Análise gráfica: 5 indicadores que podem ser úteis nas suas operações

Tempo de leitura: 9 minutos

O especulador é conhecido como o operador de mercado que busca lucro através da variação dos preços de negociações no curto prazo. Contudo, não basta comprar e vender sem nenhum parâmetro. Por isso, é importante conhecer a análise gráfica e seus indicadores.

O que veremos neste artigo?
O que é a análise gráfica?
O que são os indicadores técnicos?
Qual a importância de utilizá-los nas operações?
5 Indicadores que podem ser úteis nas suas operações

A análise gráfica com o auxílio de indicadores serve como um guia para o trader tomar suas decisões, sejam elas no day trade, swing trade ou position trade. Por meio deles, o especulador consegue buscar os possíveis pontos de entrada e saída mais favoráveis.

Neste artigo você verá o conceito de análise gráfica e indicadores técnicos e conhecerá a importância de utilizá-los em suas operações. Também descobrirá 5 indicadores que podem ajudar você a operar.

Ficou interessado? Então continue a leitura!

O que é a análise gráfica?

A análise gráfica – ou análise técnica de ações – é uma forma de analisar o mercado financeiro através de gráficos. Seu objetivo é mostrar ao operador o comportamento dos preços de um ativo ou derivativo, de modo a norteá-lo em suas operações.

A origem dela data o século XVIII, quando o comerciante Munehisa Homma passou a anotar informações sobre a variação de preços do mercado de arroz japonês. Munehisa anotava os valores do primeiro e último negócio do dia, e os preços máximos e mínimos dos cupons de arroz.

Com essas informações, ele desenhava um retângulo vertical (que se parecia com uma vela) para registrar o histórico de cada dia. Passado algum tempo, ele percebeu que era possível deduzir os próximos movimentos dos preços a partir da combinação dessas velas.

Com o uso dessa técnica, Homma teve sucesso em mais de 100 negociações seguidas, o que lhe garantiu um cargo como consultor financeiro do governo japonês. Posteriormente, essa forma de ler o mercado foi espalhada pelo mundo – chegando ao ocidente na década de 1980.

Embora tenham surgido diversos outros tipos de gráfico, o criado por Munehisa – o padrão candlestick (velas) – é um dos mais conhecidos e utilizados até hoje. Ele faz grande sucesso entre especuladores, justamente pela facilidade e simplicidade do seu conceito e funcionamento.

O que são os indicadores técnicos?

Os indicadores técnicos são ferramentas que complementam à análise gráfica. Isso porque o mercado financeiro é incerto por natureza, e os preços podem se movimentar de forma distinta da prevista, mesmo quando se observa os padrões.

Portanto, os indicadores são abordagens matemáticas criadas para auxiliar o trader a prever as possibilidades de movimentação de preço com maior precisão. O indicador é traçado no gráfico e se vale dos dados extraídos do mercado para estimar a movimentação de preços no futuro.

A partir da análise gráfica somada à análise de indicadores técnicos é possível identificar bons momentos para iniciar ou encerrar uma operação, por exemplo. A utilização de ambos pode aumentar as chances de sucesso do especulador, bem como reduzir os riscos de uma operação.

Contudo é importante ser destacado que não há nenhum indicador que forneça com absoluta certeza qual será o próximo movimento de preço. Nesse sentido, a utilização de indicadores pode auxiliar na tomada de decisão, mas não oferece garantias na renda variável.

Qual a importância de utilizá-los nas operações?

Agora que você já sabe o que é a análise gráfica e os indicadores técnicos, vale conhecer um pouco mais sobre a relevância de utilizá-los em suas operações. Em especial, naquelas de curto ou curtíssimo prazo.

Apesar de não ser possível prever com 100% de precisão quais serão as movimentações do mercado, o uso da análise gráfica e dos indicadores técnicos facilita bastante a vida do trader. Isso porque o mercado é muito dinâmico, e as janelas de oportunidades abrem e encerram em pouco tempo.

O mercado conta com diversos operadores, milhares de negociações a todo o instante e uma grande variedade de informações disponíveis. Assim, o especulador não pode perder tempo fazendo cálculos manuais ou previsões sem a ajuda da tecnologia, sob o risco de não conseguir operar.

Desse modo, para aumentar as chances de sucesso nas negociações, é aconselhável que o trader tenha uma boa análise gráfica. E conte, ainda, com o auxílio dos indicadores que forneçam maior segurança e confiabilidade na hora de tomar suas decisões.

Porém, é preciso estar atento, pois o uso de muitos indicadores pode gerar análises antagônicas e atrapalhar suas operações. Também é válido ter em mente que o mercado muda com frequência, e alguns indicadores podem ter sua confiabilidade afetada ao longo do tempo.

5 Indicadores que podem ser úteis nas suas operações

Com o que foi visto até aqui, você já reúne o conhecimento necessário para escolher os indicadores que podem ser úteis na sua análise técnica.

Então confira nossa lista com 5 alternativas que costumam fazer parte do dia a dia dos traders da bolsa de valores:

1. Topos e fundos

O indicador que identifica os topos e fundo tem o objetivo de marcar os pontos extremos do gráfico de um ativo ou derivativo. O topo será o ponto mais alto de um movimento de alta. O fundo, por sua vez é o ponto mais baixo de um movimento de baixa.

É importante o trader saber identificar essas regiões por serem locais do gráfico em que o preço terá dificuldade de ultrapassar. Assim, os topos e fundos podem indicar regiões de entrada ou saída para o especulador.

2. Suporte e resistência

Assim como o indicador de topos e fundos, o suporte e resistência apontam níveis em que o preço encontra dificuldades em atravessar. Como se sabe, os preços no mercado de renda variável não têm comportamento linear. Eles geralmente se movem em zigue-zague.

Justamente nos pontos em que o mercado não consegue ultrapassar podem ser marcadas as regiões de suporte ou resistência. Normalmente, quando o preço rompe essas regiões ele tende a se deslocar para outro patamar até encontrar novos suportes ou resistências.

O suporte é traçado na parte inferior do gráfico, quando os preços estão em queda e tocam múltiplas vezes em um nível de preço e voltam a subir. Na resistência ocorre justamente o contrário, sendo marcada na parte superior do gráfico, no ponto em que o preço não rompe e retorna.

Regiões de suporte e resistência são usadas por traders como pontos de entrada ou alvo de suas operações. Logo, é possível entender o movimento do mercado para decidir comprar ou vender.

3. Linhas de tendência

Segundo a teorias de Charles Dow, o mercado financeiro se move em tendências e uma tendência somente é substituída por outra no sentido oposto. Logo, é fundamental o especulador saber traçar as linhas de tendência para poder aproveitar a força do mercado em suas operações.

Existem duas principais linhas de tendência:

  • LTA (linha de tendência de alta) – é uma reta que deve ser traçada observando no mínimo dois fundos anteriores. Seu ponto inicial é mais baixo que o ponto final.
  • LTB (linha de tendência de baixa) – é o oposto. Uma reta que deve ser traçada observando no mínimo dois topos anteriores. O ponto inicial é mais alto que o ponto final.

As linhas de tendência funcionam como projeções de onde o preço pode retornar antes de voltar a subir (no caso da LTA) ou cair (no caso da LTB). Além disso, o cruzamento do preço pelas linhas de tendência pode indicar a mudança na direção do mercado – e servir como ponto de entrada.

4. Médias móveis

A média móvel é um indicador formado pela média de deslocamento de preços ao longo do período escolhido. É muito comum ser utilizado o preço de fechamento dos candlesticks para o cálculo da média móvel.

Ela pode ser aritmética (não atribui peso aos preços) ou exponencial (atribui peso aos preços mais recentes). Além disso, os períodos são escolhidos pelo especulador. Por exemplo, caso escolha uma média móvel de 8 períodos, ela será traçada com base nos 8 últimos candlesticks.

Atualmente existem inúmeras estratégia que envolvem as médias móveis, mas elas geralmente são usadas como pontos de suporte e resistência. Muitos especuladores, por exemplo, usam pares de média móvel (uma longa e uma curta) como ponto de entrada, cada vez que elas se cruzam.

5. Bandas de Bollinger

As bandas de Bollinger foram criadas nos anos de 1980 pelo analista financeiro John Bollinger. Esse indicador serve para analisar o potencial de variação dos preços com base na volatilidade do ativo ou derivativo.

Ele funciona com 3 linhas: uma linha central e duas bandas: uma superior e outra inferior. Quando as bandas de expandem (afastando-se da linha central) a volatilidade dos preços está alta. Quando se retraem (aproximando-se da linha central) indicam baixa volatilidade.

Usualmente, os preços tendem a ficar a maior parte do tempo dentro das bandas. Logo, muitos traders traçam estratégias com base no rompimento das bandas ou retorno dos preços à linha central – a depender da forma escolhida para operar na bolsa de valores.

Após conhecer esses 5 indicadores, é importante ser lembrado que cada um possui uma finalidade específica. E usá-los ao mesmo tempo pode causar confusão na hora de operar. Logo, estude-os individualmente e somente use aqueles que atendam à sua estratégia.

Como você viu, a análise gráfica com o auxílio de indicadores pode revelar boas oportunidades de especulação para o trader dentro da bolsa de valores. Entretanto, isso não garante o sucesso do operador. Então treine bastante, tenha um bom gerenciamento de risco e proteja seu capital!

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