (+2,42%), Citigroup (+1,53%), Bank of America (+2,66%) e Goldman Sachs (+2,29%) avançaram. No setor de energia, Chevron (+2,33%), ExxonMobil (+2,95%), Occidental Petroleum (+7,44%) também tiveram ganhos notáveis, em sessão marcada pela alta do barril, com o Brent atingindo a marca de US$ 79 pela primeira vez desde 2018, e com expectativa de que o aumento nos preços continue.

Por outro lado, Amazon (-0,58%), Apple (-1,05%), Microsoft (-1,73%) e Alphabet (-0,80%), que controla a Google, recuaram. Em uma análise sobre o setor no pós-pandemia, o Goldman Sachs aponta que as empresas dominantes com capacidade de inovar provavelmente permanecerão bem-sucedidas, proporcionando retornos estáveis. Por sua vez, tais companhias correm o risco de perder sua participação no mercado à medida que sucumbem a inovações ou regulamentações. Assim, a estratégia de comprar e manter as dez maiores empresas ao longo do tempo tende a apresentar desempenho inferior ao do mercado, à medida que empresas mais novas e de crescimento mais rápido surgem, conclui o banco.

Para o analista-chefe de mercados da CMC, Michael Hewson, as techs foram impactadas nesta segunda pelo fato de o juro da T-note de 10 anos ter alcançado brevemente a marca de 1,5% pela primeira vez desde junho.

Outro recuo relevante foi da Nike, que caiu 0,98%, e segue a tendência do final da última semana, quando os papéis da empresa tiveram forte desvalorização após uma revisão negativa para as perspectivas de sua produção na Ásia. Já Moderna (-4,95%) e Johnson & Johnson (-0,72%) recuaram em dia no qual reguladores americanos indicaram que irão precisar de mais tempo para revisarem os dados relativos à necessidade de aplicação das doses extras de suas vacinas contra a covid-19.

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